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Críticas de Séries

Crítica | The 100 – Temporada 1

Como seria o planeta Terra após o ser humano destruí-lo com bombas atômicas? Mostrar como a humanidade se reergueria, três gerações depois do “fim”, é uma história de encher os olhos. A impressão inicial que o primeiro ano de “The 100” passa é essa, o que é muito positivo, mas que logo dá lugar à frustração causada pela falta de criatividade do roteiro, que se apoia em cenas previsíveis e em muitos clichês.

Esta série, aliás, vai além do pós-guerra nuclear. Apenas 400 pessoas que sobreviveram à essa tragédia e, de alguma forma, elas conseguiram se lançar para o espaço e lá viveram, em órbita, dentro 12 estações espaciais. Depois de 97 anos, a população cresceu e já contava com 4 mil pessoas que dividiam os escassos recursos. É quando a história começa a ser contada em um momento crítico para os tripulantes, que já começavam a sofrer com falta de ar, água e comida. Para garantir o futuro, um grupo de cem jovens foram enviados à superfície da Terra para descobrir se ela está habitável novamente (a radiação destruiu o planeta).

A proposta da série é fantástica, mas conta com muitos altos e baixos. Algumas cenas de ação, com explosões e brigas, são muito boas para uma produção de televisão, mas, incompreensivelmente, outras cenas do mesmo gênero são sofríveis. De modo geral, os efeitos especiais, presentes em quase todas as cenas, não são excepcionais, mas cumprem seu papel o suficiente para ninguém pegar no pé.

O enredo teen enfraquece os diálogos, embora o suspense da trama seja um ponto positivo. Recheada de esteriótipos, “The 100” tem um elenco de personagens onde todos querem ser heróis e tomam iniciativas importantes sem motivações convincentes. É como quando algum personagem, simplesmente, decide se arriscar sozinho em uma floresta cercada de inimigos sem motivação suficiente para isso, por exemplo. É algo comum nesta série. Seria pura vontade de ser herói e de se arriscar quatro, cinco, seis vezes para salvar a pele do coleguinha?

No começo da série, quando os adolescentes chegam à Terra, a disputa pela liderança do grupo começa e, com ela, desencadeiam uma série de conflitos completamente evitáveis, mas que, claramente, estão ali para movimentar a série. E, algumas vezes, é uma estratégia que funciona bem. A inconsequência dos jovens sobreviventes rendem bons ganchos nos fins dos episódios.

A história de “The 100” melhora do meio para o fim. São 13 episódios ao todo, mas apenas com os mistérios trazidos com a descoberta de um terráqueo (ninguém sabia que haviam sobreviventes na Terra) é que as coisas começam a ficar interessantes, mas não exterminam o vício desta produção em explicar as coisas pela metade ou deixar mal subentendidas as possíveis explicações para romances, intrigas, mortes, etc.

Esta é uma série com todos os motivos para os adolescentes amarem, pelos romances complicados e personagens estereotipados de fácil identificação(a mocinha forte, o brutamontes bonitão, a menina ciumenta, etc), mas que fica devendo para si mesma. No final das contas, o primeiro ano de “The 100” convence por ter uma história com infinitas possibilidades, mas peca na construção dos personagens e das situações a que eles se expõem.

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