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Coberturas

Cinemark leva experiência ainda mais imersiva para a CCXP19

Rede de cinemas assina o principal auditório do festival e oferece experiência de alta qualidade ao público.

Um dos espaços mais disputados da CCXP, o Auditório Cinemark XD retorna em 2019 ainda mais tecnológico. Parceira do festival desde 2015, a Rede Cinemark acaba de anunciar novidades que vão proporcionar uma experiência ainda mais real e imersiva para o público. Os conteúdos dos grandes estúdios, publishers e players do entretenimento mundial serão apresentados em uma nova tela de projeção, a Severtson SAT 4K, que é considerada uma das melhores do mundo. Já as projeções ficam por conta da Christie, empresa de tecnologia que leva para o festival o inovador sistema Laser RGB e garante uma qualidade maior de luz na tela, com 30 mil lumens. 

A cenografia será outro ponto alto do auditório, que é o maior da América Latina e tem capacidade para mais de três mil pessoas. Os cubos que aparecem no palco e no teto voltam com o dobro da quantidade em relação ao ano passado, tornando o espaço ainda mais imersivo e proporcionando ao público um verdadeiro show de cores. Em sua 6ª edição, o maior festival de cultura pop do planeta acontece entre 5 e 8 de dezembro, no São Paulo Expo. 

Além do auditório, a parceria entre a Cinemark e a CCXP também contará com as tradicionais pipocas salgadas e doces, refrigerantes, combos e outros produtos de snack bar nos diversos pontos de venda que estarão espalhados pelo evento. No lado externo, o Popcorn Truck está de volta, além de mais 11 carrinhos oferecendo os produtos da marca. Outra ação muito esperada pelo público é o lançamento dos produtos ligados ao universo geek que a rede leva especialmente para a CCXP – como baldes de pipocas e óculos 3D de Star Wars, Aquaman e da Capitã Marvel, lançados em edições anteriores. Em 2019, o tema ainda será revelado. 

“Desde o início buscamos uma parceria que oferecesse uma experiência inesquecível para o público. A CCXP e o Cinemark se unem a cada ano para criar ineditismo, mais qualidade, conforto e tecnologia para o Auditório Cinemark XD. É um case de como as marcas podem gerar valor e se superar a cada ano, criando detalhes que surpreendam os visitantes”, conta Otávio Juliato, CCO do Omelete&CO.

“Com a parceria consolidada, a Cinemark e a CCXP se unem mais uma vez com o objetivo de proporcionar ao público uma experiência especial do início ao fim. Este ano, o Auditório Cinemark XD vem com tecnologia, qualidade e conforto ainda maiores. Estar na CCXP e nos conectar com o universo pop é um momento ‘épico’ para a marca já que os fãs de quadrinhos, games e filmes são os mesmos que frequentam as nossas salas”, ressalta Bettina Boklis, diretora de Marketing da Rede Cinemark.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC Confira a programação completa da Mostra Sesc de Cinema em São Luís

Evento acontece de 19 a 28 de Novembro e exibe 70 produções brasileiras

Além da seleção lançada em Paraty, com 42 filmes das cinco regiões do Brasil, a MSDC conta com o Panorama Maranhão que traz 28 produções locais. O evento está agora em seu terceiro ano de existência, mas ao funcionar como uma plataforma de facilitação de acesso do público a um rico material cinematográfico que é a cara do Brasil, a Mostra prova sua importância e relevância para o cenário cultural do nosso país.

No Maranhão, a MSDC acontece de 19 a 27 de novembro no Cine Praia Grande com os Panoramas Brasil e Maranhão. E de 26 a 28 de novembro no Teatro Sesc Napoleão Ewerton com o Panorama Infanto Juvenil. Lembrando que toda a programação é gratuita.

Além das exibições, a MSDC também vai oferecer a Oficina de Criação e Desenvolvimento de Séries de Animação, com Otoniel Oliveira do Iluminuras Estúdio de Animação (PA).

Para ficar por dentro da MSDC, acompanhe a cobertura pelas redes sociais do Volts – e clicando AQUI você tem acesso a grade com todos os horários.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC – Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Sudeste

Os filmes selecionados vêm dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Sudeste são as estrelas. Vai vendo.

Fabiana (São Paulo, São Paulo) 89min, longa-metragem, documentário, 2018

‘Fabiana’ é o longa dirigido e escrito pela goiana Brunna Laboissière cuja proposta interessa de cara: pegar carona no caminhão da mulher trans e também lésbica que dá título ao filme. Uma figura poderosa, despachada e cheia de bagagem que segue baforando seu cigarrinho pela janela enquanto compartilha vivências.

O universo da estrada é por si só uma fonte infinita de histórias, mas Fabiana é um ponto de resistência numa profissão dominada por homens – não meramente por ser mulher e caminhoneira, mas também por sua orientação sexual. Porém, infelizmente o potencial fica perdido na estrada. A condução do filme é surpreendentemente passiva, desperdiçando a oportunidade de explorar a evidente riqueza do material.

E dá pra entender a intenção de Laboissière de não interferir, por exemplo, numa passagem em que Fabiana atende uma ligação e aparentemente recebe uma notícia ruim, desliga a chamada e fica em silêncio por longos minutos, balbucia algo e segue em silêncio até que a diretora pergunta “O que houve?” e aí ela finalmente conta. Outras sequências se limitam a contemplação pura e simples. Ou seja, a fartura do material exige mais intervenções e ao público resta sair da sessão como quem esperava uma viagem memorável e pegou apenas uma caroninha curta.

Plano Controle (Belo Horizonte, Minas Gerais)16min, curta-metragem, ficção, 2018

Se a turma do Twitter produzisse um filme, seria esse Plano Controle. Um flerte divertido com a ficção científica ensaia um Brasil onde o teletransporte é uma realidade e pode ser acionado como quem ativa um pacote de dados de internet móvel.

Escrito e dirigido por Juliana Antunes, o curta brinca com viagens no tempo pra fugir da realidade dura de 2016 com o golpe que tirou Dilma da presidência. Pra ilustrar os deslocamentos no espaço-tempo, o filme investe numa bricolagem de cenas icônicas da cultura pop nacional que vão de Van Damme dançando com a Gretchen no palco do Gugu a clássicos musicais dos anos 90. Sendo assim, onde “Plano Controle” falta em fazer sentido, sobra no senso de humor. 16 minutos bem aproveitados.

Navios de Terra (Belo Horizonte, Minas Gerais) 70min, longa-metragem, ficção, 2018

Esse longa de ficção dirigido por Simone Cortezão é um investimento pesado na estética do marasmo. Conceitual e visualmente promissor, o filme pensa a exploração de minério como o “deslocamento de montanhas” do Brasil a China e vice-versa. Seu protagonista (Rômulo Braga) sai de Minas e vai de navio ao outro continente em busca desses encontros muito subjetivos que ninguém sabe direito explicar. Nesse meio tempo o que se vê é um filme lentíssimo e frequentemente até arrastado onde quase nada acontece.

Jéssika (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro) 19min, curta-metragem, ficção, 2018

Jéssika, filme de Galba Gogóia, propõe uma discussão pertinente sobre a importância do acolhimento familiar em diversos níveis ao trazer a travesti do título de volta a casa onde cresceu como menino, pra reencontrar a mãe.

Pouco criativo na direção, o filme gira em torno de um diálogo na mesa do café (em plano e contraplano) onde muitos “não-ditos” e mágoas ficam evidentes assim como o amor entre as duas personagens, que é o que acaba gritando mais alto no fim das contas, mas tanto na vida quanto no filme, não é só o que importa. Infelizmente para Jéssika, como para tantas outras, apenas ser chamada pelo nome, já é uma imensa prova de aceitação pra quem cresceu acostumada a viver na defensiva.

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Coberturas

#VoltsNaMSDC Confira aqui as críticas do Panorama Brasil – Filmes da Região Nordeste

Os filmes selecionados vêm dos estados da Bahia, Ceará, Sergipe, Paraíba e Pernambuco

Ao todo, a Mostra Sesc de Cinema 2019 conta com 42 filmes e aqui no Volts você confere nossos comentários sobre todos eles. Nesse post, as produções da Região Nordeste são as estrelas. Vai vendo.

Mateus (Recife, Pernambuco) 80min, longa-metragem, documentário, 2017

Essa doçura de documentário em formato road-movie é um breve passeio pela cultura popular pernambucana que só prova quão vastas e ricas são as tradições culturais do nosso país. Os palhaços Jurema e Bandeira vão rasgando a estrada a bordo de um fusquinha azul 78 em busca dos veteranos ‘brincadores’, palhaços que são chamados de ‘Mateus’ na região da Zona da Mata norte-pernambucana.

O doc. dispensa o didatismo que até poderia esclarecer os termos “Loa”, “Cavalo Marinho” entre tantos outros e prefere focar nos personagens como seu Zé de Bibi e o Mateus Martelo que, já idosos, seguem como guardiões de um saber popular tão belo e puro. “Pessoas assim enchem a minha alma de alegria”, diz Jurema em certo trecho – e assim também é o filme que emociona e diverte na mesma intensidade.

Ilha (Salvador, Bahia) 92min, longa-metragem, ficção, 2018

O que o Cinema quer da gente é coragem” … “Vocês vão ter que engolir a seco a minha subjetividade”… “O amor ensina e mata aqueles que não tem imaginação”. Assim é o longa-metragem de Ary Rosa e Glenda Nicácio, cheio dessas frases de efeito e citações, nunca dispensa a oportunidade de ser viajativo, às vezes é cafonaço, mas sempre muito consciente do próprio conceito de ser um filme provocativo e intrigante sobre a arte de fazer filmes.

Em Ilha o uso da quebra da quarta parede ganha um contorno diferente já que quem olha para a lente não encara exatamente o público e sim Thacle, o personagem que opera a câmera. E enquanto o filme dentro do filme vai sendo feito, as barreiras entre realidade e ficção vão se estreitando e memória e Cinema se misturam pra terminar no abraço. O abraço que Emerson dá em seus pais da ficção é também um acerto de contas com os pais da vida real e por isso a cena cresce tanto. Já o abraço final pode até ter lá a sua dose de cafonice, mas é marcante como é também o filme inteiro. Os dois.

Orin: Música para os Orixás (Salvador, Bahia) 73min, longa-metragem, documentário, 2018

Esse documentário em longa-metragem dirigido por Henrique Duarte parte da interessante premissa de que os cânticos e ritmos do candomblé tiveram papel determinante na construção de diversos gêneros musicais brasileiros, do samba ao funk. Dessa forma, o texto vai evoluindo e faz perceber que a música está relacionada a uma ancestralidade que chega até mesmo a extrapolar o território da religião.

O filme também é hábil em explorar detalhes que vão desde a feitura dos atabaques até a curiosa hierarquia dos instrumentos. Nesse sentido, as diferentes danças de cada orixá rendem um dos momentos mais belos do longa. Por fim, a simbiose entre fé e som revela uma forma de arte que flui para além dos terreiros e vai parar, como o doc. explica, na pauta da Rumpilezz Orquestra em Salvador até virar referência central para um grupo de rap.

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