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Artigo Otaku

Artigo Otaku | Do Otaku Ocidental (I)

Este é o primeiro de uma série de artigos sobre a comunidade otaku ocidental atual.

O espaço destinado pelo VOLTS para reflexões sobre a Cultura Otaku torna bem estimulante o pensar sobre essa tribo social em cada novo artigo. A série que se inicia aqui é um ensaio para debater justamente como nós – os otaku – estamos organizados hoje.

Há 36 anos, o jornalista e crítico social japonês Akio Nakamori trazia ao seu povo a definição moderna para o termo otaku.

Satírico, Nakamori retratou em textos publicados na revista adulta Manga Burikko comentários pouco atraentes a respeito dos fãs de animações e quadrinhos em auge no seu país naquela época, tais como Yamato Battleship, Gundam e até mesmo o clássico Castelo Cagliostro. A crítica do jornalista buscava retratar como na sociedade japonesa dos anos 1980 estavam se organizando movimentos de pessoas em torno de elementos midiáticos ficcionais de forma intensa e – aos olhos dele – desequilibrada.

Trazendo à tona o pronome em desuso para “você”, Nakamori reuniu os mania, nekura-zoku e byouki em um único grande grupo a fim de comentar sobre suas aventuras diante da Comiket (a maior convenção otaku do Japão). A pergunta chave do texto mais popular dos “Estudos de Otaku” (Otaku no Kenkyu), como ficaram conhecidos seus artigos, é:

“Então, que tipo de otaku és tu?”

De lá para cá muita coisa mudou – e muitas nem tanto – e o termo carregado de deboche e mal recebido inicialmente tornou-se o título perfeito para definir o fã da indústria do manganime japonês. Está certo que ainda hoje há quem tenha controvérsias sobre ser chamado de otaku, mas já é uso comum para milhões de pessoas, para a mídia.

Hoje já trabalhamos com definições diferentes. Há o otaku tradicional, nascido no Japão, e há o otaku ocidental… Otaku ocidental? Pois é, a globalização permitiu que o otakuway saísse do arquipélago no Oceano Pacífico e conquistasse diversos rincões do planeta.

É esse otaku ocidental que vem ajudando a pautar a indústria que tanto aprecia. Será isso realmente a verdade? Um olhar mais profundo faz crer que há um jogo ilusório entre produtores e consumidores onde ambos alegam dizer ter um bom relacionamento e controle sobre aquilo que chamam de cultura (a Cultura Otaku), quando na verdade somente um lado da corda detém o legítimo controle. Eu nem preciso dizer qual não é?

Ao longo desta série debateremos sobre como a visão ocidental impacta o entretenimento japonês e como ele se organiza diante da multifacetada comunidade otaku que se criou nessas mais de três décadas passadas.

Para dialogar com os dois grupos de otaku – o tradicional e o ocidental – a mídia japonesa vem se organizando em uma vertiginosa formação de combate onde o consumidor é inserido dentro do centro do campo de batalha, numa mentirosa sensação de espaço, ao mesmo tempo que é cercado pelos flancos pelas inúmeras diretrizes e fetiches e advindos das noções de mercado da indústria.

Esse embate se intensifica e envolve outras entidades e pessoas que buscam manter a sociabilidade e a moralidade alinhadas, algo que no mundo dos otaku às vezes parece estar perdido. Enquanto a ONU apresenta novas diretrizes que buscam eliminar qualquer indício de sexualização infantil em conteúdos de entretenimento, tais como animações, nunca se viu tanto conteúdo inapropriado sendo produzido e disseminado pela indústria e pelos fãs.

Quando outros discutem a falta de representatividade femininas em jogos o que vemos, ouvimos e lemos são ataques carregados de ódio ao formadores de opinião que tentam alertar seu seguidores que machismo é errado e compromete o bem estar social; que alimentá-lo no entretenimento é concordar com ele no mundo real.

Ao passo que todos falam em promover a Cultura Otaku, mas ninguém quer admitir que por mais importante que tenham sido (e ainda sejam!) scans e subs não são caminhos legais para isso.

Resumindo, o otaku ocidental é isso: retalhos de hipocrisia. Mas nada de espanto! A sociedade é assim também.Jean-Jacques Rousseau uma vez disse que o homem seria bom por natureza e que a sociedade o corrompeu. O ícone da filosofia iluminista ao falar sobre a moral criou um argumento ainda hoje muito sustentado (com ressalvas!) de que o perigo está na forma como nos organizamos em conjunto.

Entretanto neste artigo sou capaz de afirmar que Nietzsche tinha motivos para discordar do pensador. Isso porque se a sociedade existe é a motivação está no ser humano que se reúne, portanto ela [a sociedade] não corrompe o homem e sim nasce corrompida pelo próprio criador que imprime nela suas ambições.

Com os otaku é simplesmente o mesmo. Há muita maldade no meio da tribo porque há uma forte intensão de manifestar fetiches e ambições. Numa tentativa de fuga social, o otaku replica aquilo que não pode ou não deve na realidade e constrói sobre si um castelo de cartas prestes a ruir sustentado apenas pela arrogância.

Esse é o otaku ocidental, que dialoga com os argumentos da boa sociedade e, contudo, por causa do seu fetichismo ainda não conseguiu compreender que mudanças devem ser feitas e que as críticas de Akio Nakamori ao otaku tradicional são as mesma repetidas nos dias de hoje. O que nos leva a perguntar também:

E você, já sabe que tipo de otaku é?

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Artigo Otaku | Shounen no Brasil e dados da Crunchyroll

Empresa divulgou dados da audiência do 1º trimestre de 2020.

Nessa semana a Crunchyroll divulgou dados de suas audiência referente à Temporada de Primavera 2020 (que diz respeito aos período Janeiro-Fevereiro-Março) e é possível levantar hipóteses ou constatar algumas coisas ao analisar os os dados compartilhados.

Entre as hipóteses: 1) o consumo não legalizado de animê influencia na métrica; 2) ou o otaku brasileiro ainda não se acostumou a consumir o que vai para além do senso comum no que diz respeito aos animês disponíveis no mercado.

Já entre as constatações: 1) título advindos da demografia shounen seguem sendo muito populares no mundo; 2) o brasileiro não foge a regra e ama muito o shounen.

Vamos entender isso.

PAÍSES COM MAIS VIEWS POR USUÁRIO

O primeiro dado disponibilizado pela Crunchyroll relata que no 1º trimestre de 2020 os dez paízes com o maior número médio de views por usuário foram:

Sistematizando os dados temos 4 países da América do Sul e 2 da América Central (contabilizando 6 da América Latina), 2 países da Europa (Itália e Polônia) e 2 da Ásia (índia e Filipinas). Infelizmente, sem números que quantifiquem o debate e nos ajudem a avaliar isso em relação ao comparativo populacional dos próprios países, o que se pode concluir – ao menos – é que estando disseminado em muitos países e culturas os animês fazem parte da rotina de muita gente.

No entanto, como é o perfil desses consumidores? Provavelmente esses dados levem em conta views por episódio, assim um único usuário pode render muitos views assistindo Naruto, Naruto Shippuden e Boruto: Naruto Next Generation, que juntos ultrapassam a marca de 800 episódios. Da mesma forma, outro usuário pode assistir dez títulos diferentes com número médio de 13 episódios (1 cour predefinido para um trimestre) e contabilizar 130 episódios assistidos sem contar com séries completas maiores ou série grandes ainda em exibição (One Piece, por exemplo).

Sem saber com exatidão quanto usuários há por país ficamos apenas na expectativa de perceber que diferente de nós brasileiros esse público listado gasta muito mais tempo na plataforma, o que pode ser traduzido de duas formas também: a) ou o público brasileiro ainda usa muito pouco o catálogo da Crunchyroll disponível (mesmo com exibição de conteúdo dublado e etc.) e se limita a ´poucos títulos (falaremos disso mais a frente!); 2) ou no fim, comparado ao sempre presente debate de fãs nas redes sociais, o número de assinantes não é tão expressivo como deveria ser para o nosso país.

Prefiro acreditar na opção “a”. Segundo dados da própria empresa sua comunidade de usuários gasta aproximadamente 85 minutos por dia assistindo séries na plataforma. Considerando que um episódio de animê tem em média 23 minutos de duração isso significa que por dia 3,7 episódios são vistos por pessoa (isso pode ser tanto de uma mesma série ou de séries diferentes). Se arrendondarmos para 4 podemos dizer que cerca de 120 episódios são vistos em um mês por uma única pessoa, o que chega bem perto do exemplo citado acima onde um único usuário acompanha no mínimo dez séries diferentes. Mesmo assim não dá para precisar isso já que temos infinitas possibilidades de consumo disponíveis num universo de 50 milhões de usuários para mais de 700 títulos disponíveis.

ANIMES MAIS VISTOS NO INVERNO 2020

Antes de entrar no mérito do Brasil em si, temos um segundo dado que diz respeito aos vinte animês mais vistos pelo plúbico assinante da Crunchyroll (o que inclui os mais de 200 países onde a plataforma está inserida).

Entre os vinte títulos acima listados é imperativo dizer que somente um não pertence a demografia shounen: Re:Zero -Starting Life in Another World-. O título, que entra na lista muito devido a recente disponibilização da versão de corte do diretor Masaharu Watanabe e que conta com episódios com duração aproximada de 50 minutos cada (mais que o dobro da versão inicial), é listado como seinen desde a sua primeira publicação oficial com a light novel lançada pela Media Factory.

Além de Re:Zero cabe destacar que: That Time I Got Reicarnated as a Slime e The Rising of The Shied Hero também são originalmente web novel ou light novel. Além disso, Darling in the Franxx é um animê original (Cloveworks/Studio Trigger), Radiant é baseado em um quadrinho francês (o primeiro a ser publicado no Japão), Welcome to Demon School! Iruma-kun é baseado em um mangá publicado pela Akita Shoten e Mob Psycho 100 é baseado em um mangá publicado pela Shogakukan. Por fim, Attack on Titan é baseado em mangá publicado pela Kodanha. Todos os demais são baseados em mangás licenciados pela editora Shueisha publicados ou em publicação pela revista Weekly Shounen Jump (com exceção de Boruto: Naruto Next Generations, que era publicado na Weekly Shounen Jump até julho do ano passado quando foi transferido para a revista V-Jump também pertencente a editora).

Podemos constatar que o shounen, a partir da premissa Esforço-Amizade-Vitória, mundialmente popularizada pela Weekly Shounen Jump, ainda rende bons frutos no que diz respeito à recepção do público. Saber o porquê dessa preferência não sabemos (e acredito que nem a própria Crunchyroll tenha feito pesquisas junto ao seu público para isso), mas é interessante perceber que mesmo que vejamos essas narrativas serem constantemente questionadas pelas suas repetições, fanservices e demais elementos genéricos ainda são bastantes populares pelo planeta.

Outros fatos interessantes aqui são a presença de Demon Slayer – Kimetsu no Yaiba, que mesmo tendo sido exibido no inverno passado segue sendo popular um ano depois (o que é óbvio dado o hype construído em torno da obra desde então). O mesmo vale para The Rising of Shield Hero que também é do inverno passado e segue popular. Aqui atribuo muito ao fato de a série ser co-produzida pela própria Crunchyroll e propositalmente ter mais material de marketing envolvido nisso em suas plataformas e redes sociais. O comentário sobre essa série em específico se dá pelo fato dela ter sido alvo de muita polêmica durante sua exibição original que dividiu o público entre prós e contrários à animação.

OS MAIS VISTOS DO BRASIL

Mas e no Brasil? O que nosso público assistiu nos três primeiros meses de 2020? Bom, não poderia ser muito diferente do que se viu nos dados mundiais. O shounen segue sendo o preferido dos brasileiros também.

O que se percebe ao avaliar esses dados é que algumas fanbases bem específicas ajudam a construir o cenário do consumo de animês em nosso país ainda com muita propriedade (o que pode ou não ser interessante). É quase que natural que alguns conteúdos considerados hits dentro do metiê otaku se destaquem sobre aqueles mais de nicho (pegando emprestado conceitos usados por Chris Anderson em seu livro A Cauda Longa). No entanto, como isso se torna efetivo para a manutenção do fandom?

A Crunchyroll investe – assim como outras empresas de entretenimento em streaming – em novos títulos diversificados e talvez ainda esteja faltando algo a mais para impulsionar isso. Dentre os dez títulos acima listados apenas quatro estavam com episódios inéditos durante o Inverno 2020 (One Piece, Boruto, My Hero Academia e Black Cover). Isso indica muitos fatores.

Em títulos mais recentes como Demon Slayer – Kimetsu no Yaiba pode significar que a popularização da obra (e aproximação de seu fim no mangá) tenham levado mais pessoas que não viram durante a exibição original verem agora. Mas e no caso de títulos como Naruto Shippuden? O animê encerrou há três anos e mesmo assim segue em alta. É óbvio que esse é um movimento natural onde teremos novos espectadores e mais ainda espectadores antigos revisitando sempre que possível (a questão da afetividade). Só que isso aponta também para uma certa necessidade de se encontrar algo motivador nas novidades lançadas.

A Crunchyroll e as outras até se esforçam trazendo versões dubladas e extras (recentemente muitos OVAs passaram a ser disponibilizados na empresa da princesa ninja), mas ainda depende muito do público despertar para outros caminhos para seu consumo. Nem toda a publicidade e o marketing do mundo vão vencer o boca a boca (ou aquele tweet maroto) que se repete entre indicar sempre os mesmo títulos ou descartar outros.

Nosso mercado editoral, mesmo em crise, contribue bastante para uma mudança de hábitos ao tentar introduzir novos tipos de narrativas advindas do Japão (Boa Noite PunPun, Beastars e a Rosa de Versalhes são alguns exemplos fáceis). Mesmo assim, no Brasil ainda é o animê quem leva o público para o fandom. Sem dúvida nenhuma shounen é bom (não pretendo entrar no mérito de suas tramas genéricas e outras discussões possíveis), contudo é preciso que encaremos uma realidade: se ficarmos consumindo somente isso estaremos sempre na ponta do iceberg do mercado de entretenimento de mídia japonesa.

Quanto as hipóteses listadas no início desse texto, a primeira não tem muita inferência sobre isso. Mesmo quem consome de maneira ilegal deve ter o mesmo perfil. É só considerar que quem fomenta o mercado legalizado um dia já esteve na informalidade (ou ainda está dado diferentes motivos). Já a segunda é mais plausível. O brasileiro ainda não saiu do senso comum e talvez isso possa se dar também por não entender a questão das demografias. Lembre-se: shounen não é um gênero e sim um categoria de mercado adotada no Japão*. Muitas histórias boas podem ser encontradas fora do chapéu denominado shounen sem ferir a personalidade ou maneirismos de ninguém. Se algumas editoras nacionais nos ajudassem a não piorar essa confusão isso seria muito mais fácil (assunto para outra hora!).

Por fim cabe dizer que cada um sabe o que faz com seu dinheiro, tempo e motivação. Quem agradece sempre serão os serviços de streaming, que no fundo querem mesmo é lhes ser úteis não importa para qual finalidade.

Até a próxima e… Sayonara!

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* No episódio #02 do Podcast Otaku eu (Saylon Sousa), Lucas Nash e Otávio de Morais tratamos sobre o tema “Demografias de animês e mangás”. Ouça e entenda mais sobre o assunto. Siga o canal Volts Podcasts no Spotify, Google Podcasts, Apple Podcasts e diversas plataformas.

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Podcast Otaku #03 – O mundo do Mahou Shoujo

Podcast quinzenal debate os assuntos mais quentes do universo otaku.

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PELO PODER DO PRISMA LUNAR! No terceiro episódio do Podcast Otaku, nossos jornalistas mágicos resolveram invocar seus poderes para falarem sobre um dos gêneros mais empoderados do universo de animes e mangás: o mahou shoujo (garotas mágicas). Qual é o fascínio que as garotas mágicas despertam no público e por que ainda há tanto preconceito com o gênero? Ouça e descubra.

O terceiro episódio do Podcast Otaku contou com a participação dos jornalistas Saylon Sousa, Lucas Nash e Otávio de Moraes e convidados.

Nossos podcasts

“Com Elas” é o podcast do Volts sobre ficção especulativa na televisão. É derivado do sucesso programa “GOT com Elas”, também apresentado por Alessandra Medina e Tayna Abreu, que teve até evento de transmissão dos episódios de Game of Thrones e um viral mundial. Agora, o papo se estendeu e você vai adorar!

“220 Podcast” é o primeiro podcast do Volts, lançado em 2017, para debater os temas mais quentes da cultura pop e também sobre cotidiano da equipe Volts. Nesse programa você encontra muita informação e risada garantida.

O “Podcast Otaku” é o primeiro podcast do Maranhão a debater cultura pop japosesa com jornalistas especializados no assunto. Animes, mangás e tudo que é destaque nesse universo passa pela análise do nosso podcast.

O “LiteraPOP” é o nosso podcast, em parceria com o Litera Clube, voltado para literatura e cotidiano de leitores. Todo mês um tema em que nossos apresentadores e convidados compartilham suas experiências e promovem um intercâmbio de universos literários, diminuindo as fronteiras entre a solidão dos leitores.

Onde ouvir

Todos os podcasts do Volts são disponibilizados em uma mesma conta intitulada Volts Podcasts no Spotify. Para ouvir, é só buscar o termo “Volts Podcasts” no sistema de buscas do aplicativo e clicar em “seguir”. Lá, você pode ouvir os episódios via streaming ou fazer o download para escutar depois.

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Podcast Otaku #02 – Demografias de animes e mangás

Podcast quinzenal debate os assuntos mais quentes do universo otaku.

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Shounen ou Shoujo? Qual seu gênero favorito de animes e mangás? Pera aí… Quem disse que esses termos são exemplos de gêneros? No segundo episódio do Podcast Otaku, nossos amantes da cultura pop japonesa debateram sobre as demografias. Para que elas servem? Como são definidas? E por que não podemos considerá-las como gêneros? Isso e muito mais você descobre ouvindo nosso podcast.

O segundo episódio do Podcast Otaku contou com a participação dos jornalistas Saylon Sousa, Lucas Nash e Otávio de Moraes.

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