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Destaque

HBO MAX | Tudo que você precisa saber sobre o serviço e catálogo

Em 2020 e já com planos de expansão, o sistema reunirá produções clássicas e originais

HBO já é uma das maiores plataformas em questão de conteúdo atualmente, com séries como Game of Thrones, Big Little Lies, Westworld e mais recentemente, Watchmen, a companhia é um dos maiores titãs em seu ramo, dominando inclusive premiações como globo de ouro e os emmy. Porém, em maio de 2020, o público vai ser introduzido a uma nova dimensão com a inauguração de seu sistema de stremio, o HBO MAX. MAX é uma atualização do atual HBO Now, expandindo não somente em conteúdo, mas também em qualidade os títulos (filmes e séries) produzidos pela marca. Sendo oficialmente apresentado ontem, a Warner Media em sua produção certificou a dessecação do mecanismo de sua plataforma, nós dando uma ideia não somente de conteúdos que vão ser direcionados para o HBO MAX, mas também, como a mesma vai funcionar.

HBO MAX vai funcionar como uma expansão do sistema já presente, sendo cobrado o mesmo valor atual de 15 dólares por mês, além disso, o assinante da HBO é automaticamente atualizado para o sistema MAX após o lançamento do novo domínio. A plataforma vai contar com uma interface individual e a restrição para crianças, porém, HBO vai apresentar a novidade de uma conta conjunta, permitindo que dois usuários assistam seus conteúdos juntos sem que desorganize as contas individuais dos assinantes. Além disso, na apresentação foi revelado que a HBO MAX tem o intuito de abranger todas as idades e gêneros com seus conteúdos, porém, vai ter uma grande inclinação para o público feminino.

Em questão dos conteúdos presentes, a Warner vai se voltar para diversos filmes e séries originais que foram anunciadas para 2020 e 2021, no entanto, a plataforma MAX também vai ter um enfoque muito grande nos clássicos da companhia. A partir de maio de 2020, títulos como Friends, The Big Bang Theory, Um Maluco no Pedaço, Southpark e Doctor Who se tornarão exclusivos do HBO MAX, com os últimos dois tendo sido renovados para três temporadas adicionais agregando a disponibilidade de todas as temporadas passadas na plataforma. Além disso, foi anunciado que Looney Tunes e os shows da falecida Hanna Barbera (como Johnny Bravo, a Vaca e o Frango, Eu sou o Máximo etc.) também estarão fortemente presentes, com Looney Tunes ganhando 80 curtas inéditos e exclusivos para o HBO MAX.

Como dito antes, além do enfoque na nostalgia de séries e filmes clássicos, a marca da HBO vai investir pesado em novos conteúdos originais, consolidando a marca de peso e qualidade já apresentados pela companhia. Com a apresentação feita pela Warner Media ontem, tivemos uma noção da dimensão do talento envolvido nos novos projetos da HBO, entre eles:

  • Run: criado e escrito pela ganhadora do emmy, Phoebe Waller-Bridge e estrelado por Dohmnall Gleason de Star Wars
  • The Outsider: série adaptada dos livros de Stephen King e estrelada por Ben Mendelsohn de Star Wars e o Talos dentro do MCU
  • The Undoing: estrelado por Nicole Kidman e Hugh Grant
  • Lovecraf Country: série de terror inspirada nos contos de H.P. Lovecraft e produzida por Jordan Peele de Corra ! e Nós e J.J. Abrams de Star Wars e Lost
  • Perry Manson: estrelada por Matthew Rhys de The Americans
  • Avenue 5: série espacial de comédia e estrelado por Hugh Laurie, nosso Dr. House e Josh Gad de A Bela e a Fera e Frozen
  • I Know This Much is True: série dramática focada na vida de gêmeos e estrelada por Mark Ruffalo, o Hulk no MCU
  • The Plot Against America: série estrelada pela veterana de Stranger Things, Winona Ryder
  • The Gilded Age: série de época e focada na vida de milionários de Nova York, criada por Julian Fellowes, a mente brilhante por trás de Downton Abbey e estrelada por Christine Baranski de Mamma Mia ! e Cynthia Nixon de Sex and the City.

Porém, elevando ainda mais o nível e capitalizando em cima do HBO MAX, foi anunciado séries que irão estampar o selo de MAX ORIGINALS, consolidando conteúdos ainda mais exclusivos para a plataforma, com o intuito de dimensionar uma exclusividade de domínio ainda não vista em sistema de stremios, entre eles:

  • Tokyo Vice: estrelada por Ansel Elgort de Baby Driver e A Culpa é das Estrelas. Numa série que teve sua produção completamente feita no Japão
  • Love Life: série de comédia romântica e estrelando Anna Kendrick da franquia Pitch Perfect
  • XOXO Gossip Girl: a série que vai dar continuidade a aclamada Gossip Girl de 2005 vai estampar o selo MAX ORIGINALS. Foi revelado que a série tem o enfoque num novo grupo de adolescentes, mas que o elenco original tem toda a autonomia de participar dessa nova produção
  • Grease: uma série de tv inspirada no musical dos anos 80 estrelado por John Travolta e Olivia Newton-John
  • College Girls: série criada e escrita por Mindy Kaling, conhecida por seus papeis em The Mindy Project e mais notoriamente, The Office
  • The Flight Attendant: série de drama e estrelada por Kaley Cuoco, sendo o primeiro grande projeto da atriz pós The Big Bang Theory. A série vai ser produzida por Greg Berlanti.

Apesar da presença de diversas marcas e nomes dentro desse novo sistema, a HBO e Warner Media tem grandes planos em níveis mais elevados para três de suas propriedades, criando conteúdos que devem elevar a qualidade e grandiosidade dessas franquias.

  • SESAME STREET

Sendo um dos maiores clássicos infantis e estado presente na televisão desde 1969, é natural que a Warner tenha grandes planos para Elmo e seus amigos, com o anuncio de diversas séries focadas para crianças que devem estrelar os monstrinhos da rua Sésamo. No entanto, o mais importante de todos é um talk show no estilo de The Tonight Show com o próprio Elmo como apresentador, intitulado de: Not Too Late Show… with Elmo

  • DC

o DCEU é uma das propriedades mais imponentes dentro da Warner Media e seguindo o sucesso de produções como Aquaman, que atingiu a marca do um bilhão de dólares e Joker, que se tornou o primeiro filme do gênero a ganhar o Leão de Ouro em Veneza, não foi surpresa alguma de que a DC tenha se tornado um dos cargos chefes para o HBO adentrando essa nova fase em 2020. Foi anunciado que todos os filmes, incluindo o mais recente Joker, estarão presentes dentro da plataforma , além de contar com os clássicos que levam a marca DC antes mesmo desse novo universo compartilhado, como a trilogia do Cavaleiro das Trevas e os filmes de Christopher Reeves como Superman. HBO MAX também vai extinguir o sistema individual da companhia, com as séries e futuras produções do DC Universe agora fazendo parte do catálogo da Warner Media.

Greg Berlanti vai ser um dos nomes mais presentes dentro desse novo ramo da DC, o produtor que já é conhecido por encabeçar todas as séries da CW e ter uma relação intima com os quadrinhos, tendo escrito diversos títulos para diversos personagens icônicos da companhia. Berlanti agora vai contar com dua séries HBO MAX para chamar de suas, a primeira sendo Strange Adventures, uma série que vai focar na perspectiva de homens e mulheres comuns que vivem em um mundo povoado de super heróis. Entretanto, sua produção mais importante vai acontecer no dia mais claro e na noite mais escura, com a confirmação de uma série focada no Lanterna Verde, que vai receber um orçamento gigantesco em produção (100 mil) , com o intuito de integrar dessa forma essa série dentro do DCEU, expandindo ainda mais o universo compartilhado de Jason Momoa, Gal Gadot e Margot Robbie

Por fim, a DC ganha uma nova integrante na sua família, com o anuncio de que Elizabeth Banks estará produzindo um série em live action, intitulada de DC SUPERHERO HIGH, focando em personagens clássicos da companhia em suas adolescências, seguindo o mesmo formato de shows como Gotham e Smallville.

  • GAME OF THRONES

O FOGO IRÁ REINAR, seguindo o sucesso monstruoso de Game of Thrones que definiu uma geração pelos últimos oito anos, a HBO oficializou ontem uma nova série derivada do título. House of The Dragon vai se passar 300 anos antes da história dos Starks, focando na casa dos Targaryen em um tempo antes do nascimento de Daenerys. A produção vai contar com um relacionamento intimo com George R.R. Martin, que esteve, infelizmente, ausente nas últimas temporadas de Game of Thrones. Por fim, House of The Dragon vai ser dirigida por Miguel Spochnik, um dos escritores veteranos da série original, que tem em seu currículo episódios aclamadíssimos por críticos e audiência, como A BATALHA DOS BASTARDOS na sexta temporada. The House of The Dragon vai ser a rendição da HBO para com os fãs, seguindo o controverso final de Game of Thrones este ano.

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Artigo Otaku

Artigo Otaku | Mais um feito dos Sete Pecados Capitais

Mangá foi eleito pelo público como o “Livro do Ano” no Google Play.

Na última terça-feira (03) foram divulgados os resultados do Google Play Choice Awards 2019, uma premiação promovida pela Google junto aos usuários da sua loja oficial de aplicativos que define – em voto popular – os melhores do ano em quatro categorias: App, Game, Filme e Livro.

Entre os vencedores do ano destaque para Avengers: Endgame na categoria Melhor Filme. Nas categorias Melhor App o vencedor foi Dollify (app de criação de caricaturas) e em Melhor Jogo o vencedor foi Call of Duty Mobile. Na quarta e última categoria, Melhor Livro, uma surpresa chamou a atenção de todos.

O público que votou indicou o volume 30 do mangá The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai, no original) como o grande campeão do ano.

A partir dessa situação o breve artigo reflete agora sobre as consequências disso. Embora de início há quem defenda uma certa jocosidade por parte dos eleitores do prêmio (a qual não descarto), se faz mister dizer também que há nisso um prognóstico do que se esperar para o mercado.

Contextualizando o vencedor, o que se pode dizer é que The Seven Deadly Sins vol.30 foi publicado digitalmente no ocidente em 2019 (um anos depois do seu lançamento no Japão em 2018). No Brasil, o título é publicado tanto no formato físico quanto no digital pela JBC Editora. Aqui, vale ressaltar, além dos volumes compilados ainda podemos consumir os capítulos simultaneamente com o lançamento no Japão também no formato digital.

O volume em questão abrange os capítulos 241 a 249 incluindo dois extras. Seus principais ato são: o duelo entre o Rei dos Gigantes, Drole, e o Rei das Fadas, Gloxínia, contra o demônio Chandler; Meliodas e os poderes dos Dez Mandamentos e a verdadeira forma de Merlin. Até é um volume interessante, mas bem mediano num olhar mais apurado. The Seven Deadly Sins vem tomando a bastante tempo um caminho arrastado e pouco empolgante (na reta final melhorou um pouco, mas bem pouco mesmo!), o que nos leva a questionar a escolha do título para vencedor em Melhor Livro do Google Play Choice Awards.

Fonte: Google Play Choice Awards 2019

Não tenho dados, e nem é de meu interesse no momento refletir sobre eles, mas o que nos leva a crer é que a presença do mangá no formato digital não é uma aventura sem fundamento. Há público, e esse público responde colocando-o no mais alto lugar do pódio de uma premiação simbólica, mas de repercussão.

Ainda em novembro, a Japan House em São Paulo-SP, em virtude de sua exposição “Isto é Mangá” realizou algumas palestras com foco no tema onde profissionais de diversos setores da indústria editorial envolvidos com esse universo puderam falar abertamente com o público sobre isso. Uma dessas palestras focou justamente no assunto dos mangás digitais e reuniu representantes da própria JBC, além de Kobo Rakuten (empresa especializada em livros e leitores digitais) e BookWire (especializada em marketing e distribuição de livros digitais).

Conforme o relato feito pelo blog Mais de Oito Mil, entre os muitos assuntos levantados figuraram temas como “combate à pirataria” com os palestrantes lembrando que uma cultura de leitura do digital já existe entre fãs de mangás (os scanlators) e que o foco é pensar em como tornar o hábito de fazer isso por vias legais deve ser melhor pensado e aproveitado pelos licenciadores e editores. Outro tema é o que diz respeito a “desterritorialização dos espaços de venda” ao tornar mais prático e acessível a leitura digital do mangá, visto que para a indústria existe uma crise de mercado quando se fala de distribuição e material para confecção de versões físicas (o que está nos levando para um boom das edições de luxo, outra pauta importante que deve ser questionada, mas não aqui).

Dito isso, a aposta no mercado digital de mangás é uma realidade tão presente que The Seven Deadly Sins vence em popularidade justamente por atingir um público de fato interessado no conteúdo e no formato. É lógico que esse conteúdo pode – e será – questionado pelo próprio público, mas com o passar dos tempos poderemos ver mangás considerados de alto nível vencendo em outras ocasiões. Tudo depende do binômio investimento do mercado + aceitação do público quanto ao desapego com o físico.

Assim, seja para o bem ou para o mal, os sete pecados capitais deixam seu nome marcado por mais esse feito: agora fora do Reino da Liones.

Até a próxima e… Sayonara!

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Destaque

Lizzo e as reviravoltas no mercado fonográfico

A recordista de indicações ao Grammy 2020 nem sempre foi o centro dos holofotes

A indústria das grandes gravadoras, em certos aspectos, se assemelha a uma rede de fast food. Quando os empresários querem um hit para dominar as paradas musicais, rapidamente, são acionados os produtores, que recorrem aos ghostwriter ou aproveitam composições dos próprios artistas para dar início à produção do single. Todos ingredientes inclusos no pedido são colocados, desde letras chicletes até as batidas dançantes, e, às vezes, à critério do cliente, alguns adicionais são incrementados.  

E assim nasce um hit… Bem, nem sempre, e a rapper e cantora Lizzo é a prova disso. A recordista em indicações ao Grammy 2020 traçou um longo trajeto para torna-se o sucesso que é hoje. ‘Truth Hurts’, single que emplacou a cantora nas paradas musicais neste ano, foi lançado em 2017. Mas como ela conseguiu concorrer às principais categorias do Grammy com essa faixa?

Embora seja oriunda de dois anos atrás, ‘Truth Hurts’ só entrou na versão deluxe do álbum ‘Cuz I Love You’ (2019), versão que foi submetida para indicações da premiação. O single foi redescoberto por usuários do aplicativo TikTok, que logo trataram de usar incansavelmente a música em seus vídeos. E não deu outra, ‘Truth Hurts’ tornou-se um viral e trouxe para Lizzo diversas conquistas, entre elas o 1º lugar na Billboard Hot 100, a mais importante parada musical dos Estados Unidos.

 Ainda que vista por muitos, e até mesmo para bancada do Grammy, como novata, Lizzo já possuía dois discos antes de conseguir emplacar um hit, ‘Lizzobangers’ (2013) e ‘Big Grrrl Smal World’ (2015). Os trabalhos não foram o sucesso comercial como todo mundo já sabe e isso foi motivo para cantora querer desistir da carreira.

Melissa Viviane Jefferson, nome por detrás da persona artística da rapper, em meados de 2017, estava sem esperanças em conseguir destaque no cenário musical. Naquela época, era rotina que Melissa se trancasse em seu quarto para chorar devido as circunstâncias nada favoráveis. A artista concluiu que se desistisse da música, ninguém se importaria. Contudo, para felicidade de muitos, alguém se importou.

O produtor da cantora foi o principal responsável por tirar Lizzo daquela maré de pessimismo. Ele a fez vê o seu trabalho de outra forma ao mostrar a importância artística da música para além do sucesso comercial. Ao dar novo significado ao seu trabalho, a norte-americana prometeu não desistir. E todo esse esforço resultou à Lizzo o título de artista feminina de rap com música solo que ocupou por mais tempo o topo da principal parada da Billboard, sete semanas consecutivas com ‘Truth Hurts’.    

Empoderamento e amor-próprio

Trajando uma lingerie e acompanhada de dançarinas plus size, Lizzo já subiu diversas vezes no palco para mostrar ao mundo que ama a si mesma. Dona de curvas totalmente fora do padrão estético, a cantora ostenta em suas composições versos que falam sobre o empoderamento da mulher negra e gorda.

Mas nem sempre foi assim. Melissa já confessou em entrevistas que, quando mais nova, ela se odiava. Bombardeada pela imposição da mídia sobre o corpo perfeito, pelas pessoas na escola e por falta de representação na TV, a cantora começou a fantasiar em ser outra pessoa,  o que resultou a rejeitar mais ainda quem ela era.

O som que passeia pelo hip-hop e r&b, marinado com pitadas de música pop, é o retrato de uma Lizzo forte e divertida, mas a inspiração para produzi-lo vem de momentos dolorosos vivenciados pela norte-americana. E por evidenciar essas experiências na música, a rapper sempre destaca nas entrevistas a sua luta pelos grupos marginalizados.

Polêmicas

‘Truth Hurts’ trouxe o combo típico de qualquer hit. Além dos records e milhões de streams, também houve perrengues. Em outubro, o produtor Justin Raisen, que já trabalhou com as artistas Charlie XCX e Sky Ferreira, acusou a faixa de plágio.

Segundo ele, o single possui elementos de outra música da própria Lizzo, a faixa ‘Healthy’, cuja ele assina a composição e a produção. O verso ‘I just took a DNA test / Turns out I’m 100% that bitch’ (‘Acabei de fazer um teste de DNA / O resultado é que eu sou 100% vadia’) é um dos elementos acusados de terem sido copiados. O produtor afirmou em seu Instagram que nunca recebeu os créditos por terem usado o trecho de sua composição.

Grammy 2020  

Nas últimas semanas, a norte-americana foi notícia em diversos sites por liderar as indicações ao Grammy. Ao todo, Lizzo concorre em oito categorias, entre elas ‘Melhor Álbum’, ‘Música do Ano’ e ‘Gravação do Ano’. A cantora concorre também a ‘Artista Revelação’, mesmo tendo debutado há alguns anos. Porém, a premiação deve ter levado em conta o fato de ‘Cuz I Love You’ ser o único álbum de Lizzo a integrar o selo de uma grande gravadora.

Ainda que o pedido tenha atrasado um pouco (para não dizer muito), nenhum ingrediente foi esquecido. Pelo contrário, com ‘Truth Hurts’, Lizzo desbancou grandes nomes consolidados no mercado fonográfico. Cardi B perdeu seu record na Billboard, e Ariana Grande, mesmo tendo lançado dois álbuns num intervalo de curto período, ficou para trás no número de categorias a concorrer ao Grammy. Enquanto isso, Lizzo saboreia o gostinho de ser o centro dos holofotes.

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Coberturas

Lista de Cinco | BR 135 e pontos positivos e negativos do festival

A 8ª edição do BR 135 consagrou o festival musical como o maior do estado.

Foto: Laila Razzo

A última semana de novembro marcou o ano dos maranhenses e o Festival BR 135 é o responsável. Os dias 28, 29 e 30 foram aguardados com muita expectativa e cumpriram com êxito o quê haviam prometido. Pela tarde, o Conecta Música, que abriu as programações dos três dias de festival, promoveu uma série de palestras, rodas de conversas e workshops em pontos específicos da Praia Grande. Já no período da noite, os vocais dos artistas se uniram como com os do público e tornaram as noites de São Luís ainda mais quentes. Um verdadeiro ritual de celebração e amor à cultura.

Com prós e contras, o festival saiu com saldo positivo e, com certeza, ampliou o leque de eventos anuais para por no calendário, principalmente do público que experimentou pela primeira vez o quê a festa teve a oferecer. Saca só alguns pontos positivos e negativos da 8ª edição do BR 135.

1. Espaço

Quando divulgado o local que receberia o BR deste ano, alguns não receberam a notícia da melhor forma. Parte do público afirmou que a escolha foi fruto de um processo de higienização.

E essa afirmação não foi necessariamente vazia. Nos últimos meses, o Centro Histórico de São Luís, antiga sede do festival, e ponto de realização de eventos populares e gratuitos, vem recebendo cada vez menos a programação que há anos dava vida ao local.

Contudo, é inegável que o novo espaço do BR foi um dos pontos mais fortes desta edição. A Praça Maria Aragão e a Praça Gonçalves Dias trataram de consolidar o BR como o maior festival de música do Estado. Foram dois espaços destinados à música eletrônica e às atrações principais. Além disso, por ser mais amplo, o local permitiu que o público pudesse transitar por todo o evento sem dificuldades, se deslocar até a praça de alimentação e voltar para acompanhar os shows tranquilamente e ainda tirar boas fotos para publicar no Instagram (A decoração estava massa).

2. Localização e Mobilidade

A Praça Maria Aragão foi uma ótima escolha para quem quis transitar pelo festival sem ter que enfrentar muita muvuca. Por outro lado, para aqueles que dependiam do transporte público, foi uma faca de dois gumes.

Boa parte da galera que vai ao BR 135 é composta por jovens e universitários, oriundos de bairros distantes do centro de São Luís. Infelizmente, a capital ainda não possui uma logística de transporte eficiente que atenda às necessidades de eventos noturnos. Com a certeza de que várias linhas não iriam mais rodar em determinado período da noite, muitos tiveram que abrir mão de assistir os headliners para que pudessem chegar em casa.

E esse não é o único fato a se destacar. Além dessa problemática, a galera ainda enfrentou os ônibus que não paravam nos pontos da Rua Rio Branco e da Praça Maria Aragão, mesmo ao sinalizarem parada. No começo da noite também, por conta das ruas estreitas próximas das Praças, o vai e vem de quem estava no evento ocasionou trânsito lento naquela região, principalmente no sentido Centro/Beira-Mar.

3. Lineup

O BR 135 tem a proposta de trazer artista que, dificilmente, desembarcariam em São Luís para trazer seu show. A 8ª edição do festival não foi diferente, mas caprichou ao trazer uma lineup bem diversificada.

Funk carioca, MPB, ritmos baianos, música eletrônica, reggae e outros gêneros rechearam a programação dos três dias. Foi uma variedade de ritmos que atendeu a todos os gostos. Não foi difícil ouvir dos seus amigos o nome de apenas uma atração que eles estavam a fim de assistir. E, para quem não conhecia nenhuma, com certeza, deve ter saído apaixonado pelo som de algum artista/banda que subiu no palco principal ou, até mesmo, da vibe inclusiva e democrática transmitida pelo evento.

Foto: Laila Razzo

4. Público da quinta-feira

O festival foi esperado com muita expectativa por muitos, mas, infelizmente, isso não se refletiu no número de pessoas presentes no primeiro dia. Além disso, pelo tamanho da praça, a sensação se ampliou ainda mais.

Foi um tanto constrangedor presenciar as atrações da quinta-feira (28) se apresentarem para um pequeno aglomerado de pessoas próximas da grade. O pior foi ver alguns que estavam perto do palco de costas para os artistas (E isso não foi só na quinta). Mesmo assim, a situação não foi motivo para desanimar os nomes da noite, que entregaram apresentações fortes e marcantes.

5. Cidade Alta e muita música eletrônica

A Praça Goncalves Dias, que leva o nome de um dos principais poetas maranhenses, tornou-se num saral de beats e arranjos sintéticos. A Praça, batizada de Cidade Alta pelos três dias do festival, foi a principal porta de entrada para o novo público.

Vários Djs maranhenses e de outros estados trouxeram um set bem trabalhado, com remixes de músicas da cultura popular, do cenário pop e autorais, que colocou muito marmanjo duro para dançar. O resultado? Bem, teve gente que nem se quer pensou em sair do Cidade Alta enquanto grandes nomes subiam no palco principal.

Além disso, durante o intervalo das atrações na Maria Aragão, um dj comandava o palco para manter o ânimo e a empolgação da galera. A sexta-feira teve o melhor setlist da noite, que energizou ainda mais o público ansioso para ver a Potyguara Bardo e Atoxxa.

Foto: Laila Razzo
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