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Críticas de Séries

Crítica | The Walking Dead – 2ª Temporada

Este site promete tirar o atraso com relação à uma das séries mais bem-sucedidas do mundo: The Walking Dead. A primeira temporada, como já foi comentado aqui, apresenta os protagonistas e introduz a aterrorizante história dos mortos-vivos comedores de gente, além, é claro, de mostrar o primeiro contato dos humanos com essa nova situação. Dessa vez, vamos falar sobre a temporada de reflexão que se tornou o segundo ano de TWD.

Como sabemos, a série acompanha a história de um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi, até então sem explicação. Esse grupo, liderado pelo policial Rick, foge da cidade natal e corre rumo ao interior, até encontrarem, por acaso, a fazenda que serve de cenário para esse momento da história. Nessa segunda temporada, a série ganha mais tempo para aprofundar os personagens e criar situações para que eles exponham suas características.

Na “season two”, as situações buscaram explorar um pouco menos o embate contra zumbis e mais a personalidade de cada protagonista, as fragilidades, os desvios de caráter e as mudanças psicológicas causadas por essa situação limite. Shanne, um dos protagonistas da série, por exemplo, saiu em busca de remédios com um parceiro e, ao ser cercado por zumbis, precisou matar o companheiro de buscas para livrar a própria pele. Parece cruel e, ao mesmo tempo, parece puro instinto de sobrevivência. É uma linha muito tênue para julgar certo ou errado.

Minha memória não é das melhores, mas lembro de, pelo menos, dois momentos que me chamaram atenção negativamente. Um deles foi a demorada busca por Sofia, uma criança que acompanhava o grupo e que se perdeu na mata ao fugir de zumbis. Essas buscas não precisavam se estender por tanto episódios como aconteceu. Há momentos em que eles parecem esquecer que estão no fim do mundo, caçados por zumbis, e se arriscam gratuitamente. Pode ser que o afeto pela garota, de fato, os encorajem a enfrentar o perigo, mas, ainda assim, senti que passou um pouco do limite.

Outro momento foi o da aula de tiros, regada a munições, aos sobreviventes que ainda não sabiam dominar as armas. Quando estão distante, os “walkers” da série se guiam pelo som. Se fosse oportuno criar uma situação de pânico, o barulho dos tiros teria atraído vários deles, mas não foi o caso. Eles atiravam como se não houvessem amanhã, sem atrair zumbis e sem se preocupar que poderia faltar munição depois. Além disso, percebi erros de continuidade nas cenas de ação e zumbis morrendo com golpes em outras partes do corpo sem ser com golpes na cabeça como “diz a regra”.

O desespero das pessoas do mundo inteiro para sobreviver cria uma disputa desumana por água, comida e armas. De modo geral, dentro da série, os seres humanos já não se ajudam mais e isso é comprovado a cada vez que o grupo de Rick encontra novos sobreviventes. As pessoas querem roubar umas as outras e é agoniante ver a decadência humana retratada em The Walking Dead, ainda mais acreditando que este, provavelmente, seria o cenário caso algo semelhante acontecesse na vida real.

De qualquer forma, muita gente não gostou do ritmo mais lento da temporada, queriam mais zumbis e etc. Isso não me incomodou tanto e gostei bastante dessa segunda temporada. Inclusive, ninguém esperava que o fim fosse tão frenético e envolvente. Ver o grupo sendo cercado e cada um lutado pela própria a vida foi de arrancar os cabelos. Aliás, consegui criar uma identificação mais forte cada personagem da segunda temporada do que com os novos do terceiro ano, que se passa em uma penitenciária abandonada e que nós vamos resenhar no Escalada, semana que vem.

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