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Espaço Volts

Espaço Volts #3 | A arte sem rótulos do Paulada Art

Terceiro episódio da série de entrevistas do Espaço Volts.

Foto: Divulgação

Quando a gente fala de arte, a gente fala de um mundo muito mais amplo do que podemos imaginar. Não é artista só quem faz pinturas, ou quem fotografa, ou quem faz uma escultura em gesso. E, também, não é artista só quem faz uma dessas coisas: eles podem fazer tudo ao mesmo tempo.

Paulo Araujo, de 20 anos e mais conhecido como Paulada nas redes sociais, é um artista que arrasa na ilustração e aquarela, mas no Espaço Volts ele deixou bem claro que não gosta de ser taxado. Vem entender bem mais sobre a arte do Paulada na entrevista que ele nos concedeu.

Volts: Quando e como começou esse interesse pelas ilustrações e aquarela?

Paulo: Eu sempre achei muito bonito o efeito da aquarela, sempre acompanhei outros artistas que utilizavam o material. Mas eu só comecei a utilizar esse tipo de material quando ganhei um kit de um amigo meu. Desde que comecei a usar nunca mais parei.

V: E como foi para aprender a usar?

P: Basicamente vídeos no YouTube (risos). Conversei bastante com uma galera que também já utilizava a aquarela como arte e daí fui criando o meu próprio estilo, meu modo de fazer desenhos.

V: Tem alguma ilustração já feita que você considerou muito difícil de produzir? E a mais fácil?

P: Acho que foi a primeira que fiz com aquarela. Eu não conhecia muito bem o material, mas decidi desenhar o rosto de uma amiga minha. Foi bem difícil acertar o tom de pele e tudo isso, então eu sempre corria para tutoriais e pedir dica para alguns amigos. Agora não tem uma que seja a mais fácil, todas tem uma dificuldade em específico.

Foto: Divulgação.

V: E a preferida?

P: Ai, eu gosto de tantas! Mas tem uma que fiz recentemente pra minha prima, que não foi nem encomenda. Fiz algo com o universo, e esse tipo de ilustração são as que eu mais gosto.

V: Há algum artista ao qual você se inspira?

P: Antes, os artistas que eu seguia não eram as pessoas que faziam esse tipo de arte que eu faço hoje. Quando comecei a descobrir esse cenário comecei a me inspirar na galera local mesmo, como a Neila Albertina, Zababadum, Joy Brasilino, além da galera da fotografia, que também é algo que gosto muito, como Mylena e o Hil.

V: Você já é um artista. Mas, já passou pela sua cabeça a ideia de viver como artista, se sustentar do retorno que a sua arte pode futuramente dar?

P: Eu acho que todo artista sonha com isso. Mas, às vezes as pessoas não valorizam muito o nosso trabalho. É bem difícil a gente se desenvolver com isso por falta de investimento então a gente acaba tendo que se desenrolar em outras áreas. Por exemplo, eu to cursando Design, mas eu quero usar minha arte no Design também. Antes eu pensava em trabalhar só com a arte, mas eu tô tendo que aprender a conciliar as coisas, para ver se consigo ter um retorno mais certo.

V: Há algum plano para o futuro com as ilustrações?

P: Artista é meio doido da cabeça, então tirando por mim toda hora tenho uma nova ideia na cabeça. Por exemplo, agora tô tentando iniciar a pintura digital. Eu fiz a minha primeira na ultima semana e tive um bom retorno, então vou começar a investir nisso. Mas não abandonando a pintura a mão, né. Eu também tenho muita vontade de fazer produtos com as minhas ilustrações, mas aqui é meio complicado de aplicar, mas os contatos já estão rolando para ver se já começo a assinar a estampa de algumas camisas.

V: O que mais lhe inspira para pintar?

P: Eu digo que eu gosto de ilustrar experiências. Tipo, um lugar que eu fui e me marcou, vou lá e tiro uma foto e depois crio um desenho em cima daquilo. A natureza, o universo, tudo isso são coisas que me marcam bastante e que gosto de passar de algum modo pro papel.

V: E quando você é contratado?

P: Meu eu artista não gosta muito de se sentir forçado em pintar as coisas. É como rola com as encomendas. Eu faço o meu trabalho de reprodução de fotos quando recebo as encomendas da melhor forma possível, e é isso que me rende dinheiro e eu sou muito grato por isso. Mas, artisticamente falando, não é a mesma coisa de criar algo que vem da minha cabeça. Meu sonho é um dia saber que as pessoas estão comprando aquilo que tá saindo da minha cachola. Enquanto isso não rola, podem entrar em contato que eu pinto qualquer coisa (risos).

V: Vendo o seu Instagram, você não apenas faz desenhos, né?

P: Além das ilustrações eu gosto de me envolver com diversas áreas da arte, como a maquiagem artista e a fotografia. Eu também já fiz parte da Direção de Arte de alguns clipes e criação de objetos que compões cenários de clipes e filmes.

Foto: Divulgação.

V: Um artista de verdade. Da vontade, né, Selena Gomez?

P: Esse é o legal de trabalhar com a arte. Não quero ser taxado como ilustrador. Quero a cada dia descobrir e me aperfeiçoar em algo novo. Ser artista é isso.

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