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Séries

Amazon encomenda adaptação de épico fantástico ‘A Roda do Tempo’

A saga épica lida com conceitos do Budismo e Hinduísmo mesclados com a tradição de fantasy da Europa.

O bonde das adaptações de sagas de fantasia em séries de TV não para e mais uma vez é a Amazon quem toma em mãos um clássico épico: A Roda do Tempo (The Wheel of Time, no original), de Robert Jordan e, posteriormente, de Brandon Sanderson.

A produção chegou a ser anunciada há um ano, mas só agora ganhou luz verde para começar a ser gravada na casa de Jeff Bezos.

A Roda do Tempo já vendeu mais de 90 milhões de cópias no mundo todo. Na trama, um mundo onde mágica existe, mas pode ser usada penas por mulheres. Acompanhamos Moiriane, uma membro da misteriosa organização feminina ‘Aes Sedai’ enquanto ela embarca em viagens perigosas por toda a terra com mais cinco homens e mulheres.

Moiraine acredita que um dos membros de sua companhia é a reincarnação de um lendário indivíduo, cuja profecia fala em destuir ou salvar a humanidade.

A Roda do Tempo tem influências da cultura e filosofia da Ásia, com foco na natureza ciclica da vida e do tempo encontradas no Budismo e Hinduismo, mesclado coma tradição dos épicos europeus.

Extra:

A adaptação de Wheel of Time foi anunciada junto com a extensão da parceria entre o escritor britânico Neil Gaiman e o Amazon Studios. Além da já em exibição American Gods e da estreante Good Omens (em parceria com a BBC), Gaiman assinou com a casa de streaming para múltiplas outras produções.

Livros e HQ's

A humanidade aprisionada em um trem fadado ao desastre: conheça a história de Snowpiercer

Nova série da Netflix adaptará obra francesa de SciFi Le Transperceneige

Existem histórias seminais em determinados gêneros e formatos, e um dos mais badalados e quase que completamente dominado pelo britânico Alan Moore é o de distopia em quadrinhos. Watchmen e V de Vingança tem uma companheira menos famosa que poderia fazer uma trinca como a já reconhecida 1984-Brave New World-Handmaid’s Tale no romance em prosa: Le Transperceneige, HQ de 1984 – que ano!- dos franceses Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette.

A história conta a luta pela vida dos 3 mil humanos restantes na face da Terra após uma segunda Era do Gelo ter sido posta em curso com um desastre bélico. Diferente de todas as histórias semelhantes, as pessoas não vagam pela terra, mas estão todas presas dentro de uma locomotiva que circunda o planeta sem nunca parar.

Lob usou a divisão do trem em vagões para construir a sua metáfora sobre a luta de classes. Nos vagões da frente, a elite, nos traseiros, os trabalhadores. Na frente, luxo e loucura, na traseira pobreza e subserviência.

“A grande força dessa história, eu acho, é que não é apenas uma graphic novel de ficção científica, mas sim uma fábula filosófica atemporal”, declarou Jean-Marc Rochette, à época da primeira tradução do original para inglês, apenas em 2014.

O trem, com exatos mil e um vagões, pertence à um magnata, Wilford, que assume uma aura quase que divina sobre os passageiros, assim como o misticismo de que a máquina precisa que as classes continuem divididas da forma que são para continuar rodando o mundo.

Entre os temas que despendem do central, o rígido controle populacional, principalmente através da natalidade restrita dos pobres e a divinização de figuras de poder. O pequeno espaço é outro ponto a ser sempre considerado ao se deparar com essa narrativa, ricos e pobres, independente do modo como passam seus dias, vivem presos em um espaço apertado e fadado.

“Acho que a predição mais visionária de Jacques Lob foi a desigualdade entre os pobres e ricos em um espaço confinado. Porque agora o mundo se tornou pequeno, como um trem. As pessoas mais pobres do Sudão estão separadas por apenas seis horas de viagem de avião das pessoas mais ricas da Europa, um pouco como seis minúsculos vagões de trem”, explicou Rochette, em entrevista ao The Verge.

Para que já viu o filme Snowpiercer com John Hurt, Tilda Swinton, Edd Rarris e Chirs Evans, sabe do que se trata. Esse longa de 2014, dirigido por Bong Joon-ho é vagamente baseado na história francesa. Nele, Evans e Hurt comandam um audacioso levante popular para por fim às diferenças gritantes de tratamento entre os passageiros de classes diferentes.

No longa, uma nova face do tormento é aplicada: quem garante que a locomotiva não desncarrilhe são aos mãozinhas dos filhos da classe miserável. Trabalho infantil, aliás, que anda longe de ser um assunto distópico, com mais 152 milhões de crianças submetidas à exploração laboral em todo o mundo.

Quase 40 após a sua publicação, Le Transperceneige encontra ecos assombrosos aqui mesmo no Brasil de 2019, com uma população repleta de fanáticos por um salvador, pobreza extrema e uma elite política que defende a mão de obra infantil e não considera as costelas do pobre à mostra como exemplo de passar fome.

Le Transperceneige ganhará mais uma adaptação, pela TBS e Netflix, com estreia marcada para 2020. Na trama, o trem está há apenas sete anos em movimento, mas o confinamento de todos e as condições subumanas dispensadas aos pobres acende o pavio da primeira, mas não última rebelião popular dentro do pequeno mundo de metal.

A histórica começa 6 anos 9 meses e 26 dias após o início da viagem supostamente interminável das últimas três mil pessoas vivas na Terra. A temperatura no mundo externo ao trem é de -119º. A estrutura social do trem é sustentada na força bruta e ideológica dos pilares: Trabalho, Honra e Ordem. Enquanto o trem se sustenta com Carência (dos pobres), Velocidade (do maquinário) e Ganância (dos ricos).

A nova versão será protagonizada por Dave Diggs, como Layron Well, o líder da classe popular e Jeniffer Connelly, como Melanie Cavill, uma das funcionárias de prestígio do trem. Diggs é vencedor de um Tonny Awards e Connelly de um Oscar.

Josh Friedman é o criador da série, que conta ainda com o diretor do filme de 2014 em uma das vagas de produtor executivo. A adaptação de Friedman tira Le Transperceneige do limbo da TNT onde esteve por anos sem encontrar saída.

Snowpiercer está, inclusive, renovada para a segunda temporada. Nela, Steven Ogg será Pike, “um volátil líder de gang, rival de Lyton (Diggs) que está mais interessado em caos do que em revolução”.

No Brasil, a história pode ser lida também na versão em português, O PerfuraNeve, traduzida por Daniel Lühmann e publicada pela Editora Aleph em 2015.

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Séries

História de ‘Warhammer 40.000’ será adaptada em série de TV

Produção entra para a gorda lista da Renascença do Fantasy na TV

O jogo de miniaturas com fundamentos de fantasia Warhammerer 40.000 que já foi transformado em livro, filme e video game, agora ganhará um tratamento como série de TV criada por Frank Spotnitz, a mente por trás de Man in the High Castle (Amazon).

A produção, dessa que é mais um anúncio a figurar na Renascença do Fantasy, será da Big Light Productions, e terá a diretora de criação Emily Feller como produtor executiva. A série se chamará Eisenhorn.

Na trama, a humanidade está à beira da aniquilação, após sucessivas guerras que se arrastam por milhões de campos de batalha. Distraídos, os humanos não percebem o levante de forças ocultas, que serão combatidas pelas tropas da Imperital Inquisition.

A saga mescla ficção especulativa, bebendo de Fantasy e Scifi, com romances policiais, já que o Inquisidor Gregor Eisenhorn e seu bando de investigadores lutado contra Aliens, hereges e demônios, em uma tentativa de salvar o que resta da humanidade.

Segundo o THR, Spotnitz será showrunner e produtor executivo, e a série será terá como base os livros escritor por Dan Abnett, autor também de volumes de Guardiões da Galáxia e X-Men, na Marvel.

Em um comunicado, Spotnitz disse estar “encantado” em colaborar com a Games Workshop no projeto.

“Warhammer 40.000 está repleto de tradições ricas e complexas, com uma infinidade de histórias que se acumulam ao longo do tempo neste mundo complexo e emocionante, tornando-se uma das propriedades mais interessantes para se adaptar ao público televisivo e à base de fãs leais desta franquia global. Não há nada igual na TV, e estamos incrivelmente empolgados em usar nossa experiência criando mundos imaginativos e atraentes para levar essa saga incrível para a TV”, declarou o showrunner.

Não foi anunciada uma casa de transmissão de Eisenhorn.

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Especiais

SDCC 2019 | Destrinchamos o trailer de Watchmen, da HBO

Série estreia em outubro deste ano, sob comando de Damon Lindelof

Foi divulgado neste sábado, como parte da campanha da HBO/Warner na San Diego Comic-Con, o trailer inédito da série Watchmen, criada por Damon Lindelof (Leftlovers) baseado na HQ de Alan Moore e Dave Gibbons.

Tentamos desvendar ao máximo a trama baseados apenas no que foi mostrado no trailer e no conhecimento da história original, logo, este artigo pode conter SPOILERS!

A história de Watchmen, a série, se passa 30 anos após os acontecimentos da HQ. A maioria das pessoas acredita na versão de Ozymandias da história, apenas uma pequena parcela confia no que leu do Diário de Rorschach. Desses, uma punhado se transformou em adoradores fundamentalistas da palavra do antigo vigilante.

Esses acólitos são os homens com as máscaras parecidas com a de seu líder morto no trailer. Eles tem ainda um cântico de ordem: o tik tak de um relógio, contando o tempo para uma nova tragédia, ou para o retorno do Dr. Manhattan. O que acontece no final do trailer. Essas partes parecem ter sido tiradas das HQs pós Watchmen, as Doomsday Clock, cujo uso como base Lindelof não havia citado.

Um pouco depois que o culto é formado eles começam a atacar policiais, o que faz com que polícia passe a se esconder por trás das máscaras amarelas vistas no trailer. Esses são os policiais normais.

Ozymandias está escondido em uma de suas mansões, e é dado como morto pela sociedade. Ele está, claro planejando algo que deve envolver a lenda do Cargueiro Negro. Nesta nova versão é interpretado por Jeremy Irons. Há uma personagem chamada Pirata Jenny, interpretada por Adelaide Clemens, ela deve ter ligação com a trama de Adrian Veidt, ou ela é uma das policiais vigilantes.

Há no jornal que aparece no começo do trailer uma manchete dizendo que Adrian Veidt está morto, mas ao lado há uma chamada de capa para a matança de animais perpetrada por um monstro chamado de Boise Squid Shower, o mesmo que Ozymandias inventou que existia no final da HQ. Eles estão agindo ainda, como mostrado na quantidade de insetos mortos por uma gosma branca. Eles também estão na ilustração que aparece na cena no tribunal, onde também é possível ver que o juiz usa máscara para se proteger.

Vigilantes são proibidos por lei, e só podem agir se pertencendo a uma força policial. É o caso da personagem de Regina King, a investigadora de Angela Abraham. Ela parece ter se tornado vigilante após um ataque à sua casa por homens do culto.

Silk Spectral é do FBI agora, a Agente Blake, interpretada por Jane Smart. Fica subentendido, então, que o personagem de Don Johnson, o chefe da polícia Judd Crawford, é o Coruja. Ele é visto pilotando a nave do Coruja, Archie, e a usando para derrubar um avião dos acólitos em um campo. Com ele está a personagem de Hong Chau, ainda sem nome divulgado. Mas é interessante notar que há um outro homem como Coruja, com uma roupa preta, em quem Blake atira. O nome do segundo Coruja é Dan Dreiberg, e não Judd, mas ele pode muito bem ter mudado de nome.

A bandeira americana mudou, contemplando mais que 52 estados. Os acólitos do Rorschach usam a bandeira antiga. Robert Redford, o ator, já é sinalizado no quadro da escola que aparece no trailer como um dos mais importantes, ao lado de Lincoln, Nixon e Washington. Há uma matéria de jornal dizendo que ele não busca reeleição; Esse é mesmo o nome do ator que fundou o Sundance Film Festival. Em Doomsday Clock ele é eleito presidente dos Estados Unidos.

Tim Blake Nelson interpreta Looking Glass, um vigilante ainda mais misterioso que os outros, e que está comendo feijão de lata, como Rorschach na HQ. Ele está olhando na TV o Justiceiro Encapuzado impedir um assado em uma loja.

Há ainda o personagem de Loius Gosset Jr., descrito apenas como Old Man (Velho). É ele quem conta para detetive Abraham sobre uma conspiração que está em curso. Andrew Howard é Red Scare, também detetive da polícia, cuja fantasia é baseada nas tropas russas. Yahya Abdul-Mateen II é Cal Abraham, esposo da personagem de King.

Tom Milson é Marcus Maez, chamado apenas de Mime. Este personagem aparece na série pós Watchmen, Doomsday Clock. Sara Vikers faz Erika Manson/Marionette, esposa de Maez e com quem compartilha uma história trágica.

Eastereggs estão por toda parte, inclusive em ovos mesmo, como na escola quando a detetive Abraham tenta fazer um Smile de ovos e um dos olhos está manchado de sangue; Num comercial colocado sobre um táxi há referências aos Minutemen e ao comediante, com uma imagem dele jovem e a frase “comedy begets tragedy”, uma referência à frase de Mark Twain “Humor is tragedy plus time” e à persona do Comediante/ Edward Blake.

O trailer termina com Dr. Manhattan aparecendo de volta à Terra, depois de um desastre que matou milhares. Ele recolhe do chão uma máscara azul. Uma referência à ele mesmo e também à V de Vingança, outra HQ seminal de Alan Moore. Antes, é possível ver animadores de festa infantil fantasiados de Dr. Manhattan, e há ainda um marco azul em sua homenagem.

Watchmen estreia no começo de outubro na HBO, com produção de Damon Lindelof, Nicole Kassell e Tom Spezialy. Kassell dirigiu o piloto com Lindelof, que também é o showrunner. Serão oito episódios e todos devem ser transmitidos ainda em 2019, o que coloca a estreia na primeira semana de outubro. Trent Reznor and Atticus Ross assinam a trilha sonora.

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