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Críticas de Séries

Crítica | Fear The Walking Dead – 1ª temporada

Os primeiros dias do apocalipse acompanhado de outro ponto de vista. É mais ou menos isso o que promete Fear The Walking Dead, série lançada em 2015 e derivada de The Walking Dead. Para justificar a própria existência, a produção se apoia no mistério da causa do vírus que transforma pessoas mortas em zumbis, mas frustra ao focar apenas nos apuros que os protagonistas precisam passar. Um drama, que apesar de ter outro enfoque, já foi visto na série principal.

Criada por Robert Kirkman, mesmo autor do enredo original, a série narra o início da contaminação, através dos olhos de uma família tentando sobreviver. Madison (Kim Dickens) precisa cuidar dos filhos, o viciado Nick (Frank Dillane) e a adolescente Alicia (Alycia Debnam-Carey), enquanto seu marido, Travis (Cliff Curtis) vai atrás do filho, Chris (Lorenzo James Henrie), e da ex-esposa Liza (Elizabeth Rodriguez).

Fear The Walking Dead é uma série bem produzida, assim como a que lhe deu origem. O clima de início de apocalipse, da mesma forma que em TWD, causa curiosidade pela reação dos personagens e pela forma como tudo se desenrolaria. O desencadear dos fatos, vale ressaltar, passa longe de ser acelerado e cheio de mortes. Pelo contrário, o que se vê é uma série mais lenta, que explora a angústia de uma população em meio a um problema sem solução.

fear the walking dead 2

Além de não ser tão aterrorizante quanto The Walking Dead, o spin-off da franquia também peca por apresentar personagens pouco interessantes ou, ironicamente, normais demais. Fear parece bem realista no sentido de: se acontecesse um apocalipse, nós não seríamos heróis. A maioria de nós, incluindo você que lê esta crítica, estaria tão angustiado, com medo e perdido quanto os personagens da série.

A falta de explicações ou pistas sobre a origem do vírus contribuem para tornar Fear The Walking Dead menos interessante. O que se vê são informações nos jornais sobre casos isolados de walkers aparecendo, sendo encarados como doentes, e depois de algumas cenas de corre-corre o caos é instaurado de uma vez. Falta luz, o exército isola tudo e todos, e pronto. A partir daí a história segue como The Walking Dead seguiu quando Rick Grimes (Andrew Lincoln) acordou do coma e foi em busca da família, na série principal.

Apesar de lenta e pouco envolvente, Fear The Walking Dead é uma série boa e com muito potencial para contar uma ótima história de drama ambientada em um mundo de pós-apocalíptico. Mesmo sem entregar o jogo sobre o motivo do caos, a série justifica sua existência por narrar uma história com elementos diferentes da série original (acompanha uma família, é uma região sem tantas armas, ainda é super realista, etc). Fear tem tudo para complementar a série principal ou seguir sob uma nova forma de narrar história de mortos-vivos. Basta um pouco mais de ousadia e personalidade.

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