Connect with us

Críticas de Séries

Crítica | Grey’s Anatomy – 3ª Temporada

O sucesso da segunda temporada de Grey’s Anatomy, exibida entre 2005 e 2006, foi determinante para a série em muitos sentidos (dentro dentro e fora das gravações). Com novos desafios médicos e vidas pessoais mais turbulentas do que nunca, os internos do hospital Seattle Grace conseguiram entregar um terceiro ano repleto de reviravoltas, em um enredo envolvente que, apesar de excelente, começa a desafiar o senso crítico do telespectador.

A temporada começa mostrando as consequências dos acontecimentos finais do ano anterior. Os principais dramas iniciais da temporada contam com Izzie (Katherine Heigl) superando o trágico fim do romance que tivera com um paciente e com Dr. Burke (Isaiah Washington Preston) que, ao ser baleado na frente do hospital, passou a sofrer com fortes tremores nas mãos que o impediam de continuar fazendo cirurgias. Em meio a isso, o complicado namoro entre esse doutor e a coadjuvante Cristina Yang (Sandra Oh) se desenrola aos trancos e barrancos. Uma relação destrutiva, pouco carismática e forte candidata a representar os piores momentos da temporada.

Ao longo dos episódios, mudanças de visual dos personagens sem motivação explícita chamam atenção, assim como mudanças esporádicas na qualidade das imagens do programa. Nesse ano, os casos clínicos continuaram como bons atrativos da série, mas a facilidade com que “pequenas” lesões se transformaram em situações cirúrgicas extremamente graves começaram a soar como exagero e desafiar o senso crítico do telespectador. Ainda assim, os casos apresentados na temporada continuaram muito bons, dando margem para muitas outras discussões além da médica.

greys meio

Diante dessas situações, a competitividade por mostrar-se útil dentro do hospital acentuou a rivalidade entre os protagonistas, elevando-os à categoria de “amigos e rivais” muito positiva para dinamizar os acontecimentos da série e, em algumas vezes, tornar confusa a relação de afeto entre os personagens. Uma hora se amam, outra se odeiam, uma hora se ajudam, depois se abandonam. O personagem coadjuvante George O’Malley (T.R. Knight) vive o melhor ano na série.

Um grave acidente de navio é o evento que mais movimenta a cena do hospital nessa temporada. Essa situação expõe um lado emocional conturbado da protagonista Meredith (Ellen Pompeo), que é interessante de acompanhar. Algo a se destacar em Grey’s Anatomy, aliás, são os gestos e atitudes que parecem meros detalhes, mas são muito simbólicos para a compreensão dos personagens e, consequentemente, da série como um todo. Como a maior parte da história se passa dentro do hospital, é interessante acompanhar os internos fora daquele universo branco que é Seattle Grace, diga-se de passagem.

Outro ponto interessante do terceiro ano de Grey’s é a apresentação da série derivada (spin-off) da Dra. Addison (Kate Walsh). O sucesso da personagem foi tão grande nos Estados Unidos, que ela ganhou uma série só dela, intitulada Private Practice, que começou a ser introduzida em meio aos episódios de Grey’s Anatomy. Foi um momento notável, arriscado e trabalhado de forma muito competente pela autora Shonda Rhimes.

Por fim, um desfecho que mistura humor, surpresa e um toque de “tragédia emocional”. Um importante capítulo da história de amor de Yang e Dr. Burke põe fim ao terceiro ano da série de maneira impactante, que, previsivelmente, vai gerar pano para manga para os acontecimentos do início da temporada seguinte. Um momento triste que destacou os personagens nesta temporada e coroou Cristina Yang como uma das melhores personagens da série.

Continue Lendo
INSCREVA-SE NO VOLTS PLAY
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Em alta agora