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Críticas de Séries

Dos criadores de Simpsons e Futurama, (Des)encanto é divertida a sua maneira

Animação da Netflix vai ser bastante comparada, mas tem méritos próprios.

Foto: Reprodução/Netflix

Assim que a Netflix anunciou a produção de (Des)encanto (em 2016), os fãs de Os Simpsons e Futurama já começaram a contagem regressiva. Os criadores Matt Groening e Josh Weinstein não costumam decepcionar. Com um humor característico, seus personagens se tornam representações quase perfeitas do subconsciente de uma parte significativa da sociedade americana (entre outras). E a nova animação não é diferente. No entanto, as comparações podem jogar as críticas da nova série para baixo.

Passada na Idade Média, no reino mágico de Dreamland, a animação tem o ritmo parecido de suas antecessoras, cheio de referências a cultura pop – principalmente cinema e TV – mas as variações das piadas agora entrelaçam as situações daquele período histórico (execução em praça pública, as crenças e superstições, miséria, peste, guerras, os trabalhos estranhos, a ociosidade, as cruzadas) e contrastam com pensamentos dos dias atuais.

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A história acompanha a princesa Bean, que odeia viver no castelo e ser prometida para casamentos. De espírito livre, a jovem costuma fugir para encher a cara nas tavernas, apostar em jogos de azar e procurar por aventuras. O seu pai, o rei Zog, casado com a segunda esposa, a rainha Oona, uma salamandra de um outro reino, quer tentar colocar Bean nos trilhos. A missão se torna cada vez mais impossível a partir do momento em que a moça junta-se a um pequeno demônio chamado Luci e ao Elfo, de nome Elfo. Corajosa e rebelde, Bean é uma personagem feminina forte e que expõe pontos de vista e atitudes feministas bem pertinentes para agregar ao atual momento de discussão sobre o tema. E é no trio de amigos que a aventura funciona melhor. O demônio é ácido e incorreto, o Elfo tem uma inocência cômica e a princesa totalmente desencaixada naquela família. O problema é que, ao soar um pouco repetitivo, os episódios compensam mais pelas resoluções das situações bizarras do que nas piadas isoladas (coisa que Os Simpsons e Futurama fazem com maestria).

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Embora, das três séries (Des)encanto seja a menos engraçada, há nessa uma quantidade maior de referências. A dica, no entanto, é assistir a série dublada. As falas citam de “tá pegando fogo, bicho”, do Faustão a “se eu pudesse eu matava mil”, do preso Jeremias Cabra Homi. E acredite, isso é sim um enorme diferencial para o público atual que celebra: “é para isso que pago a internet”. Claro, totalmente direcionada para que o público mais jovem sinta-se confortável ao humor de tom adulto.

Visualmente é uma animação incrível, com cenários bonitos e um design que chama a atenção a cada movimentação de câmera.

(Des)encanto chega com uma temporada de 10 episódios, com quase 30 minutos cada, mas já tem a segunda encomendada pelo streaming, com mais 10.

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