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Críticas de Séries

Crítica | Frontier – Temporada 1

Coloque a violenta história do embate entre nativos e colonizadores nas terras do Canadá nas costas de Jason Momoa. É essa a premissa de Frontier, a nova série de época da Netflix, e essa é também uma de suas poucas qualidades.

Momoa é Declan Harp, um fictício comerciante de peles no Canadá dos 1800, desafiando o monopólio da Hudson`s Bay Company, a maior exploradora de peles da época, e que hoje em dia é a maior loja de departamentos do Canadá. Ele é violento, mas os seus inimigos também são. Ele é mestiço, filho de mãe Creec e pai norte irlandês, constantemente lembrado do peso de se ter “duas identidades” tão distintas.

Até aqui, as comparações da série de Brad Peyton, com a inglesa Taboo, estrelada por outro brucutu (Tom Hardy) com duas identidades desafiando o poderio de uma mega corporação na terras do Novo Mundo, são inevitáveis. 

Mas, diferente de Taboo, você não sabe de onde vieram as coisas em Frontier. Algumas cenas aparecem do nada, principalmente nos primeiros episódios. A inocência dos jovens norte irlandeses que cruzam o caminho de Harp chega a ser besta.

Jason Momoa mais grunhi que fala, nada novo para quem foi o Khal Drogo, mas Frontier tem ainda uma outra qualidade a ser apontada: ela fala das dificuldades dos nativos. Mesmo que tendo um herói com traços de sangue europeu, a história mostra como foi difícil e cruel para os habitantes da América o contato com os europeus.

E é a história do Canadá, não dos Estados Unidos, como uma infinidade de outras produções. Não é como o inglês teve de desbravar a selva, mas como os nativos tiveram de se defender dos abusos dos homens de além mar.

Visualmente falando, Frontier sofre do mesmo mal de Game of Thrones: cenas escuras demais sem necessidade. É impressionante como as pessoas enxergavam em 1800, ou melhor como as produções modernas acham que nós temos de enxergar cenas que originalmente seriam no escuro. O alívio vem nas cenas diurnas, como a baía do rio Hudson repleta de paisagens deslumbrantes.

Frontier serve bem para se ver sem muita atenção à trama em si, mas para entender o outro lado da moeda nas relações entre exploradores e explorados nas Américas.

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