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Entenda como funciona a votação do Oscar para ajudar suas apostas no bolão

Vamos tirar todas as suas dúvidas sobre como o Oscar elege seus vencedores.

Você já parou para entender como funciona a votação que elege os vencedores do Oscar? Esse processo é mais burocrático do que muita gente imagina, mas também não é uma matemática impossível de entender – é o que vamos fazer agora. A 91ª edição do Oscar vai ter cobertura completa do Volts no YouTube e no Twitterneste domingo (24).

Credenciamento e votação

Primeiro de tudo, quem escolhe indicados e vencedor são os cerca de 7 mil membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que não são obrigados a votar, mas que tem os votos auditados pela empresa PwC. A academia é formada por atores, diretores, produtores que possuem grandes feitos na área de artes cinematográficas. Como funciona:

Para estar credenciado a concorrer no Oscar, o filme precisa

  • Ter mais de 40 minutos;
  • Ter estreado publicamente em um cinema;
  • Ter estreado no formato 35mm ou 70mm, ou no formato digital de 24 quadros;
  • Ter sido exibido em um cinema de Los Angeles, com cobrança de ingresso, por sete dias consecutivos – a exceção dos filmes estrangeiros e documentários, que são escolhidos por grupos especiais;

Cumprindo isso, os membros da Academia enviam à auditoria uma lista de cinco indicações por categoria (até 10 para melhor filme), ranqueadas em ordem de preferência. Para conseguir ser indicado, o filme precisa chegar a um “número mágico” – realmente recebe este nome -, o que faz com que o número de nomeações variem de um ano para outro.

Exemplo: em 2018, 9 filmes concorreram na categoria de Melhor Filme, ante 8 em 2019. Significa que, este ano, só 8 filmes atingiram ou passaram do “número mágico” nessa votação interna da Academia.

Como essa conta é feita?

A matemática é feita assim: os membros enviam seus votos e o número de cada categoria é dividida pelo número de filmes que podem ser indicados na respectiva categoria + 1. Ou seja, se em Melhor Filme podem ser indicados até 10, o número de votos será dividido por 11.

Supondo que Melhor Filme tenha recebido 7.000 votos. O resultado de 7.000 dividido por 11 é 636. Logo, se o filme teve mais de 636 votos, automaticamente é oficializado como indicado na categoria de Melhor Filme do Oscar.

Menos que isso é desconsiderado, mesmo que o máximo de indicações da categoria seja 10. Se ano que vem, só 5 filmes superarem o número mágico, só 5 filmes serão indicados. Tendeu?

Os vencedores

A votação final também é feita pelos membros da Academia, que têm até duas semanas para rankear os indicados por preferência. Vence quem for o preferido em mais da metade das listas enviadas por membros.

Não atingindo os 50% da preferência, a auditoria elimina os filmes menos votados e refaz a votação até que haja um vencedor. Esse esquema favorece os filmes com boa aceitação da crítica especializada.

O básico dessa matemática do Oscar é assim. Agora fica mais fácil para você acertar no bolão dos amigos, hein? Não esqueça de agradecer ao Volts no discurso, hein.

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Fusão com a Disney está prejudicando marketing de X-Men: Fênix Negra

Confusão nos bastidores.

Foto: Divulgação/20th Century Fox

Segundo um relatório da Vanity Fair, executivos da Fox afirmaram que a fusão da Fox com a Disney está prejudicando a divulgação de X-Men: Fênix Negra.

Nós sabemos quando vamos lançar um trailer, mas a divulgação não está nem perto de onde deveria estar agora. É assustador. Se eu fosse um cineasta, estaria muito bravo

Segundo a fonte, os publicitários da Fox se reuniram com os executivos responsáveis pelo longa para definirem as principais estratégias promocionais. Contudo, diante da aquisição, a maioria desses empregados foram substituídos por consultores temporários.

Ninguém chegou para nós e falou ‘É isso que está acontecendo’. Por que eles não dizem logo que não há lugar para nós? Por que eles não deixam todo mundo saber disso? Nós não estamos sendo demitidos porque não ganhamos dinheiro para a empresa, ou porque fizemos trabalhos ruins. Estamos saindo por causa do capitalismo”, afirmou a fonte.

X-Men Fênix Negra estava planejado para ser lançado originalmente em novembro do ano passado. Portanto, devido a trabalhos extras na pós-produção e algumas refilmagens com o elenco, o longa foi adiado duas vezes.

Se nada mais entrar em seu caminho, X-Men: Fênix Negra será lançado em 7 de junho.

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Família Marvel cresce: entenda a aquisição da Fox

Atualmente a empresa cinematográfica encontra-se em abundância de filmes do gênero de heróis – cultura esta que teve suas portas abertas com os X-Men de Bryan Singer nos 2000 e que se consolidou com o império do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) com o Homem de Ferro de Robert Downey Jr. no ano de 2008.

No momento atual, com a estreia de Capitã Marvel na quinta-feira passada (07) na família Marvel, a empresa contabiliza cerca de 18 bilhões de dólares arrecadados nos últimos onze anos com os filmes deste gênero, tornando-se uma das franquias mais rentáveis dos cinemas.

Todavia, engana-se quem pensa que o cenário sempre fora favorável ao crescimento da empresa. A situação costumava ser bem diferente durante os anos 90: a Marvel estava à beira da falência após suas inúmeras tentativas de adaptações falhas de suas histórias de heróis para a tela dos cinemas – dentre as quais uma grande parte já foi até esquecida – forçando a companhia a vender muitos dos seus títulos mais famosos para outras companhias, como a Fox e a Sony.

Entretanto, os acordos firmados entre a Marvel e essas companhias iam muito além do que meramente a produção de filmes. A Fox, por exemplo, não somente herdou os X-Men, como qualquer associação a palavra mutante, ou até mesmo o uso do termo adamantium (metal usado para as garras do Wolverine) – que ficava restrito ao uso da Fox. Somam-se a isso, os direitos que a Fox adquiriu também da primeira família da Marvel (o Quarteto Fantástico), tendo sido produzidos três filmes pela franquia.

Por sua vez, a Sony teve uma pegada mais agressiva, sendo-lhes oferecidos inúmeros títulos, entre eles: Pantera Negra, Doutor Estranho e outros. Porém, eles tinham seus olhos certos no amigo da vizinhança, o Homem-Aranha. O acordo Sony-Marvel tem cláusulas mais restritas ainda: não somente os direitos cinematográficos do personagem seriam da Sony, como eles também compraram os direitos do nome Homem-Aranha, tendo assim sempre o controle criativo em tudo feito para o cabeça de teia em mídia.

Cada acordo serviu seu proposito e assim a empresa pôde se erguer novamente. Até que tudo mudou de vez quando a Marvel se viu no posicionamento de fazer parte de algo maior. Em 2009, após o sucesso do primeiro Homem de Ferro, Bob Iger, o presidente da Disney tomou interesse pelo potencial desse universo e com um cheque de 4 bilhões de dólares tornou a Marvel Entertainment Inc. parte da família do Mickey.

A Disney já havia adquirido a sua divisão de animações com a Pixar em 2004, comprando de Steve Jobs por 7 bilhões de dólares. E oito anos após essa transação, a empresa ainda comprou a Lucasfilm em 2012, também pelo preço de 4 bilhões; o que lhe possibilitou produzir o mega hit cultural “Star Wars”, tornando-a uma titã na área de entretenimento.

Contudo, a parte mais importante desse acordo foi na verdade a presença de um homem que veio junto com os títulos da Marvel: Kevin Feige. Kevin, que anteriormente trabalhou nas produções da Sony, agora assumiria a posição de produtor executivo da Marvel, fazendo sua visão não somente como empresário, mas também como fã, materializar-se em tudo que conhecemos do MCU nos últimos anos.

Com a entrada de Feige, o mundo da Marvel cresceu rapidamente e personagens que eram restritos por conta de acordos pré-Disney começaram a fazer falta. Sendo assim, em 2016, com a chegada de “Capitão América: Guerra Civil”, mostrou-se necessário que um novo acordo com a Sony fosse feito. E assim foi, que a Sony, apesar de ainda ter controle criativo sobre todos os filmes solos do Homem-Aranha, permitiu a entrada do personagem no MCU, rebotando-o pela segunda vez e nos trazendo Tom Holland.

No entanto, Feige pôs em uma cláusula de que isso não seria um acordo de mão dupla, de modo que os personagens de sua Marvel jamais fizessem aparições no universo da Sony (que começou a tomar forma em 2018, com o filme do Venom, estrelado por Tom Hardy).

Mas isso não era suficiente para Kevin Feige, que assim como você que é fã, também sonha com o momento em que o MCU vai poder contar com o tão esperado encontro entre personagens como Wolverine e Capitão América. Então, depois de meses de uma batalha intensa, na quarta-feira (20) desse mês, o acordo entre a Disney-Fox finalmente será consolidado, por impressionantes 71 bilhões de dólares.

A Disney comprou todas as propriedades da Fox, tornando, assim, X-Men,  Quarteto-Fantástico e Deadpool novamente parte da família Marvel. Rumores apontam que Feige, inclusive, já tem planos para a introdução desses heróis tão icônicos para a Fase 4 do MCU, a qual ocorrerá oficialmente depois de Vingadores: Ultimato.

No entanto, essa absorção da Fox pela Disney vai muito além de somente super-heróis. Diferentemente da Sony, todas as propriedades da Fox agora fazem parte de divisões da Disney Inc.; isso inclui filmes como a saga Avatar de James Cameron, os Simpson e até mesmo a aquisição dos direitos da franquia de Percy Jackson. Ademais, a Disney agora é a maior detentora de ações do serviço de stremio Hulu, que produz séries como a aclamada Conto da Aia.

Bob Iger inclusive já falou sobre essa possibilidade de criar uma oportunidade de desenvolver uma divisão da Disney um pouco mais adulta, permitindo assim que propriedades como Deadpool possam permanecer com sua classificação +18 que tanto agradou os fãs em seus primeiros dois filmes. Assim, podemos ver que um futuro grande e cheio de mudanças aguarda não somente a Marvel, mas também a própria indústria de cinemas.

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Fracasso de Quarteto Fantástico causou problemas na produção de Gambit

Um problema levou a outro.

Foto: Divulgação/Marvel

O diretor original de Gambit, Rupert Wyatt, revelou em entrevista ao The Beat que o fracasso de Quarteto Fantástico foi um dos grandes problemas enfrentados pela produção.

Segundo o cineasta, a má performance do filme fez o orçamento de Gambit reduzir consideravelmente. Para tentar contornar o problema, o diretor tentou adaptar o roteiro, mas como estavam próximos do início da produção, Fox negou a ideia e o projeto foi adiado. Confira o relato completo:

“Eu estava muito próximo de Channing Tatum e o seu parceiro de produção, Redi Carolin, e trabalhava no roteiro com ele e Josh Zetumer como roteirista. Estávamos muito próximos de começar, acho que faltavam umas 10 semanas. Mas tudo acabou se resumindo a orçamento. Não havia o suficiente. Todos sabemos muito bem como funciona essa indústria. O Quarteto Fantástico tinha sido lançado pela Fox na época e não se saiu muito bem, então nosso orçamento foi reduzido consideravelmente. 

E então o inevitável aconteceu: tínhamos de reescrever o roteiro para encaixar com nosso orçamento’, mas estávamos muito próximos do início da produção, e a Fox não ia querer fazer isso, então não aconteceu.

Com a compra da Fox pela Disney, o futuro do longa é ainda mais incerto.

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