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Crítica de TV

Crítica | Grey’s Anatomy – 1ª Temporada

Após muito resistir, finalmente, comecei a assistir a tão falada série Grey’s Anatomy. Um drama médico regado a personagens bem humorados enfrentando várias situações adversas. Uma série que começou tímida nos Estados Unidos e, hoje, é uma das mais prestigiadas do mundo inteiro. Com um ótimo roteiro, boas atuações e uma temática interessante, o primeiro ano de Grey’s Anatomy conseguiu imprimir bem o tom que a autora Shonda Rhimes quer dar à atração, ou pelo menos deu o tom certo para diferenciar-se das demais séries de mesma temática. E é da primeira temporada que nós vamos falar hoje.

Os dramas hospitalares e suas crises são retratadas na TV norte-americana desde os anos 60, em séries como Dr. Kildare e Medical Center. Mas foi com a série ER, que passou 15 anos no ar,  que esse formato se popularizou e alcançou o topo da audiência do horário nobre na TV aberta norte-americana por mais de uma década.

Além de surgir, em 2005, como uma espécie de reciclagem do tema na televisão, Grey’s Anatomy tenta rejuvenescer o formato dando uma injeção de leveza e bom humor para recuperar a audiência do público jovem da época. Essa intenção é perceptível por causa do roteiro e do contexto de cada personagem: são jovens, ambiciosos, destemidos (alguns nem tanto), vivendo como médicos sem deixar de cometerem os vacilos que qualquer jovem comum comete.

Em algum momento você tem que tomar uma decisão. Limites não mantêm outras pessoas distantes, eles nos mantêm isolados. A vida é confusa. É assim que somos feitos. Então você pode desperdiçar sua vida desenhando limites… ou você pode viver sua vida ultrapassando-os. (Meredith Grey)

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A trama gira em torno da Meredith Grey (Ellen Pompeo), filha de uma famosa cirurgiã que acabou afastada por Alzheimer, residente do fictício hospital cirúrgico Seattle Grace, em Seattle, Washington, o mais rígido programa cirúrgico de Harvard. A série é focada nela e seus colegas, também internos: Cristina, Izzie, George e Alex, mostrando suas vidas amorosas e as dificuldades pelas quais passam no trabalho.

Grey’s Anatomy consegue usar a dinâmica e desafiadora rotina do hospital para desenvolver mais de uma boa história por episódio. São pessoas com doenças graves, muitas vezes entre a vida e a morte, em casos que cobram competência e inflamam os egos de médicos e internos. Em meio à correria para salvar vidas, os residentes precisam lidar com conflitos de interesses, com o apego aos próprios pacientes e com os erros nas próprias escolhas médicas, além, é claro, de precisar ter muito jogo de cintura para aguentar a responsabilidade que um cirurgião carrega.

A primeira temporada é curta, tem note episódios, e consegue envolver e tornar simpática a agitada e pesada rotina de um hospital. O relacionamento de Meredith Grey e o cirurgião Derek Shepherd rouba a cena nesta temporada, que traz muitos momentos de alívio cômico.

Escrita por Shonda Rhimes, a primeira temporada de Grey’s Anatomy mistura, na medida certa, romance, drama e uma pitada de humor negro, além de momentsos do canal ABC e exibindo, atualmente, sua 12ª temporada. Ao que se propõe, Grey’s Anatomy é excelente e está disponível na Netflix.

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Crítica de TV

Crítica | (Des)encanto – 2ª temporada

Quando a primeira temporada de (Des)encanto chegou à Netflix, o hype e a ansiedade atingiram níveis gigantescos. Primeiro, porque se tratava da nova animação de Matt Groening – o criador de Os Simpsons e Futurama – segundo porque o novo universo, um reino místico cuja protagonista era uma princesa má educada e beberrona, parecia promissor para os que adoram um humor ácido e adulto. Dito e feito. A primeira temporada, apesar de alguma inconsistência na narrativa, conseguiu entregar exatamente o que os fãs queriam: irreverência e boas piadas. 

Com a chegada da segunda temporada, era preciso reconectar o público depois de um final curioso, porém um pouco mais dramático do que aquele tom de descaso inicial dos primeiros episódios. Mais do que isso: como retomar aquela maravilhosa química entre o trio de protagonistas? Sem muita surpresa, os primeiros episódios já respondem as pontas soltas e amarra tudo já logo nos dois primeiros capítulos. E a química volta lindamente. É visível, inclusive, que prevalecerá no desenrolar da história uma condução mais confortável e pé no chão, porém não menos descontraída. 

No decorrer da série é possível notar que, nessa temporada, há uma menor predisposição de dialogar apenas com a fantasia. Apesar de ainda beber nessa fonte, há boas referências de outros gêneros que intensificam novas boas ideias como, por exemplo, alguns óbvios paralelos com Game of Thrones. Embora isso não signifique que mantenha-se engajada naquele discurso (interessantíssimo) de como a sociedade medieval se assemelha ao nosso atual modelo de política – democrática, porém cruel para os que não se encaixam nos padrões de normalidade. 

O visual continua sendo uma delícia. Tanto a iluminação quanto o sombreamento distribuem bem a atenção, seja nos momentos de ação ou nos de mais calmaria. E o toque de mestre são as sutilezas digitais que se somam ao estilo tradicional das animações de Matt Groening. 

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A parte não tão legal é uma menor inserção de memes nos diálogos da versão dublada, coisa que a primeira temporada deitou e abusou de forma criativa e inteligente. Mesmo assim, o humor nessa segunda temporada parece se encaixar de uma maneira mais natural, até porque as características dos personagens já foram exploradas e a graça agora é, justamente, ver como eles reagem em situações que exigem uma maior intimidade entre si. 

E como a terceira temporada já está confirmada, a tendência é que (Des)encanto siga com sua faceta insana, mas bem mais espontânea e que, assim como em Os Simpsons e Futurama, nesse ritmo, possam ter episódios que funcionem bem de forma isolada. 


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Crítica de TV

Crítica | Carnival Row – S1 (Prime Video)

Série é uma admoestação sobre imperialismo recorrendo mais à didática que à arte de contar histórias.

A nova série de Fantasy do Amazon Prime, Carnival Row, e uma empreitada dos produtores Travis Beacham e René Echevarria, através da Lionsgate, convergindo em oito episódios uma combinação de Romance Vitoriano – de terror e de exploração -, Police Noir e Fantasy.

Em sua premissa, as consequências da invasão de uma terra recém descoberta por duas nações imperialistas, a República de Burgue e o Pact. Com a tomada das terras do reino feérico de Anoun, criaturas antes tidas apenas como fruto da imaginação humana se tornam refugiados na capital de Burgue, uma mímica da Londres Vitoriana.

As tensões entre as populações humanas e feéricas se acirram quando um – segundo – assassino em série deixa um rastro de sangue de homens e fada. Amarrando tudo, o romance entre um investigador de polícia, Philo, (Orlando Bloom) e uma fada, Vignette (Cara Delevigne) interrompido pela guerra.

É inevitável não comparar Carnival Row com Penny Dreadful, ambas fantasias neo-vitorianas, que flertam com o steampunk. Mas enquanto a série do Starz bebia apenas dos clássicos romances de terror do século XIX, Carnival Row traz um escopo muito mais variado de referências, tais como Shakespeare e a mitologia judaica.

Um ponto a se considerar sobre a série do Prime é a completa falta de sutileza, seja em repetir um foreshadowing à exaustão seja em como trabalha seu subtexto, se é que se pode chamar de subtexto a forma como fala sobre temas do mundo real.

A produção é digna, nada espetacular, mas não se envergonha do que tem a oferecer. Suas cenas mais no escuro são as que menos demandam efeitos especiais, estranhamente. Fadas voam à luz do dia e kobolds atuam no equivalente daquele mundo à um teatro de marionetes de rua. Mais especificamente pode-se apontar as asas das fadas (que certamente não aguentariam seu peso na vida real) e os pucks (uma espécie de Minotauro retirada de Sonho de uma Noite de Verão) como os pontos fortes na caracterização do povo feérico.

É preciso notar o excelente, e diversificado, elenco de Carnival Row. São ótimas as atuações das estrelas Orlando Bloom, Tamzine Merchant, Jared Harris e Indira Varma. É apenas uma pena que, tomando novamente Penny Dreadful como norte, Cara Delevigne ande longe de ser uma Eva Green.

O romance policial é o gênero que leva as coisas para frente, e de uma forma muito acertada, apesar dos foreshadowings excessivos. Os plot twists são até bem amarrados, deixando ainda um bom espaço para um segundo ato – com cara de nazismo -, que esperamos seja confirmado em breve.

No quesito bizarrice, notamos Philo (Bloom) sendo ordenhado por uma bruxa idosa. É só isso mesmo.

Carnival Row é, em resumo, uma admoestação sobre imperialismo, colonialismo, racismo, fundamentalismo religioso e imigração que usa uma miríade de personagens feéricos como metáfora. O faz de uma forma extremamente didática, mesmo em detrimento de qualquer poética, não perdendo apenas a capacidade de entreter.

No entanto, longe de ser uma mancha na série, isso nos faz questionar se em um mundo onde fã de Star Wars e Pink Floyd é também acólito de figuras totalitaristas, a subjetividade artística seja algo superestimado quando se precisa de discursos efetivos.

Tayna Abreu é jornalista de entretenimento e também fala sobre ficção especulativa em seu IGTV @oftay_ 

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Crítica de TV

Crítica | Sintonia

Tentando fazer um carinho para os mais de 10 milhões de brasileiros assinantes plataforma, a Netflix trouxe mais uma produção nacional para o catálogo nacional e de outros 189 países. Dessa vez, quem assina junto é o selo Kondzilla, já famoso na indústria de clipes musicais e um estreante cheio de personalidade na dramaturgia com “Sintonia“, que usa uma embalagem realista para falar de amizade e evolução pessoal. Pega a visão.

Doni, Nando e Rita são moradores da mesma favela em São Paulo. Crescendo juntos pelas ruas da comunidade, eles descobriram aos poucos o mundo do tráfico de drogas, da religião e também da música. No entanto, as experiências da infância os levaram a trilhar caminhos bem diferentes, e agora esse trio sabe que quem pode salvá-los dos problemas com os quais se envolveram são eles mesmos.

É clara a intenção de “Sintonia” de representar a rotina da comunidade sem tantos filtros. O palavrão é livre, os diálogos quase viram dialetos pela quantidade de gírias, e recortes mais próximos mostram a crueldade do tráfico e da arte como esperança. Um cenário ainda pouco explorado pela televisão e cinema no Brasil, que já vale a audiência só por isso.

Argumento bacana, ambientação impecável, série iniciada e não dá para não reparar na estética Kondzilla, que imprime a fotografia típica dos famosos clipes nos diálogos da série. A sorte é que qualquer incômodo, com fotografia ou elenco, tende a melhorar com o passar dos episódios. Alguns dos atores são ex-detentos, formados num curso de teatro na penitenciária.

No entanto, a escolha de uma trama apressada sacrifica o íntimo dos protagonistas, que quase sempre estão em ação ou em diálogos expositivos, explicando o óbvio, num estilo novelesco totalmente dispensável. Não sobra tempo para falar sobre as motivações, desejos e conflitos dessa turma que tanto tem decisões difíceis para tomar.

O arco sobre o tráfico chama tanta atenção quanto o do sonho de Doni (Jottapê) em ser um MC reconhecido, ainda que esse último seja o principal. A igreja surge na pauta aos 45 do segundo tempo. E ainda que as decisões dos personagens não pareçam as melhores, a série é clara sobre aquele não ser um ambiente de fáceis ou de nenhuma escolha. Cada um tenta crescer ao seu modo e é isto.

E é justamente por fugir do esteriótipo favelado, reforçado por retratos tolhidos já feitos por outras mídias de massa, que Sintonia ganha pontos. Nada aqui é romantizado (exceto a amizade entre eles). O crime tem consequências, o preconceito é duro, o mundo da fama é pantanoso e até a máquina de dinheiro da igreja tem lá seus efeitos na cabeça de quem a enxerga. Mantendo essa legitimidade e com um roteiro mais engenhoso, Sintonia tem tudo para fazer um segundo ano ainda melhor.



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