Crítica de Filme

Crítica | Star Wars: O Despertar da Força

Após 10 anos, Star Wars tem, novamente, um filme estreando no cinema. Dessa vez, com novos personagens e uma nova história, mas sem esquecer-se de seus predecessores. Trazendo um sentimento de nostalgia, Star Wars Episódio VII – O Despertar da Força leva seus antigos e novos fãs para mais uma viagem pelo universo da Força.

Muito tempo após “O Retorno de Jedi”, encontra-se a Primeira Ordem, uma organização sombria iniciada após a queda de Darth Vader e do Império. O grupo está em busca do poderoso Jedi Luke Skywalker, mas terão que enfrentar outro grupo em busca de Luke: a Resistência, liderada por Leia.

Logo no início são apresentados as personagens principais da nova trama. Primeiro KiloRen, o novo vilão, que a princípio parecia apenas ser um seguidor da ideologia de Darth Vader, mas que, no decorrer do filme, se revela tendo uma relação maior do que se imaginava com o amado Lorde Sith. Depois temos Finn, um stormtrooper que decidiu se rebelar e fugir da Primeira Ordem, e que, por amor à nova heroína, se junta aos rebeldes. Apenas no fim do primeiro ato é apresentada Rey, personagem principal do filme, com origem desconhecida, mas com uma vontade de fazer o bem, digna de uma sucessora de Luke Skywalker.

Assim, se iniciou “O Despertar da Força”, em um ritmo lento, para que o público se adapta-se às novas personagens. Com o desenrolar da história, o filme traz de volta a irreverência Han Solo, o temperamento de Chewbacca, a força da princesa, agora General Leia, a incrível Millennium Falcon, e o melhor, as lutas de sabre.

O Episódio VII peca, talvez, por deixar claro ser uma parte de uma nova história, não fazendo um encerramento mais objetivo da trama, como ocorreu em “Uma Nova Esperança” e “A Ameaça Fantasma”. Ele deixa perguntas abertas, como sobre a origem de Rey, os objetivos de Finn, o surgimento da Primeira Ordem, e a principal: o que ocorreu durante os 30 anos que se passaram após os eventos de “O Retorno do Jedi”. No entanto, nada disso diminui a qualidade ou afasta o público dessa superprodução.

O novo filme conseguiu reunir o melhor dos anteriores: as personagens, a trama e a trilha sonora da primeira trilogia; e os efeitos visuais e as coreografias da segunda. Tudo para agradar os mais antigos fãs, ávidos por uma trama menos política, e os novos, atraídos pelas lutas de sabre. Seja vestido de Jedi ou acompanhado de um sabre de luz ou só com a pipoca mesmo, Star Wars Episódio VII – O Despertar da Força é um ótimo filme para se assistir com os amigos, e familiares. E que a Força esteja com vocês.