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Crítica

Crítica: 5 a Seco faz show com brilho pop e MPB em São Luís

Show foi na Concha Acústica Reynaldo Faray.

Foto: Emmanuel Menezes/Volts

Quatro anos separavam o retorno do 5 a Seco aos palcos de São Luís. Apesar da demora, os fãs sabiam que seriam presenteados com as canções marcantes do estreante combo duplo de CD e DVD, o Ao vivo no Auditório Ibirapuera, lançado em 2012. Mas era a apresentação de Policromo (2014) e das faixas do vindouro Síntese que aguçaram a curiosidade do público que marcou presença na Concha Acústica Reynaldo Faray, na Lagoa da Jansen, no último sábado (28).

Apesar do atraso – iniciado desde o show das quatro apresentações de “abertura” (com a excelente performance de Ari Sousa, o destaque aqui destes shows) – , a espera valia a pena. Valeu. Não bastou muito para que os coros e os sorrisos, tão marcantes nas performances do coletivo musical, aparecessem.

Estas presenças marcantes entram em sintonia com o carisma do quinteto, formado Leo Bianchini, Pedro Alterio, Pedro Viáfora, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni. Assim como em 2013, eles esbanjam disposição, presença de palco e animação suficientes para empolgar o público ao longo de quase uma hora e meia.

Foto: Emmanuel Menezes/Volts

Desde o começo da apresentação, ficou bem claro que Síntese, terceiro disco da banda, seria o foco. Com algumas faixas já disponibilizadas na internet, o coletivo testou as faixas com o público maranhense, tendo como resposta o que já era esperado: assim como nos demais shows pelo Brasil, a banda percebe o impacto de suas canções pela web.

O já citado coro do público era tão presente e marcante nas faixas novas como nos hits mais antigos da banda. Ventos de NetunoEla, Ele e EuPensando Bem se tornaram faixas necessárias nos shows, dando um aperitivo dos que está por vir nos lançamentos do 5 a Seco.

Já Nem TchumVeio Pra Ficar, por exemplo, marcavam a presença de Policromo no show – mesmo que fosse sentida a presença de outras canções importantes deste disco, como Geografia Sentimental e Eu Amo Djavan.

Foto: Emmanuel Menezes/Volts

Mesmo o queridinho dos fãs Ao vivo no Auditório Ibirapuera não foi poupado de canções “esquecidas” no show, como Vou Mandar Pastar, No Dia Que Você Chegou e Ou Não.

As ausências foram sentidas, mas não atrapalharam em nada o show, que repetiu o brilho da passagem anterior da banda por São Luís. O carinho recíproco dos músicos com os fãs em Gargalhadas, Feliz pra Cachorro, Pra Você Dar o Nome Em Paz (esta encerrou o show) resumem porque a banda segue encantando por onde passa, sem jamais perder o brilho.

Veja nossa galeria de fotos:

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Crítica

Crítica | Reputation Stadium Tour

A grandiosidade do concerto é inerente, mas nem tudo é perfeito.

Falar de Taylor Swift é o mesmo que pisar em ovos. Criticar qualquer grande artista é algo muito delicado. Os fandoms possuem um peso gigantesco em como essas pessoas acabam sendo retratados na mídia, ou, melhor dizendo, como a mídia prefere tratá-los, para evitar possíveis confusões. Mas, apesar do frágil tópico, vamos falar dessa turnê.

Taylor liberou no último dia 31 de dezembro a gravação oficial da Reputation Stadium Tour, sua mais recente tour que deu suporte e divulgação ao álbum Reputation, lançado em 2017. Com 53 dadas, a turnê bateu recordes e mais recordes, se tornando conjunto de concertos mais lucrativo por uma cantora nesta década.

Não podemos duvidar da grandiosidade da produção. A cantora revelou uma estrutura de três palcos, para que assim ela pudesse ficar mais próxima o possível e ver os fãs. O palco principal tem 30 metros de altura, sendo essencialmente formado por um grande telão LED lateral exibindo os visuais, composto por 12 doze colunas e que pode se dividir em até 72 telas individuais. Os palcos secundários, por sua vez, possuem bases triangulares e ficam no meio do estádio, erguendo também caixas de som. Para se ter uma noção, foram utilizados 67 caminhões e seis Boeing 747 para transportar o equipamento necessário.

Seus talentos consideráveis trouxeram seu enorme sucesso, visto nesta turnê. Para preencher a enormidade dos locais, a apresentação de duas horas inclui exibições de vídeo gigantescas, um exército de dançarinos de apoio além da banda. Porém, mesmo com todo o suporte, há momentos em que não importa quão grande a produção ou quão alta a música está, Taylor parece ser engolida pela vastidão.

Um ponto crítico são as altas bases das canções e vozes das back vocals. Em um show do porte da Reputation o artista deve, no mínimo, soltar o gogó. Sabemos que em termos de potencia vocal a Taylor não é a maior, mas em várias canções, tais como Look What You Made Me Do, Bad Blood, ou até mesmo na balada Delicate, a falta de uma maior presença vocal da artista é evidenciada.

Ao longo das duas horas a cantora muda de figurino várias vezes. As peças feitas sob medida e selecionadas pelo estilista Joseph Cassell Falconer incluem bodysuits, vestidos e tudo em cores variadas, com o preto dominando. As lantejoulas e peças brilhantes estão acopladas em todos os looks, sempre acompanhados de botas Louboutins. O figurino dos dançarinos são estilisticamente semelhantes aos da cantora, com destaque para o look utilizado na performance de Don’t Blame Me.

Realizar produções de palco em massa com um bando de dançarinos, viajar através do mundo carregando um palco gigante para entreter mais de 80 mil pessoas por show é um trabalho árduo. Mas artistas no nível Taylor Swift não podem deixar nenhum detalhe sequer desse tipo de trabalho passar despercebido. O show faz você dançar e saber que a Taylor merece estar onde chegou, mas também deixa muito evidente que perfeito nenhum artista é.

Pontos altos:
…Ready For It?: Ótima escolha para abertura da turnê.
I Did Something Bad: Momento em que a cantora mais solta a voz em todo o show.
Shake It Off: Cantada em um dos palcos no meio do público e com a presença de Charlie XCX e Camila Cabello, a apresentação é contagiante.
Don’t Blame Me: Um das canções mais fortes do Reputation, temos uma boa apresentação vocal da Taylor. O figurino dos dançarinos nessa apresentação também chama muito a atenção.

Pontos baixos:
Gorgeous: Uma das músicas mais descartáveis do álbum Reputation,
Look What You Made Me Do: A encenação no palco para a principal canção do último álbum de Taylor é ótima, mas em termos vocais a apresentação deixa a desejar.
Dress: Deixa o público sem entender o motivo da apresentação dessa música nessa turnê. Parece que foi mal colocada, não condiz com o resto do show.

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Crítica

Review | Your Name. (Livro)

Livro já está disponível em diversas livrarias e sites nacionais.

Dois anos após o sucesso de bilheteria no Japão e sucesso de crítica no mundo, Your Name. (Kimi no Na Wa, no original) continua sendo a grande animação japonesa dos últimos tempos. Superando em termos mercadológicos clássicos como A Viagem de Chihiro (2002) de Hayao Miyazaki e dividindo o posto de glória com outras tantas do co-fundador do Studio Ghibli, além de Isao Takahata e Mamoru Hosoda, o filme de Makoto Shinkai ainda reservou mais emoções aos brasileiros em 2018.

Exibido pela Rede Cinemark em salas de São Paulo-SP em 2017 e presente no catálogo da Netflix desde o mesmo período (com versão dublada pelo Estúdio UniDub), a animação de 2016 conta com conteúdos em mídias alternativas para quem se tornou um grande fã. A Editora JBC publicou entre 2017 e o início de 2018 os três volumes da versão adaptada para mangá da obra com roteiro de Makoto Shinkai e arte de Ranmaru Kotone. Faltava apenas a versão em romanceada, que havia sido publicada no Japão quatro meses antes da estreia do filme.

O livro “Your Name.” é uma forma diferente que Makoto Shinkai encontrou para contar a história do casal de protagonistas Taki e Mitsuha. A trama – que carrega o já marcante ponto de vista dramático do escritor e animador japonês sobre amores separados – divide-se entre os pensamentos e ações dos dois adolescentes que se descobrem presos em um misterioso evento de troca de corpos.

Após ser anunciado em setembro pela Verus Editora, o livro finalmente está disponível nas livrarias de todo o país e com toda certeza é um elemento a mais para que se apaixonou pelo romance entre o jovem da cidade e a menina do interior. Com cada evento sendo contado de forma direta pelo ponto de vista dos dois, a narrativa se torna bem mais intimista.

 

 

Capa brasileira da adaptação romanceada de Your Name. (Arte: Verus Editora/Divulgação)

 

Conhecemos mais a fundo os pensamentos dos dois e como a amizade inesperada e quase impossível se tornou um amor capaz de fazê-los ir contra acontecimentos sobrenaturais. Com pouco mais de 180 páginas a leitura é fluída e pode ser feita em uma manhã sem nenhum problema. Quem já conhece o filme pode estranhar a condução da obra ao ignorar acontecimentos e personagens secundários que tem seu relativo destaque no longa-metragem animado.

Isso acontece porque Makoto Shinkai opta por dar mais vozes aos seus protagonistas ao ponto de chegarmos a pensar que realmente só há eles no livro inteiro. As explicações mais detalhadas dos fatos e dos elementos míticos que povoam o universo da trama também acrescentam bastante.

De tamanho agradável, o livro pode ser levado a qualquer canto e conta com uma arte maravilhosa de capa com os traços da versão animada. O ponto alto fica por conta dos dois conteúdos extras que vem ao final do material com palavras do próprio Makoto Shinkai que nos explica de fato quem é a obra original (se o filme ou o livro), além de uma comentário de Genki Kawamura, produtor do filme, que destaca a relação dele e de Shinkai com Yojiro Noda, vocalista da banda RADWIMPS, responsável pela trilha sonora do longa-metragem.

Um conteúdo para fãs, o livro é aquisição garantida para todo apreciador de Makoto Shinkai e seus dramas românticos, como também é  material para qualquer outro coração apaixonado que queira presentear alguém ou a si mesmo com uma história leve, mas cheia de intensidade.

Por fim, apenas um recado obrigatório: não esperem um final melhor que o final do filme. Não seria Makoto Shinkai se fosse assim.

 

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Crítica

Novo single do Halestorm poderia ser homenagem à Lana Del Rey

Americanos miraram no metal e acertaram no pop triste de Laninha.

Colocamos “Do Not Disturb”, novo single do Halestorm, para tocar e qual não foi a surpresa quando “nossa, mas parece Lana Del Rey”.

Com mais uma canção que fala sobre as alegrias da conjunção carnal, os americanos parecem não ter se segurado em se “inspirar” na melodia de “West Coast”, do álbum “Ultraviolence”, de Lana Del Rey.

Com raízes mais pro lado do hard, o Halestorm se prepara para sair em turnê com dois nomes recentes do metal, In This Moment e New Years Day, por 17 dias no inverno.

Miraram no metal e acertaram no pop triste. Deixamos as duas para comparação:

(Tayna Abreu e Gustavo Sampaio colaboraram em tuítes sobre a coincidência)

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