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TV

Emmy 2021 não nomeará títulos que foram indicados ao Oscar

Além do Emmy, o Globo de Ouro também anunciou mudanças para a próxima edição.

Foto: Reprodução

A partir da edição do próximo ano, o Emmy Awards, maior premiação da indústria televisiva, não irá nomear títulos indicados ao Oscar. A decisão é uma resposta à recente a mudança nas regras da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que permitirá filmes lançados diretamente para a Tv e streamings sejam submetidos e concorram à estatueta do Oscar.

A nova regra adotado pelo Emmy tem caráter permanente e deve impactar principalmente a categoria de documentário, categoria que mais agregava títulos indicados em ambas premiações. Ainda que seja uma reposta ao Oscar, os organizadores do Emmy afirmaram, em nota, que a decisão vinha sendo discutida desde março.

Embora as duas premiações sejam de temporadas diferentes, já houve diversos casos de títulos que receberam dupla indicação. O caso mais recente é a produção da O.J.: Made in America, lançada originalmente para Tv, e que recebeu seis indicações ao Emmy. Não satisfeitos, a emissora responsável editou os sete episódios da série e transformou num longa de quase oito horas de duração. Com isso, o título foi indicado e venceu a categoria de “Melhor Documentário” no Oscar.

Globo de Ouro e mudanças

Assim como o Oscar, a Hollywood Foreing Press Association anunciou mudanças temporárias para a 93ª edição do Globo de Ouro. Filmes de categoria de língua estrangeira poderão ser lançados em outros países, que não seja o seu de origem, por meio de canais de televisão, serviços de streaming e outros meios que substituem o lançamento no cinema.

Nas edições anteriores, esses filmes eram obrigados a serem lançados em seus países de origem, por no mínimo 15 meses de diferença a data da premiação, para concorrer ao Globo de Ouro. Com as novas regras, os realizadores poderão enviar suas produções por DVD ou link para o comitê.

TV

Lista de 5 | Músicas para se apaixonar pela série ‘Girls’

A série é um acervo de boas músicas, sendo uma forma interessante de se conhecer novos sons e artistas.

Foto: Divulgação.

Girls é uma série de comédia dramática lançada em 2012, que conta com seis temporadas. Produzida pela HBO, a obra foi idealizada e dirigida por Lena Dunham, a qual interpreta Hanna Horvath, personagem principal do elenco. O seriado conta a história de quatro garotas, entre os 20 poucos anos, que precisam lidar com a independência, as inseguranças, os relacionamentos, os problemas com autoestima e, principalmente, os obstáculos que as impedem de realizar seus sonhos.

Hanna Horvath (Lena Dunham) é o ponto central da narrativa. É uma recém formada em jornalismo que sonha em se torna uma grande escritora, mas que lida com alguns problemas pessoais, como o desconforto com o próprio corpo. Ao longo dos capítulos, mergulhamos nos dramas quase infantis de Hanna, nas decepções com empregos que não lhe agradam e em suas frustrações ao encarar a vida adulta, longe da proteção dos pais. 

Além dela, há Marnie Michaels (Allison Williams) que também enfrenta problemas com emprego, mas a sua principal dor de cabeça são os relacionamentos frustrados. Fugindo desses dramas, temos Jessa Johansson (Jemima Kirke), uma garota britânica, irresponsável e que foge das dificuldades da vida adulta. E para finalizar o grupo de amigas, há Soshanna Shapiro (Zosia Mamet), prima de Jessa. Soshanna é a personagem que ainda vive no mundo dos planos perfeitos pós-universidade, mostrada como uma garota boba, ingênua, virgem e preocupada com os estudos.

Hanna é uma jornalista recém-formada que vê seus sonhos cada vez mais distantes devido as experiências na profissão.

Girls foi bem recebida pela crítica e totaliza a nota 81 no Metacritic em sua temporada de estreia. Nos primeiros anos, a série sofreu diversas comparações com a famosa Sex and the City, mas, graças à Lena Dunham e aos roteiristas da série, Girls se tornou uma obra mais complexa, tangível e que dialoga de forma mais verossímil com o seu público, além de retratar alguns tabus da sociedade atual em sua narrativa. 

Contudo, uma das características mais interessantes e que enriquecem o seriado é a trilha sonora. Enquanto nos deparamos com os conflitos de Hanna e suas amigas, somos agraciados por músicas que deixam cada cena mais engraçada ou dramática, intensificando esses momentos a cada frame estampado na tela. Passeando pelo synthpop de Robyn, o indie-rock de Oasis e até o pop de Lily Allen, Girls é um acervo de boas músicas, sendo uma forma interessante de se conhecer novos sons e artistas. Confira algumas:

1. Oh Land – White Nights

Oh Land é o nome dado ao projeto da cantora e compositora Nanna Øland Fabricius. Nanna é uma dinamarquesa que explora o indie-pop em seu som. Na série, a canção “White Nigths” toca em um dos momentos mais engraçados da primeira temporada. No sétimo episódio, Marnie, que não gosta nenhum pouco de Adam (Adam Driver), affair de Hanna, e após Hanna e Adam discutirem a própria relação, ela aparece de taxi para levar a amiga de volta para casa e livrá-la dele. Porém Hanna, com todo seu jeito mimado, acaba obrigando todos a voltarem juntos no taxi, imprensados no banco de trás. “White Nights” é uma gostosinha canção pop, que brinca com sintetizadores, teclado e transições eletrônicas e realçada com toques de candura pela voz de Nanna.

2. Father John Misty – Nancy From Now On

Father John Misty é o nome do projeto de indie-folk do cantor e compositor Josh Tillman, que já trabalhou com nomes como Beyoncé e Lady Gaga. “Nancy From Now On” surge como trilha sonora em um dos episódios mais sensíveis e reflexivos para Hanna. No quinto episódio da segunda temporada, Hanna vive uma rápida relação com Joshua, um médico bem sucedido e recém separado da esposa. O médico vive numa casa dos sonhos, cheia de cômodos, sala de jogos, um banheiro com sauna e tantas outras coisas longe da realidade vivida pela jornalista.

É nesse episódio que a personagem principal, ao viver essa efêmera relação, percebe que tudo o que ela deseja para vida era ser tão bem sucedida quanto Joshua, mas que inconscientemente se atarefava com outras coisas, pois sabia que nunca conseguira alcançar aquela realidade. “Nancy From Now On” é composta por uma atmosfera melancólica, uma letra com teor quase masoquista, típico do universo construido por Josh Tillman. 

3. Nancy Sintra – Sugar Town

Nancy Sintra foi uma famosa atriz e cantora dos anos de 1960, filha do lendário cantor Frank Sinatra. Nancy é dona do famoso hit “These Boots Are Made for Walkin'”, regravado até hoje por várias estrelas da música country, como Jessica Simpson, por exemplo. A faixa aparece no finalzinho do quarto episódio da terceira temporada da série. É um momento bem engraçado, pois Hanna conta uma história triste de outra pessoa como sendo sua para Adam, a fim de inventar uma desculpa por algo que ela tinha feito. “Sugar Town” exprime toda a sensualidade de Nancy Sintra, uma das sex symbols da sua época. Um canção pop de melodia fácil, curta e de letra bobinha, mas gostosa de se cantarolar. 

4. Lily Allen – L8 CMMR

“L8 CMMR”, faixa presente no álbum Sheezus (2014) da cantora Lily Allen, é um exemplo de como a série investia também no mundo da música. A faixa, produzida e escrita por Lily em parceira com Greg Kurstin, foi lançada exclusivamente no episódio oito da terceira temporada de Girls. Greg apresentou algumas canções para um amigo que trabalhava na série e, esse, pediu para incluir “L8 CMMR” na soundtrack do seriado.Além disso, Girls já foi plataforma para lançamento de faixas inéditas de outros artistas, como Beck, Miguel e Jenny Lewis. “L8 CMMR” é canção de batidas robôticas, vocais autotunados e efeitinhos sintéticos, soa como uma daquelas musiquinhas que saem de brinquedos eletrônicos para crianças. 

5. Fiona Apple – Valentine

Fiona Apple é uma cantora norte-americana de música alternativa. A compositora e pianista lançou recentemente o aclamado Fetch The Bolt Cutters, o primeiro álbum da história do Metacritc a totalizar a nota máxima da plataforma. Na série, “Valentine”, faixa presente no melancólico “The Idler Wheel…” (2012), preenche uma cena bem triste para Hanna, no nono episódio da segunda temporada, na qual vê seu ex-namorado dançando com a nova namorada dele. A canção traz uma forte carga melancólica, é minimalista, tendo apenas o piano compondo o arranjo e guiando o ouvinte pela composição cuja Fiona desabafa todo esforço direcionado a uma relação sem recipocridade.  Aliás, para quem está com o coração partido, “The Idler Wheel…” é uma trilha sonora perfeita para esse momento. 

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TV

Sandy e Junior lançam documentário sobre os anos de carreira

Série composta pode sete episódios está disponível no Globoplay.

Foto: Divulgação/Globoplay

Após ter realizado uma turnê em comemoração aos 30 anos de carreira, a dupla Sandy e Junior lançou hoje (10) o documentário ‘Sandy e Junior: A História’. O registro visual traz sete episódios com imagens inéditas do começo da carreira e da última turnê.

Sandy contou que o documentária é uma oportunidade para contar a história dos irmãos baseado nas próprias experiências. Ela disse que durante anos tudo isso foi contado por meio dos jornais e sites de notícias, com um interesse comercial, o que, às vezes, era distorcido.

Já Júnior confessou ter sido uma terapia revisitar as fitas antigas para a produção do documentário. O produtor e cantor revelou que muitas das fitas registraram momentos que nem mesmo ele lembrava e revê-los foi transformador.

A maior parte das imagens cedidas para a produção da série veio do acervo da mãe da dupla, que possui mais de 250 DVDs com as captações. Entre os momentos registrados, e que constam no documentário, estão cenas de antes do primeiro show da dupla, quando ainda eram crianças, os bastidores da turnê de despedida em 2007 e todo os preparativos e bastidores da turnê de 2019.

‘Sandy e Junior: A História’ está disponível no Globoplay. Assista ao trailer:

Ouça nosso podcast sobre música:

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Filmes

Edital seleciona roteiristas iniciantes para receberem apoio financeiro

Os projetos passarão por formações e rodada de investimentos com produtoras brasileiras.

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Foi aberto um edital da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), voltado totalmente para roteiristas estreantes que possuam uma história original e inédita para filmes de longa e curta metragem, assim como séries.

Ao todo, 45 roteiros serão selecionados. Os projetos passarão por formações e rodada de investimentos com produtoras brasileiras. Os roteiristas também receberão treinamentos com os Script Doctors, profissionais que aperfeiçoam roteiros, além de participarem de conferências com grandes roteiristas do país.

Os selecionados pelo edital contarão com ajuda financeira, podendo chegar até R$ 15 mil, dependendo da categoria: longa, curta metragem ou série. O diretor e chefe da representação da OEI no Brasil Raphael Callou afirmou que o objetivo é revelar novos talentos que nunca tiveram a chance de ver seu roteiro produzido e apresentado em festivais, além de fomentar o mercado audiovisual brasileiro.

 A medida visa a motivar os roteiristas a colocar em prática suas habilidades empreendedoras e vislumbrar um primeiro contrato profissional para que as obras sejam produzidas e assistidas por todos”, diz nota da OEI.

Conforme a organização, após a formação, os roteiristas poderão participar também de evento promovido pelo Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (Icab) com produtoras independentes do país. Outras informações e o edital completo estão disponíveis no site do concurso.

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