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Final Fantasy VII e as diferenças entre Remake, Remaster e Reboot

O tão aguardado jogo será lançado em 3 de março de 2020; ouça nosso podcast.

A E3 deste ano trouxe muitas novidades e dessa vez falamos sobre Final Fantasy VII e as diferenças entre Remake, Remaster e Reboot. Ouça clicando no player abaixo.

O tão aguardado jogo será lançado em 3 de março de 2020 e será exclusivo para o PlayStation 4. A Informação foi confirmada pela Square Enix em comunicado enviado nos primeiros minutos de hoje. Junto com a informação, foi divulgado também um vídeo de pouco mais de um minuto com algumas novas cenas e gameplay do remake.

O episódio 07 da segunda temporada do 220 Podcast contou com a participação de Daniel Sousa, Niel Filho e Saylon Sousa.

https://open.spotify.com/episode/12EDQ7P9Oj3pjmXJDcTJNF

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Game Jam Plus chega à sua 3ª edição

A 1ª etapa da Edição 2019 acontece simultaneamente em São Luís e em mais de 30 cidades

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Em agosto, acontece a primeira etapa da Game Jam Plus 2019, a terceira edição do evento em que os participantes são desafiados a criar um jogo em 48 horas. No total, serão três etapas, que funcionam como oportunidade para dar voz e autonomia aos jovens criadores e desenvolvedores de games.

A competição acontece simultaneamente em 33 cidades ao redor mundo, entre elas São Luís. Na primeira etapa, que será realizada entre os dias 2 e 4 de agosto, os participantes desenvolverão um protótipo de jogo em um prazo de 48 horas.

Os jogos serão apresentados, no formato Pitch, a uma banca de jurados locais que vão avaliar e decidir o jogo finalista de cada cidade. Os jogos restantes terão ainda uma chance de representar sua cidade, em uma campanha de divulgação para conquistar votos do público, por meio de um sistema de votação em uma plataforma online.

Na segunda etapa, as equipes dos jogos classificados terão acesso a mentorias direcionadas e oficinas online com profissionais renomados da área de desenvolvimento de games, com o objetivo de aperfeiçoar os produtos em um ciclo que dura 3 meses.

Na terceira e última etapa, as equipes estarão reunidas na cidade do Rio de Janeiro, no mês de novembro de 2019, para celebrar juntos e premiar os melhores jogos vencedores em categorias como Melhor Arte, Melhor Estratégia de Marketing e Melhor Som, além das premiações das categorias principais e de patrocinadores.

Em São Luís, a primeira etapa da edição 2019 da Game Jam Plus é organizada pela AMAGames com apoio do Sebrae, e será realizada no Sebraelab, (Sítio do Rangedor – Av. Jerônimo de Albuquerque, Cohafuma).

Para se inscrever na Game Jam Plus 2019, é só acessar o site http://www.gamejamplus.com/ e buscar a página de inscrições de São Luís. Para participar, não é obrigatório ter experiencia com desenvolvimento de jogos.

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Especiais

Um breve passeio pela história das trilhas sonoras de Final Fantasy (Parte 2)

Novos compositores e participações inesperadas marcam a nova fase da música de Final Fantasy.

Foto: Divulgação/Square Enix

Até o décimo título principal da franquia Final Fantasy, as composições eram comandadas pela renomado Nobuo Uematsu, ao qual retratamos na primeira parte desse especial. Após a sua saída, diversos compositores passaram pelas trilhas da saga, e nomes conhecidos da música também fizeram ponta, como Ariana Grande e Katy Perry.

Com diferentes abordagens, inspirações e ritmos, conheça as suas principais contribuições para a aclamada franquia de RPG da Square Enix.

NOVOS COMPOSITORES E RITMOS

Os novos compositores, tais como Masashi Hamauzu, Junya Nakano, Noriko Matsueda, Hitoshi Sakimoto, ainda que trilhassem, vez ou outra, o caminho de Nobuo Ueamtsu, e inspirassem em suas clássicas composições, buscaram, em seus trabalhos, sons inovadores e refrescantes para as suas respectivas trilhas sonoras.

A soundtrack de Final Fantasy X-2, por exemplo, foi a primeira sem a colaboração de Nobuo, ainda que fosse sequência do aclamado Final Fantasy X, jogo ao qual participou como compositor principal. Noriko Matsueda e Takahito Eguchi assumiram a posição e seguiram um direcionamento, até então, incomum para a franquia: o pop. Com a abertura do jogo tomada pela jovialidade da música japonesa popular, os ritmos de Final Fantasy X-2 festejavam um clima predominantemente alegre e cômico.

“Real Emotion” e 1000 Words” foram os principais frutos dessa nova abordagem, que ajudaram a alavancar a carreira da cantora Koda Kumi, intérprete das canções e dubladora de Lenne, personagem do jogo.

Já em Final Fantasy XII, Nobuo retornou rapidamente para deixar breves marcas musicais. A canção tema da franquia, aqui, se faz presente, com rearranjos e mixagens. Além disso, o musicista compôs a inédita “Kiss Me Goodbye”, canção interpretada pela japonesa Angela Aki que viria a ser o tema de encerramento do jogo.

Hitoshi Sakimoto, o compositor principal da trilha sonora, revelou que foi uma experiência árdua seguir os passos de Uematsu, por isso, decidiu criar um som único a sua maneira, levando em consideração a contribuição musical deixada por seu antecessor.  Ele também afirmou que as suas faixas foram baseadas nas emoções dos personagens e na atmosfera do jogo. O enredo, por outro lado, não foi levado em consideração para que a trilha não fosse afetada pelas mudanças no desenvolvimento do título, que levou 5 anos para ser finalizado.  

Masashi Hamauzu seguiu uma linha de pensamento parecida ao construir a soundtrack de Final Fantasy XIII, lançado em 2009. Nesse título, o compositor não foi limitado a manter a sua trilha alinhada ao som já estabelecido pela série. Ainda sim, ele não a compôs para se desmembrar do passado da franquia, mas focando no jogo ao qual foi apresentado. Além disso, inspirou-se em diferentes estilos musicais, como o jazz, rock, bossa-nova, eletrônico e o blues, revelando que a gama de gêneros não cansaria o jogador.

Dois anos depois, o musicista retornou para a sequência do jogo, chamada Final Fantasy XIII-2. Aqui, ele explorou ainda mais gêneros musicais, como o hip-hop, o metal e o funk. Naoshi Mizuta e Mitsuto Suzuki também fizeram parte do time. O primeiro desses revelou que sua música favorita da trilha, a “Xanadu, Palace of Pleasure”, foi inspirada na música dos anos 80. Já Suzuki revelou que a sua peça favorita, “Historia Crux”, mixa diferentes tons em um só. Para compô-la, ele utilizou o conceito de viagem do tempo como referência, assim como o jogo em si o fez.

Como um todo, a trilha de Final Fantasy XIII-2, provavelmente a mais eclética e versátil da trilha, agregou ainda mais vocais em suas faixas, tons agressivos e diferentes gêneros musicais.

Anos mais tarde, após finalizar a trilha de Lightning Returns, ao qual exerceu o mesmo papel de maneira semelhante, Masashi foi convocado para compor as faixas do spin-off World of Final Fantasy. Em entrevista para a Nova Crystallis, em 2016, o musicista revelou que, ao contrário de suas últimas soundtracks, que possuíam um tom mais sombrio, ele foi capaz de criar peças musicais bastante otimistas, devido ao universo amigável do título.

Outro fator pertinente, devido a essa natureza incomum de World, são o retorno de inúmeras canções clássicas da franquia. Aqui, todas foram rearranjadas para combinarem com a atmosfera leve do jogo.

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

Apesar de inicialmente atingir um público nichado, a franquia Final Fantasy foi alcançando, cada vez mais, novos ares, popularizando-se pela Europa e Américas. E como um dos principais produtos atuais da Square Enix, a série buscou se “globalizar” ainda mais, e a música é um dos caminhos para atingir tal objetivo.

Como visto anteriormente, os principais temas eram, até certo ponto, interpretadas por cantores e bandas japonesas. Apesar de normalmente não serem artistas populares do país, o patriotismo exercia o seu papel.

Contudo, para o lançamento de Final Fantasy XIII, em 2009, a companhia decidiu escolher a música “My Hands”, da cantora britânica Leona Lewis, para representar a versão internacional do jogo, substituindo a faixa “Kimi ga Iru Kara”, da trilha original. Segundo o presidente da Square Enix, a proposta inicial era ter criado uma faixa inédita para a versão ocidental do jogo, mas como o time americano era pequeno, acabaram por escolher uma música já licenciada.

De modo oposto, a sequência do jogo, Final Fantasy XIII-2, produziu simultaneamente as duas versões de sua música tema. Enquanto a estrela filipina de Glee, Charice, foi convocada para cantar o tema internacional do título, chamado “New World”, a japonesa Mai Fukui ficou responsável pela versão local. As diferenças entre ambas residem majoritariamente na letra e na língua cantada.

Um passo mais largo foi finalmente dado em 2016, com Florence + The Machine. A banda britânica foi previamente escolhida para contribuir com a trilha sonora do último título da saga principal, Final Fantasy XV. Ao contrário dos casos anteriores, não houve substituição de nenhuma faixa pré-existente, sendo assim, “Stand By Me, canção originalmente de Ben E King, regravada por Florence, foi utilizada na versão nacional e internacional do título.

Sobre o processo de gravação, a vocalista da banda comentou que Final Fantasy sempre foi caracterizada por ser “épica, mística e bela” e, em um vídeo de divulgação, destacou:

“Stand By Me é uma das maiores canções, provavelmente de todos os tempos, e você não pode realmente fazer nenhuma melhoria nela, você apenas tem que fazer com que ela se torne sua. Para mim isso significou trazê-la para o mundo de Florence + The Machine e de ‘Final Fantasy’.”

Já em 2017, de modo inusitado, a franquia convidou Ariana Grande para ser uma de suas personagens no jogo Brave Exvius, título exclusivo e gratuito para Androids e IOs.

Com o visual baseado na capa do seu disco “Dangerous Woman”, Ariana Grande tornou-se uma lutadora pixelizada, que lança poderosos ataques musicais contra os seus inimigos. Junto desse inesperado lançamento, a cantora, em parceria com a Square Enix, divulgou uma nova versão da canção “Touch It” como faixa promocional do jogo.

Por fim, a estrela Katy Perry foi a última grande grata surpresa a aparecer nos jogos da franquia. No final de 2018, a cantora foi anunciada como uma personagem do jogo Brave Exvius, assim como a sua colega Ariana Grande anteriormente. E para promover o novo lançamento, a cantora também divulgou uma música inédita, chamada “Immortal Flame”, junto a um vídeo promocional.

Como visto, a nova era musical de Final Fantasy é marcada por experimentações, diversidade de estilos e diferentes contribuições musicais. As mesclagens das recentes trilhas sonoras, ainda que fincadas nas raízes da franquia, em sua grande maioria, foram bem-sucedidas. Também mantiveram o renome de excelência musical que a franquia orgulhosamente possui.

Para a próxima e última parte desse especial, passaremos para o universo do morno Final Fantasy XV, que ainda que seja um título divisor de águas, sonoramente trouxe uma das melhores trilhas da franquia. E tudo isso graças ao impecável trabalho de Yoko Shimomura.

Enquanto não sai, preparamos uma playlist com as melhores faixas da franquia, incluindo as citadas no artigo. Confira abaixo:

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Especiais

Um breve passeio pela história das trilhas sonoras de Final Fantasy (Parte 1)

Conheça a história das trilhas sonoras de Final Fantasy, inicialmente criadas pelo renomado compositor Nobuo Uematsu.

Foto: Divulgação/Square Enix

Com mais de 30 anos de história, Final Fantasy ainda se mantém, hoje, como uma das mais aclamadas franquias de RPG. Junto ao seu gameplay renovável, histórias místicas e personagens (quase) sempre carismáticos, os jogos possuem peças musicais que impecavelmente dão vida ao jogo, incorporando o drama, a alegria, a tragédia e a melancolia com gêneros e ritmos diversos.

Contudo, apesar do sucesso atual, a Square Enix, desenvolvedora responsável pela franquia, enfrentou fortes turbulências mercadológicas no início de sua carreira. Muitos dos seus primeiros títulos não recuperaram o valor investido em custo e marketing. Diante disso, o diretor e designer Hironobu Sakaguchi decidiu criar um último jogo, que seria responsável por definir o destino da companhia.

Inspirado pelo RPG de sucesso comercial Dragon Quest, o primeiro Final Fantasy nasceu. Como o próprio nome ironiza, o jogo era a “fantasia final” da desenvolvedora, a última cartada da Square para esgueirar-se da falência e encontrar o seu lugar no meio capitalista. E bem, se vocês estão aqui, é porque ela conseguiu.

Nessa decisiva empreitada surgiu Nobuo Uematsu, o compositor dos principais títulos iniciais da franquia. Naquela época, o artista, assim como a fadada companhia, também enfrentava crises financeiras, o que o fez trabalhar para várias bandas amadoras e criar músicas para comerciais.

Felizmente, tudo mudaria em 1985, quando o compositor conheceu o diretor Hironobu e a Square Enix. Nesse período, ainda que o futuro da companhia estivesse incerto, Nobuo sentiu-se inspirado pela visão e confiança de Hironobu, o que o fez trabalhar na trilha sonora do primeiro Final Fantasy. Trabalho que seria o primeiro de muitos e que o faria ser reconhecido como um dos maiores compositores da indústria gamer.

Dito isso, confira, a seguir, um resumo da trajetória de Nobuo Uematsu pela franquia, com curiosidades, segredos e informações que foram, há muito tempo, enterradas pela internet.

FINAL FANTASY I, II e III

Para o primeiro título da franquia, Nobuo Uematsu utilizou os briefings de Hironobu Sakaguchi e as artworks de Yoshitaka Amano como inspiração. A trilha sonora do clássico Super Mario Bros também foi referência para o seu trabalho.

Ao fim, o compositor produziu 20 faixas, incluindo temas de batalhas, músicas ambientes e canções que tornariam-se recorrentes na franquia, como o “Prelude”, “Opening Theme” e “Victory”.

Devido ao instantâneo sucesso comercial do título, Nobuo foi contratado para trabalhar em período integral na Square, logo tomando a posição de compositor da sequência. Para o desenvolvimento de sua nova trilha, ele concentrou-se em retratar locais místicos e impulsionar algumas peças, como o adorável tema do “Chocobo”. Tudo isso, baseando-se na trilha sonora do seu antecessor.

Dois anos mais tarde, em 1990, o artista dobrou o seu trabalho, criando 44 peças musicais para o Final Fantasy III. Nesse ponto, querendo provar que poderia criar arranjos mais complexos, ele produziu o álbum Final Fantasy III: Legend of Eternal Wind, que apresenta faixas mixadas e arranjadas com temas vocais e narrativas épicas.

FINAL FANTASY IV

Com o estrondoso sucesso da franquia, o quarto título era inevitável. Final Fantasy IV, além de gerar uma fantástica campanha com Cecil, Rydia e Edward, também foi responsável por criar um dos temas de batalhas mais populares da franquia, que infelizmente não recebeu um nome apropriado e é chamado apenas de “Battle 1”, o que pode gerar equívocos e confusões.

De todo modo, nesse ponto da história, o compositor, com sua sede agora em Havaí, deixou-se inspirar pelo cenário mais elaborado do jogo para criar faixas evocativas, baseadas nas emoções e personalidades dos protagonistas. E a faixa “Theme of Love” é um exemplo disso.

FINAL FANTASY V

Já na sequência, Nobuo Uematsu retornou ainda mais ambicioso. Como resultado, foi criada a música “Clash on the Big Bridge”, um animado e cômico tema de batalha do eterno Gilgamesh e que viria reprisar o seu papel mais tarde em novos títulos, tornando-se uma das canções favoritas do público.

Para a composição da trilha de Final Fantasy V, ele assegurou que a música permanecesse acessível e sincera, colocando em foco melodias poderosas que poderiam falar por si mesmas.

FINAL FANTASY VI

As primeiras experimentações do compositor vieram, em 1994, com Final Fantasy VI. Tendo a sua disposição novos aparatos tecnológicos, Nobuo Uematsu sentiu-se mais à vontade para explorar novos ares para a sua música.

Parte dessa nova dinâmica gerou algumas extensas faixas para a soundtrack, incluindo: “Opera Maria and Draco”, uma sequência inspirada na música clássica; “Dancing Mad”, uma peça de órgão que representa a metamorfose do chefe final; e “Balance Is Restored”, um tema de encerramento com samples temáticos de cada protagonista.

A trilha sonora de Final Fantasy VI marcou a primeira tentativa do compositor em criar faixas com vocais para a franquia. “Dancing Mad”, por exemplo, entre os seus dezessete minutos, apresenta vozes “intangíveis” mixadas por sintetizadores. Esse coro abafado atravessa a longeva obra orquestral, guiada por órgãos e instrumentos de percussão, em suas quatro diferentes seções, cada qual correspondente a um estágio da luta final contra o vilão Kefka.

Após o lançamento, o álbum de Final Fantasy VI ganhou destaque entre a mídia e os críticos, sendo eleito uma das melhores soundtracks de todos os tempos. Não por menos, Nobuo o cita como o seu trabalho favorito da franquia.

FINAL FANTASY VII

A transição da franquia para a era do Playstation permitiu Uematsu abraçar ainda mais a experimentação e diferentes estilos musicais em Final Fantasy VII. De acordo com as reviews oficiais, a obra é um híbrido de rock e eletrônico, ao mesmo tempo que é, primordialmente, uma trilha orquestral.

Entre os seus destaques está a melancólica Aerith’s Theme, faixa concebida por instrumentos de sopros e solos de piano, que toca durante um dos momentos mais emocionantes da história dos jogos eletrônicos. Consensualmente, a música ganhou forte apreço pelos fãs e críticas especializadas, sendo rearranjada e remixada diversas vezes após o seu lançamento.

Outra notória faixa é indiscutivelmente uma das favoritas do público, se não a mais ovacionada: One-Winged Angel“. O tema de rock orquestral foi consagradamente descrito como a “maior contribuição do musicista para a franquia” e a “ideia mais inovadora na história de Final Fantasy”.

Para o desenvolvimento dessa canção, a sua primeira com vocais digitalizados, Nobuo utilizou versos em latim, que são inspirados na peça Carmina Burana do musicista alemão Carll Off. Comentando sobre a sua criação, o compositor revelou que “tinha o vilão Sephiroth em mente quando começou a criar a música, assim, o som gira totalmente em torno de sua imagem“.

Devido a sua popularidade, One-Winged Angel foi reutilizada, posteriormente, em diversos subprodutos da franquia, como o filme em CGI Advent Children e o derivado World of Final Fantasy.

FINAL FANTASY VIII

Como uma história de amor, Final Fantasy VIII se embala no romance, como notório em sua trama, e na faixa Eyes On Me, tema interpretado pela cantora chinesa Faye Wong.

Devido a capacidade tecnológica do Playstation, Nobuo Uematsu conseguiu desenvolver para o título samples orquestrais ainda mais expressivos e realistas. A faixa de versos em latim, “Liberi Fatali”, é a prova de que a nova empreitada do musicista foi bem-sucedida.

FINAL FANTASY IX

Enquanto as suas últimas soundtracks, assim como os jogos aos quais faziam parte, flertavam com o realismo, Final Fantasy IX adotou a temática medieval, voltando-se fortemente para a fantasia em si.

A trilha sonora do jogo também foi particularmente influenciada pelas aventuras pessoais do compositor, que durante o seu tempo livre, estudou a música de diferentes eras e países.

Essa jornada, felizmente, gerou faixas indispensáveis, tais como: “Vamo Alla Flamenco”, música evidentemente inspirada no ritmo espanhol; “Bran Bal”, canção baseada na arte impressionista; e “A Place to the Call Home”, tema que utiliza instrumentos “ancestrais”.

FINAL FANTASY X

Abrigando uma das melhores trilhas da série, Final Fantasy X proporcionou uma nova experiência para o compositor Nobuo Uematsu, ao inaugurar a era do Playstation 2 para a franquia de RPG.

Contudo, devido a exaustão e distrações em reuniões do trabalho, o musicista ficou incapaz de manter o ritmo para entregar a trilha sonora a tempo do deadline. Por essa razão, ele solicitou assistentes, o que acabou por marcar a primeira vez que uma soundtrack da franquia seria produzida em colaboração com outros musicistas, nesse caso Masashi Hamauzu e Junya Nakano.

Com mais mão de obra e tecnologias à disposição, a trilha de Final Fantasy X gerou uma composição eclética, que reuniu diversos ritmos inusuais para a saga, como o funk, o metal, o eletrônico e até o gospel.

A emblemática “To Zanarkand”, que inicialmente foi desenvolvida para um recital de uma amiga de Nobuo, tornou-se uma das favoritas dos fãs, dos críticos e do próprio compositor. Já “Suteki da ne (Isn’t Wonderful?)”, música tema do jogo, é interpretada pela cantora japonesa de folk Rikki e inspirada na atmosfera das ilhas de Okinawa, um ambiente isolado e majoritariamente tropical, que também serviu de referência para as locações do game.

FINAL FANTASY XI

Novamente acompanhado, Nobuo Uematsu encerrou sua era em Final Fantasy com o décimo primeiro título da franquia, sendo o seu último trabalho como compositor principal (até ele retornar em 2014, em Final Fantasy XIV).

Como tratava-se de um jogo online, o musicista decidiu utilizar a língua Esperanto no tema de abertura para simbolizar a conexão entre diferentes culturas ao redor do globo. Poético.

Em 2004, após exercer o seu trabalho em 11 títulos, durante 17 anos, Nobuo Uematsu deixou a Square Enix para se tornar um freelancer, abrindo uma nova era musical para a franquia. Novos rostos e talentos conhecidos apareceram nessa amada casa, um assunto que será tratado detalhadamente na próxima parte desse artigo.

E enquanto não chega, aproveite essa playlist feita pelo Volts com as melhores faixas da franquia, incluindo as citadas no texto:

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