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Televisão

5 motivos que enterraram o Vídeo Show após 35 anos

Após muito desgaste, programa foi cancelado nesta terça-feira (8) pela TV Globo.

É uma ostentação gigantesca o título de estar há 35 anos no ar. Essa façanha o Vídeo Show teve a honra e carregar de 1983 até esta terça-feira (8), quando a TV Globo surpreendeu confirmou o fim da atração. Ainda que leigos e críticos apontassem o desgaste do programa há tempos, o canal parecia disposto a tentar salvar a atração.

Fizeram de tudo. Trocaram apresentadores, criaram quadros, flertaram com a internet, mudaram o cenário, trouxeram BBB’s, investiram em humor, mas nada conseguiu brecar o avanço da concorrência que transformou a faixa de horário a mais frágil da segunda maior emissora do mundo. Por isso, a gente listou 5 motivos que levaram ao cancelamento Vídeo Show:

Mudança de direção

Esse motivo entra na lista por uma questão técnica. Em novembro de 2018, a Globo mudou o comando do departamento de entretenimento. Sai Boninho, entra Mariano Boni, que veio do jornalismo e assumiu a responsabilidades de programas como “Vídeo Show”, “Mais Você”, “Encontro”, “É de Casa”, “Altas Horas”, “Amor & Sexo” e “Bem Estar”. Como decisão da nova gestão, a decisão de tirar do ar do tradicional programa de bastidores da Globo foi de Mariano e foi tomada há cerca de 15 dias. Chegou colocando um fim nessa agonia.

Conteúdo chapa branca

Quando se trata do relacionamento com artistas, a Globo sempre foi egocentrista. O política sempre foi falar e repercutir apenas a agenda das celebridades da casa. Obviamente, o efeito colateral sempre foi descartar os conteúdos que prejudicassem os próprios funcionários. Funcionou durante um tempo? Muito! Mas em tempos ultra conectados e em que celebridades arruínam as próprias carreiras com um tuíte, esse tipo de chapa-branquisse já não cola mais. Houve um movimento para amenizar a impossibilidade de transformar o Video Show em um programa de jornalismo de celebridades, mas não foi suficiente.

Perfil do público

Quem trabalha com comunicação sabe que as mudanças de perfil do público são responsáveis por muitas dores de cabeça nas redações do mundo inteiro. É se adaptar ou ‘tchau’. Desde que a internet surgiu, então, essas mudanças surgem como furacões. A alta exposição das redes sociais acostumaram o público a consumir, literalmente, a intimidade das celebridades, os bastidores em tempo real das produções e sob a perspectiva do próprio artista. Entrevistas sobre a próxima personagem na novela já não interessavam mais. Ainda que o Vídeo Show tenha tentado a todo custo se aproximar da internet neste sentido, a falta de espontaneidade no programa rotulava tudo nele como forçado. E forçação de barra ninguém aceita.

Concorrência pesada

Desde que Fabíola Reipert chamou atenção do Brasil com suas venenosas revelações dos bastidores do mundo das celebridades, o Vídeo Show começou a realmente se preocupar. O segmento de celebridade ganhou força na televisão e programas como “Fofocalizando” (SBT) e o quadro “Hora da Venenosa” (Record) conquistaram relevância com o estilo quente de apresentar esse conteúdo. No meio dessa revolução, a imagem pejorativa do “Vídeo Show” como vitrine global ganhou força e enfraqueceu o veterano. O desdobramento continua no tópico “Conteúdo Chapa Branca”

Apresentadores sem afinidade

A lista de apresentadores que passaram pelo Video Show não é pequena. Passaram pelo programa como Tássia Camargo, Marcelo Tas, Miguel Falabella, Cissa Guimarães, André Marques, Ana Furtado, Luigi Barichelli, Fiorella Matheis, Zeca Camargo, Mônica Iozzi, Otaviano Costa, Maíra Charken, Joaquim Lopes, Sophia Abraão e as recentes Fernanda Keulla, Ana Clara e Vivian Amorim. Entre eles, uns já consagrados, alguns carismáticos e outros bons leitores de teleprompter. Mônica e Otaviano até deram uma sobrevida ao programa, mas a saída da atriz levou com ela a esperança de um programa verdadeiramente interessante.

Televisão

Programa da Maísa: estamos assistindo a formação de uma lenda da TV?

Surgir na telinha aos três anos e aos 16 já conquistar um programa com o próprio nome aponta caminhos promissores.

Ainda que não tenha sido a única a ganhar oportunidades na televisão desde muito pequena, temos aqui um caso de real destaque. Desde que surgiu no Programa Raul Gil (Band) com apenas três anos, Maísa Silva já despertava um encantamento coletivo e a cada programa despontava como promessa para o futuro da TV – não só por ser falante e carismática, como pelas sacadas e linhas de raciocínio que pareciam impossíveis para qualquer outra criança. Corta para 2019 com Maísa com programa solo no SBT.

Maísa é a cria da televisão que mais soube se desenvolver fora dela. A presença na internet a fez não só conquistar o posto de adolescente mais seguida no planeta quanto ser um ícone híbrido com altíssima aceitação tanto na televisão quanto nas redes sociais. Um perfil que tem sido aposta em alguns canais fechados e, recentemente, como tentativa no “Vídeo Show” (Globo).

Antenado nas tendências online, o SBT sabe da joia raríssima que tem. Inicialmente, planejou com que seria o “Maisa Digital” ou “Maiseira” como programa apenas para a internet. Mas viu potencial para a grade da TV aberta e apostou. Resultado: um programa jovem, moderno, colorido e dinâmico que tem tudo a ver com o perfil da apresentadora.

O “Programa da Maísa” também consegue ser coerente com a identidade pública que Maísa tem construído ao longo dos anos como uma figura que tem representado, na prática, o que o senso comum espera de um bom futuro: pessoas com pensamentos mais empáticos, abertos, sensíveis e inclusivos. Propositalmente ou não, músicas de Pabllo Vittar foram usadas na abertura e encerramento do programa, logo antes de uma mensagem gravada posteriormente como símbolo de solidariedade aos atingidos pelo atentado em Suzano.

O conteúdo deve sofrer naturais modificações ao longo das edições, tempo de entrevistas e brincadeiras podem variar. Como bom jornalista, torço para que as entrevistas ganhem espaço, visto que trazer dois convidados para dividir atenção no já escasso tempo para conversas foi o ponto mais frágil da estreia.

Diante dessa estreia, ficou ainda mais fácil entender a diferença de Maísa para as outras dezenas de crianças que já pintaram na telinha, mas não conseguiram conquistar a projeção e respeito que a ex-menina dos cachinhos possui hoje. Um mistura de espontaneidade, autenticidade, sagacidade e, sem dúvidas, dedicação que não só a apontam como uma figura que tem absolutamente tudo para ser um grande nome da TV no futuro quanto por, arrisco dizer, estarmos presenciando a formação de uma lenda da nova televisão ou de consumir mídia.

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Televisão

Como uma piada fez Fernando Rocha ser demitido da Globo

Momento ‘descontraído’ não foi bem recebido pelos novos diretores da emissora.

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A última semana de fevereiro de 2019 foi marcada pela demissão do jornalista Fernando Rocha da Globo, onde apresentava o programa Bem Estar desde 2011. De acordo com o site Notícias da TV, a Globo decidiu na terça-feira (26) que não renovaria o contrato do apresentador e já na quarta-feira (27) ele nem apareceu no programa, que continua sob comando da ex-colega de dupla Mariana Ferrão. Logo, não houve uma despedida formal do público.

Em entrevista, Fernando Rocha conta que desde que houve mudanças na diretoria da Globo e o Bem Estar ficou “mais pesado” desde que deixou o setor de Jornalismo e se mudou para o Entretenimento. “Mariano Boni [novo diretor de entretenimento] reformulou esse grupo e me comunicou que eu iria deixar e me deixou a vontade pra procurar outros projetos dentro e fora da Globo”, lamentou o jornalista, conhecido por momentos engraçados e “descontraídos demais” na televisão.

A busca de Fernando pela descontração começou a ser percebida nas entradas ao vivo do projeto Bem Estar Global, onde o jeito desengonçado de dançar começou a chamar atenção. De lá para cá, chegou a participar do Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão, e as brincadeiras e tremeliques do jornalista começaram a ganhar força.

Até que aconteceu o último meme do apresentador: a famosa reflexão, ao vivo, sobre a separação da clara e com ovo. “A clara e a gema foram uma linha divisória. Eu achei que pudesse mudar [o quadro desfavorável], afinal a gente estava indo bem no Ibope. A gente estava ganhando, não estava perdendo”, disse o apresentador, confirmando que a direção da Globo não engoliu esse constrangimento.

Depois disso, Fernando Rocha precisou se conter. Parou com tremeliques, piadas e adotou um tom mais sério em suas aparições. Nada o suficiente para evitar a não renovação do contrato.

Agora, o apresentador diz que está livre, até agosto, para tentar se encaixar em alguma produção dentro dos Estúdios Globo ou até em outro canal.

Mariana Ferrão continua apresentando o Bem Estar, ainda que rumores apontem um fim iminente do programa que, nos últimos meses, perdeu metade do tempo de exibição. Fernanda Gentil, remanejada do Esporte para o Entretenimento, estaria sendo cotada para ocupar o lugar da atração.

A Globo, no entanto, não confirma nada oficialmente.

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Televisão

Com possibilidade de corte de gastos, funcionários da Record procuram CNN Brasil

Segundo o Notícias da TV, novo canal de notícias tem recebido currículos de todas as áreas da Record.

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Até o fim do ano, a filial brasileira da CNN deve sair do papel. Enquanto isso, na Record TV, as conversas de bastidores apontam como certo o corte de gastos da emissora em um futuro próximo. Por conta disso, segundo o site Notícias da TV, profissionais da emissora têm se candidatado à vagas no novo canal de notícias.

As explicações para essa preferência, segundo o site, vem da direção de jornalismo da CNN Brasil ser de um ex-Record: Douglas Tavolaro. Naturalmente, o network dos profissionais facilita essa procura. Além disso,
dois dos três vice-presidentes anunciados também são ex-funcionários da emissora de Edir Macedo.

Logo, com a especulação provocada pelos cortes feitas pela Record nos últimos meses, que envolveram demissões de mais de 2 mil funcionários e reduções de orçamento (canal excluiu mais de mil postos de trabalho), o clima é de salve-se quem puder.

Em contrapartida…

Enquanto o clima entre os funcionários é de insegurança, a direção da casa promoveu mudanças. O atual diretor de jornalismo da Record desde 14 de janeiro, Antônio Guerreiro, garantiu investimentos no setor e Rogério Gallo, até então profissional de entretenimento com passagens pela MTV e Band, foi contratado para desenvolver novas atrações jornalísticas.

“A capacidade criativa e a inventividade de Rogério Gallo permitirão à Record inovar ainda mais, além de reforçar nosso compromisso com a qualidade e credibilidade da informação, que são as marcas dessa equipe vencedora”, disse Guerreiro em nota divulgada à imprensa.

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