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Crítica

Crítica | Sepultura – Machine Messiah

Machine Messiah é o título do 14º álbum de estúdio do Sepultura, o grupo mais importante da história do metal nacional — e com muito mérito diga-se de passagem. O grupo formado por Derrick Green (vocal), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Eloy Casagrande (bateria) nos apresenta ao longo de suas 12 faixas (duas bônus) um apanhado de toda a sonoridade de sua carreira bem-sucedida. Temos death metal, thrash metal, hardcore e as tradicionais introduções de ritmos brasileiros, marca registrada da banda.

O disco já começa com uma trinca fenomenal, composta pela pesada e cadenciada faixa-título, a veloz “I Am The Enemy” e a excelente “Phantom Self”, faixa que nos apresenta um trabalho primoroso dos quatro integrantes.

“Alethea” é aquela faixa pra dar uma respirada ao ouvinte, mas isso não significa que é inferior, muito pelo contrário. Somos surpreendidos com passagens de órgão Hammond que deixaria o mestre Jon Lord (Deep Purple) com um sorriso no rosto. A instrumental “Iceberg Dances” foi a escolhida para nos apresentar a sonoridade nordestina e cumpre bem seu papel.

Na sequência somos bombardeados com dois petardos que atendem por “Sworm Oath” (com trechos de orquestra) e “Resistant Parasites”. E, posteriormente, “Silent Violence”, thrash da melhor qualidade e a ótima “Vandals Nest”, com uma baita performance de Derrick, cantando de forma mais limpa. Uma grata surpresa! A última faixa oficial do álbum é “Cyber God”, mais uma com o estilo adotado pela banda nesse trabalho, com bastante peso e variações de andamento e partes vocais. Temos aqui duas faixas bônus: a pesada “Chosen Skin”, mais uma amostra do entrosamento da formação da banda nesse trabalho e o inusitado e — hilário — cover do tema de abertura do Ultraseven, a ótima “Ultrasen no Uta”.

Machine Messiah é mais um bom trabalho da chamada “Era Derrick”. Criticado no início da sua trajetória, o americano conseguiu dar a volta por cima e conquistar os fãs mais antigos ao longo dos anos com seu carisma e dedicação à banda. Eloy Casagrande já figura entre os cinco melhores bateristas da atualidade no metal brasileiro e não deve nada a muitos pelo mundo. Paulo Jr, criticado desde sempre, tem uma atuação segura em todo o álbum e até se destaca em alguns momentos, sendo uma boa surpresa. Andreas Kisser está muito bem e mais uma vez nos mostra o porque de ser um dos guitarristas mais respeitados do metal brazuca. Vale a pena ouvir do início ao fim!

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Crítica

Sabaton lança álbum especial e crítico sobre a I Guerra

Álbum conta com participação especial de Floor Jansen

O novo álbum de estúdio dos suecos do Sabaton é uma aula de História da I Guerra, literalmente falando, já que uma das três versões do novo disco The Great War conta com partes faladas contando sobre aspectos da guerra que são musicados em cada faixa.

Apesar de ser conhecida, erroneamente, por parecer romantizar guerras, já que esse é o seu principal e quase único material base para as músicas, com The Great War a banda faz uma declaração importante: guerras são um erro.

Da capa já é possível ter uma ideia, um soldado cobrindo o rosto com as mãos, em meio à uma trincheira com fumaça, corpos, e colegas atirando.

Coros e riffs vem para sinalizar tiros, bomas, tragédia e como a humanidade foi jogada ainda mais nas trevas com as tecnologias de guerra desenvolvidas na Grande Guerra. Canhões e rifles são ouvidos de fundo, enquando Sebastian Bróden canta sobre os soldados mortos e aqueles que conseguiram sobreviver aos horrores como o uso de gás para matar.

Mas apesar das tentativas ainda é a mesma Sabaton de sempre, e algumas músicas podem soar repetições dos sucessos antigos da banda. É confortável aos ouvidos dos fãs, mas também pode ser cansativo.

The Great War foi lançado hoje e conta com a versão comum, a versão aula de História e a versão trilha sonora. Todas três imperdíveis, assim como a participação especial de Floor Jansen (Nightwish) nas duas versões especiais.

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Crítica | When We All Fall Asleep, Where Do We Go?

O álbum da jovem Billie Eilish pode se tornar o mais vendido na semana de estreia por uma artista feminina em 2019

“Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, já dizia Lavoisier. Qualquer pessoa idosa – ou seja, acima dos 21 anos –, consegue identificar as diversas fontes de onde a jovem Billie Eilish, de apenas 17 anos, bebeu para criar o seu estilo singular de pop-indie, lançando com maestria no disco de estreia When We All Fall Asleep, Where Do We Go?.

Com 14 canções, o álbum liberado nesta sexta-feira (29), é marcado pela identidade criada pela norte-americana desde o lançamento do seu primeiro EP, dont smile at me, liberado em 2017. A melancolia de Lana Del Rey, o pop-gótico adjacente de Lorde e elementos instrumentais influenciados pelo pc music não escondem o fato de Billie Eilish e seu irmão, Finneas O’Connell, serem produtores adolescentes online, capazes de criarem um estilo único.

O terror é um dos elementos mais interessantes de toda a criação dessa era, e se encaixa perfeitamente com os suspiros desconcertantes e sussurros presentes no tom de voz da artista. As melodias apresentam um processo de masterização diferenciado, nos levando de primeiras estrofes fantasmagóricas até, de repente, nos arremessarem para um refrão aniquilador. Há vários momentos mais excêntricos, onde Eilish se põe distraída cantarolando e dando risadinhas, e isso serve para nos lembrar de que ela ainda é uma adolescente precoce e criativa nesse foguete que é o sucesso.

Os altos são emocionantes, e apesar de seu pedigree óbvio, arranjados ao contrário de qualquer outra coisa no pop contemporâneo são o que mais chamam atenção em todas as canções. Os pontos mais baixos, que revelam uma Eilish tímida, sugestiva, que utiliza de instrumentos como ukulele e repetições da frase “I love you”, que soa suspeitamente como “Aleluia”, não destoa da sonoridade obscura proposta pela artista.

O álbum manipula as compulsões sombrias com elogios sinistros, equilibrando seus vocais de agudos à graves. As composições de Eilish e Finneas tecem histórias delicadas e grotescas ao mesmo tempo. Bad Guy, segunda música do álbum, serve como um aviso da artista que a sua pegada é essa. Podemos dizer que a música é uma Bury a Friend 2.0. A canção que segue, Xanny, é mais tranquila, com uma batida narcoléptica. A letra aborda o uso de medicamentos como Xanax, indicado para ansiedade, de forma irresponsável. Esse tipo de droga é conhecido por ser utilizado de forma recreativa, como a maconha.

“As letras de Eilish enfatizam maravilhosamente como toda a angústia adolescente é ferozmente sincera”, diz Stacey Anderson, editor sênior do Pitchfork. Uma das últimas faixas, I Love You, se destaca por ser uma das letras mais carregadas de sentimentos e emoções, e nos relembra um dos maiores hits da carreira da jovem, idontwannabeyouanymore. Billie contou com a ajuda de seu irmão para escrever e, em entrevista a Radio Energy, disse que mal podia acreditar que havia escrito algo tão sentimental.

Assistimos, assim, a ascensão marcante de uma garota que iniciou seus trabalhos apenas com 14 anos, quando colocou a música Ocean Eyes no SoundCloud, e a balada vívida e direta com sintetizadores lacrimosos pegou uma base de fãs jovens em cheio. Nem só de “novinhos” viverá Eilish. Os amantes mais velhos (+21) do indie, ou demais pessoas que curtam uma sonoridade mais escura, gótica, emotiva e melancólica acabaram de ganhar, com o lançamento de When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, um presentão. A excentricidade assustadora da artista parece tão distante da fórmula pop tradicional, mas não é bizarra de se ouvir. No fundo, nós sabemos de onde esse estilo surgiu, ou, pelo menos, as diversas maravilhosas influências que ajudaram Eilish a criar seu próprio “eu”.

Ouça o álbum completo abaixo:

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Crítica | Reputation Stadium Tour

A grandiosidade do concerto é inerente, mas nem tudo é perfeito.

Falar de Taylor Swift é o mesmo que pisar em ovos. Criticar qualquer grande artista é algo muito delicado. Os fandoms possuem um peso gigantesco em como essas pessoas acabam sendo retratados na mídia, ou, melhor dizendo, como a mídia prefere tratá-los, para evitar possíveis confusões. Mas, apesar do frágil tópico, vamos falar dessa turnê.

Taylor liberou no último dia 31 de dezembro a gravação oficial da Reputation Stadium Tour, sua mais recente tour que deu suporte e divulgação ao álbum Reputation, lançado em 2017. Com 53 dadas, a turnê bateu recordes e mais recordes, se tornando conjunto de concertos mais lucrativo por uma cantora nesta década.

Não podemos duvidar da grandiosidade da produção. A cantora revelou uma estrutura de três palcos, para que assim ela pudesse ficar mais próxima o possível e ver os fãs. O palco principal tem 30 metros de altura, sendo essencialmente formado por um grande telão LED lateral exibindo os visuais, composto por 12 doze colunas e que pode se dividir em até 72 telas individuais. Os palcos secundários, por sua vez, possuem bases triangulares e ficam no meio do estádio, erguendo também caixas de som. Para se ter uma noção, foram utilizados 67 caminhões e seis Boeing 747 para transportar o equipamento necessário.

Seus talentos consideráveis trouxeram seu enorme sucesso, visto nesta turnê. Para preencher a enormidade dos locais, a apresentação de duas horas inclui exibições de vídeo gigantescas, um exército de dançarinos de apoio além da banda. Porém, mesmo com todo o suporte, há momentos em que não importa quão grande a produção ou quão alta a música está, Taylor parece ser engolida pela vastidão.

Um ponto crítico são as altas bases das canções e vozes das back vocals. Em um show do porte da Reputation o artista deve, no mínimo, soltar o gogó. Sabemos que em termos de potencia vocal a Taylor não é a maior, mas em várias canções, tais como Look What You Made Me Do, Bad Blood, ou até mesmo na balada Delicate, a falta de uma maior presença vocal da artista é evidenciada.

Ao longo das duas horas a cantora muda de figurino várias vezes. As peças feitas sob medida e selecionadas pelo estilista Joseph Cassell Falconer incluem bodysuits, vestidos e tudo em cores variadas, com o preto dominando. As lantejoulas e peças brilhantes estão acopladas em todos os looks, sempre acompanhados de botas Louboutins. O figurino dos dançarinos são estilisticamente semelhantes aos da cantora, com destaque para o look utilizado na performance de Don’t Blame Me.

Realizar produções de palco em massa com um bando de dançarinos, viajar através do mundo carregando um palco gigante para entreter mais de 80 mil pessoas por show é um trabalho árduo. Mas artistas no nível Taylor Swift não podem deixar nenhum detalhe sequer desse tipo de trabalho passar despercebido. O show faz você dançar e saber que a Taylor merece estar onde chegou, mas também deixa muito evidente que perfeito nenhum artista é.

Pontos altos:
…Ready For It?: Ótima escolha para abertura da turnê.
I Did Something Bad: Momento em que a cantora mais solta a voz em todo o show.
Shake It Off: Cantada em um dos palcos no meio do público e com a presença de Charlie XCX e Camila Cabello, a apresentação é contagiante.
Don’t Blame Me: Um das canções mais fortes do Reputation, temos uma boa apresentação vocal da Taylor. O figurino dos dançarinos nessa apresentação também chama muito a atenção.

Pontos baixos:
Gorgeous: Uma das músicas mais descartáveis do álbum Reputation,
Look What You Made Me Do: A encenação no palco para a principal canção do último álbum de Taylor é ótima, mas em termos vocais a apresentação deixa a desejar.
Dress: Deixa o público sem entender o motivo da apresentação dessa música nessa turnê. Parece que foi mal colocada, não condiz com o resto do show.

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