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Crítica | A Família Addams

Engraçada porém confusa, animação traz a família Addams de volta as telonas

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Desde 1930 que a Família Addams apresenta uma espécie de humor não apenas considerado fúnebre e mórbido, mas crítico em relação aos aspectos comuns da sociedade.

Inspirada nas tirinhas criadas por Charles Addams, a família que tem costumes e tradições nada tradicionais, marcam a história de muitas pessoas, seja na adaptação animada para TV em 1960 ou nos filmes de 1991 e 1993.

Agora, em 2019, a família mais sombria e engraçada da cultura pop volta aos cinemas na versão 3D dirigida por Greg Tiernan e Conrad Vernon com um roteiro de Matt Lieberman.

Embora com poucas semanas de estreia o filme já tem um futuro bem definido. O estúdio MGM já trabalha em uma continuação garantida para 22 de outubro de 2021. Segundo site Deadline, a continuação se dá ao fato da bilheteria de estreia em seu primeiro fim de semana ter alcançado o valor de US$ 35 milhões, sendo suficiente para que fosse realizada essa continuação.

A animação de 2019 é uma espécie de reboot para a história que não resgata o efeito nostalgia, e faz isso intencionalmente, pois o foco passa a ser o público infantil atual, quebrando um pouco a expectativa daqueles mais velhos que procuram na animação o mesmo toque exageradamente sombrio de outrora. A essência da família continua a mesma, eles são os diferentes e exocêntricos vivendo no meio dos considerados “normais”, embora tenham agora um toque menos ácido e mais politicamente correto, sem perder sua substância.

Em questão comédia o roteirista Matt Lieberman (também diretor do filme de comédia adulta “Festa da salsicha”) consegue acertar em cheio, com piadas boas e de fácil compreensão para o público-alvo, assim como várias referências, principalmente à série clássica, como a cena que recria a abertura da série de TV mas na versão 3D, e leves referências a outros filmes de terror, como Frankstein e It: A Coisa, para os mais velhos.

Embora o design dos personagens seja louvável, focando não nos traços apresentados nos filmes de 1991 e 1993, mas mais inclinados para as tirinhas originais de Charles Addams, exibindo personagens com uma construção estética propositadamente cartunesca, com suas cabeças estranhas e corpos desproporcionais, o filme peca na questão visual de todo cenário ao redor da família principal. Com a má reposta da animação Missing Link (Link Perdido) esse ano nos Estados Unidos, que arrecadou pouco comparado com o custo de produção, é notável que a MGM está com um pouco de medo quando o assunto é animações. Em Família Addams pode-se perceber que houve um investimento baixo, assim criando um cenário pobre, como exemplo os personagens secundários que tendem a parecer genéricos ou as estruturas de imóvel, como a casa “assombrada” da família que não tem o mesmo impacto sombrio dos cenários mostrados na série ou nos filmes dos anos 90, o que deixa perceptível que é uma animação de segundo nível, que não compete diretamente com outros títulos de outros estúdios como Pixar ou DreamWorks e até mesmo animações lançadas esse ano como Abominável. A direção gótica dos filmes dos anos noventa apresenta um visual de cenário bem mais “horripilante” e que combina mais com os Addams.

Em questão de técnica de movimentação de câmera e ângulos também não impressiona, dando uma fotografia bem básica a animação.

As referências e modernidade no filme, como smartphones, internet, fake news e outros aspectos considerados modernos é a novidade que diferencia esse filme aos anos 90. É perceptível que a animação Família Addams recebeu uma “modernizada” que deixa ainda mais próximo a realidade do público que hoje assiste esse filme, tudo isso sem precisar escorregar para o humor extremamente infantil. Um ponto positivo para a musicalidade do filme que combina com toda essência demonstrada nas cenas, sem precisar transformar a família Addams num musical infantil.

Embora seja de grande valia a comédia do filme, tornando-o uma boa pedida para um passatempo com a família e filhos, e enredo não é de todo complexo ou rico em detalhes como é de costume nas grandes animações atuais. Enquanto Feioso, o filho da família precisa passar por um ritual que o tornará adulto e que claramente é uma referência ao Bar-mitvah, sua irmã, Vandinha, tem um momento de rebeldia retratado de uma forma contrária aos adolescentes comuns, trocando seu lado sombrio e estranho por detalhes delicados e bonitos. Porém, o roteiro acaba se tornando muito corrido e equivocado, retratando assuntos como bullying, união familiar, desenvolvimento de caráter e criação de identidade todos de uma vez, porém de uma forma muito rasa. Todos os problemas são resolvidos de modos muito parecidos, com o personagem quebrando a cara para entender seu caminho. Destaque extra para as frases invertidas do costumeiro social, como “tenha um mal dia”, ou “dê o seu pior” que se tornam cansativas com o passar do filme perdendo a piada, mesmo erro da série da Netflix Mundo Sombrio de Sabrina onde todas as palavras Deus eram trocadas por Satã, perdendo a seriedade nesse caso.

A Família Addams é um filme que não espera revolucionar o cinema atual, mas é uma boa pedida para uma tarde de lazer que pode tirar boas risadas de seus espectadores.

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Brasileiros no Magic The Gathering

Jogador Paulo Victor representa o Brasil na Mythic Championship VII de Magic The Gathering Arena.

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2019 foi o ano do Brasil mostrar sua cara nos E-Sports.

League of Legends, Free Fire, Overwatch… Vários jogos, de estilos diferentes, apresentaram o Brasil para o mundo em seus campeonatos mundiais.

Esse fim de semana foi a vez do Magic! The Gathering.

MTG é um jogo de cartas colecionáveis criado por Richard Garfield. A intenção é formar um deck (conjunto de cartas) com estratégias individuais, de acordo com seu modo de jogo, para vencer o oponente que utilizará da mesma mecânica.

No domingo (8) ocorreu o Mythic Championship VII de Magic The Gathering Arena, sétimo e último campeonato do jogo em 2019.

Realizado em Long Beach, Califórnia – EUA, a Wizards of the Coast promoveu na Thunder Studios o circuito profissional com uma premiação de U$ 750 mil e contou com 68 participantes, entre eles os três brasileiros: Paulo Vitor Damo Rosa, Carlos “Jaba” Romão (Bazar Gaming) e Lucas “Esper” Berthoud (Hareruya LATIN).

Desses 68, apenas 32, incluindo os três brasileiros, foram definidos pela Magic Pro League (MPL) por ter o ranking mundial dos principais jogadores do game; 16 conquistaram as vagas pelo desempenho nos torneios de MTG e 20 foram convidados.

No primeiro dia, sexta-feira (6), 64 competidores jogaram oito rounds no modelo suiço, e 24 passaram para o segundo dia, unindo-se aos 4 melhores competidores do MPL (o português Márcio Carvalho, o polonês Piotr Glogowski, o americano William Jensen e o japonês Shota Yasooka).

Os três brasileiros ficaram entre os 24 melhores: Berthoud em 15º, Romão em 16º e Paulo Vitor em 23º.

Já no segundo dia, sábado (7), o campeonato seguiu ainda no modelo suiço de disputa até restar oito finalistas, para isso seguiram-se sete rounds, com dupla eliminação. Paulo Vitor Damo da Rosa ficou em 4º lugar, garantindo seu espaço nos playoffs. Romão e Berthoud foram eliminados na 15ª e 26ª posição, respectivamente.

No último dia de campeonato, domingo (8), nas eliminatórias, Paulo Victor iniciou muito bem, derrotando o português Miguel da Cruz Simões logo na primeira chave. Entretanto, na segunda, enfrentou o polonês Piotr “Kanister” Glogowski, perdendo a md3 por 2 a 1, caindo para a chave inferior. Na repescagem, Paulo perdeu a md3 para Brad Nelson de 2 a 0, finalizando a campanha no top 8, muito próximo do 5º lugar, não conquistando, esse ano, a ida para o mundial, mas trazendo ao Brasil o prêmio de US$ 12,5 mil, mostrando que o potencial dos E-sportistas brasileiros na modalidade Magic também têm melhorado gradualmente.

A grande final do torneio foi entre o norte-americano Brad Nelson (jogando de Simic Flash) e o polonês Kanister (jogando de Jund Sacrifice). A série decisiva foi definida em um 2 a 1, em que o polonês conquistou o título e US$100 mil de premiação.

Você pode conferir todas as decklists AQUI.

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CCXP19 finaliza com grandes nomes e novidades para a cultura pop

Grandes números fizeram um festival grandioso na CCXP19.

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Após quatro dias de intensa programação, a sexta edição do CCXP, maior festival de cultura pop do mundo, termina com intensidade e proporções épicas. Foram reunidos mais de 280 mil pessoas de todo país, sendo 70% de fora de São Paulo.

A organização do festival estima ter injetado cerca de R$ 265 milhões na economia da cidade e gerado 11 mil empregos diretos e indiretos.

“A CCXP alcançou um lugar de destaque no cenário do entretenimento mundial. Mais uma vez entregamos ao público um festival de qualidade internacional, reconhecido pelos estúdios e que traz para o Brasil conteúdos que vão reverberar pelos próximos meses. Fazer tudo isso pelos fãs e ainda poder gerar emprego e movimentar a economia são coisas que tornam tudo isso ainda mais incrível. Estamos entregando mais um evento épico e já pensando na edição de 2020. Aliás, a CCXP20 já tem data marcada: de 3 a 6 de dezembro, anuncia Pierre Mantovani, CEO da CCXP.

Foram 15 estúdios e plataformas de streaming, 35 lojas especializadas em produtos geek e 55 marcas, que segundo estimativa dos organizadores, tiveram um faturamento de R$ 52 milhões; tudo isso num espaço de 115 mil m². A média gasta por quem passou na CCXP19 foi de R$ 325,00. Ao todo foram servidas 150 toneladas de alimentos em 42 restaurantes, sendo recorde em venda de refrigerante em eventos indoor em São Paulo.

O público do evento foi formado por 51% de homens e 49% de mulheres, mostrando a igualdade e apresentando uma programação mais equilibrada. Dentre o público, os dados indicam que 66% era formado por entre 15 e 34 anos, fazendo com que refletisse também na programação que apresentou painéis com temáticas jovens, assim como seus debates.

A CCXP19 reforçou sua relevância global no mercado de entretenimento ao reunir celebridades como Gal Gadot, Margot Robbie, Henry Cavill, Ryan Reynolds, John BoyegaOscar IsaacDaisy Ridley, o diretor J. J. Abrams e o elenco de “La Casa de Papel”, entre outros nomes aclamados. O festival ainda foi palco da pré-estreia de “Frozen 2”, da divulgação do trailer inédito de “Viúva Negra”, do teaser de “Eternos” e do aguardado trailer de “Mulher-Maravilha 1984”, que teve uma inédita transmissão global via Twitter.

A cobertura do festival contou com mais de dois mil formadores de opinião, entre jornalistas e influenciadores especializados na cultura pop e geek, vindo de 25 países. Entre os sites sobre o assunto de entretenimento o Volts apresentou matérias e lives com coberturas ao vivo pelo Instagram mostrando o evento e seus painéis. A conectividade do evento contou com 60 quilômetros de fibra ótica conectando todo o pavilhão com wi-fi gratuito disponibilizando aos visitantes a tecnologia 5G.

Novidades e elencos no Auditório Cinemark XD

Recebendo o aguarado painel da Netflix no audiótio Cinemark XD, o evento trouxe uma grande surpresa com a entrada de Henry Cavill, protagonista de “The Witcher”, que subiu ao palco e foi recebido por uma plateia animada, assim como a entrada dos atores Rodrigo de la Serna, Esther Acebo, Pedro Alonso, Alba Flores e Dark Peric, elenco da série “La Casa de Papel”, que contaram sobre a série e apresentado ao público metade do primeiro episódio da próxima temporada.

Ryan Reynolds também subiu ao palco para divulgar “Esquadrão 6”, junto com os colegas de elenco Adria Arjona, Mélanie Laurent, Corey Hawkins e Manuel Garcia-Rulfo.

A Warner também marcou presença no último dia do Auditório Cinemark XD, primeiro apresentando suas estreias de 2020 e projetos para os próximos anos como “Scooby! O Filme”, “Tom & Jerry”, “Space Jam 2”, “DC Super Pets”, “Em um Bairro de Nova York” e “Esquadrão Suicida”, filme que terá a brasileira Alice Braga no elenco.

Para fechar a noite, Gal Gadot e Patty Jenkins contaram ao público um pouco sobre a produção de “Mulher-Maravilha 1984”, em um painel que teve transmissão pelo Twitter e colocou a CCXP19 nos trending topics da rede social.

Concurso Cosplay

O último dia da CCXP19 também foi marcado pela grande final do Concurso Cosplay. Dividida em três etapas, a competição contou com o voto popular para selecionar os 12 artistas que subiram ao palco do Creatos Stage by Trigg neste domingo. Quem levou o prêmio principal, um carro 0 km e credenciais Full Experience da CCXP20, foi Jaqueline Fernandes Santos, com o personagem Diablo Prime Evil, de “Diablo III”. Também foram eleitos o Cosplayer Destaque (Nathália Casalecchi, com Winifred Sanderson), Melhor inventividade (Rogerio Silva, com Davy Jones), Melhor Figurino (Rafael Silva, com Dohvakiin) e Melhor Apresentação (Bruno Leão, com Li Shang).

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Destaque

Nova era: uma análise sobre o primeiro trailer de Mulher-Maravilha 84 (Parte 1)

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Durante o último dia da CCXP 19 no domingo (8), o mundo foi finalmente agraciado com o antecipado trailer de Mulher-Maravilha 84, filme que depois de um adiamento em 7 meses, vai continuar a saga da Amazona Guerreira vivida por Gal Gadot em 2017. Seguindo o novo direcionamento que a DC tem tomado nos últimos anos, MM84 continua tomando um tom mais leve e dessa vez, se apoiando nas cores vibrantes dos anos 80, porém ainda enaltecendo os contextos de seriedade e senso de justiça que são tão característicos de seus heróis, mas especialmente de Diana Prince.

O trailer mostrou, de maneira orgânica, uma evolução no significado da Mulher-Maravilha para o mundo, mostrando não somente como Diana se adaptou ao mundo dos homens, mas ainda criando um paralelo a versão dela com a qual fomos introduzidos em Batman V Superman. MM84 é uma produção que vai demonstrar inúmeras camadas, agora tendo nós dado dois personagens chaves para a mitologia da Amazona, na forma de Maxwell Lord e Barbara Minerva, que realçam o paradoxo Mulher-Deusa tão conflitantes da personagem principal.

Durante o controverso filme da Liga da Justiça em 2017, vemos Bruce Wayne criticando a ausência da Mulher-Maravilha no mundo dos homens durante cem anos, a questionando por se afastar da imagem heroica e inspiradora tão característica do Superman. Porém, no trailer de 84, vamos que Diana estava bastante ativa nos anos 80, fazendo aparições inclusive em locais públicos, como shoppings. Porém é aí que vemos um dos momentos mais importantes do trailer, durante o encontro em que Diana está duelando contra assaltantes, a Amazona joga sua tiara nas câmeras de segurança, passando a ideia de querer passar despercebida do público em geral, algo que casa com a ideia apresentada na fase de Zack Snyder dentro do DCEU, que estabeleceu um personagem forte e como fonte de justiça, que jamais fugiria de uma batalha para proteger os inocentes, porém, fora dos holofotes.

Juntamente disso, aqui vemos uma Mulher-Maravilha extremamente diferente daquela que nós foi introduzida anteriormente. Diana não está mais em guerra, tendo derrotado o Deus Ares em 1917 durante a primeira Guerra Mundial, mas também tendo vivido no Mundos dos Homens durante o contexto da Segunda Guerra e os horrores Nazistas, mas não é só de forma física que a Amazona não está em conflito, mas esse aspecto é também traduzido para um aspecto psicológico. Em momento algum do trailer vemos a personagem empunhar sua espada, usando de arma somente o laço da verdade e os braceletes e isso é um reflexo da maturidade de Diana como personagem. Depois de tantos conflitos associados a guerra e armas de fogo, a Mulher-Maravilha reflete somente justiça e bondade, algo que é mostrado nas várias cenas de que Diana desarma seus combatentes e destrói seus revolveres.

O trailer de Mulher-Maravilha 84 continua com uma característica já extremamente estabelecida da personagem na forma de sempre ter um olhar no presente, mas justificando seu passado. Durante algumas cenas do trailer, vemos a competição das Amazonas, algo muito parecido com o programa American Ninja Warrior e, que moldou muito Diana como a guerreira que é. Esse aspecto do filme é uma menção a competição das Amazonas nos quadrinhos, que por muitas versões da personagem foi o que tornou seu ticket de passagem para o mundo dos homens e Steve Trevor. No original, após a queda de Trevor em Themyscira, uma competição é feita para eleger a melhor guerreira para viajar dentro do mundo dos homens e ajudar o piloto, feito que é dado a Diana.

Por fim, fechado o trailer de Mulher-Maravilha 84 com, literalmente, chave de ouro temos sua armadura de batalha em forma de águia. A roupa é uma referência a saga do Reino do Amanhã, ilustrada por Alex Ross em 1996 onde diversos heróis, incluindo Diana saem de sua aposentadoria para lutar uma nova geração de heróis que perdeu a fé pela humanidade. No contexto do filme, a Armadura do Amanhã pode apresentar vários significados, mas em especial, ele mostra o apreço de Diana pelo mundo dos Homens e apesar de ter presenciado inúmeros eventos destrutivos causados pelos mesmos, essa armadura em ouro ainda reluz a fé de Diana perante a humanidade.

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