6 lições sobre redes sociais em ‘O Dilema das Redes’

Documentário está disponível no catálogo da Netflix.

O novo documentário da Netflix, “O Dilema das Redes”, traz à tona um assunto que com certeza você já assistiu alguma palestra sobre: redes sociais. Mas, dessa vez, nada de palestrantes tradicionais.

Quem fala sobre os bastidores das redes aqui são ex-chefes e ex-criadores de redes sociais. Nenhum deles narra sobre os sucessos da vida profissional, mas de como as redes sociais trabalham para viciar os usuários e tem consequências seríssimas na vida real.

Design feito para viciar

Na série, ex-chefes e criadores das redes sociais mais poderosas do mundo explicam como os usuários, incluindo eles mesmos, são manipulados por sistemas que eles mesmos criaram. Como o objetivo é fazer todos ficarem o máximo de tempo nos aplicativos, absolutamente tudo é feito para estimular o engajamento.

Vicia como droga

Da dinâmica das notificações até o algoritmo do que é mostrado, os próprios executivos admitem que a intenção de viciar os usuários: “As redes sociais e os traficantes de drogas são os únicos negócios que não chamam os consumidores de clientes, mas de usuários”, diz um deles durante o documentário.

Contraindicado para crianças

Durante o documentário, alguns executivos revelaram que não deixam os próprios filhos usarem as redes sociais. Orientam fortemente o controle de tempo de uso e até recomendam que ninguém use as redes sociais antes dos 16 anos.

Eles sabem tudo sobre nós

A inteligência artificial por trás dos algoritmos das redes sociais sabe absolutamente tudo sobre nossos gostos, preferências, histórico de buscas. Essas informações são vendidas para os anunciantes dessas redes sociais. Um deles chega a dizer que “se você usa um serviço e não pega pelo produto, você é o produto”. E a tendência é saberem cada vez mais.

Efeitos colaterais na realidade

Um dos principais debates do documentário é sobre como o algorítmo das redes sociais impacta no tecido social através, por exemplo, das fake news e de como a recomendação de conteúdo cria o surgimento de bolhas com usuários de ideologias semelhantes que estimulam a polarização de ideias na vida real.

Como burlar o sistema?

Há quem defenda que todos larguemos as redes sociais agora mesmo. Mas como isso é quase impossível de acontecer, os próprios executivos dizem que a maneira mais segura de mudar a realidade é admitirmos o vício, regularmos o uso do celular, ativar ferramentas de segurança e usar, mais do que nunca, o bom senso para filtrar o que é consumido na internet. Porque as redes… As redes só querem que você esteja como está agora, com os olhos vidrados na tela.

Total
0
Shares
Prévia

LiteraPOP #6 – Há como separar autor da obra?

Próxima Notícia

Marco Gabriel lança videoclipe de “Chato” resgatando a cultura da periferia