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Coluna Lucas Aquino

‘A Fabulosa Emancipação de Harley Quinn’ e a nova fase da DC nos cinemas

Aves de Rapina é o oitavo filme do Universo Compartilhado da DC nos cinemas, seguindo o sucesso imensurável de Aquaman (2018) e Shazam! (2019), sendo uma continuação direta dos eventos apresentados em Esquadrão Suicida (2016). Porém, agora com o foco no personagem da Harley Quinn e sua jornada de se distanciar de um relacionamento abusivo e toxico com o Coringa, no caminho de se tornar a anti-heroína com o coração de ouro que conhecemos e amamos dos quadrinhos.

No entanto, Aves de Rapina é um projeto especial para a atriz Margot Robbie, que após o sucesso em proporções gigantescas que sua versão da Harley Quinn tomou, alterando até mesmo o visual da personagem nos quadrinhos, foi elevada em seu estrelado para, também, por trás das câmeras.

Robbie dessa vez também atua como produtora do filme, tendo sido a mesma a escolher Aves de Rapina como próximo projeto de Harley, além de ter conquistado a autonomia, dada pela Warner, de escolher a direção e elenco do filme. Além disso, Aves de Rapina vai marcar a primeira entrada de um filme centralizado no DCEU a receber a classificação indicativa de maiores de dezoito anos.

A equipe

Robbie queria que a essência do filme fosse refletivo pela representatividade em frente e atrás das câmeras, focando no empoderamento feminino que as Aves de Rapina pregam desde sua estreia nas páginas dos quadrinhos em 1996.

Por conta disso, Cathy Yan foi apontada, apesar de ser relativamente nova no ramo, como diretora do projeto, tendo chamado a atenção de Margot Robbie com um curta em 2018 chamado ”Dead Pigs”. Além disso, seguindo o sucesso de seu roteiro em Bumblebee, a roteirista Christina Hodson foi escolhida para finalizar o poderoso time nos bastidores das Aves de Rapina.

Yan é, inclusive, a primeira diretora asiática a ter controle criativo em um filme de super-herói e a terceira mulher a dirigir qualquer filme do gênero, com a primeira tendo sido Patty Jenkins com Mulher-Maravilha (2017) e a segunda, Anna Boden, que co-dirigiu Capitã Marvel (2019).

Recentemente, como forma de elevar o nível das Aves de Rapina ainda mais, Chad Stahleski entrou para a produção do filme, como diretor de coreografia. Stahleski é conhecido por ser o visionário por trás da franquia John Wick, onde suas cenas de luta se tornaram tão respeitadas e celebradas, que fez com que a academia cogitasse a inserir uma categoria para coreografias no Oscar.

Da esquerda para a direita: Cathy Yan, Christina Holdor e Chad Stahlski

Harley Quinn é uma das propriedades mais avassaladoras da DC, tendo tido sua primeira aparição na série animada do Batman em 1992, onde seu sucesso e receptibilidade com o público foram tão grande que fez a palhaça do crime transitasse para as páginas da continuidade principal dos quadrinhos.

No entanto, com o passar dos anos, Harley Quinn evoluiu e se distanciou da sombra do Coringa, ganhando não somente seu título próprio, mas também se tornando um pôster de empoderamento contra o abuso doméstico feminino. Aves de Rapina é um filme que vai operar em diversos níveis, servindo como ponto de origem para o time, mas também mostrando a evolução de Harley, aspecto que é realçado em seu subtítulo: A Fabulosa Emancipação de Harley Quinn.

Margot Robbie, com esse projeto, está elevando o nível de sua personagem, criando uma Harley que é claramente a evolução daquela apresentada em Esquadrão Suicida, porém pegando elementos chaves, das animações e quadrinhos, que a tornaram tão famosa ao longo dos anos.

A Harley Quinn que nós vai ser apresentada em Aves de Rapina é extremamente influenciada por seus quadrinhos de 2013, escritos por Amanda Conner e Jimmy Palmiotti. Nessa versão da personagem, vemos uma Harley mais independente e excêntrica, se tornando até mesmo dona de um prédio que é residido por vários personagens exóticos, incluindo um show de horrores que acontece regularmente no porão do edifício.

É com essa versão que somos introduzidos também a dois elementos que já foram confirmados por fotos do set: seu castor estufado e, mais importante, os famosos patins da Harley, que definem essa nova fase da personagem nos quadrinhos.

Além disso, graças ao último teaser liberado essa semana, vemos que essa Harley vai ter a companhia de dois dos personagens mais icônicos da série animada do Batman de ’92, com a presença de Bud e Lou, suas Hienas de estimação tendo sido, finalmente, confirmadas.

Gotham é um dos aspectos mais importantes dentro da mitologia do Cavaleiro das Trevas, tendo até mesmo ao longo dos anos, se tornado uma espécie de personagem por si só. Em Aves de Rapina, vamos ser introduzidos a continuação da Gotham apresentada em Esquadrão Suicida: Um local de extrema violência e dominada por uma guerra de gangues pelo controle do maior território. Além disso, no contexto deste filme, Gotham não conta com a ajuda de seu defensor, já que o Batman se encontra ausente desde os eventos de Esquadrão Suicida. Expandindo a galeria de vilões do Morcego, vemos agora uma Gotham domina pelo mercenário e rei da mafia, Máscara Negra (interpretado pelo veterano de Star Wars, Ewan McGregor).

McGregor, além de marcar a primeira aparição do personagem em live action, vai também modernizar o vilão, tornando Máscara Negra o primeiro antagonista em um filme de super herói a ser LGBT. O personagem foi descrito como flamboyant e sem medo de acentuar seu lado homossexual, com as primeiras críticas ao filme, celebrando uma performance inovadora feita por Ewan McGregor.

Harley Quinn é inegável a personagem principal do filme, no entanto, essa produção vai ter a responsabilidade de introduzir no DCEU um dos times mais icônicos dos quadrinhos: As Aves de Rapina. Criado em 1996 por Jordan B. Gorfinkel e Chuck Dixon, o time é uma evolução na personagem de Barbara Gordon, que após ter sido paralisada pelo Coringa nos eventos de A Piada Mortal, adotou o codinome de Oráculo, formando as Aves de Rapina como forma de continuar a combater o crime, mesmo que em uma cadeira de rodas. Apesar de apresentar uma rotação regular de heroínas, as mais ilustres membras do time, desde o começo, são a Caçadora e a Canário Negra. Mas, afinal de contas, quem são essas duas personagens e o que as tornou tão importantes para as Aves de Rapina e, eventualmente, própria DC.

  • Caçadora (Helena Bertinelli)

Helena Bertinelli é a única sobrevivente de um assassinato em massa de sua família, que se tornou alvo de diversos reis do crime por conta de seu dinheiro e influência dentro de Gotham. Após a tragedia, Helena é enviada para morar com seus primos na Itália, Os Arsons, uma família de mestre assassinos.

Chegando na Itália, Helena é introduzida as artes de combate corpo a corpo e treinamento com diversas armas letais, incluindo o que se tornou sua arma de escolha, a besta. Bertinelli sempre treinou até a perfeição com o intuito de vingança, tendo entrado na universidade e estudando psicologia criminal, tudo com o intuito de um dia vingar a morte de seus pais. Após formada, Helena retorna a Gotham, mas após um encontro com o Cavaleiro das Trevas, resolve seguir o caminho da rendição e se tornar uma vigilante, protegendo as ruas da cidade e adotando a identidade de Caçadora.

Helena se junta ao time das Aves de Rapina anos depois, quando resgata Canário Negra, que havia sido sequestrada na tentativa dos vilões de Gotham aprenderem a verdadeira identidade por trás da máscara do Batman. No filme de 2020, a personagem vai ser interpretada por Mary Elizabeth Winstead, conhecida por seu papel como Ramona Flowers em Scott Pilgrim contra o Mundo (2009)

Mary Elizabeth Winstead como Caçadora no primeiro teaser oficial de Aves de Rapina
  • Canário Negra (Dinah Lance)

O manto da Canário é na verdade um legado, com Dinah Lance sendo a sucessora de sua mãe, a primeira canário negra nos anos de ouro dos quadrinhos, Dinah Drake. No entanto, com essa nova encarnação da personagem, Canário Negra apresenta seu famoso grito, que é a arma mais letal em seu arsenal, aspecto que também torna Dinah Lance uma meta-humana. Além do grito do canário, a personagem é conhecida como uma das melhores lutadores corpo a corpo do universo da DC, tendo treinado quase todos os membros da liga da justiça em artes marciais e ter ganhado um combate contra o próprio Batman.

A Canário Negro é, na verdade, a primeira heroína a seguir Barbara Gordon em seu novo time. Por conta do relacionamento próximo das personagens, a Oráculo, vendo o potencial da Canário, pediu que a mesma se juntasse ao time, feito que Dinah fez com orgulho. Na versão que veremos em Aves de Rapina, Dinah vai ser inspirada na sua revista solo de 2015, onde a Canário se torna uma cantora em uma banda de rock, como forma de monitorar a mafia de maneira mais próxima. Em 2020, A Canário Negra vai ser interpretada pela atriz Jurnee Smollett-Bell, trazendo um novo aspecto para a personagem, que teve sua etnia alterada, tornando Dinah Lance afro descendente.

Jurnee Smollett-Bell como Canária Negro em imagens do set de Aves de Rapina

Aves de Rapina, que tem sua estreia em Fevereiro de 2020, é um filme que vai expandir o leque de possibilidade para o DCEU, criando abertura para que diversos arcos e personagens famosos sejam introduzidos. Além das três personagens icônicas já mencionadas, a produção vai contar com a adição de dois nomes muito poderosos, mesmo que obscuros, dentro dos quadrinhos da DC: Cassandra Cain e Renee Montoya.

Sendo as duas personagens peças chaves para moldar o futuro do DCEU. A premissa do filme vai se basear em Cassandra Cain, sendo uma garotinha que vai se tornar protegida da Harley e das Aves de Rapina, pois está sendo caçada pelo Máscara Negra. Enquanto Montoya vai representar outro aspecto de Gotham, sendo uma policial da GCPD que está cansada de lutar contra o sistema corrupto policial dentro da cidade, se juntando ao grupo como forma de tomar justiça em suas próprias mãos.

Cassandra Cain entretanto é a porta de entrada para que o trio original das Aves de Rapina seja formado, mesmo que de forma diferente, já que nos quadrinhas a garota, eventualmente, assume o manto de Batgirl. Cain é uma prodígio, tendo sido treinada desde seu nascimento para ser uma arma humana pela liga dos assassinos, sendo resgatada quando ainda jovem pelo Batman, que adotou a criança e a treinou para ser mais humana e ajudar os cidadães de Gotham.

Nos eventos que Barbara se torna Oráculo, a mesma passa o manto de Batgirl para Cassandra, consolidando assim o legado da personagem. Já Renee, é uma personagem de extrema importância, pois além de ser a representatividade latina, é também LGBT e uma das primeiras a ser completamente assumida nas páginas dos quadrinhos. Além disso, após se rebelar contra a corrupção policial dentro de Gotham, a personagem assume o manto de Questão, que é herdado de Vic Sage, se tornando a vigilante sem rosto que busca justiça por todos os meios.

Por fim, além de Aves de Rapina estabelecer o primeiro filme com um time somente de super-heroínas e expandir o universo do DCEU com a possibilidade de Batgirl e Questão aparecerem no futuro, essa produção conta com o começo de uma saga para Harley Quinn. De acordo com produtores executivos da Warner Brothers, Aves de Rapina é o primeiro filme de uma trilogia focada na personagem, além de sua aparição no Esquadrão Suicida de James Gunn em 2021, com a sequência sendo apontada como Sereias de Gotham, introduzindo dessa forma Hera Venenosa e Mulher-Gato.

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Coluna Lucas Aquino

Nova era: uma análise sobre o primeiro trailer de Mulher-Maravilha 84 (Parte 1)

Durante o último dia da CCXP 19 no domingo (8), o mundo foi finalmente agraciado com o antecipado trailer de Mulher-Maravilha 84, filme que depois de um adiamento em 7 meses, vai continuar a saga da Amazona Guerreira vivida por Gal Gadot em 2017. Seguindo o novo direcionamento que a DC tem tomado nos últimos anos, MM84 continua tomando um tom mais leve e dessa vez, se apoiando nas cores vibrantes dos anos 80, porém ainda enaltecendo os contextos de seriedade e senso de justiça que são tão característicos de seus heróis, mas especialmente de Diana Prince.

O trailer mostrou, de maneira orgânica, uma evolução no significado da Mulher-Maravilha para o mundo, mostrando não somente como Diana se adaptou ao mundo dos homens, mas ainda criando um paralelo a versão dela com a qual fomos introduzidos em Batman V Superman. MM84 é uma produção que vai demonstrar inúmeras camadas, agora tendo nós dado dois personagens chaves para a mitologia da Amazona, na forma de Maxwell Lord e Barbara Minerva, que realçam o paradoxo Mulher-Deusa tão conflitantes da personagem principal.

Durante o controverso filme da Liga da Justiça em 2017, vemos Bruce Wayne criticando a ausência da Mulher-Maravilha no mundo dos homens durante cem anos, a questionando por se afastar da imagem heroica e inspiradora tão característica do Superman. Porém, no trailer de 84, vamos que Diana estava bastante ativa nos anos 80, fazendo aparições inclusive em locais públicos, como shoppings. Porém é aí que vemos um dos momentos mais importantes do trailer, durante o encontro em que Diana está duelando contra assaltantes, a Amazona joga sua tiara nas câmeras de segurança, passando a ideia de querer passar despercebida do público em geral, algo que casa com a ideia apresentada na fase de Zack Snyder dentro do DCEU, que estabeleceu um personagem forte e como fonte de justiça, que jamais fugiria de uma batalha para proteger os inocentes, porém, fora dos holofotes.

Juntamente disso, aqui vemos uma Mulher-Maravilha extremamente diferente daquela que nós foi introduzida anteriormente. Diana não está mais em guerra, tendo derrotado o Deus Ares em 1917 durante a primeira Guerra Mundial, mas também tendo vivido no Mundos dos Homens durante o contexto da Segunda Guerra e os horrores Nazistas, mas não é só de forma física que a Amazona não está em conflito, mas esse aspecto é também traduzido para um aspecto psicológico. Em momento algum do trailer vemos a personagem empunhar sua espada, usando de arma somente o laço da verdade e os braceletes e isso é um reflexo da maturidade de Diana como personagem. Depois de tantos conflitos associados a guerra e armas de fogo, a Mulher-Maravilha reflete somente justiça e bondade, algo que é mostrado nas várias cenas de que Diana desarma seus combatentes e destrói seus revolveres.

O trailer de Mulher-Maravilha 84 continua com uma característica já extremamente estabelecida da personagem na forma de sempre ter um olhar no presente, mas justificando seu passado. Durante algumas cenas do trailer, vemos a competição das Amazonas, algo muito parecido com o programa American Ninja Warrior e, que moldou muito Diana como a guerreira que é. Esse aspecto do filme é uma menção a competição das Amazonas nos quadrinhos, que por muitas versões da personagem foi o que tornou seu ticket de passagem para o mundo dos homens e Steve Trevor. No original, após a queda de Trevor em Themyscira, uma competição é feita para eleger a melhor guerreira para viajar dentro do mundo dos homens e ajudar o piloto, feito que é dado a Diana.

Por fim, fechado o trailer de Mulher-Maravilha 84 com, literalmente, chave de ouro temos sua armadura de batalha em forma de águia. A roupa é uma referência a saga do Reino do Amanhã, ilustrada por Alex Ross em 1996 onde diversos heróis, incluindo Diana saem de sua aposentadoria para lutar uma nova geração de heróis que perdeu a fé pela humanidade. No contexto do filme, a Armadura do Amanhã pode apresentar vários significados, mas em especial, ele mostra o apreço de Diana pelo mundo dos Homens e apesar de ter presenciado inúmeros eventos destrutivos causados pelos mesmos, essa armadura em ouro ainda reluz a fé de Diana perante a humanidade.

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Coluna Lucas Aquino

THE BATMAN | Tudo que você precisa saber sobre a nova produção de Matt Reeves, estrelando Robert Pattison

O legado do Cavaleiro das Trevas é um dos mais prestigiados dentro das franquias cinematográficas, com o personagem sendo um ícone desde sua versão televisiva em 1966 com o programa de televisão de Adam West. Sendo um dos heróis mais antigos, tendo sido criado em 1939 e juntamente de Superman e Mulher-Maravilha sendo reconhecido como parte da trinidade de ouro, que lançou a primeira noção do gênero herói para o público. Em 2021, o Bat-sinal vai iluminar os céus de Gotham mais uma vez, com uma nova produção do Batman ganhando vida, nas visões do aclamado Matt Reeves, diretor responsável pelos dois últimos membros da franquia de Planeta dos Macacos.

Trajando a responsabilidade de usar a capa do Cavaleiro das Trevas temos Robert Pattison, ator que ficou conhecido por seu papel na Saga Crepúsculo, porém que nos anos seguintes, fez seu nome como um ícone dentro de pequenas produções, especialmente de influências mais ”indie” e ”cult”, sendo a mais recente a ovacionada, The Lighthouse, uma produção em preto e branca que tem se tornado referencia dentro de festivais de cinema. Pattison vai se beneficiar do cenário em que esse novo Batman vai ser introduzindo, criando um personagem que consegue ser moldado na imagem do ator.

O Batman, como intitulado até então, vai se passar nos anos noventa e exportar os primeiros anos de Bruce Wayne como o vigilante de Gotham. Por conta disso, veremos Robert Pattison introduzindo suas próprias características no personagem e, aos poucos, o tornando o temido Cavaleiro da Noite e protetor de Gotham que todos conhecemos. Nesse contexto não veremos o mestre em artes marciais, com um Batman ainda inexperiente e se apoiando em seus maiores atributo, a estrategia e inteligência. Reeves já confirmou que filme vai funcionar como uma produção de mistério, explorando o lado detetive do personagem, algo que apesar de suas diversas produções, ainda não foi abordado de maneira efetiva no cinema. Além disso, por conta de se tratar de um Bruce Wayne mais novo e ainda energizado de maneira errônea pela vingança, é muito possível que aqui teremos um Batman ainda impulsivo e que age em sua juventude.

Essa produção também já foi confirmada apresentar uma pegada mais noir, utilizando do contrate de iluminação com um jogo de sombras, com o objetivo de criar uma atmosfera mais dramática e obscura dentro dos filmes. Esse estilo ficou conhecido por volta de 1940 e era extremamente presente em filmes policias, direção com a qual esse novo Batman parece flerta bastante. Além disso, O Batman de Matt Reeves e Pattison, apesar de ser uma produção extremamente distinta da pegada conduzida atualmente pelo DCEU, faz parte efetivo desse universo. O filme foi cotado para ser uma trilogia dentro do seu próprio universo, com o intuito de estabelecer o Batman e toda sua mitologia, dando espaço para que Robert Pattison consolide sua marca no legado e somente após isso se junte a Gal Gadot e Jason Momoa, formando uma nova versão da Liga da Justiça.

O Batman vai ser fortemente inspirado em O Longo Dia Das Bruxas, quadrinho escrito por Jeph Loeb e Tim Sales entre 1996 e 1997. A história apresentada nesse arco é exatamente um mistério, onde Gotham é aterrorizada por um assassino que somente ataca durante feriados como Dia das Bruxas, Natal e etc. Por conta da longevidade da trama, que se passa durante o período de tempo de um ano, diversos personagens da mitologia do Morcego são presentes, desde os primeiros anos do relacionamento de Jim Gordon com o Batman, até a maioria dos seus vilões. E Reeves não decepcionou nesse aspecto, tendo confirmado em sua produção nomes como Mulher-Gato, Pinguim, Charada e prometendo muitos outros. No filme de 2021, assassinatos irão acontecer com cada um dos vilões sendo revelados como suspeitos do crime, enquanto Batman e Gordon tentam, as vezes com métodos opostos, resolver o mistério e quem seria o culpado de aterrorizar as ruas de Gotham.

Além de Robert Pattison, o filme conta com outros grandes nomes de Hollywood, graças a grande influência de Reeves dentro da industria e o próprio peso que a marca do Batman carrega. O filme vai exportar não somente um Bruce Wayne mais novo, mas claramente, seu mordomo Alfred Pennyworth, que graças a escalação de Andy Serkis (Senhor dos Aneis) deve seguir com o aspecto mais militar do personagem. Além disso, seguindo o direcionamento de levantar bandeiras significativas de representatividade do DCEU, a produção encontrou sua Mulher-Gato na atriz Zoe Kravitz (Big Little Lies) e seu Jim Gordon em Jeff Wrigth (Westworld), dando dessa forma mais dimensão e complexidade para dois personagens tão importantes para a mitologia do Cavaleiro das Trevas. No entanto, graças a familiaridade da produção com o material base para o filme, rumores apontam que O Batman vai honrar as origens do personagem, com o traje de Robert Pattison apresentando, pela primeira vez em cinema, as cores azuis e cinza.

Por fim, essa nova produção é somente a porta de entrada para não somente uma nova trilogia, mas sim a construção de todo um universo com enfoque no Cavaleiro das Trevas, sua galeria de vilões e, mais importante, sua família. Com a confirmação de que em um filme futuro seriamos introduzidos a uma história de origem para Dick Grayson e sua transformação no primeiro garoto prodígio. Além de ser a primeira vez que o personagem aparecerá nos cinemas desde o famoso Batman & Robin (1997), rumores apontam de que o anteriormente anunciado filme do Asa Noturna seria, na verdade, uma continuidade dessa versão do personagem e a consolidação do legado do Batman de Robert Pattison. Para finalizar, grandes nomes envolvidos na criação desse universo também afirmaram que uma expansão da Bat-Família no cinemas é uma prioridade, com grandes planos especialmente para Barbara Gordon, em um filme solo da Batgirl. Por conta da escalação de Jeff Wright como Jim Gordon, em um efeito dominó, teremos a alteração de etnia da personagem para afro-descendente, tornando de maneira orgânica a primeira heroína a ser titular em um filme do gênero desde 2004, com o controverso Mulher-Gato de Halle Berry.

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Coluna Lucas Aquino

CASTELOBRUXO | A história e curiosidades sobre a escola de magia e bruxaria do Brasil

O Brasil abre as portas de Castelobruxo, sua escola de magia, para Eddie Redmayne e o elenco de Animais Fantásticos em 2021

Em 2021, o mundo de magia e bruxaria de JK Rowling vai abrigar, com muito orgulho, as cores verde e amarelo, visto que na semana passada foi confirmado que o terceiro filme na franquia de Animais Fantástico e Onde Habitam se passará no Brasil, durante a década de 30. A mitologia criada por Rowling nos anos noventa continua se expandindo mesmo após o termino da saga aclamada de Harry Potter em 2011, com as produções focando em Newt Scamander expandindo o mundo bruxo e a visão dos fãs muito além de Hogwarts e a Inglaterra. Desde 2012 com a criação do Pottermore, a expansão desse mundo tem sido intensa, com a própria JK Rowling nós provendo de notícias e informações sobre seu universo, entre elas, a apresentação das escolas de magia situadas em países chave ao redor do mundo. E como já se era de esperar, o Brasil possui uma imponente escola de magia e bruxaria para chamar de sua, a Castelobruxo e pensando nisso, o Volts pede que vocês jurem solenemente não fazer nade bom, enquanto preparamos os Bruxos brasileiros para 2021 com a história e curiosidades sobre a nossa escola.

Castelobruxo é uma das escola de magia mais antigas do mundo, rivalizando com a própria Hogwarts. De acordo com registros, a escola é uma construção de origem indígena por volta do século X, com seu nome tendo sido dado oficialmente após a colonização e com a, infeliz, substituição do tupi pelo português. Assim como sua irmã britânica, Castelobruxo é protegida por um feitiço que a torna imperceptível aos olhos dos não bruxos, dando aspectos de uma civilização em ruínas. Castelobruxo é localizada dentro da floresta amazônica e é descrita como uma imponente construção em dourada, na imagem de um templo e por conta disso, muitos acreditam que a mesma seja a cidade presente na lenda do El Dourado contata por aqueles que não tem acesso a magia.

JK Rowling é conhecida por trazer elementos místicos da cultura para dentro do seu universo, dando um aspecto de verossimilhança para seus contos. Aqui não seria diferente, com a presença de muitas lendas do folclore brasileiro estando presente dentro de Castelobruxo. De acordo com a autora, os terrenos e os alunos da escola são protegidos por caiporas, criaturas travessas que saem a noite para patrulhar a floresta. Apesar de ser situada no Brasil, a escola é conhecida por abrigar alunos de toda a América Latina, criando suspeitas de que a língua oficial de Castelobruxo seja divida entre o português e o espanhol, visto que os países da América Latina em sua maioria apresentam o espanhol como dominância.

Diferentemente de Hogwarts e Ilvermorny, as escolas de Londres e Nova York respectivamente, Castelobruxo não é dividida por casas, fugindo um pouco do que os fãs estão acostumados. No entanto, Castelobruxo acaba sendo a a regra, visto que escolas como o Instituto de Durmstrang na Bulgária e a Academia de Magia Beauxbaton na França, apresentados em Harry Potter e o Cálice de Fogo, também não apresentam a segmentação por casas. Quanto a vestimenta, o uniforme oficial de Castelobruxo é uma homenagem a floresta que a cerca, sendo na cor verde cintilante.

A escola de magia e bruxaria Castelobruxo é também um dos locais mais procurados pelos alunos europeus, apresentando um programa de intercâmbio renomado. O motivo dessa demanda alta é dado pelas referencias pela qual a escola é conhecida, sendo referencia em Herbologia e Magizoologia, o último sendo o estudo de animais mágicos, especialidade do personagem de Eddie Redmayne nessa nova franquia. Apesar de ser algo relativamente nova para muitos, Castelobruxo já faz parte do universo de Harry Potter desde o lançamento de seu quarto livro, em 2000. Em o Cálice de Fogo, Gui Wesley relata trocar correspondência com uma aluna do Brasil, expressando o desejo de fazer o tão famoso intercâmbio entre escolas.

Por fim, Castelobruxo apresenta veteranos extremamente importantes para o mundo mágico, com alunos que se tornaram imagens celebres após se formarem na escola. A primeira é Benedita Dourado, que reside como diretora de Castelobruxo e é extremamente respeitada dentro da comunidade bruxa, especialmente em Hogwarts. Com a confirmação do filme, muito fãs começaram a petição para que a atriz Fernanda Montenegro interprete a personagem. Além dela, o livro utilizado pelo professor Horácio Slughorn em o Enigma do Príncipe foi escrito por Libatus Borage, um distinto mestre em poções formado de Castelobruxo. Por fim, na área em que o Brasil tem êxito, independente da mitologia, o jogador João Coelho que se formou na escola para se tornar capitão de um dos times mais importantes de quadribol no mundo.

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