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Crítica de Filme

Crítica | SHAZAM !

APENAS DIGA A PALAVRA ! e venha conhecer o novo membro da família DC.

APENAS DIGA A PALAVRA ! Com a estreia de Shazam nessa semana (03), vemos a DC e Warner Brothers dando mais um passo na direção certa, consolidando não somente seu nome, seguindo a fama de Aquaman (2018), como também firmando a nova fase da companhia, intiludada como: The Worlds of DC. Nesse novo direcionamento, vemos o Universo Compartilhado da DC nos cinemas tomar novas proporções, seus filmes ainda co-existem, entretanto agora eles contam suas próprias histórias, sem precisar se apoiar em um gancho, que foi feito em eventos anteriores. Com isso dito, Shazam é um filme que afirma seu lugar dentro de um mundo já estabelecido por grandes nomes como Aquaman e Mulher-Maravilha, ao mesmo tempo que prova seu valor como membro de uma nova trindade da DC.

Shazam conta a história de um jovem de quatorze anos, Billy Baston (Asher Angel), que pula de casa adotiva em casa adotiva, sempre procurando seu lugar no mundo e sua verdadeira identidade, até que um dia é escolhido por um Mago (Djimon Hounsou), que o julga puro de coração e espírito, passando sua magia para Billy, que ao proferir a palavra: SHAZAM ! se torna um herói com a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, o vigor de Atlas, o trovão de Zeus, o vigor de Aquiles e a velocidade de Mercúrio na forma de Zachary Levi. Entretanto, nenhum super-herói é tão bem definido quanto por seu vilão, e Shazam conta com a destreza de Dr. Silvana (Mark Strong), que em busca de adquirir mais poder e magia, se torna um formidável e vilanesco oponente para Billy Batson.

O filme segue uma linha cômica, prestando fortes homenagens ao clássico ‘’Quero Ser Grande’’ de 1988, estrelando Tom Hanks e não desaponta em vender a ideia de como seria um adolescente ganhando super-poderes e uma identidade de adulto. Além disso, graças ao carisma incomparável de Zachary Levi, que brilha como o personagem título do filme, Shazam consegue trazer elementos do Superman de Christopher Reeves, que cativou tantos e se tornou parâmetro em sua geração. No entanto, não se enganem, Shazam não é um filme que serve somente de alívio cômicos, trazendo uma imagem extremamente realista em questões como abandonamento, adoção e o senso de auto-descoberta que vem acompanhado disso tudo.

Shazam conta com uma mudança por trás das câmeras dentro da DC, que já vem acontecendo desde Aquaman e James Wan, com diretores vindo da divisão mais lucrativa da Warner: a de terror. Dessa vez, é o momento de David F. Sandberg (Annabelle 2) brilhar, mostrando maestria no uso não somente de seus atores, mas de cenas extremamente bem constrúidas, com uso de câmeras lentas e a capacidade de criar um ponto de vista fluído e inovador dentro de um universo já estabelecido. Sandberg e Levi contam também com uma trilha sonora incrivel, que combina sucessos atuais como Bruno Mars aos icônicos hits de Queen, marcando o passo e atmosfera do filme.

Falando de atmosfera, por fim, Shazam é um filme que precisa ser visto, pois esconde muito de suas surpresas de seu público nos trailers. Com apariçoes inesperadas, elementos tirados diretamente das páginas dos quadrinhos e diversas referências ao universo da DC no cinema, Shazam cria uma experiência que vai, não somente, agradar fãs de super-heróis como trazer uma nova onda de telespectadores para dentro desse universo tão mágico. Então, apenas diga a palavra e garanta de ver Shazam para discutir aqui com a galera do Volts.

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Crítica de Filme

Crítica | Parasite (2019)

Filme nos provoca sobre nosso próprio parasitismo social.

Planejar é um ato falho. Bong Joon-ho propõe uma reflexão – em cima de uma crítica – ao nos contar a história da família Ki-taek. Talvez eles possam ser encarados como a escória da sociedade, talvez ele sejam mesmo (ou talvez não). Isso porque se compararmos sua afetividade em relação aos Park, a outra família retratada em Parasite (2019), é nítido que o laço construído entre os Ki-taek é correspondente entre todos os membros.

Retratando duas facetas da sociedade sul-coreana, naquilo que seu repertório lhe proporciona, o diretor entrega um diálogo audiovisual muito intenso. A todo momento os Ki-taek estão aplicando ou revisando conceitos pragmáticos filosóficos e sociológicos em seus atos sórdidos de charlatanismo que não nos horrorizam (embora devessem), mas sim arrancam gargalhadas nas primeiras horas do longa-metragem. A parte mais engraçada nisso tudo é que você não consegue terminar o filme rindo (com exceção de um único personagem que na contramão do nosso estado havia iniciado o filme sem esboçar sorrisos).

Para a Biologia o parasitismo é a “interação entre duas espécies, na qual uma delas, o parasita, se beneficia da outra, o hospedeiro, causando-lhe danos de maior ou menor importância, mas raramente a morte“. Bong Joon-ho entrega a nós uma história que não escapa em nenhum momento dessa definição, a não ser pelo fato do parasita (ou dos parasitas) serem racionais o suficiente para conceber a própria imoralidade, julgá-la e aceitá-la. E aqui fica um questionamento sobre quem de fato é o parasita: o pobre que vive sobre a sobra dos sobejos dos ricos, ou os ricos que nem se dão conta do qual organizados são os pobres dentro de seu próprio território.

Com planos lentos e câmeras com movimentação contemplativas, a fotografia do filme está sempre ressaltando as diferenças entre as duas famílias (os Ki-taek e os Park), por meio de ângulos e linhas “invisíveis” na tela reforçando os esteriótipos delineados no filme. Obviamente que a proposta aqui não é a a aceitação desses esteriótipos, mas sim torná-los nítidos para o espectador. Cabe então a este fazer a observação do quão as diferenças preexistentes escondem semelhanças nos dois grupos, que se julgam distantes por maniqueísmos construído pelo status e o dinheiro. Enquanto um julga por considerar inferior e sujo, o outro julga por considerar superior e limpo demais. Não apenas na aparência, mas no comportamento. Julgar é o ato falho de maior semelhança entre humanos.

Parasite (2019), embora não seja sobrenatural, dialoga com o elemento da causa e efeito e nos entrega uma montagem que dinamiza a ação quando é necessário que vivenciemos ela. É na cena da inundação na casa dos Ki-taek, no porão de um prédio no subúrbio, que essa montagem fica mais acentuada a partir do link desagradável entre os vasos sanitários dos dois porões (o dos Park e dos Ki-taek). Uma montagem que remete ao mórbido quando tomamos o clímax do filme.

É nessa balança entre cômico e suspense, lentidão e ação, limpo e sujo, que Parasite (2019) se constitui num conjunto reflexivo sobre nós mesmos, que parasitamos os outros e nós mesmo a partir de um canal universal: os planos. O tragicômico dá lugar a um realismo introspectivo, pois não há momento algum após a experiência de ver o filme que você não se pergunte o quanto já se tornou o parasita de alguém.

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Crítica de Filme

Crítica | Frozen II

Sequência do sucesso da Disney é boa, mas não tanto.

“Você quer brincar na neve?”. Talvez esse não fosse o tipo de situação que se esperava da sequência de Frozen (2013). Pelo menos os trailers já nos levavam a crer nisso. Contudo, mesmo com a expansão da trama e as muitas referências, Frozen II (2019) nem de longe é tão bom quanto o primeiro (e veja bem, esse que vos escreve não gostou do primeiro filme).

Há aqui um certo conflito na hora de escrever essa crítica, pois não dá para dizer que o longa-metragem animado é um fiasco. Muito pelo contrário! O filme é lindo, fluido e em certa medida emocionante. O problema é que ao esperarmos pelo fascínio que fez de Frozen um fenômeno mundial não percebemos a mesma sensação ou mesmo algo de novo.

A fórmula Disney está ali e a originalidade do roteiro (em cima do clássico A Rainha da Neve de Hans Christian Andersen) evoca muito bem as protagonistas Elsa e Anna em suas próprias jornadas. Seus tempos de tela são muito bem equilibrados e suas façanhas e dilemas balanceados com êxito. Tanto que a pouca presença de Kristoff e Sven não diminui em nada os seus papéis na trama. Olaf, como sempre é um ótimo escape cômico (e Fábio Porchat nos deleita com sua atuação icônica na versão dublada). Contudo…

Naquilo que se tornou o ponto alto da franquia Frozen, as canções, o sentimento deixa muito a desejar e nenhuma chega a impactar como Let it Go (Elsa) ou Do Want to Build a Snowman? (Olaf) fizeram se tornando hits. Está certo que ainda é cedo para afirmar isso, mas se considerarmos que o filme chegou ao Brasil mais de um mês depois da estreia nos Estados Unidos é possível medir a pouca atenção dada pelo público às faixas do novo filme e tentar cravar essa ideia de que a trilha sonora não cativou. Mas não é uma perda total!

Pela minha experiência posso afirmar que a canção mais legal do novo filme (Lost in the Woods) é justamente daquele com menos tempo de tela (Kristoff) que possui um forte elemento romântico a la Peter Cetera ou Bryan Adams (ao menos é a impressão que fiquei). É um dos momentos mais legais das cenas musicais da animação.

Assim, Frozen II entrega uma história bem profunda e que fortalece as suas protagonistas, mas não consegue manter a essência do primeiro filme quanto ao envolvimento do público com as canções e a própria trama em si (mesmo sendo reveladora de segredos). Antes do clímax a história acelera demais e não se sustenta muito. Também não deixa a certeza de que teremos um terceiro filme, que caso venha pode ser mais um erro que um acerto para a franquia.

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Crítica

Crítica | No Game No Life: Zero

Animação já está disponível na Netflix.

Amor. Essa é a palavra que define o roteiro de No Game No Life: Zero, filme recém-chegado no catálogo da Netflix, mas que deu as caras em 2017 nos cinemas japoneses. A animação é uma prequela do animê homônimo de 2014, que por sua vez é adaptado da light novel escrita pelo nipo-brasileiro Yuu Kamiya.

Falar sobre esse filme desconsiderando a narrativa da série de TV é muito fácil e muito bom, pois o filme dirigido por Atsuko Ishuzuka e roteiro de Jukki Hanada apresenta uma consistência fluída e chega a ser muito cativante em diversos momentos pela forma como insere elementos tão reflexivos como a aceitação pessoal, o altruísmo, a mágoa e o amor.

Recontando de forma a evocar um quê de épico ao fatídico fim da Grande Guerra de 6 mil anos atrás no mundo de Disboard, o filme nos apresenta o imanity, Riku Dola, e a ex-machina, Schwi, que se reúnem primeiramente sem um propósito tão válido (se desconsiderarmos as escolhas de Schwi enquanto uma máquina) até chegar num clímax intenso.

O filme tem muitas referências que servem de gancho para os apreciadores da franquia entender os eventos do presente. Um desses links nos fazem até mesmo odiar uma personagem querida quando somos confrontados com seus atos naquela época.

Mas falemos de amor. Mesmo que a história nitidamente careça de elementos mais significativos para seu desenvolvimento, a relação estabelecida entre o casal de protagonistas é profunda e nos permite refletir sobre o poder do perdão e a força do amor. Não importa quem você é, o que importa é que quero estar ao seu lado. Nas entrelinhas ou diretamente essa é a mensagem que é joga na tela. Animações que seguem essa premissa sempre são bem recebidas, pois trabalham o visual com uma proposta mais reservada ao sentimento do espectador.

No Game No Life: Zero é a adaptação direta do volume 06 da light novel de Yuu Kamiya e segue uma construção narrativa bem diferente do restante da obra ao trazer um contexto mais soturno ao universo narrativo. Vale a pena dedicar um tempo para apreciar o filme, mesmo se nunca leu ou assistiu nada de NGNL. Com dublagem em português na Netflix, a animação é aposta do serviço de streaming neste fim de ano.

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