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Filmes

Fã une versões live-action e animação para arrumar o novo The Lion King

Vídeo foi feito usando técnicas de deep fake.

O “realismo” matou o Rei Leão, dizem alguns. Para eles agora há um vídeo curtinho, feito por um fã, que coloca as expressões faciais do longa original de animação sobre os animais realistas do filme de 2019, que, apesar de ser chamado de live-action, não usou animais reais (?).

Usando técnicas de “deep fake”, Ontyj, colocou lado a lado a versão real do trailer de The Lion King 2019 e a sua, onde os personagens estão extremamente mais expressivos, como na animação original.

Mas morto ou não, o filme arrebanhou audiência e dinheiro nas bilheterias por todo o mundo, apenas confirmando que a Disney está correta se nunca mais fizer um filme original.

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O próximo James Bond não será mulher, confirma produtora de 007

“Ele pode ser de qualquer cor, mas ele é homem”, afirma Barbara Broccoli, produtora da franquia

Foto: Greg Williams / Handout

Se no ano passado as especulações eram que uma mulher assumiria a identidade de 007, os produtores da franquia, Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, colocaram um fim nessa possibilidade. 

Em abril estreia No time to die, novo filme com as histórias de James Bond. Daniel Craig já deixou avisado: é o último filme em que atua como o protagonista. A aposentadoria de Craig do papel fez com que até o nome de Lashana Lynch (Maria Rambeau, em Capitã Marvel)  fosse cogitado. Porém, Broccoli foi categórica: “Ele [James Bond] pode ser de qualquer cor, mas ele é homem”.

A declaração foi feita em um entrevista à Variety e pode até soar arrogante, mas a produtora se explica: “Acredito que devemos criar novas personagens para mulheres, personagens fortes. Eu não estou particularmente interessada em ter um personagem masculino com uma mulher interpretando-o. Acho que as mulheres são muito mais interessantes do que isso”.

Em Hollywood, é comum a ideia de colocar uma mulher em um papel originalmente masculino em vez de escrever personagens e histórias para elas. Oito Mulheres e um Segredo (2018) e As Caças Fantasmas (2016) são alguns exemplos dessa situação.

A negação de Barbara de transformar o agente britânico em uma mulher e sugerir criação de histórias únicas para elas pode ser uma resposta à dura realidade do mercado cinematográfico. A agência de publicidade Creative Arts Agency e a companhia de tecnologia Shift7 realizaram um estudo com filmes lançados entre 2014 e 2017 e revelaram que o número de filmes com protagonistas femininas é menor que o de filmes com homens no papel principal. Das 350 produções analisadas, 105 contavam com mulheres protagonistas, enquanto 245 eram com homens no elenco principal. 

No estudo Inequality in 700 Popular Films, que analisou 700 filmes lançados entre 2007 e 2014, as mulheres representavam apenas 30,2% dos 30.835 personagens com falas. A pesquisa também mostrou que em 2014, do top 100 filmes, em 21 as mulheres eram as estrelas ou co-estrelas.

Talvez os filmes de James Bond não sejam a chance de aumentar o quantitativo de mulheres protagonistas, mas ainda pode acontecer uma representatividade: “Ele pode ser interpretado por um ator que não é branco”, explica Barbara. Em 2018, o Hollywood Reporter realizou uma pesquisa que apontou Idris Elba (John Luther em Luther e Heimdall no Universo Cinematográfico da Marvel) como preferido de 63% do público americano para substituir Daniel Craig. O resultado deu muita esperança para a possibilidade de ver o primeiro James Bond negro da história.

No Time to Die é o quinto filme de Daniel Craig no papel de 007. No elenco, estão presentes ainda: Rami Malek, Ralph Fiennes, Rory Kinnear, Ben Whishaw, Naomie Harris, Lea Seydoux  e Jeffrey Wright.

O novo filme de James Bond, o 25º da franquia, chega aos cinemas norte-americanos no dia 10 de abril.

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Filmes

Oscar 2020 | Saiba onde assistir a alguns dos indicados

Indicados estão nos cinemas e plataformas digitais

Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Diretor… São 24 categorias em que diversos filmes concorrem para receber uma estatueta na cerimônia do Oscar, uma das principais premiações (ou a principal) do cinema, realizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A 92ª cerimônia de entrega dos prêmios da academia será realizada no dia 09 de fevereiro e vai repetir a fórmula do ano passado: a noite vai ser conduzida sem anfitrião.

Os dados desta edição são interessantes: o campeão de indicações é Joker, concorrendo a 11 estatuetas, entre elas a de Melhor Filme. Seus principais concorrentes são Era Uma Vez Em Hollywood, 1917 e O Irlandês, cada um com 10 indicações. Essa última película chama atenção por ser um filme distribuído pela Netflix, o que poderia indicar uma tendência de incluir ainda mais filmes dos serviços de streaming.

A gigante das plataformas de streaming fez bonito: emplacou 8 filmes e soma 24 indicações ao Oscar 2020. Na categoria principal, além de O Irlandês, também concorre com História de um Casamento. Ambos os filmes têm indicações na categoria de Melhor Ator Coadjuvante: Al Pacino e Joe Pesci foram nomeados por O Irlandês e Anthony Hopkins por Dois Papas. Os atores concorrem com Brad Pitt (Era Uma Vez Em Hollywood) e Tom Hanks (Um Lindo dia na Vizinhança). É bom lembrar: a última vez que Tom Hanks e Anthony Hopkins concorreram na mesma categoria foi no Oscar 1994, na disputa pelo prêmio de Melhor Ator. Quem venceu foi Tom Hanks, por Philadelphia

Na categoria principal, temos Parasita, de Bong Joon-ho, que também concorre a Melhor Filme Estrangeiro. O longa é responsável por levar a Coreia do Sul ao Oscar pela primeira vez. É, também, o sexto filme de língua não-inglesa a ter indicação dupla de melhor filme estrangeiro e melhor filme.

Ah, e tem Brasil na premiação também: Democracia em Vertigem, de Petra Costa, concorre na categoria Melhor Documentário. O documentário é uma produção que estreou no Festival de Sundance e foi comprada pela Netflix.

Mas vamos ao que importa: alguns filmes indicados ao Oscar 2020 estão em cartaz nos cinemas brasileiros ou podem ser vistos em diversas plataformas digitais/streaming. Se você quer se preparar para assistir aos filmes antes da premiação, confira a lista:

MELHOR FILME
Joker – Disponível no serviço on demand das operadoras de TV e nas plataformas digitais (Google Play, iTunes, Looke, Now e Youtube)
O Irlandês – O longa pode ser assistido pela Netflix
História de um Casamento – Também disponível na Netflix.
Era Uma Vez Em… Hollywood – Serviço on demand das operadoras de TV
Adoráveis Mulheres – Filme em cartaz nos cinemas
Parasita – Em cartaz nos cinemas
1917 – Estreia nos cinemas brasileiros em 23 de janeiro
JoJo Rabbit – Estreia dia 6 de fevereiro nos cinemas do país
Ford vs Ferrari– fora dos cinemas e ainda indisponível nos serviços de streaming

MELHOR ANIMAÇÃO
Como Treinar Seu Dragão 3 – Disponível Online (Google Play, iTunes, Looke, Now e Youtube)
Lost My Body – Disponível na Netflix
Klaus – Também disponível na Netflix
Toy Story 4 – Online (Google Play, iTunes, Looke, Now e Youtube)
Link Perdido – Fora de cartaz

MELHOR CURTA ANIMADO
DCERA (Daughter) – Ainda não disponível online
Hair Love – Disponível no YouTube
Kitbull – Disponível no YouTube
Memorable – Disponível no Vimeo
Sister – Disponível no Vimeo

MELHOR CURTA METRAGEM
Brotherhood – Disponível no Vimeo
Nefta Football Club – Disponível no Vimeo
The Neighbors’ Window – Disponível no Vimeo
Saria – Não disponível
A Sister – Não disponível

DEMAIS CATEGORIAS
In The Absense (Melhor Documentário em Curta Metragem) – Disponível no Vimeo
Walk Run Cha-Cha (Melhor Documentário em Curta Metragem) – Disponível no Vimeo
Dor e glória (duas indicações) – Disponível no serviço sob demanda das operadoras de TV
Judy (duas indicações) – Estreia nos cinemas em 30 de janeiro
O escândalo (três indicações) – estreia nos cinemas em 16 de janeiro
O farol (indicado em Melhor Fotografia) – em cartaz no Cineart Ponteio
Democracia em vertigem (indicado em Melhor Documentário) – Netflix
Indústria americana (indicado em Melhor Documentário) – Netflix
Um lindo dia na vizinhança (indicado em Melhor Ator Coadjuvante) – estreia nos cinemas brasileiros em 23/1 Entre facas e segredos (indicado a Melhor Roteiro Original) – em cartaz em alguns cinemas brasileiros
Os miseráveis (indicado em Melhor Filme Internacional) – em cartaz em alguns cinemas brasileiros
Star wars: A ascensão Skywalker (duas indicações) – Ainda em cartaz em alguns cinemas brasileiros
O Rei Leão (indicado em Melhores Efeitos Visuais) – disponível no serviço sob demanda das operadoras de TV
Malévola – (indicado em Melhor Cabelo e Maquiagem) – disponível no serviço sob demanda
Ad astra (indicado em Melhor Mixagem de Som) – disponível no serviço sob demanda das operadoras de TV
Rocketman (Melhor Canção Original) – Disponível no NOW e outras plataformas digitais
Superação: O Milagre da Fé (Melhor Canção Original) – NOW e outras plataformas digitais
Vingadores: Ultimato (Melhores Efeitos Visuais) Amazon Prime Video, Google Play, iTunes, Now e Youtube)

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Crítica de Filme

Crítica | Parasite (2019)

Filme nos provoca sobre nosso próprio parasitismo social.

Planejar é um ato falho. Bong Joon-ho propõe uma reflexão – em cima de uma crítica – ao nos contar a história da família Ki-taek. Talvez eles possam ser encarados como a escória da sociedade, talvez ele sejam mesmo (ou talvez não). Isso porque se compararmos sua afetividade em relação aos Park, a outra família retratada em Parasite (2019), é nítido que o laço construído entre os Ki-taek é correspondente entre todos os membros.

Retratando duas facetas da sociedade sul-coreana, naquilo que seu repertório lhe proporciona, o diretor entrega um diálogo audiovisual muito intenso. A todo momento os Ki-taek estão aplicando ou revisando conceitos pragmáticos filosóficos e sociológicos em seus atos sórdidos de charlatanismo que não nos horrorizam (embora devessem), mas sim arrancam gargalhadas nas primeiras horas do longa-metragem. A parte mais engraçada nisso tudo é que você não consegue terminar o filme rindo (com exceção de um único personagem que na contramão do nosso estado havia iniciado o filme sem esboçar sorrisos).

Para a Biologia o parasitismo é a “interação entre duas espécies, na qual uma delas, o parasita, se beneficia da outra, o hospedeiro, causando-lhe danos de maior ou menor importância, mas raramente a morte“. Bong Joon-ho entrega a nós uma história que não escapa em nenhum momento dessa definição, a não ser pelo fato do parasita (ou dos parasitas) serem racionais o suficiente para conceber a própria imoralidade, julgá-la e aceitá-la. E aqui fica um questionamento sobre quem de fato é o parasita: o pobre que vive sobre a sobra dos sobejos dos ricos, ou os ricos que nem se dão conta do qual organizados são os pobres dentro de seu próprio território.

Com planos lentos e câmeras com movimentação contemplativas, a fotografia do filme está sempre ressaltando as diferenças entre as duas famílias (os Ki-taek e os Park), por meio de ângulos e linhas “invisíveis” na tela reforçando os esteriótipos delineados no filme. Obviamente que a proposta aqui não é a a aceitação desses esteriótipos, mas sim torná-los nítidos para o espectador. Cabe então a este fazer a observação do quão as diferenças preexistentes escondem semelhanças nos dois grupos, que se julgam distantes por maniqueísmos construído pelo status e o dinheiro. Enquanto um julga por considerar inferior e sujo, o outro julga por considerar superior e limpo demais. Não apenas na aparência, mas no comportamento. Julgar é o ato falho de maior semelhança entre humanos.

Parasite (2019), embora não seja sobrenatural, dialoga com o elemento da causa e efeito e nos entrega uma montagem que dinamiza a ação quando é necessário que vivenciemos ela. É na cena da inundação na casa dos Ki-taek, no porão de um prédio no subúrbio, que essa montagem fica mais acentuada a partir do link desagradável entre os vasos sanitários dos dois porões (o dos Park e dos Ki-taek). Uma montagem que remete ao mórbido quando tomamos o clímax do filme.

É nessa balança entre cômico e suspense, lentidão e ação, limpo e sujo, que Parasite (2019) se constitui num conjunto reflexivo sobre nós mesmos, que parasitamos os outros e nós mesmo a partir de um canal universal: os planos. O tragicômico dá lugar a um realismo introspectivo, pois não há momento algum após a experiência de ver o filme que você não se pergunte o quanto já se tornou o parasita de alguém.

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