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Crítica

Crítica | Reputation Stadium Tour

A grandiosidade do concerto é inerente, mas nem tudo é perfeito.

Falar de Taylor Swift é o mesmo que pisar em ovos. Criticar qualquer grande artista é algo muito delicado. Os fandoms possuem um peso gigantesco em como essas pessoas acabam sendo retratados na mídia, ou, melhor dizendo, como a mídia prefere tratá-los, para evitar possíveis confusões. Mas, apesar do frágil tópico, vamos falar dessa turnê.

Taylor liberou no último dia 31 de dezembro a gravação oficial da Reputation Stadium Tour, sua mais recente tour que deu suporte e divulgação ao álbum Reputation, lançado em 2017. Com 53 dadas, a turnê bateu recordes e mais recordes, se tornando conjunto de concertos mais lucrativo por uma cantora nesta década.

Não podemos duvidar da grandiosidade da produção. A cantora revelou uma estrutura de três palcos, para que assim ela pudesse ficar mais próxima o possível e ver os fãs. O palco principal tem 30 metros de altura, sendo essencialmente formado por um grande telão LED lateral exibindo os visuais, composto por 12 doze colunas e que pode se dividir em até 72 telas individuais. Os palcos secundários, por sua vez, possuem bases triangulares e ficam no meio do estádio, erguendo também caixas de som. Para se ter uma noção, foram utilizados 67 caminhões e seis Boeing 747 para transportar o equipamento necessário.

Seus talentos consideráveis trouxeram seu enorme sucesso, visto nesta turnê. Para preencher a enormidade dos locais, a apresentação de duas horas inclui exibições de vídeo gigantescas, um exército de dançarinos de apoio além da banda. Porém, mesmo com todo o suporte, há momentos em que não importa quão grande a produção ou quão alta a música está, Taylor parece ser engolida pela vastidão.

Um ponto crítico são as altas bases das canções e vozes das back vocals. Em um show do porte da Reputation o artista deve, no mínimo, soltar o gogó. Sabemos que em termos de potencia vocal a Taylor não é a maior, mas em várias canções, tais como Look What You Made Me Do, Bad Blood, ou até mesmo na balada Delicate, a falta de uma maior presença vocal da artista é evidenciada.

Ao longo das duas horas a cantora muda de figurino várias vezes. As peças feitas sob medida e selecionadas pelo estilista Joseph Cassell Falconer incluem bodysuits, vestidos e tudo em cores variadas, com o preto dominando. As lantejoulas e peças brilhantes estão acopladas em todos os looks, sempre acompanhados de botas Louboutins. O figurino dos dançarinos são estilisticamente semelhantes aos da cantora, com destaque para o look utilizado na performance de Don’t Blame Me.

Realizar produções de palco em massa com um bando de dançarinos, viajar através do mundo carregando um palco gigante para entreter mais de 80 mil pessoas por show é um trabalho árduo. Mas artistas no nível Taylor Swift não podem deixar nenhum detalhe sequer desse tipo de trabalho passar despercebido. O show faz você dançar e saber que a Taylor merece estar onde chegou, mas também deixa muito evidente que perfeito nenhum artista é.

Pontos altos:
…Ready For It?: Ótima escolha para abertura da turnê.
I Did Something Bad: Momento em que a cantora mais solta a voz em todo o show.
Shake It Off: Cantada em um dos palcos no meio do público e com a presença de Charlie XCX e Camila Cabello, a apresentação é contagiante.
Don’t Blame Me: Um das canções mais fortes do Reputation, temos uma boa apresentação vocal da Taylor. O figurino dos dançarinos nessa apresentação também chama muito a atenção.

Pontos baixos:
Gorgeous: Uma das músicas mais descartáveis do álbum Reputation,
Look What You Made Me Do: A encenação no palco para a principal canção do último álbum de Taylor é ótima, mas em termos vocais a apresentação deixa a desejar.
Dress: Deixa o público sem entender o motivo da apresentação dessa música nessa turnê. Parece que foi mal colocada, não condiz com o resto do show.

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