Connect with us

Séries

Especial Senhor dos Anéis | Entendendo a série do Prime

Nova adaptação da magnum opus de Tolkien terá como base O Silmarillion

Esta é a primeira parte de um especial

“Outrora havia Sauron, o Maia, que os sindar em Beleriand chamavam de Gorthaur. No início de Arda, Melhor seduzi-o para sua vassalagem, e Sauron se tornou o maior e mais confiável dos servos do Inimigo; e também o mais perigoso, pois podia assumir muitas formas; e por muito tempo, se quisesse, ainda pôde aparentar nobreza e beleza, de modo a enganar a todos, à excessão dos extremamente cautelosos”

Assim começa o relato sobre a forja dos anéis de poder, feita durante a segunda metade da Segunda Era de Arda, a Terra no Legendarium, o universo de histórias épicas de J.R.R. Tolkien, conforme o último capítulo de O Silmarillion.

É essa a história que será contada na próxima adaptação da magnum opus do criador da fantasia moderna. Por isso, esclarecemos, a série da Amazon não está adaptando o livro O Senhor dos Anéis, mas contando a história de como O Senhor dos Anéis, o Maia Sauron, que criou o Um Anel, enganou elfos, homens e anões com os anéis de poder.

Esse artigo será o primeiro de uma série onde exploraremos o mundo de Arda durante a Segunda Era, e tentaremos explicar de forma fácil quem são peças no jogo desta vez!

Em termos gerais é possível traçar uma linha do tempo do que será explorado na série da Amazon de acordo com o que foi mostrado no teaser liberado no dia 27 de julho. Preparem-se para Sauron gatinho e homens de Númenor cometendo o maior erro de toda a história das histórias…

Herdeiro de Melkor

Antes de Sauron, havia Melkor ou Morgoth, seu senhor e Senhor do Escuro. O equivalente ao mal encarnado em Arda. Após sucessivas tentativas de destruir o mundo criado pelos Valar e inúmeras contentas com os elfos, ele foi finalmente aprisionado no vácuo, no universo exterior.

Como todo bom malandro, Sauron viu no vácuo de poder nas trevas uma oportunidade de se alçar alo posto de seu antigo amo. Ele assumiu novamente sua forma bonita fingiu arrependimento junto ao arauto da Vala Manwë e “repudiou todos os seus atos maléficos”. Mas, quando ordenado que fosse até a terra dos Valar ser julgado ele se escondeu na Terra Média e iniciou seus planos de conquista.

Nova Terra e amizades

Após a Grande Batalha, que culminou com a expulsão de Morgoth, a Terra Média tomou nova forma, e surgiu o Golfo de Lûn na região de Lindon. Nessa região moravam alguns dos elfos do Segundo Clã, os Noldor. Entre eles Elrond Meio-Elfo, irmão de Elros, o primeiro rei de Númenor. No novo golfo os elfos contraíram portos, os Mithlond.

Mais para dentro do continente foram fundados vários reinos por elfos eldar e elfos-silvestres. Mas o mais próspero e duradouro foi Eregion, que os elfos do segundo clã fundaram próximo à montanha dos anões Khasad-dûn. Nasceu assim uma amizade entre elfos e anões como jamais vista.

Em Eregion a amizade que floresceu entre os elfos e anões fez nascer também uma época gloriosa em termos de produção de jóias. Foi criada uma irmandade de lemos joalheiros, chamada de Gwaith-i-Mírdain. Pertencia a essa ordem um elfo em particular chamado Celebrimbor. Ele será lembrado mais adiante por ninguém menos que Sauron.

Sauron pitel

Vendo que a Terra Média estava em sua maioria desolada, Sauron concluiu que os Valar não estavam prestando atenção à ela e que ele poderia então dominar os povos que ali viviam. “Ele encarava os eldar (elfos) com ódio, e temia os homens de Númenor, que de vez em quando voltavam em seus barcos às costas da Terra-Média”. Sauron passou muito tempo analisando a situação e descobriu que de todas as raças de seres inteligentes da Terra-Média, os homens eram os mais fáceis de serem corrompidos, mas ainda assim, ele focou seus esforços em influenciar os Primogênitos de Ardam os elfos, já que eram seres mais fortes por sua proximidade com os Valar.

Sabendo que os elfos admiravam coisas belas, Sauron adotou aparência semelhante à deles e passou a andar livremente por Eregion. Apenas não ia a Lindon, pois Elrond e e seu rei Gil-galad desconfiavam dele. Sauron resolveu então chorar suas lamúrias de rejeição e adotou o nome de Annatar, Senhor dos Presentes. Anathoth/Annatar a sua forma mais gatinha desde que desceu à Arda.

Da Forja dos Anéis

Pois sob a forma de Annatar, Sauron saiu por Eregion dizendo aos elfos que poderia lhes ajudar a atingir o “apogeu de conhecimento e poder que têm aqueles que estão do outro lado do mar”. Em suma, ele passou a lábia nos elfos dizendo que faria destes tão grandiosos em conhecimento quanto os seus deuses, os Valar.

Os elfos da cidade de Ost-in-Edhil caíram no conto do vigário e resolveram que fariam, sob supervisão de Sauron, Anéis de Poder, a sua obra prima. Os 19 anéis foram forjados pela guilda de elfos, “em segredo, porém, Sauron fez Um Anel para governar todos os outros”. Para garantir que o Um funcionasse, Sauron transmitiu ao metal boa parte de sua vontade e de seu poder, já que precisava dominar os anéis feitos pelos poderosos elfos Noldor.

“E Sauron o forjou na Montanha de Fogo na Terra da Sombra. E, enquanto usava o Um Anel, ele conseguia perceber tudo que era feito pelo anéis subalternos e ler e controlar até mesmo os pensamentos daqueles que os usavam”.

Corrupção dos Homens

Os Noldor, que foram otários, mas nem tanto, logo perceberam quando Sauron colocou o Um Anel no dedo. Recolheram seus anéis todos e os destruiram, atiçando a ira do Maia que abriu guerra contra eles exigindo a devolução dos anéis; os três anéis forjados exclusivamente pro Celebrimbor, sem sua influência, eram os que Sauron mais queria, pois eram os mais poderosos e “quem os guardasse poderia afastar os estragos do tempo e adiar o cansaço do mundo”. Narya, Nenya e Vilya (Fogo, Água e Ar) foram dados aos Sábios para serem ocultados. Outro dia falamos desses anéis.

Eregion foi novamente desolada por guerras entre as forças dos Noldor e as de Sauron, que recolheu sob seu comando o que sobrou das forças de Morgoth que não foram destruídas pelos Valar. Um serviço mal-feito, esse dos deuses, se nos permitem a franqueza.

Pois com os outros 16 Anéis de Poder em mãos (sim, os elfos estavam com eles em mãos, mas os perderam) Sauron saiu distribuindo ouro pela Terra Média. Deu sete para os anões e nove para os homens, pois como já sabemos, são esses os mais corruptíveis.

Os anões foram perdendo seus anéis ao longo do tempo. Perdendo no meio de tanta riqueza que foi sendo roubada por dragões. Alguns foram consumidos pelo fogo e outros Sauron conseguiu de volta.

Otários, os nove reis entre os homens seguiram usando seus anéis e sendo corrompidos de corpo e alma por Sauron. Se tornaram reis poderosos, feiticeiros e guerreiros, atingiram a imortalidade mas ao preço de sua desgraça. Com o tempo, esses reis foram corrompidos de tal forma que se tornaram os Espectros do Anel, os Nazgûl.

Conforme diz o versinho:

“Três Anéis para os Reis-Elfos sob este céu,
Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores,
Nove para os Homens Mortais fadados ao eterno sono,
Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam.
Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,
Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam.”

No próximo capítulo desta série vamos falar sobre a ascensão e queda dos homens de Númenor, os que ainda resistiam à tentação do Senhor do Escuro, mas que também vacilaram a um custo muito alto. São os antepassados de Aragorn.

Fonte: TOLKIEN, JRR. O Silmarillion. Org. Christopher Tolkien. Trad. Waldéa Barcellos. 5ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

Tayna Abreu é jornalista de entretenimento e também fala sobre ficção especulativa em seu IGTV @oftay_ 

Continue lendo
Advertisement

Crítica de TV

Crítica | (Des)encanto – 2ª temporada

Quando a primeira temporada de (Des)encanto chegou à Netflix, o hype e a ansiedade atingiram níveis gigantescos. Primeiro, porque se tratava da nova animação de Matt Groening – o criador de Os Simpsons e Futurama – segundo porque o novo universo, um reino místico cuja protagonista era uma princesa má educada e beberrona, parecia promissor para os que adoram um humor ácido e adulto. Dito e feito. A primeira temporada, apesar de alguma inconsistência na narrativa, conseguiu entregar exatamente o que os fãs queriam: irreverência e boas piadas. 

Com a chegada da segunda temporada, era preciso reconectar o público depois de um final curioso, porém um pouco mais dramático do que aquele tom de descaso inicial dos primeiros episódios. Mais do que isso: como retomar aquela maravilhosa química entre o trio de protagonistas? Sem muita surpresa, os primeiros episódios já respondem as pontas soltas e amarra tudo já logo nos dois primeiros capítulos. E a química volta lindamente. É visível, inclusive, que prevalecerá no desenrolar da história uma condução mais confortável e pé no chão, porém não menos descontraída. 

No decorrer da série é possível notar que, nessa temporada, há uma menor predisposição de dialogar apenas com a fantasia. Apesar de ainda beber nessa fonte, há boas referências de outros gêneros que intensificam novas boas ideias como, por exemplo, alguns óbvios paralelos com Game of Thrones. Embora isso não signifique que mantenha-se engajada naquele discurso (interessantíssimo) de como a sociedade medieval se assemelha ao nosso atual modelo de política – democrática, porém cruel para os que não se encaixam nos padrões de normalidade. 

O visual continua sendo uma delícia. Tanto a iluminação quanto o sombreamento distribuem bem a atenção, seja nos momentos de ação ou nos de mais calmaria. E o toque de mestre são as sutilezas digitais que se somam ao estilo tradicional das animações de Matt Groening. 

Resultado de imagem para disenchantment season 2

A parte não tão legal é uma menor inserção de memes nos diálogos da versão dublada, coisa que a primeira temporada deitou e abusou de forma criativa e inteligente. Mesmo assim, o humor nessa segunda temporada parece se encaixar de uma maneira mais natural, até porque as características dos personagens já foram exploradas e a graça agora é, justamente, ver como eles reagem em situações que exigem uma maior intimidade entre si. 

E como a terceira temporada já está confirmada, a tendência é que (Des)encanto siga com sua faceta insana, mas bem mais espontânea e que, assim como em Os Simpsons e Futurama, nesse ritmo, possam ter episódios que funcionem bem de forma isolada. 


Continue Reading

Destaque

Relação entre Margaret Atwood e série The Handmaid’s Tale é pura simbiose

Ao ler The Testaments, o novo livro de Margaret Atowood, onde a escritora volta a explorar o regime fundamentalista totalitário protestante de Gilead, após ter visto toda a terceira temporada de The Handmaid’s Tale, série do Hulu que adapta o romance homônimo publicado em 1985, torna-se perceptível que a mão da canadense ainda é tão presente na narrativa derivada já tão distante do original, quanto era na primeira temporada, com cenas retiradas do livro.

Mas Atwood e sua relação com The Handmaid’s Tale é algo de fresco na dança entre romancistas e as dramatizações de seus livros, precisamente quando se trata de ficção especulativa, indo muito além da ocasional participação especial. A escritora da liberdade e se inspira na obra derivada. É um ciclo completo como raras vezes se vê.

Em sua mais recente edição, a revista The Gentlewoman traz uma extensa entrevista com Margaret Atwood, que estampa a capa, onde são abordados inúmeros temas concernentes à vida e carreira da escritora octogenária. Em dois parágrafos há um isight sobre como se dá a relação simbiotica entre criador e criatura: Atwood orientou Bruce Miller,showrunner e principal roteirista de The Handmaid’s Tale, enquanto escrevia seu novo livro, e levou aspectos da série para dentro de seu novo testamento.

Diferente de quando uma obra derivada expande o texto, ou o surpassa, o trabalho foi simultâneo. Mas diferente de escritores mão de ferrro, Miller teve liberdade em explorar as linhas gerais que lhe foram dadas. Pelo menos na maior parte.

O nome de Nicole, segunda filha de June foi uma exigência inegociável de Atwood, assim como também a salvaguarda da vida de alguns personagens, não expecificados na entrevista. “Eu disse que tinha que ser Nicole”, certificou a escritora.

Atwood para The Gentlewoman, por Alasdair McLellan

Das telas, Atwood tomou grande inspiração na performace de Ann Dowd como Aunt Lydia para dar mais profundidade à personagem. É em grande parte pelo excelente trabalho de Dowd como a matriarca das Tias que Lydia ganhou um episódio com seu passado na tv e o poder de narradora em The Testaments. Para os leitores dos dois livros e expectadores da série, é possível perceber exatamente até onde vai a mão de Atwood e onde começa a liberdade de Miller. Um balanço perfeito, mesmo quem não concorda com interferências de autores em projetos derivados, como eu, deve concordar.

“Fui inspirada pela performace de Ann Dowd, que deu à Aunt Lydia mais dimensões que ela tinha no livro original”, contou Atwood. Dowd inclusive foi chamada para reprisar a personaem no  audiobook do novo romance profético. 

The Testaments foi lançado – com toda pompa de um prestigiado romance literário encontrando o frisson de uma saga popular – no último dia 10 de setembro, após um ferrenho esquema de segurança e confidencialidade para manter a surpresa, é um dos favoritos para ganhar o Booker Prize 2019 e já best-seller em todo o mundo.

Tayna Abreu é jornalista de entretenimento e também fala sobre ficção especulativa em seu IGTV @oftay_ 

Continue Reading

Destaque

Fire & Blood | Como será o novo spinoff de Game of Thrones

Segundo a imprensa americana, a HBO teria dado sinal verde para mais um spinoff de Game of Thrones, desta vez focado na Casa Targaryen, os ancestrais de Daenerys. Apesar de não haver ainda confirmação oficial da emissora, as informações dão conta de que o spinoff contará a história de três séculos da Dinastia Targaryen, com criação de George R R Martin, o pai do Mundo de Gelo e Fogo, e Ryan Condal.

A editora de TV do Deadline, Nellie Andreeva, escreveu que  a nova produção terá roteiro de Condal, e que não é um sexto spinoff, um a mais que a quantidade que já havia sido anunciada pela HBO, mas uma nova roupagem em um que já estava sendo desenvolvido pelo roteirista Bryan Cogman, cujo trabalho foi essencial em Game of Thrones, antes de ser reprovado por David Benioff e DB Weiss, showrunner da série mãe, e Cogman ir trabalhar em Senhor dos Anéis da Amazon. O que parece é que com Benioff, Weiss e Cogman fora da HBO, a casa resolveu pegar o projeto do lixo e dar uma olhada com mais carinho.

Em maio, Martin disse que três dos cinco spinoff estão em produção ou pré-produção e que tudo está indo bem. O primeiro deles, Bloodmoon, estrelado por Naomi Campbell, teve o piloto finalizado ainda em agosto e está sob avaliação da chefia de séries.

Capa da primeira edição americana de Fire & Blood, de George R.R. Martin

Bom, o novo spinoff, será baseado na duologia Fire & Blood, cujo primeiro tomo foi publicado por Martin em 2018 e possivelmente será batizado como homônimo da fonte, que já carrega toda a simbologia e poder sonoro necessários para condensar o reinado dos dragões.

Fire & Blood é uma narrativa extensa e que mímica a forma clássica de contar a História das Elites, passando pelos 300 anos de reinado dos Targaryen em Westeros, começando com a Conquista de Aegon e suas irmãs/esposas e terminando, no segundo volume ainda não publicado, com o golpe da aliança Stark-Baratheon-Arryn que destronou o Rei Louco Aerys e levou à morte do príncipe herdeiro Rhaegar na Batalha do Tridente, de onde Robert Baratheon saiu vitorioso, com o assento no Trono de Ferro e a mão de Cersei Lannister, filha do último Lorde a entrar na aliança que traiu os Targaryen.

No meio desses dois eventos, uma procissão de reis de nome repetido, muito incesto, loucura, eugenia e racismo; um reino por vezes em paz e em muitas delas sangrando. Alguns reis inúteis, outros memoráveis por serem também cruéis, roubo de ovos de dragão, um desafio à Teologia de Exceção – criada para legitimar o poder Targaryen mesmo na Fé dos Sete – e duas guerras civis que racharam a casa e dizimaram seus dragões. 

Mas quais são os eventos com mais chances de serem retratados na série? Bom, primeiro é preciso considerar que esse, como todos os outros spinoff de GoT, não deverão ter muitas temporadas, talvez apenas uma ou duas, a depender a extensão dos eventos e da forma como serão contados.

Pelo menos cinco grandes eventos podem- e devem – ser recortados, e se divididos em uma série de 10 episódios de uma hora cada, poderão ter o tratamento de filmes de duas horas, o que pode ser um ótimo tempo para contar cada um, ainda que não de forma minuciosa.

A conquista de Aegon, sem dúvida alguma, é o lugar para começar. O momento em que o dragão ousou sair de seu pequeno domínio insular em Pedra do Dragão e dominar o continente de Westeros, comportando ainda as Guerras de Conquista de Dorne, o reino que jamais se entregou, mas que foi anexado por casamento.

O segundo grande momento é um dos mais famosos, e dá nome também ao quinto, e até agora último livro publicado nas Crônicas de Gelo e Fogo, a Dança dos Dragões, a primeira guerra civil que manchou a terra e os ares com sangue de dragões das duas espécies.

As Rebeliões Blackfyre são um terceiro grande momento da história da Casa Targaryen, onde a própria legitimidade dos reis de cabelos prata foi desafiada por seus irmãos e primos bastardos.

A Tragédia de Solarestival é o próximo evento importante, se não pela duração, mas pelas consequências diretas e indiretas, tanto materiais quanto na formação do comportamento de um dos príncipes Targaryen mais famosos.

Por último, a queda dos Senhores de Dragões no golpe de estado dado pela aliança de casas vassalas, conhecida como a Rebelião de Robert, ou a Guerra do Usurpador, com sua última e mais famosa batalha deixando rubis da armadura e das veias de Rhaegar Targaryen por todo o Tridente. 

Tayna Abreu é jornalista de entretenimento e também fala sobre ficção especulativa em seu IGTV @oftay_ 

Continue Reading