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Exclusivo: Enme fala sobre clipe de ‘Killa’, Vogue Itália e sucesso no Maranhão

Enme vem conquistando seu espaço, mais que merecidamente, no mercado fonográfico do Maranhão. Seu álbum de estréia ‘Pandú’ já registrou mais de 100.000 streams nas plataformas digitais e conta com seis faixas inéditas, todas produzidas pela equipe composta por Brunoso, Sandoval Filho, Fabregas Music e Joe Joeezy.

Em entrevista exclusiva ao Volts, o artista do momento no Maranhão contou mais sobre o processo de seu mais novo clipe ‘Killa’ e como está sendo todo esse processo de ascensão no mercado.

Como Killa ganhou vida, qual a história por traz do clipe? 

Enme: Killa é aquela pessoa maravilhosa que tá sempre arrasando e atraindo olhares por onde passa. No clipe a gente quis trazer uma conexão direta de auto estima e auto confiança com a própria música. Ninguém para de dançar, enquanto Killa estiver tocando estaremos arrasando.

Como você descreveria sua última obra, qual o impacto você pretendia alcançar?

Enme: Esse videoclipe é o meu sonho de infância. É tudo o que eu assistia e queria viver dentro na época da Mtv. Depois da capa de Pandú que foi um material visual marcante, eu queria lançar algo que realmente me completasse. Algo que as pessoas pudessem dizer “nossa isso tá a cara da Enme”. É sobre construir uma identidade cada vez mais marcante e levar o orgulho do nosso Estado.”

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Com o videoclipe de ‘Killa e o mistério do Cazumba’, Enme conquistou um novo feito para se orgulhar: as fotos de divulgação do álbum, produzida pela equipe da Cazzu Br em parceria com a gravadora Sotaque, ganharam destaque no site da Vogue Italiana.

Como foi para você ter seu trabalho divulgado na Vogue Italiana?

Enme: Isso é fruto de uma equipe absurdamente talentosa. Eu exijo demais de mim e das pessoas com quem trabalho pra que sempre possamos buscar a excelência. Receber o selo da Vogue em um material fotográfico é um marco histórico e só mostra que temos profissionais incríveis nessa cidade, do style a fotografia. Eu me sinto feliz de poder ser a vitrine para esse material e principalmente de poder levar o nosso povo para esses espaços midiáticos.

Você busca ser um modelo LGBTQI+ para a comunidade aqui em São Luís por meio da sua música? 

Enme: Eu não me preocupo em ser modelo pois isso seria acabar com a pluralidade artística da nossa cidade. Eu quero poder compartilhar algumas coisas que eu sei para eles também possam se estruturar e se desenvolver no mercado musical. É mais uma assistência do que uma referência.

É notório que uma grande crescente de cantor@s telentos@s ascendendo agora como a Frimes, Butantan e Only Fuego aqui na ilha. Perguntamos a Enme como encara esse mercado musical local.

Enme: Foram anos de trabalho, anos de portas fechadas, anos de segregação, brigas e coisas absurdas que ninguém imagina que passamos pelos backstsge. Cada palco conquistado foi suado, sofrido e dolorido. Muita gente acha fácil e subestima nossa capacidade mas, não aguentariam um dia na pele da a Enme ou das minhas irmãs. Nos somos guerreiras. As dificuldades fizeram nossa força e nosso talento não perde em nada pra ninguém que esteja fazendo algo lá pelo centro do mercado musical. Não temos grandes investidores mas temos um estado rico de referências, cultura, pessoas engajadas e isso que importa. E cada vez mais queremos quebrar essa bolha. Quando começarem a mergulhar na sonoridade maranhense, e isso já está acontecendo, vão encontrar bem mais que nos quatro. E é preciso que outros artistas estejam levando tão a sério tudo isso como eu estou, se não todo esforço foi em vão. 

O público que acompanha Enme nas redes sociais tem crescido. São mais de 15 mil seguidores distribuídos entre elas, sempre interagindo e apoiando o trabalho dessa verdadeira diva acessível.

https://twitter.com/enmepaixao/status/1167198304704323586
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Coberturas

#VoltsNaMSDC Confira a programação completa da Mostra Sesc de Cinema em São Luís

Evento acontece de 19 a 28 de Novembro e exibe 70 produções brasileiras

Além da seleção lançada em Paraty, com 42 filmes das cinco regiões do Brasil, a MSDC conta com o Panorama Maranhão que traz 28 produções locais. O evento está agora em seu terceiro ano de existência, mas ao funcionar como uma plataforma de facilitação de acesso do público a um rico material cinematográfico que é a cara do Brasil, a Mostra prova sua importância e relevância para o cenário cultural do nosso país.

No Maranhão, a MSDC acontece de 19 a 27 de novembro no Cine Praia Grande com os Panoramas Brasil e Maranhão. E de 26 a 28 de novembro no Teatro Sesc Napoleão Ewerton com o Panorama Infanto Juvenil. Lembrando que toda a programação é gratuita.

Além das exibições, a MSDC também vai oferecer a Oficina de Criação e Desenvolvimento de Séries de Animação, com Otoniel Oliveira do Iluminuras Estúdio de Animação (PA).

Para ficar por dentro da MSDC, acompanhe a cobertura pelas redes sociais do Volts – e clicando AQUI você tem acesso a grade com todos os horários.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC – Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Sudeste

Os filmes selecionados vêm dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Sudeste são as estrelas. Vai vendo.

Fabiana (São Paulo, São Paulo) 89min, longa-metragem, documentário, 2018

‘Fabiana’ é o longa dirigido e escrito pela goiana Brunna Laboissière cuja proposta interessa de cara: pegar carona no caminhão da mulher trans e também lésbica que dá título ao filme. Uma figura poderosa, despachada e cheia de bagagem que segue baforando seu cigarrinho pela janela enquanto compartilha vivências.

O universo da estrada é por si só uma fonte infinita de histórias, mas Fabiana é um ponto de resistência numa profissão dominada por homens – não meramente por ser mulher e caminhoneira, mas também por sua orientação sexual. Porém, infelizmente o potencial fica perdido na estrada. A condução do filme é surpreendentemente passiva, desperdiçando a oportunidade de explorar a evidente riqueza do material.

E dá pra entender a intenção de Laboissière de não interferir, por exemplo, numa passagem em que Fabiana atende uma ligação e aparentemente recebe uma notícia ruim, desliga a chamada e fica em silêncio por longos minutos, balbucia algo e segue em silêncio até que a diretora pergunta “O que houve?” e aí ela finalmente conta. Outras sequências se limitam a contemplação pura e simples. Ou seja, a fartura do material exige mais intervenções e ao público resta sair da sessão como quem esperava uma viagem memorável e pegou apenas uma caroninha curta.

Plano Controle (Belo Horizonte, Minas Gerais)16min, curta-metragem, ficção, 2018

Se a turma do Twitter produzisse um filme, seria esse Plano Controle. Um flerte divertido com a ficção científica ensaia um Brasil onde o teletransporte é uma realidade e pode ser acionado como quem ativa um pacote de dados de internet móvel.

Escrito e dirigido por Juliana Antunes, o curta brinca com viagens no tempo pra fugir da realidade dura de 2016 com o golpe que tirou Dilma da presidência. Pra ilustrar os deslocamentos no espaço-tempo, o filme investe numa bricolagem de cenas icônicas da cultura pop nacional que vão de Van Damme dançando com a Gretchen no palco do Gugu a clássicos musicais dos anos 90. Sendo assim, onde “Plano Controle” falta em fazer sentido, sobra no senso de humor. 16 minutos bem aproveitados.

Navios de Terra (Belo Horizonte, Minas Gerais) 70min, longa-metragem, ficção, 2018

Esse longa de ficção dirigido por Simone Cortezão é um investimento pesado na estética do marasmo. Conceitual e visualmente promissor, o filme pensa a exploração de minério como o “deslocamento de montanhas” do Brasil a China e vice-versa. Seu protagonista (Rômulo Braga) sai de Minas e vai de navio ao outro continente em busca desses encontros muito subjetivos que ninguém sabe direito explicar. Nesse meio tempo o que se vê é um filme lentíssimo e frequentemente até arrastado onde quase nada acontece.

Jéssika (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro) 19min, curta-metragem, ficção, 2018

Jéssika, filme de Galba Gogóia, propõe uma discussão pertinente sobre a importância do acolhimento familiar em diversos níveis ao trazer a travesti do título de volta a casa onde cresceu como menino, pra reencontrar a mãe.

Pouco criativo na direção, o filme gira em torno de um diálogo na mesa do café (em plano e contraplano) onde muitos “não-ditos” e mágoas ficam evidentes assim como o amor entre as duas personagens, que é o que acaba gritando mais alto no fim das contas, mas tanto na vida quanto no filme, não é só o que importa. Infelizmente para Jéssika, como para tantas outras, apenas ser chamada pelo nome, já é uma imensa prova de aceitação pra quem cresceu acostumada a viver na defensiva.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Nordeste

Os filmes selecionados vêm dos estados da Bahia, Ceará, Sergipe, Paraíba e Pernambuco

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Nordeste são as estrelas. Vai vendo.

Mateus (Recife, Pernambuco) 80min, longa-metragem, documentário, 2017

Essa doçura de documentário em formato road-movie é um breve passeio pela cultura popular pernambucana que só prova quão vastas e ricas são as tradições culturais do nosso país. Os palhaços Jurema e Bandeira vão rasgando a estrada a bordo de um fusquinha azul 78 em busca dos veteranos ‘brincadores’, palhaços que são chamados de ‘Mateus’ na região da Zona da Mata norte-pernambucana.

O doc. dispensa o didatismo que até poderia esclarecer os termos “Loa”, “Cavalo Marinho” entre tantos outros e prefere focar nos personagens como seu Zé de Bibi e o Mateus Martelo que, já idosos, seguem como guardiões de um saber popular tão belo e puro. “Pessoas assim enchem a minha alma de alegria”, diz Jurema em certo trecho – e assim também é o filme que emociona e diverte na mesma intensidade.

Ilha (Salvador, Bahia) 92min, longa-metragem, ficção, 2018

O que o Cinema quer da gente é coragem” … “Vocês vão ter que engolir a seco a minha subjetividade”… “O amor ensina e mata aqueles que não tem imaginação”. Assim é o longa-metragem de Ary Rosa e Glenda Nicácio, cheio dessas frases de efeito e citações, nunca dispensa a oportunidade de ser viajativo, às vezes é cafonaço, mas sempre muito consciente do próprio conceito de ser um filme provocativo e intrigante sobre a arte de fazer filmes.

Em Ilha o uso da quebra da quarta parede ganha um contorno diferente já que quem olha para a lente não encara exatamente o público e sim Thacle, o personagem que opera a câmera. E enquanto o filme dentro do filme vai sendo feito, as barreiras entre realidade e ficção vão se estreitando e memória e Cinema se misturam pra terminar no abraço. O abraço que Emerson dá em seus pais da ficção é também um acerto de contas com os pais da vida real e por isso a cena cresce tanto. Já o abraço final pode até ter lá a sua dose de cafonice, mas é marcante como é também o filme inteiro. Os dois.

Orin: Música para os Orixás (Salvador, Bahia) 73min, longa-metragem, documentário, 2018

Esse documentário em longa-metragem dirigido por Henrique Duarte parte da interessante premissa de que os cânticos e ritmos do candomblé tiveram papel determinante na construção de diversos gêneros musicais brasileiros, do samba ao funk. Dessa forma, o texto vai evoluindo e faz perceber que a música está relacionada a uma ancestralidade que chega até mesmo a extrapolar o território da religião.

O filme também é hábil em explorar detalhes que vão desde a feitura dos atabaques até a curiosa hierarquia dos instrumentos. Nesse sentido, as diferentes danças de cada orixá rendem um dos momentos mais belos do longa. Por fim, a simbiose entre fé e som revela uma forma de arte que flui para além dos terreiros e vai parar, como o doc. explica, na pauta da Rumpilezz Orquestra em Salvador até virar referência central para um grupo de rap.

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