Crítica | DanMachi: Arrow of the Orion





12/07/2019 - Atualizado às 13:10


Na sua peregrinação mais do que ousada pelo mundo dos otakus, a Netflix adicionou mais um título de animê ao seu catálogo: Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka?: Orion no Ya do estúdio J.C. Staff.

O título diz algo como: “É errado pegar garotas em um calabouço?”, que embora sugira ser de um conteúdo pesado e até ofensivo não carrega essa mesma mensagem na trama, onde seu protagonista não é o mais indicado para o papel de “pegador” devido ao seu jeito tímido com mulheres. Na versão para o ocidente ficou conhecido como DanMachi: Is It Wrong to try to Pick Up Girls in a Dungeon? – Arrow of the Orion.

A animação longa-metragem faz parte da franquia DanMachi (para abreviar, pois é uma frase longa!) que conta também com uma temporada de 13 episódios no Crunchyroll (a 2ª temporada chega no mesmo serviço de streaming ainda em julho) e um spin-off , DanMachi: Sword Oratoria (disponível no Amazon Prime Video). DanMachi: Arrow of the Orion estreou no Japão dia 15 de fevereiro de 2019 e sai no ocidente antes do lançamento da versão Blu-Ray em solo nipônico previsto para 31 de julho.

De narrativa simples, o filme é uma história original inspirada na light novel de Fujino Omori (texto) e Suzuhito Yasuda (ilustração) que gira em torno do mito do caçador extraído dos textos gregos literários. A direção é de Katsuki Sakurabi.

Na trama, Bell Cranel, um jovem aventureiro que almeja ser um grande herói, se envolve numa misteriosa missão para combater a criatura ancestral Antares, um monstro-escorpião que teria enfrentado a deusa Ártemis antes dos celestes habitarem o Mundo Inferior junto com os homens.

Ártemis, por sua vez, é a protagonista do longa-metragem que não oferece nada de novo para o universo de DanMachi. Além de um bom visual de cenários e design de personagens – com roupas exclusivas para o filme sendo desenhadas para Bell, sua ciumenta deusa Hestia e demais colegas de dungeon – , nada é atrativo.

De história rasa e com solução no estilo Deus ex machina (que na verdade é bastante previsível), o filme se constrói apenas como um material de fanservice para os fãs da franquia que tem a oportunidade de ver as personagens em visuais diferentes do habitual (e nem tanto assim), além de acompanhar uma boa trilha sonora, principalmente nas cenas de ação.

Talvez o destaque fique mesmo por conta dos seiyuus (dubladores) Yoshitsugu Matsuoka, no papel de Bell Cranel, e Maaya Sakamoto, no papel de Ártemis, que embora já sejam artistas consagrados na indústria de animês e bastante queridos pelos fãs, sempre surpreendem com suas atuações cheias de dedicação para as personagens nos permitindo diferenciar suas participações só pelas primeiras palavras.

O filme está disponível somente no idioma original – japonês – com legenda em português brasileiro (PT-BR) acompanhado com recurso de Closed Caption (CC). Para quem é otaku e já assistiu a primeira temporada de DanMachi é um bom passatempo além de aumentar o hype para a segunda etapa da animação. Tirando isso, é algo bem genérico em termos de filme.