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Crítica

Conheça o artista | O pop de Bishop Briggs

A artista é uma das apostas pro cenário pop internacional de 2018.

Foto: Divulgação/Jabari Jacobs
Text available in english below.

O mundo da música é amplo. Mais do que nós imaginamos. Mas sabemos que o que chega com força para todos é só a ponta de um iceberg de artistas que trabalham duro e lançam materiais incríveis que, nem sempre, recebem o mesmo olhar da mídia.

Com isso, iniciamos hoje uma série de matérias que tem a intenção de apresentar a vocês artistas (internacionais) que não fazem tantos sucesso assim (na mídia, paradas musicais e redes sociais), mas que merecem ser vistos pelo incrível trabalho que produzem.

Bishop Briggs

Sarah, que vem com o nome artístico de Bishop Briggs, é uma cantora britânica que hoje mora em Los Angeles, na Califórnia, por conta da música.

A artista começou sua carreira se arriscando em bares, lanchonetes e casas de shows aleatórios nos EUA, até que certo dia chamou a atenção de um ex-representante da gravadora A&R. Com eles, Bishop conseguiu gravar, em 2015, seu primeiro single: Wild Horses.

A música conseguiu entrar no Top 30 da Billboard Alternative Songs e no Top 13 da Billboard Twitter Emerging Artist. Foi o início da carreira da artista nos Charts.

Em janeiro de 2016 foi lançado a (talvez) música que deu maior visibilidade na carreira de Bishop: River. A música foi um sucesso comercial. Pouco depois do lançamento, River chegou rapidamente ao primeiro lugar nos gráficos populares da máquina Hype e alcançou o número 1 no US Viral 50 da Spotify e # 2 no Global Viral 50, além de entrar em duas listas da Billboard e no Top 5 dos iTunes Alternative Charts.

Outro marco na carreira de Bishop foi em maio de 2016, quando ela lançou a música The Way I Do. A cantora chegou a abrir os shows do Coldplay, no outono de 2016. The Way I Do também se tornou música promocional de Orange Is The New Black, série da Netflix.

Em agosto de 2016, foi lançada a música Pray (Empty Gun), que foi destaque no final da segunda temporada do programa Screw MTV. A cantora já se apresentou em grandes festivais nos Estados Unidos, como o Festival Panorama 2017, em Nova York, e o Coachella.

Bishop já teve músicas lançadas para trilhas sonoras, como a canção Mercy, que esteve no filme xXx: Return of Xander Cage. O primeiro EP da artista, auto-titulo, foi lançado em 14 de abril de 2017, com seis canções (incluindo as já conhecidas). Ouça clicando aqui.

A cantora deu início aos trabalhos de sua nova fase, com o propósito de lançar seu primeiro álbum. A música Dream foi a primeira música lançada para o novo projeto.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a vida e som da Bishop Briggs? Esperamos que ela se torne mais uma queridinha da música pop em breve.

English version

Sarah, that comes with the stage name of Bishop Briggs, is a British singer who lives in Los Angeles, California, because of the music.

The artist began her career into bars, snack bars and random concert halls in the U.S., until one day attracted the attention of a former A&R producer representative. With them, Bishop was able to record her first single in 2015: Wild Horses.

The song made it into the Top 30 of the Billboard Alternative Songs and Top 13 of the Billboard Twitter Emerging Artist. It was the beginning of the artist’s career in the Charts.

In January of 2016 she released the (perhaps) music that gave greater visibility in her career: River. The song was a commercial success. Shortly after the release, River quickly topped the charts on the popular Hype machine and reached number 1 on Spotify’s US Viral 50 and # 2 on Global Viral 50, and get in two lists of Billboard and iTunes Top 5 Alternative Charts.

Another milestone in Bishop’s career was in May 2016, when she released the song The Way I Do. The singer even made Coldplay openning concerts in the fall of 2016. The Way I Do also became promotional music for Netflix’s Orange Is The New Black series.

In August 2016, the song Pray (Empty Gun) was released, which was featured at the end of the second season of the Screw MTV program. The singer has performed at major festivals in the United States, such as the Panorama Festival 2017, in New York, and Coachella.

Bishop had already released songs for soundtracks, as the song Mercy, who was in the movie xXx: Return of Xander Cage. The artist’s first EP, self-titled, was released on April 14, 2017, with six songs (including those already known). Listen by clicking here.

The singer began work in its new era, in order to release her first album. The song Dream is the first single released for the new project.

Did you like to know more about the life and career of Bishop Briggs? We expect her to become another darling of pop music soon.

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2 Comments

2 Comments

  1. AustOl

    10 de abril de 2019 at 21:43

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Crítica

Crítica | When We All Fall Asleep, Where Do We Go?

O álbum da jovem Billie Eilish pode se tornar o mais vendido na semana de estreia por uma artista feminina em 2019

“Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, já dizia Lavoisier. Qualquer pessoa idosa – ou seja, acima dos 21 anos –, consegue identificar as diversas fontes de onde a jovem Billie Eilish, de apenas 17 anos, bebeu para criar o seu estilo singular de pop-indie, lançando com maestria no disco de estreia When We All Fall Asleep, Where Do We Go?.

Com 14 canções, o álbum liberado nesta sexta-feira (29), é marcado pela identidade criada pela norte-americana desde o lançamento do seu primeiro EP, dont smile at me, liberado em 2017. A melancolia de Lana Del Rey, o pop-gótico adjacente de Lorde e elementos instrumentais influenciados pelo pc music não escondem o fato de Billie Eilish e seu irmão, Finneas O’Connell, serem produtores adolescentes online, capazes de criarem um estilo único.

O terror é um dos elementos mais interessantes de toda a criação dessa era, e se encaixa perfeitamente com os suspiros desconcertantes e sussurros presentes no tom de voz da artista. As melodias apresentam um processo de masterização diferenciado, nos levando de primeiras estrofes fantasmagóricas até, de repente, nos arremessarem para um refrão aniquilador. Há vários momentos mais excêntricos, onde Eilish se põe distraída cantarolando e dando risadinhas, e isso serve para nos lembrar de que ela ainda é uma adolescente precoce e criativa nesse foguete que é o sucesso.

Os altos são emocionantes, e apesar de seu pedigree óbvio, arranjados ao contrário de qualquer outra coisa no pop contemporâneo são o que mais chamam atenção em todas as canções. Os pontos mais baixos, que revelam uma Eilish tímida, sugestiva, que utiliza de instrumentos como ukulele e repetições da frase “I love you”, que soa suspeitamente como “Aleluia”, não destoa da sonoridade obscura proposta pela artista.

O álbum manipula as compulsões sombrias com elogios sinistros, equilibrando seus vocais de agudos à graves. As composições de Eilish e Finneas tecem histórias delicadas e grotescas ao mesmo tempo. Bad Guy, segunda música do álbum, serve como um aviso da artista que a sua pegada é essa. Podemos dizer que a música é uma Bury a Friend 2.0. A canção que segue, Xanny, é mais tranquila, com uma batida narcoléptica. A letra aborda o uso de medicamentos como Xanax, indicado para ansiedade, de forma irresponsável. Esse tipo de droga é conhecido por ser utilizado de forma recreativa, como a maconha.

“As letras de Eilish enfatizam maravilhosamente como toda a angústia adolescente é ferozmente sincera”, diz Stacey Anderson, editor sênior do Pitchfork. Uma das últimas faixas, I Love You, se destaca por ser uma das letras mais carregadas de sentimentos e emoções, e nos relembra um dos maiores hits da carreira da jovem, idontwannabeyouanymore. Billie contou com a ajuda de seu irmão para escrever e, em entrevista a Radio Energy, disse que mal podia acreditar que havia escrito algo tão sentimental.

Assistimos, assim, a ascensão marcante de uma garota que iniciou seus trabalhos apenas com 14 anos, quando colocou a música Ocean Eyes no SoundCloud, e a balada vívida e direta com sintetizadores lacrimosos pegou uma base de fãs jovens em cheio. Nem só de “novinhos” viverá Eilish. Os amantes mais velhos (+21) do indie, ou demais pessoas que curtam uma sonoridade mais escura, gótica, emotiva e melancólica acabaram de ganhar, com o lançamento de When We All Fall Asleep, Where Do We Go?, um presentão. A excentricidade assustadora da artista parece tão distante da fórmula pop tradicional, mas não é bizarra de se ouvir. No fundo, nós sabemos de onde esse estilo surgiu, ou, pelo menos, as diversas maravilhosas influências que ajudaram Eilish a criar seu próprio “eu”.

Ouça o álbum completo abaixo:

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Crítica

Crítica | Reputation Stadium Tour

A grandiosidade do concerto é inerente, mas nem tudo é perfeito.

Falar de Taylor Swift é o mesmo que pisar em ovos. Criticar qualquer grande artista é algo muito delicado. Os fandoms possuem um peso gigantesco em como essas pessoas acabam sendo retratados na mídia, ou, melhor dizendo, como a mídia prefere tratá-los, para evitar possíveis confusões. Mas, apesar do frágil tópico, vamos falar dessa turnê.

Taylor liberou no último dia 31 de dezembro a gravação oficial da Reputation Stadium Tour, sua mais recente tour que deu suporte e divulgação ao álbum Reputation, lançado em 2017. Com 53 dadas, a turnê bateu recordes e mais recordes, se tornando conjunto de concertos mais lucrativo por uma cantora nesta década.

Não podemos duvidar da grandiosidade da produção. A cantora revelou uma estrutura de três palcos, para que assim ela pudesse ficar mais próxima o possível e ver os fãs. O palco principal tem 30 metros de altura, sendo essencialmente formado por um grande telão LED lateral exibindo os visuais, composto por 12 doze colunas e que pode se dividir em até 72 telas individuais. Os palcos secundários, por sua vez, possuem bases triangulares e ficam no meio do estádio, erguendo também caixas de som. Para se ter uma noção, foram utilizados 67 caminhões e seis Boeing 747 para transportar o equipamento necessário.

Seus talentos consideráveis trouxeram seu enorme sucesso, visto nesta turnê. Para preencher a enormidade dos locais, a apresentação de duas horas inclui exibições de vídeo gigantescas, um exército de dançarinos de apoio além da banda. Porém, mesmo com todo o suporte, há momentos em que não importa quão grande a produção ou quão alta a música está, Taylor parece ser engolida pela vastidão.

Um ponto crítico são as altas bases das canções e vozes das back vocals. Em um show do porte da Reputation o artista deve, no mínimo, soltar o gogó. Sabemos que em termos de potencia vocal a Taylor não é a maior, mas em várias canções, tais como Look What You Made Me Do, Bad Blood, ou até mesmo na balada Delicate, a falta de uma maior presença vocal da artista é evidenciada.

Ao longo das duas horas a cantora muda de figurino várias vezes. As peças feitas sob medida e selecionadas pelo estilista Joseph Cassell Falconer incluem bodysuits, vestidos e tudo em cores variadas, com o preto dominando. As lantejoulas e peças brilhantes estão acopladas em todos os looks, sempre acompanhados de botas Louboutins. O figurino dos dançarinos são estilisticamente semelhantes aos da cantora, com destaque para o look utilizado na performance de Don’t Blame Me.

Realizar produções de palco em massa com um bando de dançarinos, viajar através do mundo carregando um palco gigante para entreter mais de 80 mil pessoas por show é um trabalho árduo. Mas artistas no nível Taylor Swift não podem deixar nenhum detalhe sequer desse tipo de trabalho passar despercebido. O show faz você dançar e saber que a Taylor merece estar onde chegou, mas também deixa muito evidente que perfeito nenhum artista é.

Pontos altos:
…Ready For It?: Ótima escolha para abertura da turnê.
I Did Something Bad: Momento em que a cantora mais solta a voz em todo o show.
Shake It Off: Cantada em um dos palcos no meio do público e com a presença de Charlie XCX e Camila Cabello, a apresentação é contagiante.
Don’t Blame Me: Um das canções mais fortes do Reputation, temos uma boa apresentação vocal da Taylor. O figurino dos dançarinos nessa apresentação também chama muito a atenção.

Pontos baixos:
Gorgeous: Uma das músicas mais descartáveis do álbum Reputation,
Look What You Made Me Do: A encenação no palco para a principal canção do último álbum de Taylor é ótima, mas em termos vocais a apresentação deixa a desejar.
Dress: Deixa o público sem entender o motivo da apresentação dessa música nessa turnê. Parece que foi mal colocada, não condiz com o resto do show.

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Crítica

Review | Your Name (Livro)

Livro já está disponível em diversas livrarias e sites nacionais.

Dois anos após o sucesso de bilheteria no Japão e sucesso de crítica no mundo, Your Name. (Kimi no Na Wa, no original) continua sendo a grande animação japonesa dos últimos tempos. Superando em termos mercadológicos clássicos como A Viagem de Chihiro (2002) de Hayao Miyazaki e dividindo o posto de glória com outras tantas do co-fundador do Studio Ghibli, além de Isao Takahata e Mamoru Hosoda, o filme de Makoto Shinkai ainda reservou mais emoções aos brasileiros em 2018.

Exibido pela Rede Cinemark em salas de São Paulo-SP em 2017 e presente no catálogo da Netflix desde o mesmo período (com versão dublada pelo Estúdio UniDub), a animação de 2016 conta com conteúdos em mídias alternativas para quem se tornou um grande fã. A Editora JBC publicou entre 2017 e o início de 2018 os três volumes da versão adaptada para mangá da obra com roteiro de Makoto Shinkai e arte de Ranmaru Kotone. Faltava apenas a versão em romanceada, que havia sido publicada no Japão quatro meses antes da estreia do filme.

O livro “Your Name.” é uma forma diferente que Makoto Shinkai encontrou para contar a história do casal de protagonistas Taki e Mitsuha. A trama – que carrega o já marcante ponto de vista dramático do escritor e animador japonês sobre amores separados – divide-se entre os pensamentos e ações dos dois adolescentes que se descobrem presos em um misterioso evento de troca de corpos.

Após ser anunciado em setembro pela Verus Editora, o livro finalmente está disponível nas livrarias de todo o país e com toda certeza é um elemento a mais para que se apaixonou pelo romance entre o jovem da cidade e a menina do interior. Com cada evento sendo contado de forma direta pelo ponto de vista dos dois, a narrativa se torna bem mais intimista.

 

 

Capa brasileira da adaptação romanceada de Your Name. (Arte: Verus Editora/Divulgação)

 

Conhecemos mais a fundo os pensamentos dos dois e como a amizade inesperada e quase impossível se tornou um amor capaz de fazê-los ir contra acontecimentos sobrenaturais. Com pouco mais de 180 páginas a leitura é fluída e pode ser feita em uma manhã sem nenhum problema. Quem já conhece o filme pode estranhar a condução da obra ao ignorar acontecimentos e personagens secundários que tem seu relativo destaque no longa-metragem animado.

Isso acontece porque Makoto Shinkai opta por dar mais vozes aos seus protagonistas ao ponto de chegarmos a pensar que realmente só há eles no livro inteiro. As explicações mais detalhadas dos fatos e dos elementos míticos que povoam o universo da trama também acrescentam bastante.

De tamanho agradável, o livro pode ser levado a qualquer canto e conta com uma arte maravilhosa de capa com os traços da versão animada. O ponto alto fica por conta dos dois conteúdos extras que vem ao final do material com palavras do próprio Makoto Shinkai que nos explica de fato quem é a obra original (se o filme ou o livro), além de uma comentário de Genki Kawamura, produtor do filme, que destaca a relação dele e de Shinkai com Yojiro Noda, vocalista da banda RADWIMPS, responsável pela trilha sonora do longa-metragem.

Um conteúdo para fãs, o livro é aquisição garantida para todo apreciador de Makoto Shinkai e seus dramas românticos, como também é  material para qualquer outro coração apaixonado que queira presentear alguém ou a si mesmo com uma história leve, mas cheia de intensidade.

Por fim, apenas um recado obrigatório: não esperem um final melhor que o final do filme. Não seria Makoto Shinkai se fosse assim.

 

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