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E3 2018 | EA, Bethesda e Microsoft agitam os primeiros dias de evento

Fim de semana contou com anúncios animadores para os fãs de games

Nesta segunda-feira (11) entramos no terceiro e último dia de prévias da Electronic Entertainment Expo – a E3 – e já tivemos grandes anúncios feitos para os fãs. Durante as conferências da EA, Bethesda e Microsoft, em Los Angeles – onde acontece essa festa – os gamers e fãs em geral foram presenteados com alguns projetos muito aguardados e também por novidades.

Confira a seguir os principais pontos de Pré-E3 deste fim de semana:

 

Eletronic Arts

No sábado (09) o evento deu seu pontapé inicial para quem já não aguentava mais esperar e a Electronic Arts (EA) abriu a rodada de conferência com alguns anúncios bem interessantes. Em seus 60 minutos de apresentação a desenvolvedora do Estado da Califórnia trouxe detalhes sobre jogos já conhecidos (como é o caso de FIFA 19) e também algumas coisa inéditas.

Sobre o game de futebol digital a grande novidade mesmo é a informação já conhecida de que a partir do novo jogo a competição mais cara do futebol mundial estará inclusa – como modo história – na jogabilidade de FIFA 19. Isso mesmo a UEFA Champions League (Liga dos Campões da UEFA) encerra parceria longeva com a concorrente Konami (no Pro Evolution Soccer) e vem para o jogo que leva o nome da principal federação do esporte no mundo.

Outros anúncios foram:

Battlefield 5 (agora com modo Battle Royale confirmadíssimo). O jogo teve seu gameplay apresentado no domingo (10) durante a conferência do Xbox/Microsoft;

Sea of Solicitude, um game da divisão EA Originals da desenvolvedora que segue uma proposta bem indie;

Star Wars: Jedi Fallen, que apenas foi prometido e teve revelação de que o game se passará entre os Episódios III e IV. Além disso, Star Wars: Battlefront teve DLCs confirmadas com foco nos Episódios II e III;

Houveram outros anúncios como NBA Live 19, Madden 19 e Command & Conquers Rivals, mas o carro-chefe da conferência da EA foi mesmo Anthem. O game muito aguardado foi anunciado com trailer de cinema e gameplay com missão completa apresentado.

A conferência ainda teve tempo para falar de Unravel 2 e o Origin Access Premiere, a nova modalidade de assinatura dos jogos da empresa para as plataformas Xbox/Microsoft.

 

Bethesda

A segunda conferência que deu o que falar nos dois primeiros dias de Pré-E3 foi a da Bethesda. A empresa do Estado de Maryland, EUA, tinha um hype muito bem formado por parte dos gamers presentes em Los Angeles e também por quem acompanhava online. A Bethesda fechou a noite de domingo (10) com anúncios emocionantes para os mais apaixonados.

The Elders Scrolls VI sem dúvida está entre os mais relevante deles. O game teve um teaser-trailer apresentado aos fãs e confirmou que o jogo será para a nova geração de consoles (descartando assim o Playstation 4 e o Xbox One). Nem uma outra informação foi divulgada além disso.

A franquia The Elders Scrolls teve outros anúncios divulgados: The Elders Scrolls Legends, The Elders Scrolls Blades e The Elders Scrolls Online.

Outros anúncios feitos pela Bethesda foram:

Rage 2, jogo confirmado para o segundo semestre de 2019 nas plataformas Playstation 4, PC e Xbox One;

Doom Eternal, sequência de Doom (2016) sem muitas informações e um teaser-trailer;

Quake Champions, que promete reviver uma franquia estagnada desde 2005 quando do lançamento de Quake 4;

Prey, Woofenstein: Yongblood e o relançamento de Wonfenstein II: The New Colossus dessa vez para Nintendo Switch e o lançamento de Wonfestein Cyberpilot com uso de tecnologia VR.

O carro chefe da conferência foi mesmo Fallout 76. Entre as revelações feitas por Tom Howard, produtor da empresa, estão o fato de que o game será totalmente online, mas contará com jogabilidade nos modos solo ou cooperativo.

O mapa do game também foi ampliado e ganhou seis novas regiões em West Virgínia. e o jogo foi confirmado para 18 de novembro de 2o18. Pela franquia também foi anunciado Fallout Shelter, que sai dos mobiles para o Plasystation 4 e o Nintendo Switch.

 

Microsoft

Coube a Bethesda fechar o domingo, mas quem comandou a animação do público foi a Microsoft, que abriu o segundo dia de Pré-E3 com anúncios sensacionais. Ao todo, foram 50 jogos apresentados (sendo 18 deles exclusivos para o Xbox One).

Entre os destaques estão Fallout 76, que é feito em parceria com a Bethesda e teve um gameplay apresentado como petisco antes do anúncio feito pela outra desenvolvedora. Mas o que chamou a atenção mesmo foi a aproximação da desenvolvedora norte-americana com as empresas japonesas.

Nessa leva de anúncios envolvendo títulos nipônicos estão NieR:Automata – Become As Gods. Exclusivo para o Playstation 4 em 2017, a franquia de J-RPG da Square Enix – que conquistou muitos fãs graças a jogabilidade e também ao sex appeal de 2B (a protagonista) – ganha finalmente sua vez para os usuários do Xbox One. O game na verdade é o mesmo e só ganha um subtítulo para diferenciar da versão lançada no concorrente. Além disso conta com algumas expansões. NieR:Automata –  Become As Gods já estará na Microsoft Store no dia 26 de junho.

Por falar em jogos da Square Enix, Kigndom Hearts 03 teve um novo trailer divulgado durante a conferência da Microsoft com uma senhora novidade: a aparição da Rainha Elsa e todos os personagens do universo de Frozen. Outras personagens dos longa-metragens animados da Disney que deram as caras são Ralph (Detona Ralph) e Rapunzel (Enrolados).

Outro título nipônico é a remasterização de Tales of Vesperia: Definitive Edition. Celebrando os 10 anos do lançamento do game para o Xbox 360 (lançado em 2009 para o Playstation 3) o game manterá os traços do estilo mangá característicos da franquia de sucesso da parceria Bandai Namco e dessa vez chegará para todo mundo ao mesmo tempo (Switch, Playstation 4, PC e Xbox One) no fim do ano 2018.

Ainda tem mais lançamentos com títulos nipônicos. Antes o registro do outros anúncios da Microsoft:

Gears 5, onde a protagonista Kait Diaz dá continuidade aos eventos de Gears 4 lançado dois anos atrás;

Battleloads, que 24 anos depois o game da inglesa Rareware volta ao mundo dos jogos eletrônicos com proposta ousada: imagens em 4K e co-operação de até três jogadores.

Cyberpunk 2077, que volta a ser notícia pela Microsoft após 5 anos de espera;

Cuphead, que ganha uma DLC com novos chefes e também uma personagem feminina.

Finalizam nossos destaques mais dois títulos envolvendo games japoneses. O primeiro é Devil May Cry 5, da Capcom, que traz uma tentativa de reaproximar os fãs da franquia após o fracasso do jogo anterior. Com um Dante clássico, o jogo promete a boa e velha dinâmica do hack and slash.

O segundo – e mais surpreendente – anúncio da conferência da Microsoft que ainda falta ser dito aqui é Jump Force. A Bamdai Namco e a Microsoft anunciaram um battle game muito dinâmico reunindo as personagens famosas da Weekly Shonen Jump, a mais popular revista de mangás do mundo. Com Monkey D. Luffy (One Piece), Naruto Uzumaki (Naruto Shippuden), Son Goku e Freeza (Dragon Ball Z) e Kira e Ryuk (Death Note) já nos pós-créditos, o trailer promete um jogo de luta em equipes bastante emocionante.

A quem diga que o game seja somente uma releitura de J-Stars Victory Vs, que à época (2014) foi lançado para as plataformas da Sony (Playstation 4, Playstation 3 e Playstation Vita), mas que realmente viu o trailer pode ter certeza que se trata de algo superior e bem mais elaborado tanto em jogabilidade quanto em design.

E esses foram os principais destaques da E3 até aqui. Durante a segunda-feira (11) é a vez da Square Enix, Ubisoft e Sony trazerem suas novidades. O evento principal, no entanto, só a partir do dia 12 de junho com a conferência da Nintendo e segue até o dia 14 com muita informação e diversão. E o VOLTS te atualiza de todos os acontecimentos da E3 2018. Fique ligado!

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#VoltsNaMSDC Confira a programação completa da Mostra Sesc de Cinema em São Luís

Evento acontece de 19 a 28 de Novembro e exibe 70 produções brasileiras

Além da seleção lançada em Paraty, com 42 filmes das cinco regiões do Brasil, a MSDC conta com o Panorama Maranhão que traz 28 produções locais. O evento está agora em seu terceiro ano de existência, mas ao funcionar como uma plataforma de facilitação de acesso do público a um rico material cinematográfico que é a cara do Brasil, a Mostra prova sua importância e relevância para o cenário cultural do nosso país.

No Maranhão, a MSDC acontece de 19 a 27 de novembro no Cine Praia Grande com os Panoramas Brasil e Maranhão. E de 26 a 28 de novembro no Teatro Sesc Napoleão Ewerton com o Panorama Infanto Juvenil. Lembrando que toda a programação é gratuita.

Além das exibições, a MSDC também vai oferecer a Oficina de Criação e Desenvolvimento de Séries de Animação, com Otoniel Oliveira do Iluminuras Estúdio de Animação (PA).

Para ficar por dentro da MSDC, acompanhe a cobertura pelas redes sociais do Volts – e clicando AQUI você tem acesso a grade com todos os horários.

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#VoltsNaMSDC – Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Sudeste

Os filmes selecionados vêm dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Sudeste são as estrelas. Vai vendo.

Fabiana (São Paulo, São Paulo) 89min, longa-metragem, documentário, 2018

‘Fabiana’ é o longa dirigido e escrito pela goiana Brunna Laboissière cuja proposta interessa de cara: pegar carona no caminhão da mulher trans e também lésbica que dá título ao filme. Uma figura poderosa, despachada e cheia de bagagem que segue baforando seu cigarrinho pela janela enquanto compartilha vivências.

O universo da estrada é por si só uma fonte infinita de histórias, mas Fabiana é um ponto de resistência numa profissão dominada por homens – não meramente por ser mulher e caminhoneira, mas também por sua orientação sexual. Porém, infelizmente o potencial fica perdido na estrada. A condução do filme é surpreendentemente passiva, desperdiçando a oportunidade de explorar a evidente riqueza do material.

E dá pra entender a intenção de Laboissière de não interferir, por exemplo, numa passagem em que Fabiana atende uma ligação e aparentemente recebe uma notícia ruim, desliga a chamada e fica em silêncio por longos minutos, balbucia algo e segue em silêncio até que a diretora pergunta “O que houve?” e aí ela finalmente conta. Outras sequências se limitam a contemplação pura e simples. Ou seja, a fartura do material exige mais intervenções e ao público resta sair da sessão como quem esperava uma viagem memorável e pegou apenas uma caroninha curta.

Plano Controle (Belo Horizonte, Minas Gerais)16min, curta-metragem, ficção, 2018

Se a turma do Twitter produzisse um filme, seria esse Plano Controle. Um flerte divertido com a ficção científica ensaia um Brasil onde o teletransporte é uma realidade e pode ser acionado como quem ativa um pacote de dados de internet móvel.

Escrito e dirigido por Juliana Antunes, o curta brinca com viagens no tempo pra fugir da realidade dura de 2016 com o golpe que tirou Dilma da presidência. Pra ilustrar os deslocamentos no espaço-tempo, o filme investe numa bricolagem de cenas icônicas da cultura pop nacional que vão de Van Damme dançando com a Gretchen no palco do Gugu a clássicos musicais dos anos 90. Sendo assim, onde “Plano Controle” falta em fazer sentido, sobra no senso de humor. 16 minutos bem aproveitados.

Navios de Terra (Belo Horizonte, Minas Gerais) 70min, longa-metragem, ficção, 2018

Esse longa de ficção dirigido por Simone Cortezão é um investimento pesado na estética do marasmo. Conceitual e visualmente promissor, o filme pensa a exploração de minério como o “deslocamento de montanhas” do Brasil a China e vice-versa. Seu protagonista (Rômulo Braga) sai de Minas e vai de navio ao outro continente em busca desses encontros muito subjetivos que ninguém sabe direito explicar. Nesse meio tempo o que se vê é um filme lentíssimo e frequentemente até arrastado onde quase nada acontece.

Jéssika (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro) 19min, curta-metragem, ficção, 2018

Jéssika, filme de Galba Gogóia, propõe uma discussão pertinente sobre a importância do acolhimento familiar em diversos níveis ao trazer a travesti do título de volta a casa onde cresceu como menino, pra reencontrar a mãe.

Pouco criativo na direção, o filme gira em torno de um diálogo na mesa do café (em plano e contraplano) onde muitos “não-ditos” e mágoas ficam evidentes assim como o amor entre as duas personagens, que é o que acaba gritando mais alto no fim das contas, mas tanto na vida quanto no filme, não é só o que importa. Infelizmente para Jéssika, como para tantas outras, apenas ser chamada pelo nome, já é uma imensa prova de aceitação pra quem cresceu acostumada a viver na defensiva.

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#VoltsNaMSDC Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Nordeste

Os filmes selecionados vêm dos estados da Bahia, Ceará, Sergipe, Paraíba e Pernambuco

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Nordeste são as estrelas. Vai vendo.

Mateus (Recife, Pernambuco) 80min, longa-metragem, documentário, 2017

Essa doçura de documentário em formato road-movie é um breve passeio pela cultura popular pernambucana que só prova quão vastas e ricas são as tradições culturais do nosso país. Os palhaços Jurema e Bandeira vão rasgando a estrada a bordo de um fusquinha azul 78 em busca dos veteranos ‘brincadores’, palhaços que são chamados de ‘Mateus’ na região da Zona da Mata norte-pernambucana.

O doc. dispensa o didatismo que até poderia esclarecer os termos “Loa”, “Cavalo Marinho” entre tantos outros e prefere focar nos personagens como seu Zé de Bibi e o Mateus Martelo que, já idosos, seguem como guardiões de um saber popular tão belo e puro. “Pessoas assim enchem a minha alma de alegria”, diz Jurema em certo trecho – e assim também é o filme que emociona e diverte na mesma intensidade.

Ilha (Salvador, Bahia) 92min, longa-metragem, ficção, 2018

O que o Cinema quer da gente é coragem” … “Vocês vão ter que engolir a seco a minha subjetividade”… “O amor ensina e mata aqueles que não tem imaginação”. Assim é o longa-metragem de Ary Rosa e Glenda Nicácio, cheio dessas frases de efeito e citações, nunca dispensa a oportunidade de ser viajativo, às vezes é cafonaço, mas sempre muito consciente do próprio conceito de ser um filme provocativo e intrigante sobre a arte de fazer filmes.

Em Ilha o uso da quebra da quarta parede ganha um contorno diferente já que quem olha para a lente não encara exatamente o público e sim Thacle, o personagem que opera a câmera. E enquanto o filme dentro do filme vai sendo feito, as barreiras entre realidade e ficção vão se estreitando e memória e Cinema se misturam pra terminar no abraço. O abraço que Emerson dá em seus pais da ficção é também um acerto de contas com os pais da vida real e por isso a cena cresce tanto. Já o abraço final pode até ter lá a sua dose de cafonice, mas é marcante como é também o filme inteiro. Os dois.

Orin: Música para os Orixás (Salvador, Bahia) 73min, longa-metragem, documentário, 2018

Esse documentário em longa-metragem dirigido por Henrique Duarte parte da interessante premissa de que os cânticos e ritmos do candomblé tiveram papel determinante na construção de diversos gêneros musicais brasileiros, do samba ao funk. Dessa forma, o texto vai evoluindo e faz perceber que a música está relacionada a uma ancestralidade que chega até mesmo a extrapolar o território da religião.

O filme também é hábil em explorar detalhes que vão desde a feitura dos atabaques até a curiosa hierarquia dos instrumentos. Nesse sentido, as diferentes danças de cada orixá rendem um dos momentos mais belos do longa. Por fim, a simbiose entre fé e som revela uma forma de arte que flui para além dos terreiros e vai parar, como o doc. explica, na pauta da Rumpilezz Orquestra em Salvador até virar referência central para um grupo de rap.

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