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Coberturas

E3 2019 | Ubisoft e Square-Enix agitam o público

Com anúncio de filme na Netflix, segundo dia foi melhor para a Ubisoft

Nesta segunda-feira (10) as desenvolvedoras Ubisoft e Square-Enix subiram no palco da E3 2019 para anunciar suas novidades para o mundo do games e foram ambas bem recebidas pelo público com anúncios sensacionais entre títulos aguardados e atrações inéditas.

UBISOFT

A Ubisoft de início à sua conferência no período da tarde (Hora de Brasília) e trouxe para os fãs algumas surpresas. O destaque da conferência ficou em torno de três títulos: Whatch Dogs: Legion, Ghost Recon: Breackpoint e The Division (Movie).

Whatch Dogs: Legion

O terceiro jogo da franquia segue com uma pegada crítica ao abordar sua narrativa dentro de um cenário pós-Brexit numa Londres repressiva de um futuro próximo onde a tecnologia e ideologia militar impera.

Respeitando o subtítulo “Legion”, o jogo fica vasto em personagens disponíveis para dar sequência a trama de uma forma diversificada onde até mesmo uma velhinha assassina pode ser uma boa recruta.

Ghost Recon: Breakpoint

No trailer de Ghost Recon: Breakpoint somos introduzidos ao vilão, Coronel Cole D. Walker, que coordena uma ramificação sombria dos Ghosts: os Wolves.

A parte legal disso tudo é que Cole D. Walker é interpretado por Jon Bernthal (The Punisher e The Walking Dead). Ao que parece, agora teremos uma tendência mais solidificada de astros e estrelas do cinema e da TV atuando também em games.

The Division (Movie)

Mas talvez a maior novidade da conferência da Ubisoft tenha sido o anúncio da parceria com a Netflix para a produção do filme The Division estrelado por Jake Gyllenhaal (Donnie Darko e Homem-Aranha: Longe de Casa) e Jessica Chastian (A Hora mais Escura e It, A Coisa – Parte 2). O filme será dirigido por David Leitch (John Wick e Deadpool 2).

O anúncio foi feito durante a apresentação de The Division 2, que estará de graça em todas as plataformas entre 13 e 16 de junho. As atualizações, chamadas “Episódios” serão lançadas ao passar do ano sendo a última confirmada até o momento (Episódio 3) no início de 2020.

SQUARE-ENIX

Já por volta das 22h (Hora de Brasília) a japonesa Square-Enix cumprindo o papel de abrir o espaço para os asiáticos na exposição. Sem a Sony, a desenvolvedora brilhou sozinha na noite de segunda-feira (10) e trouxe alguns títulos envolventes para o público com destaque para: Final Fantasy 7 Remake e Marvel The Avengers, protagonistas da noite.

Final Fantasy 7 Remake

Aerith e Cloud abriram a conferência já mostrando o que esperar deles no remake do clássico FF7. Logo em seguida, mais detalhes sobre sua jogabilidade foi apresentada pelos produtores do jogo que confirmaram ser possível controlar todas as personagens em batalha e também o fim da tela parada de combate.

Os visuais de Tifa Lockhart e Sepiroth também foram revelados durante a exibição de um trailer estendido. O lançamento de Final Fantasy 7 Remake está previsto para 03 de março de 2020.

Marvel The Avengers

Outra novidade destaque da Square-Enix, o jogo dos Vingadores promete uma trama inédita em relação aos quadrinhos e ao MCU. Com a equipe principal formada por Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk e Viúva Negra, a produção em parceria com a Crystal Dynamics, terá atualizações anuais com foco no modo online.

Personagens como Hank Pym, o Homem-Formiga, já estão confirmados como parte das personagens-extras a serem inseridas com as atualizações gratuitas prometidas para o jogo. Sobre a trama, o trailer revela uma possível “morte” de Steve Rogers e um mundo onde os Vingadores são derrotados por seus maiores inimigos (alguns como Treinador, Abominável e Ultron aparecem de relance no vídeo). O jogo está previsto para Maio de 2020 no Xbox One, PS4, Stadia e PC.

Concluíndo

No segundo grande dia de conferências o que se pode ver foi uma maior liberdade das desenvolvedoras em anunciar suas atrações.

O grande destaque fica por conta da Ubisoft com sua jogada em multimídia junto à Netflix. Com certeza quem não jogou The Division vai querer jogar só para conferir o filme com Jake Gyllenhaal e, de quebra, deve se aventurar na sequência também anunciada na E3 2019.

Já para a Square-Enix, o bom trailer de Final Fantasy 7 Remake foi seu maior trunfo. Demais atrações não tiveram tanto impacto. Isso porque Marvel The Avengers parece ter dividido o público com o visual inusitado dos heróis mais famosos do momento.

Confira mais sobre a E3 2019 aqui no VOLTS ao longo da semana e acompanhe tudo em tempo real através do nosso Twitter (@sitevolts) onde a cobertura acontece cheia de emoção!

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Coberturas

#VoltsNaMSDC Confira a programação completa da Mostra Sesc de Cinema em São Luís

Evento acontece de 19 a 28 de Novembro e exibe 70 produções brasileiras

Além da seleção lançada em Paraty, com 42 filmes das cinco regiões do Brasil, a MSDC conta com o Panorama Maranhão que traz 28 produções locais. O evento está agora em seu terceiro ano de existência, mas ao funcionar como uma plataforma de facilitação de acesso do público a um rico material cinematográfico que é a cara do Brasil, a Mostra prova sua importância e relevância para o cenário cultural do nosso país.

No Maranhão, a MSDC acontece de 19 a 27 de novembro no Cine Praia Grande com os Panoramas Brasil e Maranhão. E de 26 a 28 de novembro no Teatro Sesc Napoleão Ewerton com o Panorama Infanto Juvenil. Lembrando que toda a programação é gratuita.

Além das exibições, a MSDC também vai oferecer a Oficina de Criação e Desenvolvimento de Séries de Animação, com Otoniel Oliveira do Iluminuras Estúdio de Animação (PA).

Para ficar por dentro da MSDC, acompanhe a cobertura pelas redes sociais do Volts – e clicando AQUI você tem acesso a grade com todos os horários.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC – Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Sudeste

Os filmes selecionados vêm dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Sudeste são as estrelas. Vai vendo.

Fabiana (São Paulo, São Paulo) 89min, longa-metragem, documentário, 2018

‘Fabiana’ é o longa dirigido e escrito pela goiana Brunna Laboissière cuja proposta interessa de cara: pegar carona no caminhão da mulher trans e também lésbica que dá título ao filme. Uma figura poderosa, despachada e cheia de bagagem que segue baforando seu cigarrinho pela janela enquanto compartilha vivências.

O universo da estrada é por si só uma fonte infinita de histórias, mas Fabiana é um ponto de resistência numa profissão dominada por homens – não meramente por ser mulher e caminhoneira, mas também por sua orientação sexual. Porém, infelizmente o potencial fica perdido na estrada. A condução do filme é surpreendentemente passiva, desperdiçando a oportunidade de explorar a evidente riqueza do material.

E dá pra entender a intenção de Laboissière de não interferir, por exemplo, numa passagem em que Fabiana atende uma ligação e aparentemente recebe uma notícia ruim, desliga a chamada e fica em silêncio por longos minutos, balbucia algo e segue em silêncio até que a diretora pergunta “O que houve?” e aí ela finalmente conta. Outras sequências se limitam a contemplação pura e simples. Ou seja, a fartura do material exige mais intervenções e ao público resta sair da sessão como quem esperava uma viagem memorável e pegou apenas uma caroninha curta.

Plano Controle (Belo Horizonte, Minas Gerais)16min, curta-metragem, ficção, 2018

Se a turma do Twitter produzisse um filme, seria esse Plano Controle. Um flerte divertido com a ficção científica ensaia um Brasil onde o teletransporte é uma realidade e pode ser acionado como quem ativa um pacote de dados de internet móvel.

Escrito e dirigido por Juliana Antunes, o curta brinca com viagens no tempo pra fugir da realidade dura de 2016 com o golpe que tirou Dilma da presidência. Pra ilustrar os deslocamentos no espaço-tempo, o filme investe numa bricolagem de cenas icônicas da cultura pop nacional que vão de Van Damme dançando com a Gretchen no palco do Gugu a clássicos musicais dos anos 90. Sendo assim, onde “Plano Controle” falta em fazer sentido, sobra no senso de humor. 16 minutos bem aproveitados.

Navios de Terra (Belo Horizonte, Minas Gerais) 70min, longa-metragem, ficção, 2018

Esse longa de ficção dirigido por Simone Cortezão é um investimento pesado na estética do marasmo. Conceitual e visualmente promissor, o filme pensa a exploração de minério como o “deslocamento de montanhas” do Brasil a China e vice-versa. Seu protagonista (Rômulo Braga) sai de Minas e vai de navio ao outro continente em busca desses encontros muito subjetivos que ninguém sabe direito explicar. Nesse meio tempo o que se vê é um filme lentíssimo e frequentemente até arrastado onde quase nada acontece.

Jéssika (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro) 19min, curta-metragem, ficção, 2018

Jéssika, filme de Galba Gogóia, propõe uma discussão pertinente sobre a importância do acolhimento familiar em diversos níveis ao trazer a travesti do título de volta a casa onde cresceu como menino, pra reencontrar a mãe.

Pouco criativo na direção, o filme gira em torno de um diálogo na mesa do café (em plano e contraplano) onde muitos “não-ditos” e mágoas ficam evidentes assim como o amor entre as duas personagens, que é o que acaba gritando mais alto no fim das contas, mas tanto na vida quanto no filme, não é só o que importa. Infelizmente para Jéssika, como para tantas outras, apenas ser chamada pelo nome, já é uma imensa prova de aceitação pra quem cresceu acostumada a viver na defensiva.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Nordeste

Os filmes selecionados vêm dos estados da Bahia, Ceará, Sergipe, Paraíba e Pernambuco

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Nordeste são as estrelas. Vai vendo.

Mateus (Recife, Pernambuco) 80min, longa-metragem, documentário, 2017

Essa doçura de documentário em formato road-movie é um breve passeio pela cultura popular pernambucana que só prova quão vastas e ricas são as tradições culturais do nosso país. Os palhaços Jurema e Bandeira vão rasgando a estrada a bordo de um fusquinha azul 78 em busca dos veteranos ‘brincadores’, palhaços que são chamados de ‘Mateus’ na região da Zona da Mata norte-pernambucana.

O doc. dispensa o didatismo que até poderia esclarecer os termos “Loa”, “Cavalo Marinho” entre tantos outros e prefere focar nos personagens como seu Zé de Bibi e o Mateus Martelo que, já idosos, seguem como guardiões de um saber popular tão belo e puro. “Pessoas assim enchem a minha alma de alegria”, diz Jurema em certo trecho – e assim também é o filme que emociona e diverte na mesma intensidade.

Ilha (Salvador, Bahia) 92min, longa-metragem, ficção, 2018

O que o Cinema quer da gente é coragem” … “Vocês vão ter que engolir a seco a minha subjetividade”… “O amor ensina e mata aqueles que não tem imaginação”. Assim é o longa-metragem de Ary Rosa e Glenda Nicácio, cheio dessas frases de efeito e citações, nunca dispensa a oportunidade de ser viajativo, às vezes é cafonaço, mas sempre muito consciente do próprio conceito de ser um filme provocativo e intrigante sobre a arte de fazer filmes.

Em Ilha o uso da quebra da quarta parede ganha um contorno diferente já que quem olha para a lente não encara exatamente o público e sim Thacle, o personagem que opera a câmera. E enquanto o filme dentro do filme vai sendo feito, as barreiras entre realidade e ficção vão se estreitando e memória e Cinema se misturam pra terminar no abraço. O abraço que Emerson dá em seus pais da ficção é também um acerto de contas com os pais da vida real e por isso a cena cresce tanto. Já o abraço final pode até ter lá a sua dose de cafonice, mas é marcante como é também o filme inteiro. Os dois.

Orin: Música para os Orixás (Salvador, Bahia) 73min, longa-metragem, documentário, 2018

Esse documentário em longa-metragem dirigido por Henrique Duarte parte da interessante premissa de que os cânticos e ritmos do candomblé tiveram papel determinante na construção de diversos gêneros musicais brasileiros, do samba ao funk. Dessa forma, o texto vai evoluindo e faz perceber que a música está relacionada a uma ancestralidade que chega até mesmo a extrapolar o território da religião.

O filme também é hábil em explorar detalhes que vão desde a feitura dos atabaques até a curiosa hierarquia dos instrumentos. Nesse sentido, as diferentes danças de cada orixá rendem um dos momentos mais belos do longa. Por fim, a simbiose entre fé e som revela uma forma de arte que flui para além dos terreiros e vai parar, como o doc. explica, na pauta da Rumpilezz Orquestra em Salvador até virar referência central para um grupo de rap.

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