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Filmes

Aquaman começa a ser gravado nesta semana na Austrália

O filme deve criar mais de 600 empregos e injetar US$ 100 milhões (cerca de R$ 317 milhões) na economia australiana.

Foto: Divulgação/Warner

Cada personagem da Liga da Justiça deve ganhar um filme solo, e o de Aquaman já está mais encaminhado do que muita gente imagina. Isso porque, nesta semana, começam as gravações do longa do Rei de Atlântida, que vão ocorrer no estúdio Village Roadshow, na Austrália. A informação é do jornal Courier Mail.

De acordo com a reportagem, o filme vai criar mais de 600 empregos e injetará US$ 100 milhões (cerca de R$ 317 milhões) na economia local. Essa informação está na reportagem porque, na verdade, é uma matéria que fala dos incentivos do governo australiano a produções de Hollywood.

O filme ainda não tem sinopse, mas já conta com um elenco de peso como Jason Momoa como o Aquaman; Amber Heard no papel de Mera, interesse amoroso de Aquaman; Willem Dafoe como Vulko; Nicole Kidman como Atlanna, a mãe do Aquaman; e Temuera Morrison como o pai do herói e Dolph Lundgren como Nereus, líder do reino aquático de Xebel. James Wan dirige o filme e o roteiro fica a cargo de Will Beall.

Aquaman está previsto para estrear em 21 de dezembro de 2018.

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Filmes

Novas imagens do set de Black Widow confirmam personagem de Florence Pugh

A confirmação da personagem pode ser indício de que uma nova Viúva entrará no MCU

Ainda que não anunciado oficialmente pela Marvel, o filme solo da personagem de Scarlet Johansson, Viúva Negra, está sendo filmado e não é segredo para ninguém (Justice for Scarlet).

Pois novas imagens com o logo do filme “Black Widow” e um vídeo apareceram na internet. Para quem está “escondendo” o filme, as filmagens estão sendo feitas nas ruas da Noruega, como aquela em que Natasha aparece saindo de um supermercado chamado Joker.

Em uma das caixas de manequim aparece a confirmação da personagem de Florence Pugh, ela interpretará Yelena Belova no filme dirigido por Cate Shortland.

Belova, nos quadrinhos, é a segunda mulher a tomar o título de Viúva Negra, após treinar por uma década com o Red Room, as mesmas pessoas que Natasha Romanoff. Durante o treinamento Yelena começa a achar que ela merecia mais que Natasha o título e isso cria animosidade entre elas.

A confirmação da personagem pode ser indício de que uma nova Viúva entrará no MCU, uma vez que Natasha – spoilers – morreu em Vingadores: End Game.

Além de Pugh, estão ainda no elenco David Harbour (Stranger Things, Hellboy) e Rachel Weisz (Disobedience).

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Críticas

Crítica | Democracia em Vertigem

Um documentário sobre lembrança e reavaliação no país da memória-curta

Uma impressão arriscada sobre esse doc: embora Democracia em Vertigem (2019) responda a uma perspectiva igualitária e progressista, não se trata de um documentário “de esquerda”. Dependendo das convicções políticas de quem assiste, ele pode soar como uma ode ao triunfo ou um canto triste de derrota. E é justamente aí que mora a beleza desse trabalho dirigido, roteirizado e narrado pela cineasta Petra Costa e disponível agora na Netflix para mais de 190 países. Vai vendo.

Ao longo de seus 120 minutos, o filme vai desfiando os últimos anos da política brasileira a fim de entender como a nação da cordialidade e da hospitalidade se transformou no irreconciliável Fla x Flu ideológico que não se via há tempos. E a Esplanada dos Ministérios dividida em barricadas na decisão sobre o impeachment de Dilma Rousseff é o quadro que Pedro Américo pintaria nesses tempos loucos.

E tome lá o sinuoso dessa retrospectiva, catalogada com esmero pela montagem que recorre a imagens ainda muito frescas na lembrança dos brasileiros. A cadência dá espaço suficiente a cada evento, respira entre o alvoroço, passeia pelos salões vazios do Palácio da Alvorada numa quase-poesia que permite um tempinho para refletir (o tom de voz de Petra também contribui para esse efeito). E envolve toda essa linha do tempo com um ponto de vista muito particular: a relação pessoal da cineasta com a política e como sua família fez parte desse processo.

Ao misturar as esferas pública e privada na narrativa, Democracia em Vertigem abre o precedente para que o próprio espectador também o faça. E é só lembrar os núcleos familiares que começaram a ruir nas eleições de 2014 e vieram abismo abaixo na última visita às urnas – a identificação é imediata, afinal, em maior ou menor escala, todo mundo viu rachaduras nas paredes de casa.

Além disso, ao arrastar o discurso para a prerrogativa pessoal, Petra Costa evita o veredito, deixando as conclusões para o público. E o material é abundante entre entrevistas e discursos históricos . No país da memória-curta, Democracia em Vertigem surge como um documento poderoso de lembrança e reavaliação. Um tratado que tenta entender as polaridades que, vá lá, sempre existiram. Ao final, o texto aponta para o futuro sem fazer ideia do que vem de lá. Alguém faz?

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Críticas

Crítica | X-Men: Fênix Negra

Ainda que abordasse um dos arcos mais grandiosos do universo de super-heróis, X-Men: Fênix Negra consegue a proeza de ser superficial.

Um desfecho à altura do carinho que os fãs têm pela franquia X-Men era tudo que o público esperava. Não importa quantos filmes dividam opiniões, sempre houve uma multidão a espera de um impacto de verdade quando o assunto era um novo filme dos mutantes. Logan (2017) até deu esperanças e tudo que X-Men: Fênix Negra não podia fazer era decepcionar. E decepcionou.

Veja bem, toda impressão é relativa. A palavra decepção é forte e nós sabemos, até evito usar, mas em relação a esse arco tão marcante da história dos alunos de Xavier, já tivemos outras experiências bem-sucedidas em animações e quadrinhos. Agora, com todo suporte tecnológico, de mídia e com a Disney na cola, a Fox parecia estar com a faca e o queijo na mão para entregar um filme com uma linha de raciocínio muito mais poderosa.

X-Men: Fênix Negra é ambientado em 1992, os mutantes já eram considerados heróis nacionais e, durante uma missão espacial, Jean Grey (Sophie Turner) é atingida por uma poderosa força cósmica, que acaba absorvida em seu corpo. Após ser resgatada e retornar à Terra, aos poucos ela percebe que há algo bem estranho dentro de si, o que desperta lembranças de um passado sombrio e, também, o interesse de seres extra-terrestres.

A estética e a técnica de efeitos do filme estão impressionantes, questionável, mesmo, só as decisões de Simon Kinberg em – sem querer, acredito – acabar diluindo a força do arco da Fênix em cenas menos intensas do que o pretendido e com a inserção desnecessária de Jessica Chastain no elenco. O drama de Jean Grey não precisava dividir atenção com mais ninguém e tinha potência o suficiente para ser muito mais ameaçadora.

Ao tentar ser original, Kinberg desperdiça o argumento da força cósmica que habita Jean, que nos quadrinhos até funcionou como uma metáfora ao abuso de drogas. O poder Fênix, que se torna parte da intimidade da personagem, faz com que ela perca a noção de poder e acabe machucando todos ao redor. Esse sub-texto não consegue se desenvolver porque há uma alienígena desviando o rumo da trama, reduzindo ao argumento aos traumas da infância de Jean. Xavier, e até Magneto, poderiam ter sido melhor aproveitados neste conflito, visto que ambos lidam com poder, vaidade e raiva.

Essa despedida dos X-Men da Fox, depois de 11 filmes, não foi das piores, claro, mas falhou no objetivo de ser grande e de dar argumentos que dessem sentido proporcional ao surto da protagonista. A partir de agora, o bastão está com a Disney e o futuro dos mutantes a ela pertence. X-Men: Fênix Negra ficará no passado como uma relíquia. Só nos resta esperar.

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