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Filmes

5 filmes que apostam na representatividade e interferem no aprendizado

Psicólogo afirma que filmes interferem no processo de formação de crianças.

Foto: Arte/Volts

O Oscar, máxima cerimônia do cinema, exibida no início de março, mostrou a importância da representatividade nos filmes. Seja nos discursos das estrelas que foram premiadas ou nas películas que concorriam, o certo é que as pessoas querem se enxergar nas histórias que assistem.

Diferente do que aconteceu após a Segunda Guerra em que o cinema retratava o “american way of life”, ou seja, o padrão da família “perfeita” em termos de beleza, gênero, e regras que deveríamos seguir, a indústria do cinema percebe que tem que acompanhar a realidade das pessoas e que cada realidade é diferente quando falamos de indivíduos. Principalmente a minoria: negros, mulheres, estrangeiros, deficientes físicos e\ou mentais e LGBTs.

Quando levamos essa discussão para as crianças, o assunto fica ainda mais intrincado. Aprender tem haver com a sinergia entre experiências e estudo. Logo, a vivência dessas crianças e o contato que elas têm com filmes, quadrinhos, e todo o tipo de entretenimento interfere no processo de formação como indivíduo e aluno (a).

O número de Mulheres, negros e asiáticos ainda são minoria na direção dos filmes. Para ter uma ideia, no período de 2007 a 2017, apenas 52 filmes foram dirigidos por mulheres. Dá uma média de menos de 6 filmes por ano. Outro número preocupante é que neste período apenas 63 longas foram dirigidos por negros. Logo, a questão da representatividade tem haver desde a concepção desses filmes.

“A questão dos filmes apresentarem estereótipos deve ser algo debatido nas salas de aula e também com os pais\responsáveis pelas crianças. Acredito que essa seja uma responsabilidade de toda e qualquer instituição de ensino”, explica Augusto Jimenez, psicólogo da Minds Idiomas.

Mulher-Maravilha

O primeiro filme que traz uma heroína como protagonista mostra que heróis e heroínas têm a mesma importância. Ou seja, por meio da película está sendo abordada a igualdade de gênero. Que deve ser algo natural tanto na escola quanto mais tarde no mercado de trabalho. Por meio do filme, as crianças enxergam que as oportunidades devem ser iguais para todos. Independente de ser mulher ou homem. O importante é essa criança enxergar que ela pode ser quem ela quiser.

Pantera Negra

O primeiro filme de herói com protagonistas negros conquistou a marca de 5 ª maior bilheteria de estreia da história dos EUA. Um país com diversos casos de racismo registrados assim como o Brasil. É um grande avanço já que nos quadrinhos, o Pantera Negra, já existe a mais de 50 anos. Crianças e jovens negros que quase nunca se veem representados nas telas têm acesso a uma super produção, com efeitos de ponta, e finalização invejável.

Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força

O trio protagonista desse episódio da saga é composto por um latino, uma mulher, e um negro. Apesar do produtor do filme, Bryan Burk, ter afirmado que a questão da representatividade nem deveria ser discutida e sim ser algo natural, já enraizado, o filme ajudou a milhares de crianças a se enxergarem na história. Principalmente quando falamos dos estrangeiros e os milhares problemas que imigrantes enfrentam no dia a dia. A saga já se passa em uma galáxia multicultural e inclusiva. Vale a pena conferir os demais filmes.

Extraordinário

O filme que tem como pano de fundo o livro, de mesmo nome, da escritora R.J.Palacio, mostra a vida de um menino portador da Síndrome de Treacher Collins. A deformidade que o personagem tem no rosto é significativa e a narrativa mostra a relação dele com os colegas de escola e as demais ações do seu dia a dia. Apesar de o filme ter recebido algumas críticas como a escolha do ator que fez o papel principal, muitos acreditam que deveria ter sido alguém portador da síndrome a ser escolhido, o filme ensina alguns valores para crianças e adultos. Como: superação, respeito pelas diferenças, e empatia.

A Bela e a Fera

O novo filme da Bela e a Fera retrata a diversidade e um tipo de protagonismo diferente dos grupos historicamente representados. Tendo como personagens principais uma mulher e um personagem caracterizado como fera, o filme além dos protagonistas fora dos estereótipos traz também o primeiro personagem homossexual da Disney nas telas. Retratando a descoberta da sexualidade pelo personagem.

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Crítica de Filme

Crítica | Sonic – O Filme

Live-action entrega história simples, mas divertida na telona.

Todo aquela história de que o próprio Yuji Naka (ex-presidente da Sonic Team e um dos criadores do ouriço azul) ficou chocado com a aparência de Sonic nas primeiras imagens divulgadas pela Paramount Pictures pode até ser verdade, mas o resultado do longa-metragem nas telonas me fez pensar se no fim tudo não passou de estratégia de marketing.

Digo isso porque embora não seja mais do que o esperado para um filme adaptado de videogame, Sonic é um live-action divertido e que consegue contemplar a essência da personagem mais famosa da SEGA e um dos ícones dos jogos eletrônicos entre todas as épocas.

Temos nos 99 minutos de filme um roteiro bem humorado e contemplativo sobre a figura do ouriço, afinal de contas protagonismo é isso e precisa ser bem executado. Por mais surpreendente que pareça, a trama amarra muito bem diversos elementos da franquia sem abrir mão de certa originalidade em seus desdobramentos. É o caso da origem de Sonic e os poderes dos Anéis, que ganham uma conotação mais universal e que vão para além de evitar que o personagem chegue ao game over.

Por falar nisso, o filme tem muitos easter eggs bem criativos como a adaptação da famosa primeira fase Green Hills na cidade cenário da aventura. Entre os outros tantos, protagonizados nas falas e ações de Sonic, nada é tão divertido do que vê-lo chamar seu antagonista pelo nome original (Dr. Eggman) numa referência às armas usadas por ele, já que na versão em live-action a personagem vivida por Jim Carrey não é um homem em forma de ovo como nos jogos.

E já que Dr Eggman/Dr. Robotnik está em evidência, o que dizer de Jim Carrey? Novamente uma atuação memorável e que coloca a personagem na nossa memória afetiva como um dos bons trabalhos do ator. O duelo entre o ouriço azul e o gênio do mal é dinâmico durante todo o filme e satisfaz na medida do possível.

Reúne-se a isso a trilha sonora que reúne temas clássicos de Sonic the Hedgehog com hits famosos dos anos 1990 e scores bem elaboradas por Junkie XL, que contam a história do filme em momentos que misturam a linguagem do audiovisual e elementos do jogo eletrônico com um bom resultado.

Por fim, a deixa criada desde o começo do filme com personagens similares a Knuckles, a promessa de vingança de Robotnik e a aparição de Tails nos levam a crer que poderemos ver em breve um Sonic 2 com quem sabe um “Sonicverso”.

É por isso que termino esse texto levantando a mesma hipótese do início: E se o “Sonic deformado” não passou de estratégia de marketing para nos convencer a ir ver Sonic nos cinemas? Se for isso, os envolvidos estão muito enganados ao pensar que não iríamos ao cinema ver o ouriço mais famoso do mundo em ação. Antes isso que comprar a história de que os estúdios responsáveis pelo visual do Sonic se inspiraram no urso Ted para dar realismo ao herói velocista. Quanta bobagem! Não tinha como o Sonic do cinema ser diferente do que esse que aparece na telona.

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Filmes

Vencedor do Oscar 2020, Parasita pode ganhar série com Mark Ruffalo na HBO

Imprensa americana recebeu informações sobre minissérie de cinco ou seis episódios.

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Mark Ruffalo pode estrelar minissérie da HBO, diz site (Foto: Divulgação / Parasita / Arte - Volts)

Parasita, fenômeno sul-coreano vencedor do Oscar 2020 em quatro categorias, pode ganhar uma minissérie na HBO, de acordo com o site especializado Collider. A adaptação já tem até o nome de Mark Ruffalo especulado para o papel principal.

Segundo a publicação, as negociações estão em estágio inicial e Ruffalo é o nome mais falado dentro do canal, que ainda não confirmou nada sobre o assunto.

Em janeiro, o próprio diretor Bong Joon Ho revelou o desejo de produzir uma série como uma espécie de material expandido do filme. “Quando penso em minissérie, realmente penso nisso como um filme expandido. Como Fanny e Alexander de Ingmar Bergman, você tem a versão do cinema de três horas e a televisiva, que tem cinco. Então meu objetivo é criar uma versão expandida e de alta qualidade de Parasita’”, disse o diretor.

Ainda que os rumores apontem Ruffalo como protagonista da adaptação, a direção do longa seria do próprio Bong Joon Ho, vencedor do Oscar de melhor diretor, que já estaria até trabalhando ao lado de Adam McKay. Especula-se que a série tenha cinco ou seis episódios.

Sucesso no Oscar

Para a surpresa do mundo inteiro, o longa sul-coreano “Parasita” foi o grande vencedor do Oscar nesse domingo (9), em Los Angeles, Estados Unidos. O filme de de Bong Joon Ho é o primeiro filme de língua não inglesa na história da premiação a ganhar na categoria “Melhor Filme”. E melhor ainda é receber o anúncio pela maravilhosa Jane Fonda. No total, o filme levou 4 estatuetas.

Além do principal prêmio, o cineasta Bong Joon Ho também ganhou como roteiro original, diretor e filme internacional.

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Filmes

Com quatro prêmios, ‘Parasita’ é o grande vencedor do Oscar 2020

Pela primeira vez, a Academia premia um filme não falado em inglês, derrotando Tarantino, Scorcese e mais um monte de favoritos na premiação.

Por

Bong Joon Ho recebe o Oscar de melhor filme internacional por 'Parasita' (Foto: Chris Pizzello/AP)

Para a surpresa do mundo inteiro, o longa sul-coreano “Parasita” foi o grande vencedor do Oscar nesse domingo (9), em Los Angeles, Estados Unidos. O filme de de Bong Joon Ho é o primeiro filme de língua não inglesa na história da premiação a ganhar na categoria “Melhor Filme”. E melhor ainda é receber o anúncio pela maravilhosa Jane Fonda. No total, o filme levou 4 estatuetas.

Além do principal prêmio, o cineasta Bong Joon Ho também ganhou como roteiro original, diretor e filme internacional.

De Sam Mendes, 1917 foi o segundo com mais prêmios da noite: três no total. Coringa, filme adaptado dos quadrinhos, levou duas estatuetas. Ao receber o reconhecimento como melhor ator, Joaquin Phoenix discursou sobre consciência coletiva. “Não quando nos cancelamos pelos erros do passado, mas quando nos guiamos para crescer, por redenção, esse é o melhor da humanidade”, disse ao ganhar seu primeiro Oscar.

A produção brasileira “Democracia em Vertigem” estava concorrendo na categoria de melhor documentário, mas perdeu para “Indústria Americana”, produzido pelo casal Obama. O título aborda os contrastes entre a cultura americana e chinesa durante a abertura de uma fábrica em Ohio, nos Estados Unidos.

Veja, abaixo, a lista completa de vencedores do Oscar 2020:

Filme

  • “1917”
  • “Parasita”
  • “Ford vs Ferrari”
  • “O irlandês”
  • “Jojo Rabbit”
  • “Coringa”
  • “Adoráveis mulheres”
  • “História de um casamento”
  • “Era uma vez em… Hollywood”

Ator

  • Antonio Banderas – “Dor e Glória”
  • Leonardo DiCaprio – “Era uma vez em… Hollywood”
  • Adam Driver – “História de um casamento”
  • Joaquim Phoenix – “Coringa”
  • Jonathan Price – “Dois papas”

Atriz

  • Cynthia Erivo – “Harriet”
  • Scarlett Johansson – “História de um casamento”
  • Saoirse Ronan – “Adoráveis Mulheres”
  • Charlize Theron – “O escândalo”
  • Renée Zellweger – “Judy: Muito Além do Arco-Íris”

Diretor

  • Martin Scorsese – “O irlandês”
  • Todd Phillips – “Coringa”
  • Sam Mendes – “1917”
  • Quentin Tarantino – “Era uma vez em… Hollywood”
  • Bong Joon Ho – “Parasita”

Atriz coadjuvante

  • Kathy Bates – “O caso Richard Jewell”
  • Laura Dern – “História de um casamento”
  • Scarlett Johansson – “Jojo Rabbit”
  • Florence Pugh – “Adoráveis mulheres”
  • Margot Robbie – “O escândalo”

Ator coadjuvante

  • Tom Hanks – “Um lindo dia na vizinhança”
  • Anthony Hopkins – “Dois papas”
  • Al Pacino – “O irlandês”
  • Joe Pesci – “O irlandês”
  • Brad Pitt – “Era uma vez em… Hollywood”

Roteiro adaptado

  • “O irlandês” – Steven Zaillian
  • “Jojo rabbit” – Taika Waititi
  • “Coringa” – Todd Phillips e Scott Silver
  • “Adoráveis mulheres” – Greta Gerwig
  • “Dois papas” – Anthony McCarten

Roteiro original

  • “Entre facas e segredos” – Rian Johnson
  • “História de um casamento” – Noah Baumbach
  • “1917” – Sam mendes e Krysty Wilson-Cairns
  • “Era uma vez em… Hollywood” – Quentin Tarantino
  • “Parasita” – Bong jooh Ho e Han Jin Won

Documentário

  • “Indústria americana”
  • “The cave”
  • “Democracia em vertigem”
  • “For Sama”
  • “Honeyland”

Edição

  • “Ford vs Ferrari”
  • “O irlandês”
  • “Jojo rabbit”
  • “Coringa”
  • “Parasita”

Fotografia

  • “O irlandês”
  • “Coringa”
  • “O farol”
  • “1917”
  • “Era uma vez em… Hollywood”

Maquiagem e cabelo

  • “O escândalo”
  • “Coringa”
  • “Judy: Muito além do arco-íris”
  • “1917”
  • “Malévola: Dona do mal”

Mixagem de som

  • “Ad astra – Rumo às Estrelas”
  • “Ford vs Ferrari”
  • “Coringa”
  • “1917”
  • “Era uma vez em… Hollywood”

Edição de som

  • “Ford vs ferrari”
  • “Coringa”
  • “1917”
  • “Era uma vez em… Hollywood”
  • “Star Wars: A ascensão Skywalker”

Curta-metragem

  • “Brotherhood”
  • “Nefta football club”
  • “The neighbors’ window”
  • “Saria”
  • “A sister”

Figurino

  • “O irlandês”
  • “Jojo rabbit”
  • “Coringa”
  • “Adoráveis Mulheres”
  • “Era uma vez em… Hollywood”

Canção original

  • “I can’t let you throw yourself away” – “Toy Story 4” – Randy Newman
  • “(I’m gonna) love me again” – “Rocketman” – Elton John e Bernie Taupin
  • “I’m standing with you” – “Breakthrough” – Diane Warren
  • “Into the unknown” – “Frozen 2” – Kristen Anderson-Lopez e Robert Loopez
  • “Stand up” – “Harriet” – Joshuan Brian Campbell e Cynthia Erivo

Trilha original

  • “Coringa” – Hildur Guadnotóttir
  • “Adoráveis mulheres” – Alexandre Desplat
  • “História de um casamento” – Randy Newman
  • “1917” – Thomas Newman
  • “Star Wars: A ascensão Skywalker” – John Williams

Animação

  • “Como treinar seu dragão 3”
  • “Perdi meu corpo”
  • “Klaus”
  • “Link perdido”
  • “Toy story 4”

Curta de animação

  • “Dcera (daughter)”
  • “Hair love”
  • “Kitbull”
  • “Memorable”
  • “Sister”

Curta documentário

  • “In the absence
  • “Learning to skateboard in a warzone”
  • “Life overtakes me”
  • “St Louis Superman”
  • “Walk run cha-cha”

Filme internacional

  • “Corpus christi” – Polônia
  • “Honeyland” – Macedônia do Norte
  • “Os miseráveis” – França
  • “Dor e glória” – Espanha
  • “Parasita” – Coreia do Sul

Design de produção

  • “O irlandês”
  • “Jojo Rabbit”
  • “1917”
  • “Era uma vez… em Hollywood”
  • “Parasita”

Efeitos visuais

  • “Vingadores: Ultimato”
  • “O irlandês”
  • “O rei leão”
  • “1917”
  • “Star Wars: A ascensão Skywalker”
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