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Críticas de Séries

Crítica | Greys Anatomy – 6ª temporada

A rotina do Hospital Seattle Grace vive em constantes mudanças. O núcleo fixo de protagonistas muda pouco, mas quando muda vem como algo impactante. A cada episódio surgem novos pacientes, novos casos, novas brigas, novas disputas. É assim desde o começo. Isso faz com que a série tenha uma certa linearidade ao longo das temporadas. O desafio da autora Shonda Rhimes é fazer a série se renovar, e é essa renovação mais marcada que, basicamente, define a sexta temporada de Grey’s Anatomy.

Nesse ano, o hospital passa por uma crise administrativa forte. Um drama diferente do que a série vinha apresentando. Para evitar a falência e o consequente fechamento do hospital, houve a necessidade de fundir-se com o concorrente Mercy West e, assim, tornando-se o Seattle Grace Mercy West Hospital. Novos internos se juntam ao programa de residência, mas o fantasma das demissões começa a circular entre os residentes (o que os deixam tensos e sedentos para mostrar serviço).

Após um drama pesado no fim da quinta temporada, a personagem Izzie Stevens (Katherine Heigl) começa a tomar um rumo diferente do que os fãs queriam ver em Grey’s Anatomy. Um rumo provocado pela própria atriz que, durante três anos, tentara sair do elenco da série para alçar voos maiores (sem muito sucesso). Junto com ela, o personagem George O’Malley (T.R. Knight) toma um rumo surpreendente e menor do que merecia. Conflitos no relacionamento quase perfeito das personagens Callie e Arizona começam a surgir e a cantora Demi Lovato faz uma participação na série como uma paciente esquizofrênica.

greys

Elipses e saltos temporais ficam mais marcados nesta temporada. O roteiro já não procura retratar acontecimentos diários (ou de um curto espaço de tempo), e saltam dias e semanas para chegar direto aos acontecimentos que movimentam a narrativa. Todos os personagens se aproveitam desse recurso para desenvolverem histórias e aprofundarem personalidades.

O romance do casal protagonista Derek Shepherd (Patrick Dempsey) e Meredith Grey (Ellen Pompeo) perde espaço para outros dramas, mas, sempre que aparece, vem como algo intenso e agitado (com direito a casamento em um post-it). Cristiana Yang (Sandro Oh) continua roubando muitas cenas para si. Dessa vez, após um casamento fracassado, engata um romance problemático, mas mais carismático e “passível de torcida”, se é que você me entende.

Nesse ano, Grey’s Anatomy foi mais ousada, com destaque para o sexto episódio da temporada (em que há uma investigação para descobrir o culpado da morte de uma paciente fora de perigo) e para os episódios finais da temporada, que foram os que mais repercutiram em toda a história da série. Neles, um atirador, inconformado com a morte da esposa num episódio anterior, volta para matar aqueles que não conseguiram salvar sua amada. Momentos de tensão da melhor espécie, a altura do que foi a sexta temporada de Grey’s, a melhor até então.

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