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Críticas

Crítica | A Incrível História de Adaline

A fórmula clássica do amor verdadeiro, se bem trabalhada, faz qualquer romance se tornar emocionante e encantador. Trazendo isso em uma ficção de passagem do tempo, o filme A Incrível História de Adaline tenta fazer diferente e até consegue. No entanto, peca por não aproveitar a o potencial psicológico que a obra tem, limitando-se a contar a frustrante vida amorosa de uma bela mulher que não envelhece.

Na trama, a atriz Blake Lively vive a jovem Adaline Bowman, que nasceu na década de 20 que vive uma vida socialmente completa: feliz no casamento e com uma pequena filha. Entretanto, durante uma noite chuvosa, Adaline sofre um acidente de carro quase fatal, cai em um lado, mas é reanimada por um raio que a atinge. Desde então, a vida da protagonista nunca mais foi a mesma. Por causa desse raio, Adaline é condenada a existir com a aparência de 29 anos pelo resto da vida.

Sem envelhecer, a personagem vê as pessoas que ama irem embora, além se ver obrigada a afastar-se da filha para não ter que dar explicações sobre a aparência jovem que nunca muda. Ela passa a viver na “clandestinidade” e age como se a juventude fosse uma maldição (no lugar dela quem não acharia?). Nesse drama, a vida amorosa de Adaline tem mais destaque do que a relação com a própria filha, por exemplo.

Adaline

Adaline vive várias épocas ao longo de 110 minutos de filme. (Foto: Divulgação/Diamond Films)

Inclusive, é nessa parte do filme que o roteiro apresenta os maiores “erros”, como apostar no clichê do “amor à primeira vista” e que, ainda por cima, é obsessivo.  O protagonista Ellis (Michiel Huisman) investe todas as energias para conquistar a amada sem nenhum motivo aparente. Amor a primeira vista, apenas. É um tanto difícil se deixar convencer pela insistência do personagem, mas, fazendo um esforço, a gente finge que não viu, ok?.

Para evitar tantos questionamentos sobre o drama da protagonista, o roteiro usa o realismo fantástico para explicar, com argumentos científicos inexistentes, o “fenômeno Adaline”, afirmando que a causa desse “problema” só será descoberto em 2035. O filme brinca com sua própria falta de realismo.

No papel de protagonista, Blake Lively fez um bom trabalho e conseguiu fazer uma boa composição da personagem. A atriz foi escalada para o papel após muito debate, já que Natalie Portman e Katherine Heiglouca não aceitaram viver a protagonista. Huisman vai bem no papel de sedutor, mas saiu prejudicado pela superficialidade do personagem.

A Incrível História de Adaline é um bom romance e encanta por apresentar uma singela história de amor, que ignora a complexidade que teria se fosse levada ao pé da letra. Delicado e eficiente, é um filme gostoso de assistir, que faz você terminar de assistir agradecendo por poder envelhecer.

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