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Críticas de Séries

Crítica | American Horror Story: Apocalypse

O arriscado crossover já é considerado como a melhor temporada da série.

E já vamos iniciar com um aval: parabéns, Apocalypse. Quem já assiste American Horror Story de longa data sabe que nunca uma temporada fechou todos os seus círculos de forma perfeita. As últimas temporadas, Roanoke e Cult, tentaram manter o pé no chão nesse sentido – e até o fizeram -, mas não há como compará-las a temporada mais esperada da série, que é Apocalypse.

Iniciamos a série com o fim do mundo. Somos apresentados ao Outpost3. Descobrimos que há uma corporativa por trás do fim do mundo. Conhecemos Michael, o bebê anticristo da Murder House. Revemos Cordelia, Madison e Myrtle, as bruxas do Coven que reaparecem vivas no Outpost para salvar suas “irmãs”: Mallory, Coco e Dinah.

A partir desse momento somos levados a episódios que se passam inteiramente no passado. A série nos conta como algumas bruxas – que morreram em Coven – ressuscitam. Descobrimos como foi a ascensão de Michael para se tornar um dos principais membros da corporativa e destruir todo o planeta e quais são seus objetivos. O episódio final ficou com um enorme dever para a temporada, voltando a se passar após o mundo já estava destruído. A maioria das bruxas estavam mortas e a única esperança do mundo ser salvo estava nas mãos da Mallory. Todos os momentos do décimo episódio são eletrizantes e rápidos, sem nos dar a chance de respirar direito.

Apocalypse não prolonga demais suas histórias como as temporadas anteriores, não deixando o telespectador com aquela sensação de estar perdido. Os novos personagens não recebem o desenvolvimento esperado, mas é compreensível que os protagonistas dessa oitava temporada são os personagens já conhecidos pelo público: Cordelia, Michael, Myrtle, Madison. Dos novos membros, a única que merece uma ressalva como protagonista é Mallory.

A temporada também nos traz incríveis retornos. O sexto episódio, por exemplo, se passa inteiramente na Murder House, trazendo de volta personagens inesquecíveis, como Ben, Vivian, Violet, Tate, Moira e, lógico, Constance. Jessica Lange ter retornado na oitava temporada para reviver sua primeira personagem da série é, sem dúvidas, a maior preciosidade de Apocalypse. Cada cena de Lange é incrível, e é a partir dela que entendemos como foi a mudança de temperamento de Michael, sucedendo no anticristo mais funesto que podemos ter conhecido. O último episódio, que é recheado de indas e vindas temporais, também nos transporta de volta para a Murder House em 2015, nos agraciando com um monólogo impecável de Constance sobre seu horrível neto, quando ela descobre que essa criança acabou de matar um padre.

Devemos considerar a temporada como uma das maiores já feita. Desde seus cenários, efeitos especiais e visuais e o enorme time de atores presentes. Nós fomos bem servidos em todos os quesitos, principalmente no que se diz respeito a atuação. Sarah Paulson deu um show, chegando a interpretar três personagens, mas com grande destaque para a bruxa Cordelia, que teve uma enorme evolução se comparada à terceira temporada. Cody Fern teve uma super estreia na série, já chegando como protagonista de um garoto mimado e anticristo sanguinário. Frances Conroy entregou tudo o que tinha como Myrtle Snow, uma das bruxas mais icônicas da história de American Horror Story. Emma Roberts retornou bitcher as fuck como Madison Montgomery, mas mesmo assim demostrou evolução sendo um grande suporte para Cordelia e Myrtle.

O maior erro de Apocalypse, que pode ser facilmente esquecido, são os três primeiros episódios. Levar três semanas para contar a história de um grupo de personagens que não teve grande impacto na temporada deveria ter sido feita de maneira mais curta. Entendemos que foi objetivo da produção nos apresentar uma Mallory e uma Coco diferente das “verdadeiras”, que descobrimos através dos flashbacks. Entretanto, tudo poderia ter sido posto em dois episódios.

Ainda assim a temporada fechou com perfeição. Vimos muitos círculos de personagens com histórias singulares que giravam em torno do maior plot que era as bruxas tentarem salvar o mundo da destruição causada pelo anti cristo. Mesmo tendo apenas 10 episódios curtos, com duração média de 40 minutos, o final foi satisfatório e respondeu a todas as questões impostas. E, assim, conclui-se mais uma temporada de American Horror Story, já consagrada como a melhor da história do seriado. Após o nascimento de um novo anticristo, a esperança de outra batalha épica entre bruxos, feiticeiros e um filho de Lúcifer com feições sedutoras é o nosso maior desejo no momento.

Você pode conferir as reviews de alguns episódios da oitava temporada abaixo:

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