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Críticas de Séries

Crítica | Arrow – 1ª Temporada

Até 2012, quando a primeira temporada de Arrow estreou, a principal referência de heróis na televisão era a série Smallville, que teve a qualidade bastante questionada nas últimas temporadas. Sabendo onde não errar, a emissora americana The CW estreou Arrow, apresentando uma narrativa sombria e realista que reinventou o rumo dos heróis na TV.

A primeira temporada da série é baseada nos quadrinhos The Longbow Hunters, Green Arrow: Year OneGreen Arrow (2001-2007), e conta a história do playboy Oliver Queen (Stephen Amell), que sofre um acidente de barco e passa cinco anos em uma ilha. No entanto, Oliver é dado como morto e quando retorna à Starling City, além de surpreender a todos, traz consigo uma nova identidade e habilidades. Diante dos conflitos, desenvolve-se como anti-herói no submundo da cidade para fazer o bem e alimentar seu próprio desejo de vingança.

Claramente influenciada pela trilogia do Batman de Christopher Nolan, o primeiro ano de Arrow é caprichado. Diálogos bem montados, fotografia adequada e um competente uso de flashbacks para ajudar o telespectador a entender o que se passou com Oliver Queen na ilha Lian Yu (purgatório em chinês) até que ele se tornasse o homem frio por baixo do vigilante de capuz verde.

A construção da narrativa é muito bem feita e adaptada para a TV. A série não traz para a telinha uma adaptação fiel dos quadrinhos, e nem foi a intenção, diga-se de passagem, mas, embora a decisão tenha desagradado uma parcela dos fãs, não representa nenhuma perda de qualidade para a trama que, além de uma história bem contata, traz personagens desenvolvidos de maneira bastante satisfatória e coerente. É de se ressaltar o humor afiado que a série apresenta em certos momentos, ao brincar com a popularidade das Kardashians ou da banda Fall Out Boy.

Uma coisa incomodou: a grande quantidade de conflitos que surgiram por mentiras bobas e desentendimentos que podiam ser solucionados com algumas horas de conversa. Nesse sentido, o ego ferido dos personagens que, várias vezes, magoaram-se por não terem sido informados de identidades secretas ou de situações que não eram de suas contas motivou muitas situações que movimentaram a série. As situações eram boas, mas as motivações eram desproporcionais.

A volta de Oliver à vida comum e o embate com Malcolm Merlyn (John Barrowman) concentraram os melhores momentos da temporada, que foi construída em uma atmosfera marcadamente sombria agregada à uma montagem ágil que primeiro confunde e depois explica os conflitos da série. O final é explosivo. Cuidadoso, crível e envolvente, Arrow apresentou um primeiro ano repleto de acertos com uma história que promete crescer mais ainda nas temporadas seguintes.

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