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Teatro

Espetáculo ‘Todo Camburão tem um Pouco de Navio Negreiro’ se apresenta em São Luís

Circulação do grupo cearense Nóis de Teatro acontece de 6 a 9 de dezembro em praças da capital.

Foto: Divulgação/Nóis de Teatro

A discussão sobre a criminalização e perseguição da juventude negra nas periferias brasileiras dá o tom do espetáculo “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, com que o grupo Nóis de Teatro, de Fortaleza/CE, circula por São Luís, com quatro apresentações gratuitas em praças da capital maranhense.

O espetáculo é dividido em três atos e conta a história de Natanael, uma espécie de anti-herói nascido na periferia, inserido num brutal sistema de opressão e violência, realidade comum a muitos brasileiros, que, aos 18 anos, resolve ingressar nas fileiras da polícia militar. Este ator-narrador é o grande foco de “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro” e sua dramaturgia épica, algo como uma “tragédia afro”, é cerzida por elementos alegóricos e representativos do movimento negro no Brasil e no mundo, além de diversas referências à mitologia dos orixás.

A montagem do espetáculo do Nóis de Teatro se baseia em visitas realizadas a comunidades quilombolas do Ceará e do Maranhão, além de terreiros de umbanda e candomblé, e dialogando com movimentos sociais que pautam questões da população negra. O grupo tem sede na periferia da capital cearense, na Comunidade de Granja Lisboa, Território de Paz do Grande Bom Jardim.

Trajetória – Com 16 anos de fundação, o grupo Nóis de Teatro tem construído uma ação continuada no que diz respeito à circulação de espetáculos, oferta de cursos, intercâmbios e oficinas de teatro e percussão, contribuindo de forma significativa para a formação de plateia, incentivando crianças e jovens ao fazer artístico e à reflexão, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e menos violenta.

“Todo camburão tem um pouco de navio negreiro” venceu o Prêmio Funarte de Arte Negra, o que garantiu o trabalho de pesquisa, construção e montagem do espetáculo. Dirigida por Murilo Ramos, a peça tem concepção geral, dramaturgia e assistência de direção de Altemar Di Monteiro, que também integra o elenco, que se completa com Jefferson Saldanha, Doroteia Ferreira, Kelly Enne Saldanha, Henrique Gonzaga, Amanda Freire e Maurício Rodrigues. A produção local é de Andressa Cabral, da Mará Cult Produções.

Na Ilha

O Despertar da Primavera| Novo espetáculo do Teatro Arthur Azevedo

“Não há regras no DESPERTAR DA PRIMAVERA, apenas a sensibilidade para ajudar a contar uma história e despertar afetos.” – Afirma produção.

Com direção de Constantino Isidoro, peça ‘O Despertar da Primavera’ fará sua estreia no dia 25 de abril, no Teatro Arthur Azevedo. Peça tem Hugo Zorzetti, como autor do espetáculo que foi inspirada na obra de Frank Wedenkigd, um dramaturgo alemão, em 1891, que mostra uma história que que circula na Alemanha envolvendo jovens, amor e sexualidade, numa sociedade repressiva.

Grupo de teatro de uma escola particular prepara a peça, que busca
mostra são os caminhos tomados pela nossa juventude, a vida moderna marcada pela violência das informações e a fragilidade dos valores.

“O espetáculo contará uma história que fará você voltar ao século XIX e ao mesmo tempo, vai observar que, mesmo dois séculos depois, não estamos tão longe do passado”, segundo sinopse oficial.

A apresentação da peça será no dia 25 de abril, às 15h e 19h30 (as duas sessões estão esgotadas), apenas para alunos da rede pública de ensino. Já no dia 26, às 20h, com intérpretes de libras, para o público em geral. O ingresso desse dia, custa R$ 20, a inteira e meia, R$ 10. Vendas na bilheteria do Teatro Arthur Azevedo. Classificação da peça é de 12 anos.

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Na Ilha

Imperatriz e Açailândia recebem o primeiro espetáculo do Palco Giratório 2019

O movimento acontece nos dias 15 e 16 de abril em Imperatriz e Açailândia, às 19h.

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O Palco Giratório inicia o a edição 2019 no Maranhão com o espetáculo “Realidade Apropriada Libera Evidência (RALE)”, montagem premiada construída a partir de uma pesquisa de improvisação em dança, onde a técnica do breaking (hip-hop) se une a ruídos do corpo no momento da ação e deslocamento para trazer à tona a diversidade do universo urbano. Os movimentos da dança são reproduzidos pelo artista Jessé Souza (AL) e acontecem nos dias 15 e 16 de abril em Imperatriz e Açailândia às 19h.

Com duração de 40 minutos e classificação 10 anos, a entrada é gratuita. Em Imperatriz, a apresentação acontece no Teatro Ferreira Gullar e em Açailândia no Cineteatro da Praça PEC Vila Ildemar

O espetáculo surgiu a partir da ideia de centro, periferia e fronteiras, sendo um trabalho autobiográfico sobre questões que rodeiam o artista Jessé Souza. Motivado pelos pensamentos dos antropólogos Marc Augé e Michel Agier, o início desse processo de criação é no solo Encenações Urbanas, em 2016, que surgiu por questionamentos sobre o movimento Hip-Hop e suas questões políticas e sociais.

Ressaltando que a periferia pode ser entendida em um sentido geográfico, mas também num sentido político e social, o espetáculo R.A.L.E representa um corpo aprisionado a um sistema que desfavorece um terço da imensa população brasileira, parcela tratada com descaso. Esse corpo é trazido para a cena como um dispêndio de energia muscular, em meio a ruas, avenidas, becos, vielas, subidas, decidas, em uma cidade desigual, a qual um dos maiores desafios é se sustentar.

Jessé Souza explica que a pesquisa questiona a desigualdade social causada não por fatores econômicos e sim por fatores que são reproduzidos desde seu gênese social, causadora de preconceitos e desigualdades. “Essa classe social que designamos como ‘ralé’ não tem o intuito de ‘ofender’ essas pessoas já tão sofridas, mas sim chamar a atenção, provocativamente, para nosso maior conflito: o abandono social e político”, explicou a artista sobre o título do espetáculo.

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Na Ilha

Stand Up ‘Pokas’, de Thiago Ventura, é adiado para 3 de abril

O espetáculo seria apresentado em três sessões na noite desta sexta-feira (29), no Teatro Arthur Azevedo

O stand up de comédia Pokas, de Thiago Ventura, que estava marcado para ser apresentando em três sessões durante a noite desta sexta-feira (29), no Teatro Arthur Azevedo, teve que ser adiado.

Através de nota à imprensa, a produção nacional do artista explicou sobre o problema. Confira, na íntegra, abaixo:

“Devido problemas inesperados e irreversíveis na logística, Thiago Ventura não chegará a São Luís na data de hoje, 29 de março de 2019, para realização de 3 sessões do seu show solo Pokas. Nós, produção nacional, tentamos todas as possibilidades, mas sem sucesso. Teremos que transferir o show para quarta-feira, dia 03 de abril de 2019, e as apresentações serão nos mesmos horários.
Pedimos desculpas pelo transtorno e ressaltamos que a produção local, Moraes Jr Poduções, e o Teatro Arthur Azevedo não têm nenhuma responsabilidade pelo ocorrido. Quem precisar de devolução dos valores dos ingressos, deve procurá-los nos canais de informações: (98) 991041313 ou (98) 981881313.
Estamos disponíveis para quaisquer esclarecimentos”
, diz a nota.

Sobre o show
Em seu terceiro show solo, Thiago Ventura faz piadas e conta histórias engraçadas sobre os seus últimos anos como comediante de stand up. Fala de liberdade de expressão, livre arbítrio, sexualidade, drogas, dogmas e da vida pessoal, sempre com seu inconfundível estilo da quebrada.

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