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Crítica | Como Falar com Garotas em Festas

Adaptação de conto de Neil Gaiman, recém chegado à Netflix, é uma história sobre descobertas, punk e alienígenas

Neil Gaiman é um dos autores mais legais e criativos do universo literário, incluindo as histórias em quadrinhos. É ele a mente por trás de Coraline e Stardust – O Mistério da Estrela, duas de suas ótimas histórias adaptadas para o cinema. O filme mais recente foi apresentado em 2017, durante o Festival de Cannes, e é baseado em um dos meus contos favoritos de Gaiman: Como Falar com Garotas em Festas. Distribuído apenas no ano passado, a produção acaba de chegar à Netflix e capta o mesmo clima esquisito, doce e poético da obra original, que também foi adaptada para os quadrinhos. O pano de fundo ora é cinzento e cru com uma Londres suja pelo amor ao punk, ora é colorido e psicodélico quando a falta de perspectiva jovem dá lugar a um rebelde amor alienígena… como se Bowie encontrasse os Sex Pistols.

A direção de John Cameron é despretensiosa, assim como a montagem – com vários slow motions exagerados em sequências musicais ou em momentos de descobertas, tão simplista que parece uma produção televisiva dos anos 1970; obviamente proposital –, e não se preocupa com a estética, mas sim com a expressão e o simbolismo do que representa o punk em sua essência comportamental. Ou seja: Como Falar com Garotas em Festas aposta em um tom descontraído e até meio ingênuo para falar sobre descobertas, escolhas e paixão.

Ambientado no Reino Unido do fim dos anos 1970, o filme acompanha Enn (Alex Sharpe), um jovem tímido, porém ávido pela atitude punk que passa o tempo ao lado dos dois amigos Vic (AJ Lewis) e John (Ethan Lawrence) em festas de música organizadas pela excêntrica Boadicea (Nicole Kidman). Em uma noite, acabam por entrar em uma casa, achando que é o local de uma celebração punk, mas se deparam com um pessoal esquisito (mais ainda), de roupa colada e colorida e pouca expressão. Sem fazer ideia de que aqueles tipos são alienígenas de passagem pelo planeta, os rapazes curtem como se fosse uma festa diferente das que estão acostumados. Não demora para observarem naquela gente um comportamento bem bizarro, o que não impede Enn de se encantar pela graciosa Zan (Ellen Fanning). Cansada de ser uma turista espacial obrigada a seguir sempre as regras de seus superiores e as tradições rígidas do seu povo, Zan foge daquela casa com Enn e pede a ele para lhe apresentar esse tal de punk.

Com pouco mais de uma hora e meia, o conto de Neil Gaiman ganha alguns itens e personagens além do original, mas respeita a sua essência. Aqui falo, principalmente, de Zan, que nunca teve uma forma humanóide. Gaiman, em sua deliciosa criatividade, faz Enn se apaixonar por uma forma poética, que faz total sentido quando se trata de literatura, mas impossível de transportar isso à tela. Então, os roteiristas John Cameron e Philippa Goslett, constroem Zan, cuja (sempre!) ótima atuação e beleza de Elle Fanning dão exatamente o tom de brilho e poesia que a personagem exige, sem que isso precise ser sequer mencionado.

É verdade que por se tratar de um filme que usa a cena punk dos anos 1970 como vertente, fica uma expectativa grande para que a trilha sonora acompanhasse mais intensamente o desenrolar da história. E, embora haja uma sequência incrível de um show alucinógeno com Enn e Zan, o potencial para o aproveitamento musical deixa a desejar. Fica um gostinho de que podia ser “mais punk”.

Nada que comprometa o resultado final, quando percebemos que incorporar todo aquele absurdo, tratado de forma natural, não passa de uma maneira de dizer que as atitudes nos conduzem ao inesperado, seja no punk ou ao tentar falar com garotas em festas. Até porque, mesmo que os garotos achem, elas não são de outro planeta.  

Filmes

Fusão com a Disney está prejudicando marketing de X-Men: Fênix Negra

Confusão nos bastidores.

Foto: Divulgação/20th Century Fox

Segundo um relatório da Vanity Fair, executivos da Fox afirmaram que a fusão da Fox com a Disney está prejudicando a divulgação de X-Men: Fênix Negra.

Nós sabemos quando vamos lançar um trailer, mas a divulgação não está nem perto de onde deveria estar agora. É assustador. Se eu fosse um cineasta, estaria muito bravo

Segundo a fonte, os publicitários da Fox se reuniram com os executivos responsáveis pelo longa para definirem as principais estratégias promocionais. Contudo, diante da aquisição, a maioria desses empregados foram substituídos por consultores temporários.

Ninguém chegou para nós e falou ‘É isso que está acontecendo’. Por que eles não dizem logo que não há lugar para nós? Por que eles não deixam todo mundo saber disso? Nós não estamos sendo demitidos porque não ganhamos dinheiro para a empresa, ou porque fizemos trabalhos ruins. Estamos saindo por causa do capitalismo”, afirmou a fonte.

X-Men Fênix Negra estava planejado para ser lançado originalmente em novembro do ano passado. Portanto, devido a trabalhos extras na pós-produção e algumas refilmagens com o elenco, o longa foi adiado duas vezes.

Se nada mais entrar em seu caminho, X-Men: Fênix Negra será lançado em 7 de junho.

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Séries

Disney+ vai adaptar os quadrinhos “What If”, da Marvel

Série animada não fará parte do MCU.

A plataforma de streaming da Disney está desenvolvendo uma série animada baseada nos quadrinhos “What If”, da Marvel!

Assim como o material original, produção explorará cenários alternativos para os personagens mais queridos e amados da editora. São mudanças súbitas como, por exemplo, Tio Ben sobrevivendo, Homem-Aranha se juntando ao Quarteto-Fantástico, ou Thanos se aliando aos Vingadores.

É justamente por esta razão que a série não fará parte do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). Ela será trabalhada como uma antologia, assim como nos quadrinhos.

O presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, supervisionará o projeto.

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Filmes

Jason Momoa está garantido no futuro do Universo Cinematográfico da DC

Publicação na rede social do ator empolgou fãs do mundo inteiro.

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“Aquaman” se tornou um dos maiores sucessos do cinema de super-heróis dos últimos anos, além de se consagrar como o filme de maior bilheteria da DC no cinema. E parece que graças a popularidade conseguida com o filme de James Wan, o chamado “DCEU” está preparando muitas surpresas para o futuro.

O próximo grande passo do universo cinematográfico compartilhado pela Warner Bros Pictures e a empresa de quadrinhos será “Shazam!”, a estreia de Zachary Levi como o Mortal mais Poderoso. Depois, Margot Robbie voltará na pele da Arlequina em “Birds of Prey (And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)”, acompanhada da Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell) e da Caçadora (Mary Elizabeth WInstead). Finalmente, em meados de 2020, Gal Gadot estará de volta no papel de Diana Prince em “Wonder Woman 1984”. Até o momento, estes são os projetos confirmados, mas ainda há outros em desenvolvimento.

E parece que o mais entusiasmado com o futuro do mundo da DC é Jason Momoa, o atual Arthur Curry, que após uma reunião nos estúdios da Warner declarou nos seus stories do Instagram com muito entusiasmo: “Vocês não têm ideia do que está por vir”.

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