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Espaço Volts

Espaço Volts #4 | A arte de capturar cada momento, com Louíse Mendes

Quarto episódio da série de entrevistas especiais do Espaço Volts.

Foto: Divulgação

Fotografar é uma arte. A captura daquele momento exato, do piscar de olhos, do perfeito pôr do sol entre as nuvens no horizonte. São muitos detalhes, muitas opções, muitos ângulos mas só um sentimento.

Louíse Mendes, canceriana de 22 anos, estudante de publicidade, fotógrafa e produtora, iniciou sua carreira há apenas um ano. Contudo, seus trabalhos, ricos em detalhes de produção, vem ganhando bastante espaço no cenário da Ilha. O Espaço Volts fez um café e chamou a Louíse para bater um papo sobre essa arte que está tão presente em nossas vidas.

Volts: Quando surgiu esse desejo pelo mundo da fotografia? Tem alguma história por detrás?

Louise: Eu sempre achei a fotografia fantástica, e sempre tive interesse de saber como que tudo aquilo era feito. Ângulos, como a pessoa fazia pra congelar um momento e torna-lo perfeito. Não tem nenhuma história por trás, mas minha família é muito louca por fotos, cheia de álbuns e tudo. A minha mãe contratou um fotógrafo pra fazer um ensaio meu quando eu tinha meses de idade. Acho que tudo isso influenciou mesmo sem saber.

V: E quando começou?

L: Na verdade, comecei a fotografar ainda em 2017 e apenas no celular. Sempre ia pro Reviver e tirava umas fotos do local. Mas a internet me abriu o mundo. Comecei a pesquisar sobre foto, sobre câmeras, e ai fui entendendo de fato como era tudo isso.

Foto: Divulgação.

V: Você teve alguma dificuldade pra conseguir realizar o desejo de fotografar? Foi difícil conquistar a primeira câmera?

L: Eu tive muita dificuldade desde a escolha da câmera. Eu pedia ajuda para muitos profissionais, via mensagem e tudo, mas nunca tive retorno. Então a dificuldade maior foi mesmo de tentar iniciar acertando. Minha primeira câmera foi por meio de vaquinha, e foi uma câmera usada. Depois de uns seis meses consegui trocar por uma câmera melhor e é com ela que trabalho até hoje.

V: A gente sabe que a fotografia é um grande universo. Mas, em meio as diversas possibilidades que tu tens, há alguma coisa que você prefira fotografar? Pessoas? Paisagens?

L: No começo eu fotografava bastante as paisagens, mas agora isso não é algo que eu sou muito fã. Hoje eu amo mesmo fotografar pessoas. Eu admiro muito todo mundo, foco em procurar a beleza de cada um e reproduzir. Hoje também foco muito em palcos, apresentações, que é mais voltado pra arte, e comercialmente também já faço fotos de eventos.

V: Me conta qual foi o trabalho mais difícil que você realizou até hoje. Já aconteceu algo que seja memorável?

L: Não existe trabalho fácil, sabe? Sempre pode acontecer uma situação ou outra que te faça se sentir desconfortável. Mas, um dos trabalhos mais difíceis que já fiz e que dá pra lembrar foi um parto, e foi logo no meu início com as fotos. Também posso citar um mais recente, do ateliê de dança que estou acompanhando, que é do espetáculo Frida, por conta da enorme produção e também do grande número de pessoas que estão dentro. Esse tem se tornado muito memorável, ele tem um gostinho especial.

Foto: Divulgação.

V: Vi que recentemente você começou a produzir colagens com suas fotos autorais. Como tá sendo descobrir esse novo processo de arte?

L: As colagens têm sido uma coisa muito natural de sair. Eu queria fazer algo a mais com minhas fotos, não queriam que elas fossem simples fotos. Como eu não sabia muito bem o que fazer comecei a olhar o trabalho de uma amiga minha, a Brenda Maciel, que ela é referência em tudo para mim. E ela trabalha com colagens, bem diferentes das minhas, mas que servem de inspiração. Comecei a conhecer mais sobre esse tipo de arte e que é diferente do que eu apenas costumava fazer.

V: E vai continuar, né?

L: Sim, eu espero desenvolver isso muito ainda. Eu tô adorando fazer.

V: Não sei se é o seu caso, mas se não for: você já pensou em se sustentar apenas da fotografia? Como você avalia esse mercado?

L: Eu já pensei super em me sustentar apenas de fotografia. Na verdade é o que eu gostaria de fazer. Mas tem apenas um ano que estou nisso, então ainda estou descobrido. Eu entrei na parte da produção fotográfica e produção de eventos e são coisas que também vêm me encantando muito a cada dia. Aqui em São Luis eu tô vendo que esse mercado tá em expensão. O negócio é não esperar um padrinho ou um grande suporte, a galera têm que fazer seus trampos mesmo e botar a cara a tapa. E isso tá dando grandes frutos pra muitos que conheço, que, inclusive, estão até indo embora.

Foto: Divulgação.

V: Como você se enxerga daqui uns cinco anos? Pessoalmente e profissionalmente falando.

L: Eu me vejo agregando tudo que tô fazendo agora mais as coisas que vão me aparecer (risos). Daqui a cinco anos eu vou tá formada, e vou com certeza estar buscando mais coisas para aprender. A comunicação social me abriu muitas portas, principalmente a de buscar conhecimento. Meu plano realmente é ir embora investindo no trabalho que eu iniciei aqui. Mas, mesmo fazendo isso, essa cidade sempre será minha referência porque eu amo muito, muito mesmo São Luís.

Para continuar acompanhando o trabalho da Louise, clique aqui ou aqui.

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