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Críticas de Séries

Crítica | Sense8 – Season 2

A primeira temporada de Sense8 chegou, lá em 2015, com uma carga de diversos assuntos “polêmicos”, além do enredo fictício e cientifico que dá a história principal da série. Fomos apresentados a oito personagens e aos seus respectivos enredos; assistimos as conexões dos oitos sensates, como eles aprenderam a se comunicar entre si e como aprenderam a se ajudar; entendemos (ou pelo menos começamos a entender) que uma organização com a sigla BPO aparentemente quer exterminar os sensates.

Após um vácuo de mais de um ano e meio e diversas perguntas, parte da expectativa dos fãs acabou dia 24 de dezembro de 2016, quando o Especial de Natal foi lançado. O episódio de duas horas serviu para matarmos a saudade dos personagens, mas pouco acrescenta na narrativa geral da história. Na verdade, o episódio serve como duas longas horas que são completamente massacradas já no primeiro episódio da segunda temporada, liberado na última sexta-feira (5).

Com muito mais ação do que o apresentado na primeira temporada do show, os 10 novos episódios mostram uma sincronia do cluster de sensates formado por Kala (Tina Desai), Will (Brian J. Smith), Nomi (Jamie Clayton), Sun (Doona Bae), Wolfgang (Max Riemelt), Lito (Miguel Ángel Silvestre), Capheus (Toby Onwumere), e Riley (Tuppence Middleton). O grupo se mostra preparado para uma verdadeira guerra contra a BPO e o seu representante do mal, o Sussurros (Terrence Mann), que ao longo da temporada será conhecido como Dr. Milton Bailey. Mas, acompanhando tudo isso, os oito vão descobrir que suas mentes podem fazer conexões além do seu próprio grupo. Muitos outros sensates são apresentados nesses dez episódios, e isso é importante para a narrativa.

A BPO é uma organização que, no seu início, tinha uma proposta totalmente diferente do exercido por Sussurros. A história da organização vai sendo revelada assim como a história de uma personagem quase que fantasma, Angelica. A loira, que morre logo no início da primeira temporada, é muito mais importante na vida dos oito personagens do que eles mesmos imaginam. Não longe, logo os personagens descobrem que o mundo dos sensitivos anda dividido: alguns trabalham para tentar exterminar os sensates e continuarem vivos, outros tentam mudar essa realidade.

A série chegou a ser considerada bagunçada, e isso é um fato incontestável. A proposta de Sense8 é muito audaciosa e sua execução na primeira temporada foi muito boa, mas não chegou a ser perfeita. Os primeiros episódios do novo ano da série tentam, ao máximo, corrigir alguns erros da primeira temporada e exerce isso com sucesso, sem deixar uma mudança na característica principal da série acontecer. As cenas ensaiadas andam ainda melhores, e com mais efeitos especiais. Aliás, a segunda temporada traz muitas e ótimas cenas em grupo ensaiadas. A edição e trilha sonora são duas coisas que também sempre estão bem produzidas pela série.

As subtramas individuais são ainda mais intensas na segunda temporada, e a série traz como grande destaque os personagens Sun, Capheus, Lito e Wolfgang/Kala. As tramas individuais dos quatro juntam o grupo de sensates diversas horas durante os episódios, mostrando características e habilidades que são essenciais para a reta final da série, onde a trama central é a luta do grupo contra o Sussurros e a BPO.

Mas há uma luta? Talvez. O fato é: a segunda temporada trouxe bem menos erros do que o ano anterior, e o entendimento sobre o que essas pessoas de fato são é maior. Explicações são datas com mais exatidão e a história fica ainda mais clara. Por fim, as circunstâncias que levaram ao último episódio da série foram tratadas de maneira mais realista, e, como sempre, surpreendentes.

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