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Críticas de Séries

Crítica | Riverdale – 1ª temporada

Foto: Divulgação/The CW

Quando se chega a casa dos 20 anos já se é possível sentir um gostinho de nostalgia ao assistir uma série teen, apenas pelo fato de se ter mais de 20 anos e ser regado de obrigações e contas para pagar. Se você tem 20 anos e pretende assistir Riverdale: vá fundo!

Em um mundo onde grandes produções cheias de quebra-cabeça e fortes mensagens vem tomando de conta, nos deparamos com um drama criminal teen que parece ter entrado do gosto de muitos após entrar no catálogo da Netflix.

Baseada no quadrinho A Turma do Archie, a série traz em tons mais obscuros a história de um grupo de amigos que moram na pequena cidade de Riverdale. O que os junta? A morte de Jason Blossom (Trevor Stines), e a sede por descobrir quem é o verdadeiro assassino do rapaz. Archie (KJ Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes), Jughead (Cole Sprouse), Kevin (Casey Cott) e a sombria Cheryl (Madeline Petsch), personagem que é irmã gêmea do garoto assassinado, guiam a série em todos os momentos que os seus próprios pais não se tornam os protagonistas.

Foto: Divulgação/The CW

Como toda série ativa, Riverdale tem seus problemas. Ao se deparar com uma história com seis jovens protagonistas e, ainda, seus familiares, as apresentações são muito apressadas. Contudo, quando se chega ao meio da série, você já se vê acostumado com o ritmo rápido que a série se propõe a dar ao telespectador.

A cada 2/3 episódios é possível identificarmos, rapidamente, quem são os personagens foco para a trama que vai ser central durante aquele período. Alguns criticam até o fato da série ser “explicada demais”, mas a proposta da série não é deixar ninguém com dor de cabeça para entender as coisas. Porém, o segredo do assassino se é fielmente mantido, além diversas outras questões que surgem ao decorrer dos 13 episódios da primeira temporada.

Um ponto importante e que merece ser lembrado é o fato do roteiro não ter se perdido em algum momento durante a temporada. São muitas informações que surgem, a todo instante. Mas a primeira temporada consegue fechar 95% do que prometeu nos minutos iniciais do primeiro episódio.

Foto: Diyah Pera/The CW

Se você já assistiu ou ao menos entende de Twin Peaks, sucesso na década de 90, você vai se apaixonar por Riverdale de cara. Aquela pegada de “as coisas não são como aparentam” é uma peça chave da série. Poderia, facilmente, ter se tornado mais um clichê, com esteriótipos descarados entre os personagens: o jogador de futebol gato, a menina estudiosa e perfeita, a menina rica e descolada, a rica e insuportável, o menino gay e o menino estranho. Mas nenhum deles é apenas isso.

A narrativa ainda consegue falar de temas importantes como bullying, machismo, preconceito e abuso sexual, de maneira natural e orgânica. Contudo, Riverdale peca principalmente no que se diz as brigas de casais.

O show também pode ser considerado um drama criminal musical. Archie desenvolve uma paixão pela música (e por sua professora de música), trazendo baladas para os episódios, que também nos apresenta a banda Josie e as Gatinhas, que tem a filha da prefeita da cidade de Riverdale como vocalista principal.

Foto: Katie Yu/The CW

A série tem uma proposta clara: fazer o telespectador relaxar. Os episódios são gostosos de se assistir e, apesar de clichê em 40% do tempo, a trama te faz querer descobrir coisas que vão muito além da morte de Jason Blossom nos 5 primeiros minutos do seriado.

Os personagens são facilmente amáveis e odiáveis, e se você gosta de tramas com pouca enrolação para desenrolar histórias, essa é a série certa. Dá logo esse play em Riverdale e esquece, por pelo menos 45 minutos, que você tem contas para pagar!

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