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Televisão

Como uma piada fez Fernando Rocha ser demitido da Globo

Momento ‘descontraído’ não foi bem recebido pelos novos diretores da emissora.

A última semana de fevereiro de 2019 foi marcada pela demissão do jornalista Fernando Rocha da Globo, onde apresentava o programa Bem Estar desde 2011. De acordo com o site Notícias da TV, a Globo decidiu na terça-feira (26) que não renovaria o contrato do apresentador e já na quarta-feira (27) ele nem apareceu no programa, que continua sob comando da ex-colega de dupla Mariana Ferrão. Logo, não houve uma despedida formal do público.

Em entrevista, Fernando Rocha conta que desde que houve mudanças na diretoria da Globo e o Bem Estar ficou “mais pesado” desde que deixou o setor de Jornalismo e se mudou para o Entretenimento. “Mariano Boni [novo diretor de entretenimento] reformulou esse grupo e me comunicou que eu iria deixar e me deixou a vontade pra procurar outros projetos dentro e fora da Globo”, lamentou o jornalista, conhecido por momentos engraçados e “descontraídos demais” na televisão.

A busca de Fernando pela descontração começou a ser percebida nas entradas ao vivo do projeto Bem Estar Global, onde o jeito desengonçado de dançar começou a chamar atenção. De lá para cá, chegou a participar do Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão, e as brincadeiras e tremeliques do jornalista começaram a ganhar força.

Até que aconteceu o último meme do apresentador: a famosa reflexão, ao vivo, sobre a separação da clara e com ovo. “A clara e a gema foram uma linha divisória. Eu achei que pudesse mudar [o quadro desfavorável], afinal a gente estava indo bem no Ibope. A gente estava ganhando, não estava perdendo”, disse o apresentador, confirmando que a direção da Globo não engoliu esse constrangimento.

Depois disso, Fernando Rocha precisou se conter. Parou com tremeliques, piadas e adotou um tom mais sério em suas aparições. Nada o suficiente para evitar a não renovação do contrato.

Agora, o apresentador diz que está livre, até agosto, para tentar se encaixar em alguma produção dentro dos Estúdios Globo ou até em outro canal.

Mariana Ferrão continua apresentando o Bem Estar, ainda que rumores apontem um fim iminente do programa que, nos últimos meses, perdeu metade do tempo de exibição. Fernanda Gentil, remanejada do Esporte para o Entretenimento, estaria sendo cotada para ocupar o lugar da atração.

A Globo, no entanto, não confirma nada oficialmente.

Televisão

Programa da Maísa: estamos assistindo a formação de uma lenda da TV?

Surgir na telinha aos três anos e aos 16 já conquistar um programa com o próprio nome aponta caminhos promissores.

Ainda que não tenha sido a única a ganhar oportunidades na televisão desde muito pequena, temos aqui um caso de real destaque. Desde que surgiu no Programa Raul Gil (Band) com apenas três anos, Maísa Silva já despertava um encantamento coletivo e a cada programa despontava como promessa para o futuro da TV – não só por ser falante e carismática, como pelas sacadas e linhas de raciocínio que pareciam impossíveis para qualquer outra criança. Corta para 2019 com Maísa com programa solo no SBT.

Maísa é a cria da televisão que mais soube se desenvolver fora dela. A presença na internet a fez não só conquistar o posto de adolescente mais seguida no planeta quanto ser um ícone híbrido com altíssima aceitação tanto na televisão quanto nas redes sociais. Um perfil que tem sido aposta em alguns canais fechados e, recentemente, como tentativa no “Vídeo Show” (Globo).

Antenado nas tendências online, o SBT sabe da joia raríssima que tem. Inicialmente, planejou com que seria o “Maisa Digital” ou “Maiseira” como programa apenas para a internet. Mas viu potencial para a grade da TV aberta e apostou. Resultado: um programa jovem, moderno, colorido e dinâmico que tem tudo a ver com o perfil da apresentadora.

O “Programa da Maísa” também consegue ser coerente com a identidade pública que Maísa tem construído ao longo dos anos como uma figura que tem representado, na prática, o que o senso comum espera de um bom futuro: pessoas com pensamentos mais empáticos, abertos, sensíveis e inclusivos. Propositalmente ou não, músicas de Pabllo Vittar foram usadas na abertura e encerramento do programa, logo antes de uma mensagem gravada posteriormente como símbolo de solidariedade aos atingidos pelo atentado em Suzano.

O conteúdo deve sofrer naturais modificações ao longo das edições, tempo de entrevistas e brincadeiras podem variar. Como bom jornalista, torço para que as entrevistas ganhem espaço, visto que trazer dois convidados para dividir atenção no já escasso tempo para conversas foi o ponto mais frágil da estreia.

Diante dessa estreia, ficou ainda mais fácil entender a diferença de Maísa para as outras dezenas de crianças que já pintaram na telinha, mas não conseguiram conquistar a projeção e respeito que a ex-menina dos cachinhos possui hoje. Um mistura de espontaneidade, autenticidade, sagacidade e, sem dúvidas, dedicação que não só a apontam como uma figura que tem absolutamente tudo para ser um grande nome da TV no futuro quanto por, arrisco dizer, estarmos presenciando a formação de uma lenda da nova televisão ou de consumir mídia.

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Televisão

Com possibilidade de corte de gastos, funcionários da Record procuram CNN Brasil

Segundo o Notícias da TV, novo canal de notícias tem recebido currículos de todas as áreas da Record.

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Até o fim do ano, a filial brasileira da CNN deve sair do papel. Enquanto isso, na Record TV, as conversas de bastidores apontam como certo o corte de gastos da emissora em um futuro próximo. Por conta disso, segundo o site Notícias da TV, profissionais da emissora têm se candidatado à vagas no novo canal de notícias.

As explicações para essa preferência, segundo o site, vem da direção de jornalismo da CNN Brasil ser de um ex-Record: Douglas Tavolaro. Naturalmente, o network dos profissionais facilita essa procura. Além disso,
dois dos três vice-presidentes anunciados também são ex-funcionários da emissora de Edir Macedo.

Logo, com a especulação provocada pelos cortes feitas pela Record nos últimos meses, que envolveram demissões de mais de 2 mil funcionários e reduções de orçamento (canal excluiu mais de mil postos de trabalho), o clima é de salve-se quem puder.

Em contrapartida…

Enquanto o clima entre os funcionários é de insegurança, a direção da casa promoveu mudanças. O atual diretor de jornalismo da Record desde 14 de janeiro, Antônio Guerreiro, garantiu investimentos no setor e Rogério Gallo, até então profissional de entretenimento com passagens pela MTV e Band, foi contratado para desenvolver novas atrações jornalísticas.

“A capacidade criativa e a inventividade de Rogério Gallo permitirão à Record inovar ainda mais, além de reforçar nosso compromisso com a qualidade e credibilidade da informação, que são as marcas dessa equipe vencedora”, disse Guerreiro em nota divulgada à imprensa.

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Televisão

‘Os Simpsons’ é renovado pela Fox, mas não afasta boatos de cancelamento

Entenda como isso não garante que a animação continuará depois disso.

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Entre as produções que estão no centro do debate sobre o que vai sobreviver à fusão de Fox e Disney, “Os Simpsons” é uma das que mais gera temor no público por já estar há 30 anos colecionando fãs e ironizando o modo de vida americano. Em meio há tantos boatos, a Fox anunciou a renovação da animação por mais duas temporadas.

Essas duas temporadas são, respectivamente, a 31ª e 32ª da franquia, que terminaria de ser exibida em 2021, e, com isso, deve passar de 700 episódios. De acordo com a revista Variety, essa renovação foi feita na condição de reduzir os investimentos nesses novos episódios em comparação à temporada atual.

Pelo que divulgou a revista no fim de janeiro, essa renovação não afasta os rumores de que essas seriam as últimas temporadas da família amarela, já que faz um tempo que Os Simpsons já não dá mais lucro ao estúdio, que paga caro por episódio e o valor da publicidade não tem bancado os custos.

Ainda mais porque quando mais tempo uma produção fica no ar, mais cara ela se torna. O cachê do elenco, por exemplo, se valoriza: cada um dos seis dubladores principais da série recebe US$ 300 mil (R$ 1,1 milhão) por e-p-i-s-ó-d-i-o. Dez vezes mais do que os cachês do primeiro ano.

O que ainda em salvado a pele dos Simpsons é que essa despesa toda cai na conta do estúdio 20th Century Fox. Assim, o rombo no caixa da TV consegue ser tapado com a venda de DVDs e os direitos de reprise em outros canais.

Entretanto, essa calmaria tem prazo para acabar: quando a 20th Century Fox for oficializada como parte da Disney. A Fox permanece onde está, não faz parte do acordo, e, assim, não conseguirá arcar com os custos de “Os Simpsons” sozinha.

Outro dificultador para a Fox é que os acordos de reprise de série são válidos somente enquanto a animação estiver produzindo novos episódios e sem atualização de valores.

Para a Disney, o cancelamento seria vantajoso visto que poderia renegociar esses valores para muito mais do que os US$ 750 milhões (R$ 2,8 bilhões), por exemplo, que a 20th Century Fox fechou em 2013 com o canal pago FX para a exibição na TV. Ainda mais agora que a casa de Mickey Mousa precisa se virar para bancar os US$ 71,3 bilhões (R$ 269,6 bilhões) que investiu na compra da Fox.

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