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Música

Como o fim do Matanza deu origem a 3 novas bandas

Mesmo com o fim de uma das maiores bandas do cenário hardcore brasileiro, os fãs puderam continuar a acompanhar o legado do grupo por meio das novas formações.

(Foto: Reprodução)

“Eu me despeço de todos vocês…”

E foi assim, em 2018, citando uma das suas músicas mais icônicas, que a banda Matanza anunciou em um post no Facebook o fim do grupo após mais de 22 anos de estrada. O anúncio chegou de forma inesperada por muitos fãs, já que a banda continuava em plena atividade, com grande sucesso e até cogitando o lançamento de um novo álbum de estúdio.

No entanto, aqueles que achavam que teriam que aposentar suas carteirinhas do Clube dos Canalhas foram surpreendidos com a formação de três bandas após o fim. Mas como isso aconteceu?

Primeiramente, vamos às origens do grupo.

O Matanza foi uma banda criada no ano de 1996, no Rio de Janeiro, pelo irlandês Jimmy London e seu amigo Marco Donida. Diferente do Rock que era feito na época aqui no Brasil, o grupo misturava elementos do Heavy Metal, Hardcore, Punk e Country, sendo chamado posteriormente de “Countrycore”. Suas influências vinham principalmente do que era feito pelo cantor Jhonny Cash no início da carreira.

Do início ao fim do grupo, passando por várias formações, sendo a última composta por Jimmy (vocais), Donida (guitarra), Dony Escobar (baixo), Jonas (bateria) e Maurício Nogueira (guitarra), o Matanza lançou 6 álbuns de estúdio e um álbum cover: O primeiro, intitulado “Santa Madre Cassino” (2001), trazia um som ainda cru, com fortes referências do country americano, principalmente pelo banjo presente na maioria das músicas.

(Foto: Reprodução)

O segundo, “Música para beber e brigar” (2003), vinha com uma pegada pesada do Metal, mas ainda com a essência proposta pelo grupo e com letras que falavam das aventuras pelos bares e até um teor crítico na faixa “Maldito Hippie Sujo”. O terceiro, “To Hell With Jhonny Cash” (2005), foi um tributo ao canto americano Jhonny Cash. O quarto, A Arte do Insulto (2006), é um dos mais famosos do grupo por combinar todos os elementos da banda de maneira harmoniosa.

O quinto, “Odiosa Natureza Humana” (2011), assim como o título, demonstra todo o descontentamento do grupo com tudo ao redor, seja nas letras ou no instrumental. O sexto, “Thunder Dope” (2012), o trabalho mais fraco do grupo, traz faixas em português e inglês com músicas pouco carismáticas, com exceção de Mulher Diabo. Por fim, em 2015, foi lançado “Pior Cenário Possível”, de longe um dos melhores trabalhos da banda, que deixou um pouco de lado as mesas dos bares e trouxe uma nova sonoridade com instrumental e vocais pesados, letras carregadas de tensão, além de críticas sociais e políticas profundas em algumas faixas.

Amada e odiada por muitos, a banda com certeza se consagrou como uma das maiores do gênero no Brasil ao longo dos anos de atividade. Como disse o crítico musical Regis Tadeu em uma entrevista: ” “Muita gente acha um absurdo, mas… Sim, o Matanza é uma banda legal e que faz um show melhor ainda. Ao vivo, os caras mandam muito bem e as canções fazem muito mais sentido do que aquilo que você ouve no CD. É claro que você precisa entrar na vibe Jhonny Cash metal caminhoneiro cafajeste para curtir e divertir com as canções escrachadas “.

Após toda essa trajetória, os integrantes do grupo passaram a ter divergências artísticas, querendo seguir novos rumos e vendo que da forma que estavam não conseguiriam mais prosseguir. Muito se especulava se esse foi realmente o motivo do fim da banda, o que gerou ainda mais dúvidas após entrevistas do vocalista Jimmy London em que, indiretamente, afirmava ter sido demitido. Também há os que digam que as atitudes dele dentro da bandas ao longo dos anos foram responsáveis pelo afastamento.

Seja por divergências criativas, com cada um querendo criar um som diferente, por cansaço após 22 anos de estrada (o que é para poucos) ou até por uma relacionamento conturbado, o fato é que o fim do Matanza deixou milhares de fãs órfãos daquele som único no Rock brasileiro. No entanto, como logo em seguida foi visto, havia uma esperança de que tudo não acabasse definitivamente.

Jimmy & Rats

Movido pela vontade de ainda fazer música, Jimmy juntou outros amigos para compor o Jimmy&Rats (Foto: Reprodução)

No fim de 2018, após alguns meses do fim do Matanza, Jimmy London anuncia sua entrada no Rats, banda já conhecida no cenário mais indie do Rock brasileiro, com um estilo definido como “Irish Punk”, juntando hardcore e folk, com pegadas fortes do banjo e acordeom típicos do som feito na Irlanda. O grupo já possuía uma grande amizade com Jimmy desde o início, já que ele havia produzido o disco de estreia da banda. Dessa forma, foi criado o Jimmy&Rats, uma nova fase para ambos os lados.

Logo após o anúncio, o novo grupo lançou uma série de 6 vídeos gravados no Alto Estúdio com a apresentação de músicas do Matanza e do Rats, além de um cover da clássica “Redemption Song”, de Bob Marley. E como uma luva, Jimmy entrou no grupo para deixar tudo ainda melhor.

O Rats sempre foi uma banda com uma boa sonoridade, mas que após a entrada de London, percebeu que o que faltava era um vocal potente como o dele para deixar tudo ainda mais forte. O novo som criado era algo único, diferente do Matanza e que parecia ter deixado Jimmy muito mais confortável e perto daquilo que realmente queria seguir.

Em fevereiro de 2019, o grupo lançou o videoclipe de Sol Menor, música que mostra todo o potencial do novo grupo. Em abril do mesmo ano, o Jimmy&Rats realiza uma apresentação no clássico Estúdio Showlivre, consolidando a formação e mostrando para o público o que viria pela frente.

Já no início de 2020, foi anunciado que seria lançado um álbum com faixas inéditas, tendo as gravações sido finalizadas em março e o lançamento previsto ainda para esse ano. Só nos resta aguardar.

Matanza INC

Grupo quis dar continuidade após o fim com o antigo vocalista (Foto: Reprodução)

Enquanto Jimmy traçava outros rumos, no início de 2020 foi anunciada a criação do Matanza INC, banda formada por todos os integrantes do antigo Matanza, agora com os vocais de Vital Cavalcante. A reunião dos membros antigos com um novo vocalista gerou ainda mais certezas do público de que Jimmy havia realmente sido demitido, causando certo rancor aos fãs do grupo, muitos considerando ainda que essa nova reunião seria igual ao Sepultura sem Max Cavalera (que é muito bom, mas algo diferente) e até ao Raimundos sem Rodolfo Abrantes.

Em 2019, o grupo lançou o álbum “Crônicas do Post Mortem: Um Guia para Demônios e Espíritos Obsessores”, com faixas inéditas e com o novo vocalista. Apesar de ser um novo momento para os integrantes e para a nova banda, o disco muito se assemelha à sonoridade que era feita pelo Matanza,.

Com vocais de Vital que lembram Jimmy London, o disco gerou algum desconforto por parte dos fãs, que esperavam uma pegada diferente do que já era feito. De modo geral, o álbum é muito bom e a nova formação mandou muito bem.

Matanza Ritual

Grupo com grandes nomes do Metal se juntaram para celebrar o Matanza (Foto: Reprodução)

E para a surpresa de muitos, no fim de 2019 foi anunciada a criação de um supergrupo para celebrar os grandes clássicos do Matanza com shows em várias cidades do país em 2020, que provavelmente serão adiados por conta da pandemia do novo coronavírus. Só de ver a composição do grupo já dava pra ver a porrada que viria por aí, com nomes gigantes de bandas consagradas do país: na guitarra, Antônio Araújo, do Korzus; no baixo, Felipe Andreoli, do Angra; na bateria, Amilcar Christófaro, do Torture Squad; e, claro, Jimmy London.

Recentemente, no dia 17 de abril, o Matanza Ritual lançou como primeira trabalho a regravação de um dos maiores clássicos do Matanza, “Tempo Ruim”. A versão da faixa pela nova banda veio carregada com mais peso e diferenças sutis se comparada à original, o que mostra como se dará o novo projeto.

Apesar da tristeza que foi sentida pelo fim do Matanza lá em 2018, o futuro reservava para os fãs três novos grandes projetos que trariam toda a essência da banda com outra roupagem e de novas maneiras. O que resta agora é acompanhar todos os trabalhos e ficar atento a cada um, sabendo que agora todos estão no lugar em que queriam estar.

Ergam seus copos ao que está por vir…

Música

Lexa lança clipe de ‘Quebrar seu Coração’ com participação de Luísa Sonza

Cantoras gravaram produção em São Paulo e lançam resultado nesta sexta-feira (23) pela Som Livre.

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O clipe de “Quebrar Seu Coração”, parceria de Lexa com Luíza Sonza, era um dos mais aguardados, com inúmeros pedidos dos fãs nas redes sociais. A espera acabou! As cantoras se reuniram para a gravação em São Paulo e o resultado já está disponível a partir desta sexta-feira (23), no YouTube – veja aqui. O single, que já soma quase 1,8 milhão de plays nas plataformas de música, faz parte do álbum ‘LEXA’, lançado em setembro pela Som Livre, e que ganhará uma versão DELUXE com faixas inéditas em dezembro – ouça aqui.

Para a produção, Lexa ostenta três looks de tirar o fôlego trabalhados nos tons azul e rosa. Abusando do colorido e da sensualidade, ela vem carregada de muitos brilhos e acessórios, assim como a parceira Luísa. A direção de João Monteiro & Audrey Nobrega apostou em um conceito urbano, protagonizado por mulheres empoderadas e seguras de si. A estética traz vibes dos anos 70, com cores fortes, botas de cano alto, boinas e lenços na cabeça. O videoclipe foi gravado no bairro da Liberdade, em São Paulo.

E como a dança é uma das marcas registradas da Lexa, em breve a cantora lança em suas redes um desafio com a coreografia de “Quebrar Seu Coração”.

‘LEXA’! Em alto e bom som, o nome do novo álbum da cantora foi escolhido por representar um reencontro de suas raízes. Vivendo mais um marco importante em sua trajetória profissional, seu segundo trabalho neste formato foi lançado em setembro pela Som Livre com 9 faixas, sendo 6 inéditas, e com ecléticas participações especiais: Luísa Sonza, Márcio Vitor (Psirico), Bruno Cardoso (Sorriso Maroto) e Pedro Sampaio. A produção é dos Dogz, formado pelo trio Pablo Bispo, Sérgio Santos e Ruxell, com produção executiva assinada pela empresária e mãe da cantora, Darlin Ferrattry.

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Música

Netflix anuncia data de lançamento de documentário de Emicida

‘AmarElo – É Tudo Pra Ontem’ mescla cenas do show histórico no Theatro Municipal à história da cultura negra brasileira.

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A Netflix anunciou hoje a produção do documentário Netflix AmarElo – É Tudo Pra Ontem, de Emicida, com animações, entrevistas e cenas de bastidores. Usando o show do rapper no Theatro Municipal em 2019 como espinha dorsal, o filme dirigido por Fred Ouro Preto explora a produção do projeto de estúdio AmarElo e, ao mesmo tempo, a história da cultura negra brasileira nos últimos 100 anos.

Nele, estabelece-se um elo importante entre três momentos relevantes da história negra brasileira: a Semana de Arte Moderna de 1922; o ato de fundação do Movimento Negro Unificado (MNU), em 1978, pela valorização da cultura e de direitos do povo negro; e o emblemático espetáculo de estreia de AmarElo, que aconteceu no mês da consciência negra, novembro, em 2019. 

“São quatro décadas que separam a nossa ascensão ao palco do Theatro Municipal do encontro das pessoas do MNU naquelas escadarias. Então subir ali e gritar ‘obrigado, MNU’ pro mundo é para que eles saibam que é da luta deles que nasce um sonhador como o Emicida”, diz o rapper.

“Quando eu cheguei aqui, tudo era impossível, qualquer coisa que falávamos era tida como problemática e improvável de se realizar. Hoje, não é mais. E é dessa forma que quero que lembrem do meu nome no futuro, como alguém que sabia que o impossível era grande, mas não maior que si. O palco do Municipal abrigou alguns dos mais importantes movimentos da arte do planeta e acho que caminhamos para ser isso”, completa Emicida. 

O documentário, de 90 minutos, tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro de 2020. A Netflix e Laboratório Fantasma ainda terão um segundo projeto, que será lançado em 2021.

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Música

Rumores apontam live patrocinada e música inédita de RBD em outubro

Especulações tomaram conta da internet após anúncio do Spotify.

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RBD fez sucesso no mundo inteiro e deve fazer apresentação especial em outubro (Foto: Divulgação/EMI)

Entre 2004 e 2008, a cultura pop da América Latina só falava sobre um assunto: RBD, banda originada na novela Rebelde, exibida pela Televisa e distribuida pelo canal SBT no Brasil. Após o fim apressado do grupo, os pedidos por um retorno nunca cessaram por parte de fãs apaixonados no mundo inteiro, mesmo tendo passados longos 12 anos desde o fim.

Na noite da útlima quinta-feira (27), o Spotify anunciou oficialmente, o catálogo do grupo mexicano RBD em sua plataforma de streaming. No entanto, desde o dia 28 de agosto, publicações feitas por cinco dos seis integrantes do RBD deram pistas de que essa não era a única novidade envolvendo o nome do grupo.

Anahi, Dulce Maria, Mayte Perrone, Christian Chaves e Christopher Uckerman compartilharam vídeos sobre uma página chamada RB2, linkada nas redes sociais de cada um deles, em que exibe uma contagem regressiva para o dia 4 de outubro, considerado o “Dia Mundial de RBD”.

Pista 1: Ucker muda de tom

Pistas foram deixadas pelos integrantes antes do grande anúncio. Primeiro, Christian e Christopher fizeram lives em suas respectivas sociais em que falaram, não por acaso, sobre, entre outras coisas, RBD e as novidades que virão. Fazendo mistério, Christian foi direto ao dizer que o anúncio das músicas no Spotify não era a única novidade e que os fãs ficariam felizes com o que viria a ser anunciado.

Na ocasião, Ucker falou pela primeira vez sobre a sente saudade de dividir o palco com seus colegas de banda e que aceitaria participar de um reencontro. Antes disso, o cantor evitava falar sobre o grupo publicamente.

Pista 2: comunicação do RB2

Quase nada se sabe sobre o que de fato se trata o RB2. Pode ser um retorno do grupo com outro nome, pode ser o título de um projeto específico, datado, pode ser o nome de uma turnê, ainda não há precisão. No entanto, o site do RB2 descreve o projeto da seguinte maneira:

“Registre-se para ser parte de uma nova união de amor, esperança, alegria e música para o mundo”.

Pista 3: ênfase no Spotify

A partir de outubro, as músicas de RBD estarão disponíveis em todas as plataformas digitais de streaming de áudio. No entanto, a campanha envolvendo os integrantes da banda chama atenção, exclusivamente, para o Spotify.

Com isso, rumores apontam que um reencontro da banda estaria sendo patrocinado pela plataforma e que, com a oportunidade, o grupo estaria planejando lançar uma música inédita no dia 4 de outubro. Convidados especiais estariam sendo negociados para essa live.

https://twitter.com/SpotifyBR/status/1299135755005161473

Alfonso Herrera

Desde quando os integrantes da banda iniciaram as promoções do RB2, Alfonso Herrera, protagonista da principal dupla do projeto Rebelde, não foi mencionado em nenhuma peça de divulgação. Há quem diga que o ator não quer mais se envolver com o projeto, mas os principais rumores apontam que a negociação com Alfonso não foi fechada por discordâncias sobre se tratar, supostamente, do retorno da banda em uma live paga. Especulações dizem que Alfonso é contra a ideia e que o projeto devia ser gratuito. Tudo, por enquanto, apenas rumores.

Vale lembrar, portanto, que, a partir do dia 3 de outubro, todas as músicas do grupo estarão disponíveis no Spotify, Deezer e Apple Music a partir das 21h.

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Música

Segundo colunista, cantores chegam a lucrar o dobro do cachê normal em live

O sertanejo Gustavo Lima é um dos que mais faturaram no auge das apresentações online.

Segundo o colunista, a cantora Luisa Sonza faturou R$ 120 mil em show online (Foto: Reprodução/YouTube).

Sem poder promover seus trabalhos devido ao novo Coronavírus, artistas do mundo todo encontraram nas lives a melhor ferramenta para divulgar seus lançamentos e gerar receita. No Brasil, a transmissão de shows online vem sempre acompanhada por merchan, com a logomarca dos patrocinadores estampada nas telas e nos materiais de divulgação.

Ainda que esses shows, para o público, estejam longe de ter a mesma energia que nos espaços físicos, para os artistas a coisa é bem diferente. Segundo o Leo Dias, colunista do Metrópoles, o cachê dessas transmissões chegam a custar o dobro do valor normal, totalizando em média R$ 120 mil a R$ 300 mil.

Contudo, esse valor pode mudar de acordo com o segmento do artista. De acordo com o colunista, as lives do sertanejo Gustavo Lima, por exemplo, têm orçamento estimado em R$ 400 mil. Além disso, no auge desse tipo de apresentação, no mês de maio deste ano, o cantor pode ter recebido R$ 3 milhões pelo show do dia 22.

Atrás do sertanejo, lives como a de Wesley Safadão + Raça Negra e Fernando e Sorocaba custaram aproximadamente R$ 230 mil e R$ 144 mil, respectivamente. Luisa Sonza, Carlinhos Brown, Belo, Lucas Lucco também são outros nomes citados pelo colunista, com orçamento estimada entre R$ 100 mil a R$ 120 mil.

Confira a tabela divulgada por Leo Dias:

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