Crítica | Ariana Grande e todo o seu perigo no Dangerous Woman





22/04/2018 - Atualizado às 00:01


“Você precisa de uma menina má para explodir sua mente”, Ariana Grande nos provoca na letra de Bang Banghit de 2014, fruto de sua colaboração com Jessie J e Nicki Minaj.

Nesse mundo que é a indústria musical, Ariana realmente não parece ser a menina má; talvez ela sabia que ela poderia ser um dia, mas como ela mesma já havia dito em entrevistas anteriormente: Eu não me vejo como sexy e eu não estou confortável sendo sexy e nem em vestir-se sexy. Eu não consigo me ver como um símbolo sexual.

Mas ela parece ter tomado a letra de Bang Bang como grande musa inspiradora do seu terceiro álbum de estúdio, Dangerous Woman. A americana de 22 anos é vista com orelhas de gato para um alter ego Sasha Fierce já na capa do seu novo trabalho. Mas seria mesmo um alter ego ou uma nova Ariana? Bem, como resultado, Ariana passa a maior parte do Dangerous Woman timidamente flertando os seus desejos mais reprimidos, falando sobre más decisões e independência.

“Algo sobre você me faz sentir como uma mulher perigosa, alguma coisa sobre você me faz querer fazer coisas que eu não deveria”, ela canta no refrão da faixa título do trabalho sobre uma guitarra furtiva, já nos provocando na segunda canção do disco sobre uma Ariana diferente e mais adulta da que estávamos acostumados a ver e ouvir. Após o terremoto que a música Dangerous Woman nos dá, as faixas Be Alright e Into You são adequadamente as seguintes, servindo como baladas bem-humoradas de grande potência na indústria musical.

Neste ponto de sua carreira, não há mais dúvida de que Ariana é uma ótima vocalista de potência incrível a lhe render comparações com Celine Dion, Mariah Carey e Christina Aguilera. No meio deste disco de 15 faixas encontraremos participações como os versos de Nicki Minaj em Side to Side, uma das músicas mais explícitas da carreira de Ariana. Na letra da canção ela está no seu estado mais dissimulado, onde em um verso ela diz “Eu sei que você tem má reputação. Não importa, você me deixa tentada, e não temos nada que pensar nem perder”.

Ariana não precisa forçar qualquer tipo de espírito para encontrar a “mulher perigosa” do álbum, ela já está cheia dela. Ela só precisa encontrar essa mulher perigosa dentro de si mesma e deixar que ela se liberte. Uma das colaborações que mais merecem destaque é a de Ariana com Macy Gray em Leave Me Lonely. É definitivamente uma canção muito bem composta, e sua produção e vocais de ambas as cantoras contribuíram para a perfeição da obra. Totalmente independente e amadurecida, ela já se mostra mais fortemente perigosa nesta música.

Perigosamente, Ariana escreve uma canção de amor em Everyday, de uma forma madura que jamais a Nickelodeon iria ver. Em termos gerais de álbum, pode-se destacá-lo como levemente pesado, sensual, mas não a tornando um símbolo sexual, pois mulheres não são feitas para isso. Ariana está em sua fase mais sexy possível, e se um dia ela disse que não se sentia confortável em fazer esse tipo de trabalho, hoje ela já deve estar acostumada e até talvez se sentindo em uma zona de conforto, fazendo deste trabalho o melhor de sua carreira.

“Você me faz má, garoto. Você me faz tomar má decisões”.

Quem terá sido o responsável por fazer a mulher perigosa interna da Ariana sair e se mostrar ao mundo?