Connect with us
Image Map

Artigos

Conflitos ideológicos voltam a provocar mortes em The Walking Dead

Oceanside se inspira em liderança para fazer justiça com as próprias mãos e Salvadores afrontam Carol.

Foto: Reprodução/AMC

Negan é uma ameaça neutralizada. Depois de ter a sexta e sétima temporada dedicadas ao desenrolar do que seria a maior guerra de comunidades já vivenciada pelos protagonistas de The Walking Dead, agora os personagens têm mais tempo para se dedicar à “recivilização” dos grandes grupos, que se unem para construir pontes e montar códigos de conduta.

O que surge como infortúnio, dessa vez, são as divergências ideológicas entre os diplomáticos e os esquentados. Algo que já ocorreu em Alexandria outras vezes e até mesmo com os Salvadores, na quinta e sétima temporadas da série, só lembrando por alto. Mesmo com uma trajetória sangrenta, Rick Grimes (Andrew Lincoln) surge como o bom exemplo a ser seguido. Líder experiente, pacífico, firme e moralista. Do outro lado, organicamente, surge Maggie (Lauren Cohan) como a viúva de boas intenções, mas que aprendeu a fazer justiça com as próprias mãos e a tenta fazer sem mais delongas.

Ambos do mesmo lado, mas que causam efeitos diversos dentro do próprio grupo. No quarto episódio da temporada, pudemos perceber que Oceansite até já tinha aceito a orientação de Rick em evitar rebeliões, ainda que se unindo com o grupo que matou muitos dos seus, mas a postura arredia de Meggie serviu de inspiração para que as garotas do grupo recém-descoberto fizessem justiça com as próprias mãos.

Desde a temporada passada, Daryl (Norman Reedus) também faz oposição e prefere agir pela lei de talião (olho por olho, dente por dente). No episódio desse domingo (28), a dupla se desentendeu e Carol também questionou as intenções do xerife. Michonne (Danai Gurira) tenta ficar ao lado de Rick, trabalha numa espécie de constituição quando não está mantando zumbis de madrugada. No episódio mais recente, também, um tiroteio entre extremistas do mesmo grupo também exaltou os ânimos e pode ter deixado mortos – a série ficou devendo o resultado explícito desse conflito.

Esses conflitos, junto com o ressurgimento dos zumbis como ameaça, deve ser usado nos próximos episódios para enxugar o inchado elenco de The Walking Dead, que, falando em dívidas, ainda precisa dar explicações sobre a nova comunidade introduzida no fim da temporada passada, a origem do helicóptero que assombra a trama desde a metade da temporada passada e até sobre o a atual disposição dos grupos que compõem a série. Tudo ainda está muito nebuloso, audiência da série continua a despencar e Andrew Lincoln deve deixar a série sem trazer muitas dessas soluções.

A gente só quer ver a história andar…

Em alta agora