Connect with us

Crítica

Crítica | The 100 – Temporada 1

Como seria o planeta Terra após o ser humano destruí-lo com bombas atômicas? Mostrar como a humanidade se reergueria, três gerações depois do “fim”, é uma história de encher os olhos. A impressão inicial que o primeiro ano de “The 100” passa é essa, o que é muito positivo, mas que logo dá lugar à frustração causada pela falta de criatividade do roteiro, que se apoia em cenas previsíveis e em muitos clichês.

Esta série, aliás, vai além do pós-guerra nuclear. Apenas 400 pessoas que sobreviveram à essa tragédia e, de alguma forma, elas conseguiram se lançar para o espaço e lá viveram, em órbita, dentro 12 estações espaciais. Depois de 97 anos, a população cresceu e já contava com 4 mil pessoas que dividiam os escassos recursos. É quando a história começa a ser contada em um momento crítico para os tripulantes, que já começavam a sofrer com falta de ar, água e comida. Para garantir o futuro, um grupo de cem jovens foram enviados à superfície da Terra para descobrir se ela está habitável novamente (a radiação destruiu o planeta).

A proposta da série é fantástica, mas conta com muitos altos e baixos. Algumas cenas de ação, com explosões e brigas, são muito boas para uma produção de televisão, mas, incompreensivelmente, outras cenas do mesmo gênero são sofríveis. De modo geral, os efeitos especiais, presentes em quase todas as cenas, não são excepcionais, mas cumprem seu papel o suficiente para ninguém pegar no pé.

O enredo teen enfraquece os diálogos, embora o suspense da trama seja um ponto positivo. Recheada de esteriótipos, “The 100” tem um elenco de personagens onde todos querem ser heróis e tomam iniciativas importantes sem motivações convincentes. É como quando algum personagem, simplesmente, decide se arriscar sozinho em uma floresta cercada de inimigos sem motivação suficiente para isso, por exemplo. É algo comum nesta série. Seria pura vontade de ser herói e de se arriscar quatro, cinco, seis vezes para salvar a pele do coleguinha?

No começo da série, quando os adolescentes chegam à Terra, a disputa pela liderança do grupo começa e, com ela, desencadeiam uma série de conflitos completamente evitáveis, mas que, claramente, estão ali para movimentar a série. E, algumas vezes, é uma estratégia que funciona bem. A inconsequência dos jovens sobreviventes rendem bons ganchos nos fins dos episódios.

A história de “The 100” melhora do meio para o fim. São 13 episódios ao todo, mas apenas com os mistérios trazidos com a descoberta de um terráqueo (ninguém sabia que haviam sobreviventes na Terra) é que as coisas começam a ficar interessantes, mas não exterminam o vício desta produção em explicar as coisas pela metade ou deixar mal subentendidas as possíveis explicações para romances, intrigas, mortes, etc.

Esta é uma série com todos os motivos para os adolescentes amarem, pelos romances complicados e personagens estereotipados de fácil identificação(a mocinha forte, o brutamontes bonitão, a menina ciumenta, etc), mas que fica devendo para si mesma. No final das contas, o primeiro ano de “The 100” convence por ter uma história com infinitas possibilidades, mas peca na construção dos personagens e das situações a que eles se expõem.

Leia Mais
Publicidade
3.608 Comments

3.608 Comments

  1. Pingback: Google

  2. Pingback: black dildo

  3. Pingback: Dispensary Near Me

  4. Pingback: Latest Fintech Trends

  5. Pingback: top male masturbator

  6. Pingback: Glock 17

  7. Pingback: barbering scissors

  8. Pingback: Mark Konrad Chinese Scissors

  9. Pingback: yasaka scissors

  10. Pingback: g spot stimulator

  11. Pingback: free download for windows 10

  12. Pingback: virtual card for paypal verify

  13. Pingback: education in ukraine

  14. Pingback: ban hoc thong minh

  15. Pingback: best CBD gummies

  16. Pingback: CBD oil

  17. Pingback: chloroquine aralen

  18. Pingback: best CBD pills

  19. Pingback: levitra online

  20. Pingback: CBD cream

  21. Pingback: Royal CBD gummies

  22. Pingback: dank vapes

  23. Pingback: cbd benefits

  24. Pingback: viagra for sale

  25. Pingback: plus cbd oil

  26. Pingback: chloroquine coronavirus

  27. Pingback: viagra prices

  28. Pingback: cialis professional

  29. Pingback: strap on toys

  30. Pingback: dildo and balls

  31. Pingback: sex toy

  32. Pingback: best dildo

  33. Pingback: viagra 100mg

  34. Pingback: crystal meth for sale

  35. Pingback: Consultant SEO

  36. Pingback: where to buy adderall

  37. Pingback: buy CBD oil

  38. Pingback: MALWAREBYTES ACCOUNT

  39. Pingback: best CBD oil for arthritis

  40. Pingback: best CBD cream for arthritis pain

  41. Pingback: best CBD oil for sleep

  42. Pingback: best CBD oil

  43. Pingback: best CBD oil

  44. Pingback: best CBD gummies

  45. Pingback: best CBD oil

  46. Pingback: best CBD oil

  47. Pingback: best CBD gummies

  48. Pingback: app free download for windows 8

  49. Pingback: free download for windows

  50. Pingback: free laptop games download

  51. Pingback: games download for windows

  52. Pingback: app free download for windows 8

  53. Pingback: free download for windows 8

  54. Pingback: generic cialis

  55. Pingback: make money online

  56. Pingback: best roulette software

  57. Pingback: generic tadalafil

  58. Pingback: best roulette software

  59. Pingback: kratom near me

  60. Pingback: best CBD oil UK

  61. Pingback: Google

  62. Pingback: CBD oil for anxiety

  63. Pingback: buy viagra

  64. Pingback: CBD oils

  65. Pingback: best CBD oils

  66. Pingback: Buy research chemicals online

  67. Pingback: AKC German Shepherd dogs for sale

  68. Pingback: linkedin

  69. Pingback: free download for windows 10

  70. Pingback: apk for pc free download

  71. Pingback: games for pc download

  72. Pingback: apps for pc download

  73. Pingback: Umzugsfirma Wien

  74. Pingback: VIDEO видео двух женщин по этому разделу

  75. Pingback: Jed Fernandez

  76. Pingback: Ayurveda Online Shop

  77. Pingback: kratom near me

  78. Pingback: Amsterdam escorts

  79. Pingback: Sonia Randhawa

  80. Pingback: Sonia Randhawa

  81. Pingback: 5euros

  82. Pingback: SEO Melbourne

  83. Pingback: Webinar Workshop

  84. Pingback: الغدر

  85. Pingback: knowledge

  86. Pingback: cbd vs thc

  87. Pingback: RoyalCBD

  88. Pingback: RoyalCBD.com

  89. Pingback: Royal CBD

  90. Pingback: RoyalCBD

  91. Pingback: wisconsin

  92. Pingback: https://royalcbd.com/texas/

  93. Pingback: ohio cbd

  94. Pingback: cbd new york

  95. Pingback: new hampshire

  96. Pingback: RoyalCBD

  97. Pingback: cbd minnesota

  98. Pingback: massachusetts cbd

  99. Pingback: iowa

  100. Pingback: cbd connecticut

  101. Pingback: cbd oil georgia

  102. Pingback: Royal CBD

  103. Pingback: how long does cbd oil last

  104. Pingback: https://royalcbd.com/why-cbd-oil-not-certified-organic/

  105. Pingback: RoyalCBD.com

  106. Pingback: RoyalCBD.com

  107. Pingback: THC Cartridge

  108. Pingback: MALWAREBYTES A VIRUS

  109. Pingback: commercial real estate

  110. Pingback: Fakaza mp3 download

  111. Pingback: Escort amsterdam

  112. Pingback: anvelope chisinau

  113. Pingback: options trading

  114. Pingback: dank cartridge Flavors

  115. Pingback: Escort amsterdam

  116. Pingback: Group Health Insurance Chicago

  117. Pingback: Stage Hypnotist

  118. Pingback: two tone jeans

  119. Pingback: buy counterfeit money

  120. Pingback: سکسی قدیمی

  121. Pingback: alex more

  122. Pingback: fishscale cocaine

  123. Pingback: computer support

  124. Pingback: اغاني

  125. Pingback: Venice photography

  126. Pingback: Employee benefits

  127. Pingback: Thai Top 3

  128. Pingback: cannabis4homes.com

  129. Pingback: thick dildo

  130. Pingback: Шины в Кишиневе

  131. Pingback: Working Capital

  132. Pingback: Denver SEO services

  133. Pingback: where can i buy Cialis 40mg

  134. Pingback: Cialis 80mg tablet

  135. Pingback: cryptoexchange

  136. Pingback: THC VAPE JUICE

  137. Pingback: REAL COUNTERFEIT MONEY FOR SALE ONLINE

  138. Pingback: find a builder near me

  139. Pingback: thy uçak bileti

  140. Pingback: tabaksvervanger

  141. Pingback: https://www.telocard.com/

  142. Pingback: Gerüstbau

  143. Pingback: headphones

  144. Pingback: havuz market

  145. Pingback: havuz malzemeleri

  146. Pingback: sehpa takýmý

  147. Pingback: site web ΑΠΟΦΡΑΞΕΙΣ

  148. Pingback: Pomsky Puppies For Sale

  149. Pingback: https://montanagunsforsale.com/product/beretta-a300-for-sale/

  150. Pingback: Computer hilfe bubikon

  151. Pingback: Gun Shop Near Me

  152. Pingback: ginger kittens for sale

  153. Pingback: blue nose pitbull puppies for sale

  154. Pingback: ceftin 250mg coupon

  155. Pingback: Gulberg Arena

  156. Pingback: cheapest celebrex 200mg

  157. Pingback: cach an hat macca dung chuan

  158. Pingback: how to purchase celexa

  159. Pingback: pijama takımı

  160. Pingback: meme dikleştirme

  161. Pingback: cheapest cipro 500mg

  162. Pingback: claritin tablet

  163. Pingback: gambling games

  164. Pingback: spor haberleri

  165. Pingback: real casino games

  166. Pingback: casino gambling

  167. Pingback: online casino games real money

  168. Pingback: casino online games

  169. Pingback: Naturkosmetik

  170. Pingback: online casino games real money

  171. Pingback: online casino real money us

  172. Pingback: car insurance usaa

  173. Pingback: car insurance specialists

  174. Pingback: cheap car insurance quotes

  175. Pingback: canada pharmacy

  176. Pingback: o-dsmt

  177. Pingback: Fish scale cocaine

  178. Pingback: Change DMT

  179. Pingback: safe car insurance

  180. Pingback: geico commercial car insurance quotes

  181. Pingback: film

  182. Pingback: payday loans payday loans

  183. Pingback: easy payday loans

  184. Pingback: installment loans online no credit check

  185. Pingback: quick loans georgia

  186. Pingback: usa pharmacy

  187. Pingback: online payday

  188. Pingback: fast loans

  189. Pingback: games for pc download

  190. Pingback: cbd oil for seizures

  191. Pingback: cbd oil for arthritis pain relief

  192. Pingback: hemp oil vs cbd oil for pain

  193. Pingback: buy generic viagra online american price

  194. Pingback: buy cbd oil online

  195. Pingback: Tech Slot

  196. Pingback: cbd oil products

  197. Pingback: cbd cannabis oil for pain

  198. Pingback: how to become a better essay writer

  199. Pingback: paper writer

  200. Pingback: write my essay service

  201. Pingback: how to write an intro for an essay

  202. Pingback: type writer paper

  203. Pingback: essays writing services

  204. Pingback: how to writing essay

  205. Pingback: essay writing service recommendation

  206. Pingback: Buy Morphine pills online

  207. Pingback: writers essay

  208. Pingback: bengal kitten

  209. Pingback: essay writing service online

  210. Pingback: parrot

  211. Pingback: cleocin without prescription

  212. Pingback: parrots for sale near me

  213. Pingback: clonidine 0,1 mg pharmacy

  214. Pingback: clozaril generic

  215. Pingback: where can i buy colchicine 0,5mg

  216. Pingback: Buy Norco 10/325mg online

  217. Pingback: symbicort inhaler canada

  218. Pingback: combivent australia

  219. Pingback: coreg australia

  220. Pingback: compazine uk

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Crítica

Crítica | 13 Reason Why – Temporada 4

Tentando corrigir abordagem equivocada, Netflix nadou, nadou e morreu na praia.

Entre as virtudes da Netflix está a coragem de abordar assuntos sensíveis em produções dos mais diferentes gêneros. Em 2017, no entanto, a companhia se envolveu em uma dor que parece não ter sido superada até hoje: a polêmica sobre a equivocada abordagem dada aos temas altamente inflamáveis trazidos na trama de 13 Reasons Why, que chegou injustificadamente à quarta e última temporada em 2020.

Acusada de irresponsável, a Netflix viu a ousadia — feita com a melhor das intenções, acreditamos — tornar-se uma mancha na boa reputação da empresa, que tentou apagar essa má impressão até o último episódio da quarta temporada, que trouxe as consequências do assassinato de Bryce Walker (Justin Prentice) como faísca da trama e a problemática saúde mental de Clay Jensen (Dylan Minnette) como a gasolina. Vistos os 10 episódios finais, podemos concluir, com absoluto respeito aos profissionais que fizeram essa obra tão complexa acontecer, o óbvio é o real: essa história não precisava ser contada.

Ainda que bem conduzida na primeira temporada, a história de 13 Reasons Why foi absolutamente ofuscada pelas cenas explícitas de estupro e suicídio. Um gosto amargo que a Netflix tentou consertar com altas doses de avisos, documentários e episódios mais responsáveis.

Mas não há tema complexo que sustente uma temporada com falta de assunto. A 4ª temporada da trama de Clay Jensen foi a Netflix diluindo um pacotinho de Tang em um galão de 20 litros de água. E, sim, assistir é o equivalente a tomar esse suco ralo sem açúcar.

O que, se você parar para pensar, é um tanto contraditório. A série tem uma cartela extensa de boas possibilidades: um protagonista com sérios problemas mentais, outro que é dependente químico, passa de leve por assuntos como feminismo, xenofobia, homossexualidade, enfim, mas prefere desenrolar a temporada inteira num grande “quem matou?” cansativo esticado pelo filtro confuso do olhar de Clay.

O discurso de conscientização é o que a série traz melhor. E a fotografia também. Ainda que o senso de responsabilidade desses adolescentes pareça incompatível com a idade que têm, não ficou clara a mensagem de esperança que os produtores tanto queriam passar nesse desfecho. Há grandes momentos com discursos bastante diretos e importantes, mas incoerentes com a tristeza sem fim retratada em todos os outros episódios. Foi uma sensação de nadar, nadar e morrer na praia. O que foi feito, infelizmente, não vai conseguir impedir que 13 Reasons Why envelheça cada vez pior.

Leia Mais

Crítica

Crítica | Em Defesa de Jacob

A minissérie de suspense foge dos padrões que o gênero possui e entrega um enredo surpreendente e cheio de reviravoltas.

Dramas familiares sempre chamam a atenção e cativam o público, principalmente aqueles que envolvem todas as esferas familiares. Entretanto, essas produções podem se tornar bem mais interessantes quando novos elementos são inseridos na narrativa, como por exemplo, um assassinato. É exatamente isso – e um pouco mais – que a minissérie ‘Em Defesa de Jacob’, a nova produção original da Apple TV+ leva ao público.

O thriller de oito episódios é dirigido por Morten Tyldum (O jogo da Imitação), ganhou uma adaptação para TV feita por Mark Bomback (Planeta dos Macacos) baseada no livro de William Landay. O enredo conta a história de Jacob (Jaeden Martell), que tem a vida virada de cabeça para baixo após ser acusado de assassinar seu colega de classe. Ao lado dele, os pais Andy Barber (Chris Evans) e Laurie Barber (Michelle Dockery) vivem dias de aflição e tentam de todas as formas provar a inocência do filho.

A série acrescenta elementos interessantes, como o jeito antissocial de Jacob, as mensagens estranhas postadas por ele em uma rede social e o fato dele ter sofrido bullying por parte do colega que morreu, forçando a teoria de que ele pode estar envolvido com o crime. Além disso, a linha cronológica da história contada em duas versões: um tempo após o desfecho do caso e outra durante a investigação, prende a atenção do público que por várias vezes se pergunta: porque Andy está sendo interrogado? Jacob foi preso? Ele é culpado pelo crime?

Chris Evans vive Andy Barber, Jaeden Martell interpreta Jacob Barber e Michelle Dockery é Laurie Barber

Até o terceiro episódio, o enredo foge um pouco do que a série quer propor ao público – a dúvida se Jacob matou não o colega – e explora o passado um tanto conturbado de Andy e a relação ambígua de Laurie com seu filho. Mas tudo isso é proposital, afinal a partir daí, a série aposta no jogo psicológico, já que a inocência de Jacob é uma dúvida não só para o júri, mas para os pais do adolescente e agora para o público.

As revelações do passado obscuro de Andy com seu pai Billy Barber (J.K Simmons), preso há mais de 20 anos por homicídio, voltam a causar dúvidas e naturalmente, a novidade ajuda a criar uma ligação homicida entre o avô e o neto. Do outro lado, a fragilidade de Laurie em relação a descoberta sobre o passado do marido traz uma mudança no relacionamento dos dois como casal e com o filho, deixando os personagens centrais instáveis. Essa aspecto ajuda reforçar no telespectador a seguinte premissa: ele é culpado pelo crime.

Uma das coisas mais bem arrojadas do roteiro é que com o passar dos episódios, a perspectiva de Andy sobre Jacob vai mudando e isso reflete diretamente na maneira como o público vê o garoto. Lembra do jogo psicológico que falei no início da crítica? Pois então. Com isso, não se torna tão cruel aceitar que os próprios pais do garoto acreditam que ele é o verdadeiro responsável pelo crime.

O mix de sentimentos que ‘Em Defesa de Jacob’ proporciona é surpreendente, assim como o desfecho da série. As reviravoltas em relação ao crime – principalmente no último episódio – a viagem da família para o México e a revelação de novo segredo por Andy fazem você literalmente voltar à estaca zero. O suspense volta à tona e te faz pensar e repensar por várias vezes o que pode estar nas entrelinhas da história e qual é a verdadeira relação de Jacob com o crime.

As atuações acertadas de Evans, Dockery e Martell deram um diferencial acertado na produção. Com interpretações intensas, em alguns pontos bem frias e duvidosas, os personagens ajudaram a criar um clima de incerteza e reflexão, abrindo espaço, talvez, para uma segunda temporada. E com isso, teremos a chance de responder algumas dúvidas que a série deixou no ar, característica digna de uma boa trama de suspense.

Em Defesa de Jacob‘ está disponível na Apple TV+ e a assinatura pode ser feita por usuários no Brasil. Veja o trailer abaixo:

Leia Mais

Crítica

Crítica | Control Z – 1ª temporada

A produção fisga o público e garante boa recepção a uma próxima temporada, sem manchas na estreia.

A protagonista da série é a adolescente Sofia Herrena, vivida por Ana Valeria Becerril. (Foto: reprodução)

O enredo das produções mexicanas, de um modo geral, costuma pegar emprestado o tempero apimentado da culinária do país para incrementar narrativas. Com a série Control Z não foi diferente. O drama teen possui em sua receita escândalos picantes, traumas do passado e segredos sobre a vida dos adolescentes de ensino médio que formam seu elenco central.

Produzida pela Lemon Studios para a Netflix, Control Z traz em oito episódios uma reviravolta na vida de estudantes, pais e funcionários da escola, causada pela ação de um hacker que começa a revelar publicamente os segredos de alguns alunos e até do diretor da instituição. Chantageados, eles precisam contribuir para a revelação de algo pessoal de outra pessoa para protegerem o próprio segredo das mãos do hacker.

Para sustentar a premissa de forma mais convincente, a série mostra uma escola bem estruturada, com cobertura de vidro, acesso liberado à internet e, consequentemente, alunos de famílias que têm absoluta condição de manter seus filhos matriculados nela. Isso contribui para que hajam subornos, festas, casas e carros luxuosos que movimentam as cenas em torno do eixo de ação principal: descobrir quem é o hacker.

Elementos secundários à parte, temos a protagonista Sofia Herrera (Ana Valeria Becerril), que antes de retornar às aulas naquele ano passou o verão na ala psiquiátrica de um hospital. Como é de se esperar, tendo em vista as últimas produções do gênero na Netflix, a personagem assume a figura de uma adolescente solitária, com aspectos depressivos e ansiosos que, durante crises, faz com que ela recorra a fazer cortes no prórprio corpo.

Para absorver as mensagens que a produção pretende passar, porém, o público precisa se voltar apenas à característica marcante da protagonista: a aguçada capacidade de observação. Já que, apesar de abordar temas pertinentes, Control Z não prende muito pelo diálogo e sim pelas suposições que desperta sobre a menina mais bonita da escola, que na verdade é um menino, pelo “malvadinho” que usa a valentia para encobrir aquilo que ele entende como uma fragilidade sua e pela menina boazinha que esconde a prática de fazer roubos.

Todos esses pontos são expostos pela ação do hacker. Em pararelo, a chegada do novato Javier Willians (Michael Ronda), filho de um famoso jogador de futebol faz com que Sofia, que decidiu descobrir quem está por trás do hacker, tenha agora um aliado nessa busca. O que ela não sabia no início é que até mesmo Javier tem envolvimento num terrível assassinato que foi silenciado com a fortuna e fama do pai.

A riqueza também apresenta papel importante na vida de Raul (Yankel Stevan), personagem de aparição tímida nos primeiros episódios da série para posteriormente se tornar o pivô de todas as mazelas ocorridas até então. A partir daí, a série dispara para a possível resolução do conflito principal e manobra com excelência a necessidade de abriar clichês como o fato de dois garotos, Javier e Raul, estarem apaixonados por Sofia enquanto os demais fatos de desenrolam em volta deles.

De maneira muito perspicaz, o sétimo episódio de Control Z é formado por flashbacks para instigar o público a pensar: “então é isso”. Contudo, não deixa a dedução vir de maneira fácil pela posterior sequência de acontecimentos em timelapse mostrando a realidade por trás das ações de cada personagem.

Já a revelação sobre quem é o hacker, nesse ponto, não poderia ser feita de outra forma senão pela dedução fato por fato de Sofia, nada imprevisível. Ainda mais quando se soma o fato de que mais uma vez era alguém que estava ali o tempo todo. Embora seja mais do mesmo, temos aqui os questionamentos provocados pelo último episódio: apesar das perdas, os personagens de fato viverão melhor com os seus segredos expostos? Valeu a pena mesmo fazer tudo isso?

Deixando várias questões no ar como, por exemplo, o que de fato acontece com o pai de Sofia e também como ficará a situação dela, de Javier e de Raul, a primeira temporada de Control Z consegue fisgar o público de maneira que este seja muito bem receptivo à sua próxima temporada, sem marcar de forma negativa sua estreia. Vale a maratona!

Leia Mais

Crítica

Crítica | A Vida e a História de Madam C.J. Walker

Minissérie mistura ficção e realidade sobre a brilhante trajetória da primeira negra milionária dos EUA.

A missão de interpretar Walker foi abraçada pela atriz Octavia Spencer.

Produções baseadas em fatos reais, principalmente quando trazem histórias inspiradoras, são sempre necessárias desde que preservem ao máximo o conceito briográfico da coisa, é claro. Aqui, temos uma minissérie com quatro episódios que passeia por situações de racismo, machismo, pobreza, abuso e a luta para vencer tudo isso.

A Vida e a História de Madam C.J. Walker conta a trajetória de uma mulher que não só se tornou a primeira negra milionária dos Estados Unidos como também tem seu nome registrado no livro dos recordes pelo feito, considerado algo inalcançável na época em que viveu (1867 – 1919).

Madam (em português ‘senhora’) é, na verdade, Sarah Bredlove, que decidiu abandonar sua vida de lavadeira para construir uma fábrica de cosméticos. A figura de Sarah foi alvo da obra biográfica da jornalista americana A’Lelia Bundles, que contribuiu significativamente para a construção da narrativa da minissérie original Netflix.

Contudo, a produção não conseguiu abrir mão da ficção para definir a espinha dorsal da narrativa, que evidencia uma rixa entre Sarah (Octavia Spencer) e Addie (Carmen Ejogo), sua concorrente no ramo da beleza. Addie, na vida real, foi Annie Malone. Ela empregou Sarah, assim como mostra a minissérie, mas não a perseguiu da mesma maneira abordada nas cenas.

A oscilação entre realidade e ficção, ainda assim, não tira o gosto de apreciar os episódios, que são bem marcados e divididos. O que, vai por mim, facilita bastante a maratona! A capacidade de identificação com vários públicos também é um ponto positivo que deve impulsionar a escolha de assistir à minissérie.

Sem falar que a grande vitória de Walker foi, sem dúvidas, alcançar o objetivo de construir sua fábrica. Não espere, portanto, nada menos que bons aprendizados para aplicar no empreendedorismo (e na vida!).

Mas, apesar dos pontos positivos, a ressalva vai para o desfecho confuso que foi adotado e que apresenta um contraste com a linearidade das cenas de embate entre Sarah (Octavia Spencer) e Addie (Carmem Ejogo). No desenrolar dos fatos, as lutas e preconceitos suportados por Sarah acabam ganhando mais brilho do que o momento que deveria ser de triunfo: sua conquista empreendedora.

Ao final, sobram incertezas acerca da integridade do trabalho desenvolvido por Walker que provavelmente não estavam na lista das boas intenções que a produção queria provocar diante de uma trajetória tão marcante como a de Sarah Bredlove.

A quebra de expectativas do final é minimamente compensada pela atuação da premiada Octavia Spencer. Indiscutivelmente, a entrega dela ao papel é feita não só pela Octavia atriz mas também pela Octavia pessoa, mulher e negra com postura mais que inspiradora e empoderada.

Leia Mais