Connect with us

Críticas de Séries

Crítica | Grey’s Anatomy – 2ª Temporada

Depois de um curto primeiro ano, os vinte e sete episódios da segunda temporada de Grey’s Anatomy podem ser intimidadores, mas garanto: as histórias neles contidos compensam qualquer preguiça de encarar essa longa sequência de episódios. De uma temporada para a outra, os desafios médicos se tornaram mais arriscados e tornaram a série mais interessante. As tramas amorosas também não ficaram para trás, pelo contrário, conseguiram chamar mais atenção do que qualquer outra coisa nesta fase.

Curiosamente, a primeira temporada devia ter 13 episódios. Contudo, a ABC (emissora que produz a série) decidiu encerrar a história no nono, ao ver que ele constituía um final de temporada mais dramático e chamativo. Logo, os quatro últimos episódios, que já haviam sido produzidos, foram realocados para a fase seguinte, somando-se aos 22 que a emissora já havia encomendado. Por isso, a temporada ficou tão extensa.

Com episódios a mais, a autora Shonda Rhimes teve tempo suficiente para aprofundar a personalidade dos protagonistas a cada episódio e fez isso de maneira muito competente. O segundo ano seguiu a mesma linha da temporada anterior: casos médicos curiosos, dramas amorosos, momentos de tensão e alívios cômicos em quase todas as cenas.

greys 2

Dessa vez, dois grandes dramas fazem a temporada caminhar. O primeiro trata-se de um triângulo amoroso entre os protagonistas Meredith Grey (Ellen Pompeo), Derek Shepherd (Patrick Dempsey), e a novidade da temporada, a doutora Addison Montgomery (Kate Walsh), ex-mulher de Derek. Essa relação conturbada movimentou a série sem deixar que o telespectador cansasse das indas e vindas, brigas e discussões dos protagonistas. Addison, aliás, foi sucesso de popularidade. Inicialmente, ela foi escalada para fazer uma participação em cinco episódios, mas a repercussão foi tão boa que ela acabou ficando por duas temporadas e ainda ganhou a própria série, um spin-off de Grey’s Anatomy, intitulado Private Practice.

O segundo grande drama da série está relacionado ao polêmico romance entre médico e paciente. Nesse caso, a doutora Izzie Stevens (Katherine Heigl), amiga de Meredith, se apaixona por um paciente com doenças cardíacas. O romance, é claro, não é bem visto e o fim deste relacionamento é surpreendentemente dramático. Este foi o ponto alto da temporada e forte o suficiente para influenciar os acontecimentos seguintes da série durante muitos episódios. Além do mais, esse drama impulsionou a popularidade da personagem Izzie, que tornou-se uma das mais queridas do programa.

Outra situação interessante da temporada foi a presença de um homem-bomba como paciente. Diante dessa experiência, se avaliarmos o fato que Meredith colocou a mão dentro da cavidade do peito desse paciente e encostou na bomba, dá para perceber que ela demonstrou traços de ser uma suicida potencial. O desfecho desse plot (história) foi surpreendente e repletos de significados.

Como drama médico, Grey’s Anatomy dá um show. Superior ao primeiro ano, a segunda temporada deixou clara a intenção de explorar a complexa vida dos cirurgiões médicos, usando de brincadeiras e romances para humanizar os personagens e a rotina do hospital, fazendo-nos, até, esquecer da responsabilidade que carregam. A relação entre o grupo protagonista e seus desejos particulares ganham o primeiro plano da história e a rotina de emergência funciona para “fazer a roda girar”. O crescimento de personagens dentro da série, aliás, é notável e deixa muito pano para a manga das próximas temporadas.

Continue Lendo
INSCREVA-SE NO VOLTS PLAY
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Em alta agora