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Críticas

Crítica | Meu Ex É Um Espião

Besterol e agradável, filme cumpre a dura missão de fazer a comédia funcionar

Foto: Di

Sabe quando um filme te devolve a experiência da surpresa em assistir algo sem expectativa e sair da sessão feliz? Sem querer tirar essa possibilidade de você, adianto que Meu Ex é um Espião (The Spy Who Dumped Me, 2018) conseguiu equilibrar bem a ousadia dos gêneros de ação e comédia, e chamar atenção para o que realmente interessa no decorrer da história.

No filme, Audrey (Mila Kunis) está desiludida com o término do namoro com Drew (Justin Theroux), que a dispensou através de uma mensagem de celular. O que ela não sabe é que o agora ex-namorado é também um agente secreto, perseguido devido a um pen drive com informações sigilosas. Após receber o apoio moral de sua melhor amiga, Morgan (Kate McKinnon), Audrey é surpreendida com o súbito reaparecimento de Drew, após ameaçar queimar seus pertences. Logo ambas estão também envolvidas no mundo da espionagem, precisando ir às pressas para Viena, na Áustria.

A sátira aos filmes de espionagem é clara, mas não tinha como não acontecer. O título original do filme, por exemplo, lembra muito 007 – O Espião Que Me Amava. Daí você tira. E acrescenta, ainda, um subtexto muito bom com o discurso feminista da personagem de Jate McKinnon, que de tão leve consegue não só se encaixar em situações de comicidade sem quebrar o clima para panfletar como ainda cria situações engraçadas em cima da ideologia.

Aqui, até os problemas de lógica jogam a favor da comédia. Numa química perfeita, Mila Kunis e Jate McKinnon funcionam como Pink e Cérebro, a primeira contribui para o desenvolvimento da história e a outra concentra o maior contingente de piadas. A gente já viu isso antes, né? Mas a diretora Susanna Fogel conseguiu organizar tudo de uma forma que orientasse a atenção da audiência e sem criar tantos pontos de dispersão.

É difícil escrever sobre humor se as referências variam de pessoa para pessoa, mas Meu Ex é um Espião aplica fórmulas comédias de ação que funcionam bem ao serem acrescidas com doses de violência surpresa para impactar quem assiste aquilo tão à vontade. Não existe aqui a intensão de reiventar a comédia, é bom lembrar, mas traz bons argumentos para justificar a indicação deste besteirol a ser o próximo que você assistirá num sábado de folga qualquer.

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