5 Motivos para se animar com o Aranhaverso da Sony





21/08/2019 - Atualizado às 09:15


Foto: Reprodução/Sony

COM GRANDES PODERES, VEM GRANDE RESPONSABILIDADES ! Depois de três anos, de um acordo entre a Marvel e a Sony que teve seu início durante a produção de Capitão América: Guerra Civil, para que a Disney pudesse compartilhar os direitos criativos do personagem Homem-Aranha, incluindo assim Peter Parker no MCU, finalmente chegou ao fim de maneira trágica. De acordo com fontes, o presidente geral da Disney, Bob Iger, entrou em conflito com a Sony por questões monetárias, especificamente na maneira como o lucro dos filmes protagonizados pelo Cabeça de Teia estavam sendo repartidos entre as companhias. Iger procurou que a divisão da bilheteria fosse feita de maneira igualitária (50%), demanda que abrangia também a participação de Kevin Feige e seu envolvimento com a franquia do Homem-Aranha, no sentindo de que se tal exigência não fosse atendida, o visionário por trás da Marvel não representaria mais o Homem-Aranha dentro do MCU. Com isso, Kechiro Yoshida, o presidente executivo da Sony, apenas reforçou seu acordo original com Iger e a Disney, com a qual a companhia tinha direito somente a 5% da bilheteria dos filmes.

O fim desse acordo marca a conclusão de uma era para ambas as companhias e as consequências da recisão desse acordo são imensas. Com isso, Tom Holland está oficialmente fora do MCU, restringindo dessa maneira que a Marvel tenha qualquer direito sobre o personagem e qualquer título associado a ele, visto que a Sony quando comprou os direitos do Homem-Aranha foi além, comprando não somente de maneira superficial (como feito pela 21th Cenntury Fox com X-Men e Quarteto Fantástico), mas adquirindo também os direitos criativos do personagem dentro da mídia. Por outro lado, pela quebra desse contrato, a Sony perde o direito de utilizar ou referenciar qualquer personagem que seja parte do MCU, tornando dessa forma uma participação de personagens como Nick Fury, Maria Hill e Tony Stark inviável.

No entanto, o Volts vai tentar ser otimista e trazer para vocês uma lista de motivos para se animar com essa quebra de contrato, mostrando que a divisão da Sony que lida com o Universo do Homem-Aranha tem se mostrado extremamente capaz e sagaz nas decisões feitas com a propriedade, agradando não somente os fãs, mas também a própria Hollywood.

  • 1. AMY PASCAL

Kevin Feige, o produtor executivo da Marvel, se tornou um dos maiores titãs da indústria cinematográfica, deixando sua marca de forma lendária ao construir um universo em constante expansão. Atualmente, o MCU é a maior referência de franquia, tendo inclusive entre seus filmes, a maior bilheteria mundial (Vingadores: Ultimato), com impressionantes 2.795 bilhões de dólares. Feige, entretanto assim como Thanos, pode ser inevitável, mas não soberano e a sombra do poder emergente que Amy Pascal e seu Aranhaverso lançam sobre o MCU é constantemente sentida. Pascal já brilhava dentro da Sony, tendo produzido todos os filmes de ”Homem de Preto”, o aclamado ”A Rede Social”e até mesmo, dois dos mais famosos James Bond, tendo sido uma das mentes por trás de ”Casino Royale” e ”Spectre”. No entanto, a produtora encontrou notoriedade ao se tornar a mente por trás de todos os projetos que envolvessem Peter Parker e seu universo, batendo de frente e de maneira sagaz com Feige e o MCU. Dentro do acordo Sony/Disnney, os filmes do Cabeça de Teia tinham a marca dos dois produtores, com Feige e Pascal dividindo o cenário criativo de como proceder com Peter Parker, porém, fora dos filmes compartilhados, a decisão de como construir um universo referente ao Homem-Aranha é todo dela. Pascal, que deixou recentemente a Sony, mas ainda controla a divisão do Homem-Aranha é essencial para o novo Aranhaverso, sendo a mente visionária que irá moldar todo o conceito desse novo domínio. Além disso, a presença de Amy Pascal mostra a força que as mulheres adquiriam dentro do universo não somente de filmes, mas mostrando seu poder como conhecedora de quadrinhos e de heróis, destruindo esteriótipos de que o foco dos quadrinhos é o público masculino.

BEVERLY HILLS, CA – MARCH 21: Amy Pascal attends “An Evening” benefiting The L.A. Gay & Lesbian Center at the Beverly Wilshire Four Seasons Hotel on March 21, 2013 in Beverly Hills, California. (Photo by JB Lacroix/WireImage)
  • 2. MILES MORALES

Talvez hoje, oito anos depois de sua criação, a presença de Miles Morales seja mais relevante do que nunca. O jovem, que nos quadrinhos surgiu como uma maneira de experimentar com a teoria do multiverso da Marvel, ganhou respeito de críticos e fãs, se tornando um dos personagens mais aclamados nos quadrinhos atualmente. Prestígio que transcendeu as páginas da HQ e passou para as telas de Hollywood em um filme tão bem executado, que se tornou um marco cultural. Homem-Aranha: No Aranhaverso conquistou diversos territórios para a Sony, não somente lançando uma franquia focado na divisão da animação da companhia, mas tirando a soberania de sete anos da Disney, quando conquistou o Oscar de Melhor Animação em 2019, derrubando até mesmo Os incríveis 2 e WiFi Ralph. Além de ser um filme no maior nível de qualidade em todos os quesitos, puxando o futuro de animação como um todo para outro patamar, a presença de Miles Morales e sua afro-latino descendência, em um filme que trata isso de maneira natural e não cria todo um espetáculo, mas respeitando e celebrando sua etnicidade é também um manifesto do que o futuro de Hollywood e do mundo tem de se espelhar para se tornar. Com isso, Pascal e a Sony já planejam uma expansão para o Aranhaverso, com os diretores por trás do primeiro filme tendo confirmado seu retorno para a sequência, além de um spin-off com o foco em três gerações de Mulheres-Aranhas (Gwen Stacy, Jessica Drew e Cindy Moon) também estar em produção pela companhia.

  • 3. VENOM

Venom é um filme extremamente controverso, tendo sido criticado desde antes de sua criação, por ser uma produção focado em um dos maiores vilões de Peter Parker, entretanto, num filme onde o mesmo não apareceria e transformaria a simbiose em um anti-herói. No entanto, esse sentimento de divisão se tornou ainda mais evidente, depois de diversos trailers terem animado a audiência, mas o filme ter recebido, na semana de sua estreia, uma nota de 27% no Rotten Tomatoes e comparações com o famoso Mulher-Gato de 2004. Porém, Eddie Brock deu a volta por cima, passando por cima de críticos de maneira exemplar, tendo arrecadado um total de 855 milhões de dólares em bilheteria e ter se tornado um dos filmes mais rentáveis de 2018. Aqui no Volts admitimos: Venom não é um filme perfeito. Entretanto, é uma produção extremamente carismática. que combina de maneira perfeita o charme de filmes dos anos noventa com a força em atuação que é Tom Hardy, criando um primeiro filme digno de se pagar o ingresso do cinema, mas ainda mais importante, um filme que apresenta potencial para sustentar seu próprio universo. Venom já tem duas sequências confirmadas, criando a primeira trilogia solidificada dentro do Aranhaverso da Sony e junto desse título, nomes de peso e respeito estão sendo agregados a produção, aumentando ainda mais o valor de interesse dos fãs nessa continuação. Em Agosto desse ano, Andy Serkis, conhecido por seus papeis em Senhor do Anéis e Pantera Negra, se juntou a esse universo e assumiu o posto de diretor, trazendo consigo um conhecimento em animação e CGI, por ser um dos pioneiros nesse tipo de tecnologia dentro de Hollywood, elevando assim as expectativas posta na produção de Venom 2. Além disso, essa semana, foi anunciado que o diretor de fotografia Robert Richardson, conhecido por trabalhar ao lado de Tarantino em diversos de seus filmes, incluindo o mais recente Once Upon a Time in Hollywood, se juntou a produção de Venom e consigo trazendo mais peso ainda para o nome do filme. Além disso, o futuro de Venom vai contar com mais personagens icônicos, com Woody Harrelson e Michelle Williams retornando para seus respectivos papéis e a possibilidade de vermos She-Venom mais uma vez com Williams e finalmente testemunharmos a força de um massacre, com o Carnificina de Harrelson.

  • 4. MORBIUS, O VAMPIRO VIVO

Antes do acordo com a Marvel ser quebrado, a Sony tinha como objetivo de criar um universo focado em anti-heróis do Cabeça de Teia e uma de suas maiores apostas, especialmente após o sucesso de Venom, é Morbius. Apesar de ser um personagem mais obscuro da Marvel, essa produção casa com o universo mais grotesco e sombrio em desenvolvimento por Pascal e a Sony e assim como muitos projetos, esse também tem um aspecto de rendição. Em 2018, foi oficialmente anunciado que o ator escolhido para viver o vampiro de New York era Jared Leto, dando ao ator ganhador de Oscar, uma chance de se redimir com os fãs de quadrinhos depois do controverso e desastroso Coringa de Esquadrão Suicida. Morbius, no entanto, vai diferenciar de seu antecessor, com fortes rumores apontando que o filme vai receber a classificação indicativa R, para que dessa forma, a história possa ser explorada de maneira extensiva. Morbius, O Vampiro Vivo vai contar a história de um cientista (Michael Morbius, vivido por Leto), que na tentativa de curar uma rara doença sanguínea, passa a experimentar com morcegos hematófagos e eletroterapia até que em um acidente, o jovem cientista adquiri pseudo-vampirismo. Por conta disso, Morbius consegue voar e desenvolve super força, no entanto isso vem ao custo da necessidade de se alimentar de sangue e uma forte aversão a luz. Pouco ainda se sabe da produção em si, mas ela promete um filme de heróis como nenhum outro visto. O filme, além de contar com Jared Leto, tem nosso eterno Doctor Who, Matt Smith e Tyree Gibson associados ao projeto, ambos em papeis ainda não confirmados.

  • 5. GATA NEGRA

Por fim, Felicia Hardy já teve um pequeno momento dentro do mundo de Homem-Aranha, quando em O Espetacular Homem-Aranha 2 nós deu um gostinho da personagem na pele de Felicity Jones. No entanto, desta vez parece que veremos muito mais da anti heroína favorita do Cabeça de Teia, já que a Sony, reconhecendo a popularidade da Gata Negra, tem um filme focado nela como projeto para consolidar seu Aranhaverso. A personagem é uma das mais aclamadas dentro da mitologia do Homem-Aranha, tendo sido apresentada em diversas mídias foras dos quadrinhos, como os desenhos animados dos anos noventa e especialmente em todos os vídeo-games focados em Peter Parker. Felicia Hardy teve sua primeira aparição nos quadrinhos em 1979, seguindo a necessidade de introduzir um novo interesse amoroso para Parker seguindo a morte de Gwen Stacy, no entanto, a Gata Negra se tornou muito mais do que isso e ao se apoiar em uma personalidade forte e habilidades únicas, a femme fatale, se tornou um dos personagens mais bem construídos dentro de quadrinhos. Vindo de uma familia rica, Felicia Hardy é a filha de um chefe da mafia, que se torna ladrã, com o objetivo de atrapalhar os negócios de sua familia. Além disso, a Gata Negra conta com habilidades de manipulação de probabilidade, fazendo que eventos sejam favoráveis para ela e dando assim o aspecto da mesma ser ”sortuda”. Em 2017, um filme conjunto da Gata Negra e da Sabre de Prata tinha sido posto em produção, com o título de ”Black and Silver”, no entanto, a Sony reconhecendo o potencial da personagem, descartou a ideia e agora tem toda a intenção de focar em um filme focado somente na Gata Negra. Pelo peso do nome da própria personagem, assim como Venom, se é de esperar que uma atriz de peso seja considerada para vestir os cabelos prateados e as roupas pretas, dando vida dessa forma ao primeiro filme com uma heroína no título dentro do Aranhaverso da Sony.