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Críticas

Crítica | Megatubarão

Repleto de absurdos, Megatubarão abraça trama genérica e exagerada sem medo de ser feliz.

Foto: Divulgação/Warner

Desde que Steven Spielberg popularizou os tubarões como personagens assassinos e sanguinários nos cinemas, a gente já viu de tudo um pouco telonas afora. Dessa vez, uma versão anabolizada do animal ganhou um filme para chamar de seu, com direção de Jon Turteltaub (A Hora do Rush, 2016) e presas como Jason Statham e Bingbing Li para perseguir.

A limitada história de Megatubarão (The Meg, 2018) visita a fossa mais profunda do Oceano Pacífico com a tripulação de um submarino que fica preso dentro do local após ser atacada por uma criatura pré-histórica. Ninguém sabia do que se tratava, até descobrirmos uma figura de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

Antes de mais nada, o principal mérito desse filme está na qualidade dos efeitos visuais. É isto.

Por outro lado, o nível dos efeitos não recebeu o suporte que merecia da própria história do longa. A começar pela introdução, que fez questão de deixar Megalodon escondido até que resolvesse escolher suas primeiras vítimas. Lá se foram longos minutos. Depois disso, pouco foi falado sobre as razões pelas quais os cientistas insistiam em se arriscar contra a inédita fera com tão pouco suporte. Riem na cara do perigo sem necessidade nenhuma. Isso descredibiliza qualquer argumento.

Passado o momento que você entende que a intenção de Megatubarão não vai além de dar bons sustos, a única opção é aceitar as tentativas de humor e a construção deficiente no relacionamento entre personagens, que também não fazem cerimônia para se encaixar em esteriótipos. A virilidade e atitude de Jason Statham são de dar inveja aos colegas Aquaman e Chuck Norris.

Mesmo com quase duas horas de tela, a superficialidade com que tudo é tratado neste filme impede que a audiência se apegue a qualquer personagem. Muitos morrem, evidentemente, e não há repercussão nem entre quem assiste nem entre os próprios personagens. É de se pensar que Todo Mundo Odeia o Pânico também foi usado como inspiração aos roteiristas.

O marketing foi tão bacana que é até chato constatar que Megatubarão, ainda que divertido, é mais um thriller genérico, sem personalidade e que não coloca o animal no centro da história como parecia. Repleto de fórmulas pré-aprovadas no segmento, é um prato em cheio para quem curte o susto pelo susto. Quem prefere uma história com mais lógica, mesmo falando de um tubarão gigante, talvez não se sinta tão contemplado. Eu não senti.

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